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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

ESTE É O GOVERNO AMIGO DOS QUE TRABALHAM. DOS QUE ESTUDAM - Governo dá ordem para que alunos mais pobres só recebam bolsas de mérito pela metade

www.dn.pt




O governo deu ordens às escolas para só pagarem metade das bolsas de mérito a que os alunos mais pobres têm direito no 1.º período de aulas.

 Estamos a falar de estudantes do secundário com ação social escolar que no ano letivo anterior tiveram, pelo menos, média de 14 valores e que por isso têm direito a receber cerca de 1070 euros anuais de bolsa de mérito. A lei prevê que boa parte desse valor, 428 euros, seja entregue no primeiro período, que termina já a meio de dezembro, mas as escolas receberam há uma semana um aviso da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) a ordenar que apenas seja paga metade da primeira tranche, empurrando para o próximo ano a entrega do restante valor. 

Os diretores não receberam qualquer justificação para esta decisão, que garantem ser inédita, e apontam para as cativações de final de ano.


"Serve o presente para informar que foram desencadeados os procedimentos inerentes ao pagamento da primeira tranche das bolsas de mérito. Devem proceder apenas ao pagamento de 50% do valor a que o aluno teria direito. O restante valor só será pago em 2019." São estas as mensagens que seguiram para os serviços de ação social das escolas no dia 23 de novembro, o que, na prática, equivale a dizer que estes alunos vão receber em dezembro 214 euros, quando deviam levar para casa 428. Uma situação que apanhou de surpresa os diretores, que nunca tinham recebido estas orientações. Nem no tempo da troika.


Escolas "devem proceder apenas ao pagamento de 50% do valor a que o aluno teria direito. O restante valor só será pago em 2019"
"Estas tranches eram sempre pagas de uma só vez. Estou à frente do agrupamento há sete anos e houve sempre dinheiro para pagar estas bolsas, até que neste ano recebemos informações para se pagar apenas metade do valor referente ao primeiro período. Sem mais justificações",conta Nuno Gomes, diretor do agrupamento de escolas Ovar Sul. Também a norte, um outro diretor confirma que o Ministério da Educação nunca tinha pedido para se cortar este apoio ao meio. "Desta vez, recebemos de facto essa comunicação a dizer expressamente que só podemos pagar 50% do valor da primeira tranche. Já dei instruções aos serviços para comunicarem isso às famílias, caso venham perguntar pelas bolsas.

" Mais a sul, a mesma informação, mas com uma estranheza adicional: o valor que foi depositado na conta de uma escola da região de Lisboa nem chega sequer a ser rigorosamente metade do que devia ser pago por estas bolsas aos alunos.


O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que ainda não conhecia a orientação do governo, lamenta que se corte "um apoio que dava muito jeito às famílias". "Isto é consequência da situação real que vivemos e que não é tão boa como nos querem fazer crer. É uma pena que os alunos que tiveram mérito não vejam esse trabalho reconhecido como deviam e era bom que se desse prioridade à educação, como pede o Presidente da República", argumenta Jorge Ascenção. E a Confap vai contestar esta decisão? "É possível, mas não terá efeitos práticos..."


O DN questionou os ministérios da Educação e das Finanças sobre esta decisão, nomeadamente sobre o que esteve na base da mudança de orientações neste ano e quantos alunos são abrangidos por este apoio. O gabinete de Tiago Brandão Rodrigues respondeu que "o valor das bolsas é, e tem sido sempre, pago em tranches, sendo a primeira transferida para as escolas no final do primeiro período. As escolas procedem, depois, ao pagamento aos alunos/famílias. 

Os esclarecimentos prestados", continua o Ministério da Educação, "foram no sentido de ficar claro que os valores já transferidos abrangem todos os alunos que têm direito a esta bolsa". Fica por responder a questão fundamental, que o DN voltou a colocar às Finanças: porque há neste ano um corte de 50% na primeira tranche a ser entregue aos alunos?
As bolsas de mérito representam um investimento de mais de 19 milhões de euros em 2018/2019 e chegam a cerca de 18 mil alunos


As bolsas de mérito representam um investimento de mais de 19 milhões de euros em 2018-2019 e chegam a cerca de 18 mil alunos. O número de alunos tem vindo a aumentar e o valor unitário tem também aumentado (está vinculado ao valor do indexante dos apoios sociais). Só em duas escolas contactadas pelo DN são abrangidos cerca de 60 alunos. No início deste ano, no despacho de pagamento das bolsas do ano letivo anterior, o próprio governo reconheceu que esta medida é importante, tendo "em vista garantir a equidade do sistema educativo, a discriminação positiva e a solidariedade social, e com o objetivo de prevenir a exclusão social, o abandono escolar e promover a redução dos índices de insucesso escolar".

Diretores falam em cativações


"Engenharia financeira" e "cativações" são as palavras usadas pelo autor do blogue Assistente Técnico, que publicou a mensagem da DGEstE enviada às escolas, críticas partilhadas pelos diretores escolares. "Diria que é isso mesmo, estão a cativar valores no final do ano que eram para famílias mais carenciadas", sublinha Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. 


