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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Pagar 500 euros/hora a anestesiologistas? Ordem nega e desafia ministra




www.noticiasaominuto.com



A polémica em torno da falta de anestesiologistas na Maternidade Alfredo da Costa continua a assumir novos contornos. Depois das palavras da ministra da Saúde, Marta Temido, que realçou esta segunda-feira que o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central acedeu a oferecer 500 euros à hora para contratar um segundo anestesiologista nos dias 24 e 25 e que não houve um único candidato, a Ordem dos Médicos reagiu e negou a existência dessa proposta.


Num comunicado enviado para as redações, a Ordem dos Médicos lamenta a propagação de ‘fake news’ na época de Natal. “Qualquer pessoa de bom senso, compreenderia que, se tal proposta existisse, num turno de 12 horas, quase triplicava o ordenado de um mês”, destacou Miguel Guimarães, o Bastonário da Ordem dos Médicos.


“A verdade é bem diferente: o Centro Hospitalar de Lisboa Central terá aberto um concurso para contratação de prestadores de serviços, por um valor de 39€ à hora, valor esse que seria pago à empresa, não aos médicos especialistas (cujo valor/hora é sempre inferior ao que é pago à empresa)”, esclarece a Ordem no comunicado.
Face à diferença de valores - 461 euros - Miguel Guimarães desafia a ministra da Saúde a apresentar os contratos que comprovem o valor que referiu e que explique “em que meios oficiais foram publicados e divulgados”.

Por outro lado, frisa que a “confirmar-se a verdade”, ou seja, que esta proposta de contratação de 500 euros à hora não existe, exige “um desmentido tão público quanto o foram estas falsas notícias, e reserva-se no direito de recorrer aos Tribunais dado o carácter ofensivo e indigno para os médicos como resultado das declarações proferidas”.



A terminar, a Ordem dos Médicos lamenta que esta situação seja um exemplo da falta de investimento nos quadros do SNS. “A falta de anestesiologistas – e outros especialistas - é uma constante no SNS. Infelizmente, não é um exclusivo do Natal”, explica Miguel Guimarães.

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