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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Contra a lama e mau cheiro, ainda se procura vida no Brumadinho




www.noticiasaominuto.com




A tragédia humana e ambiental que foi a rutura do Brumadinho, em Minas Gerais, no Brasil, ainda não terminou.

A torrente de lama que varreu uma comunidade e as instalações da empresa que explorava a barragem, roubou vidas e deixou um rasto de destruição.

Até ao momento há 99 mortes confirmadas. O número, no entanto, ainda deverá subir, já que há ainda 259 pessoas dadas como desaparecidas.
É entre a água de  resíduos tóxicos, a lama e um cheiro putrefacto que os bombeiros continuam a trabalhar.
Cada dia que passa são horas a menos na esperança de salvar vidas. Mas uma semana após o desastre ainda há resgates. Até ao momento, 192 pessoas foram retiradas com vida. O portal G1 dá conta dos nomes de todos os que foram resgatados.

Só na quarta-feira, os bombeiros levaram a cabo - com a ajuda de voluntários de veterinária - 45 resgates de animais vivos, como o que pode ver na imagem captada pelo repórter Adriano Machado, para a Reuters, de uma galinha enlameada. As condições, porém, são particularmente difíceis.

Os operacionais no terreno estão obrigados a usar máscaras, não apenas pelos resíduos tóxicos mas também pelo mau cheiro. Há corpos em decomposição, de pessoas e animais, ao ponto de a situação já ter atraído dezenas de urubus, aves da fauna local com padrões alimentares parecidos com os dos abutres.
Entretanto, as autoridades brasileiras detiveram engenheiros que levaram a cabo a inspeção da barragem. 

A empresa que geria a barragem do Brumadinho, que já tinha visto o seu nome envolvido noutra trágica rutura de barragem (a de Mariana, em 2015), anunciou que vai fechar uma dezena de barragens semelhantes à de Brumadinho.

Há, ainda, mais de três mil barragens (entre as 20 mil, de diversas funcionalidades, que há no país) que deverão agora ter nova atenção por parte das autoridades. Para que não se repita tão cedo uma tragédia humana e ambiental como a do Brumadinho.

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