"É um apoio importante para estas famílias, porque, destes bons alunos, a maioria passa verdadeiras necessidades. Isto não é prática normal, é nitidamente gestão financeira nesta altura do ano", acrescenta Nuno Gomes. O governo não respondeu ao DN em relação a estas críticas, nem à questão de saber se a ordem enviada às escolas partiu apenas da DGEstE ou se é responsabilidade do ministério de Mário Centeno.
"Isto não é prática normal, é nitidamente gestão financeira nesta altura do ano"


Um outro diretor, que pediu anonimato, reconhece que, "mesmo não querendo ser demagógico, de facto isto parece uma cativação e é dinheiro que naturalmente daria muito jeito as estas famílias nesta altura". Mas, pelo que os serviços de ação social explicam, mesmo a verba com cortes dificilmente será entregue aos alunos antes do Natal. Isto porque, apesar de o dinheiro já ter sido desbloqueado pela Educação, as escolas ainda têm de a comunicar às Finanças para depois pedirem que seja novamente disponibilizada. Isto, a juntar ao facto de algumas escolas terem detetado incongruências nas verbas transferidas e terem pedido à DGEstE que retifique o processo, deve atrasar o pagamento para o final de dezembro.


Só podem candidatar-se às bolsas de mérito os alunos que sejam abrangidos pelos apoios económicos da Ação Social Escolar e que tenham obtido no ano letivo anterior classificação igual ou superior ao nível 4, para os alunos que passaram do 9.º para o 10º ano, e classificação igual ou superior a 14 valores, para os alunos dos 10.º e 11.º anos e cursos profissionais. Os pedidos têm de ser apresentados até ao final de setembro de cada ano letivo e as bolsas só são entregues aos alunos que se candidatam. A bolsa é, segundo as regras, entregue em três prestações: 40% no 1.º período, 30% no 2.º período de aulas e mais 30% no 3.º.

Estudantes do Montijo em protesto são alvo de repressão policial

Um protesto contra a falta de funcionários na Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, foi duramente reprimido pela PSP. Houve estudantes assistidos no local pelos bombeiros.

Cerca de uma centena de estudantes da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, que protestavam pela falta de funcionários, foram empurrados enquanto permaneciam concentrados junto ao portão. A acção policial sobre os estudantes motivou assistência por parte dos bombeiros locais.
Os estudantes contestavam a falta de investimento e desresponsabilização por parte do Governo, «que levou ao encerramento do bar, do polidesportivo e da papelaria por falta de funcionários», além da falta de «um sistema de aquecimento para todos» e a existência de estruturas de amianto.
VÍDEO

Numa publicação no Facebook, afirmam que a PSP agiu «limitando as nossas liberdades democráticas e consequentemente o nosso direito constitucional de nos manifestarmos.  «Não aceitamos que nos limitam os nossos direitos. Nós respondemos com a luta, juntos pela democracia na escola», acrescentam.
Em nota de imprensa, os estudantes divulgam que decidiram marcar um novo protesto para amanhã, nos mesmos moldes, em defesa de melhores condições e dos seus direitos democráticos.

www.abrilabril.pt

AS PALAVRAS


AS PALAVRAS, O SOM DELAS QUANDO HOJE AS OUVIMOS SOAM A DINHEIRO, AS FRASES IMITAM O SOM DO RESMALHAR DAS NOTAS.
AS PALAVRAS DEIXARAM DE TER HONRA, SOAM-NOS, TILINTAM COM VÍRGULAS, COM OS TIL(S) OS CIRCUNFLEXOS E OUTROS RUÍDOS COMO MÁQUINAS DE BATOTA.
É ASSIM NO FUTEBOL, NA POLÍTICA, EM QUASE TUDO NA VIDA.

António Garrochinho


O MAIOR ATENTADO A LISBOA

Este é o maior atentado paisagístico (e não só) em curso à cidade de Lisboa e ninguém disse ai nem ui. Lindo serviço!


Foto de Vic Vaporub

PS cede aos grandes grupos económicos e trava subida do imposto sobre mega-lucros

O PS recuou no compromisso assumido de aprovar as propostas do BE e do PCP para a criação de um novo escalão da derrama estadual, para as grandes empresas com mais de 20 milhões de euros de lucros.

PS, PSD e CDS-PP chumbaram o aumento da taxa de imposto sobre os lucros para as grandes empresas em 2 pontos percentuais, depois de o PS e o Governo terem assumido viabilizá-las.
Esta proposta, de subida da taxa da derrama estadual (um adicional ao IRC para as grandes empresas) de 5% para 7% para os lucros entre os 20 e os 35 milhões de euros foi rejeitada, aliviando os cofres recheados de cerca de 120 empresas – as mais lucrativas do País.
Esta votação, que ficou para o final deste segundo dia, surpreendeu, tanto mais que há um ano o PS assumiu uma posição inversa quando se tratou de criar um novo escalão da derrama estadual para empresas com lucros acima de 35 milhões de euros.
De acordo com o Governo, o novo escalão criado no Orçamento do Estado para 2018 vai render cerca de 60 milhões de euros ao longo deste ano: o equivalente ao custo total de construção previsto para o novo Hospital do Seixal.



www.abrilabril.pt


mas que rico "sapatinho"


SEM PAPAS NA LÍNGUA


NA MINHA OPINIÃO ESTÁ COLOCADA DE FORMA TENTADA A VENDA NOS OLHOS MESMO NAQUELES QUE COM CORAGEM SEMPRE RESISTIRAM A SOLUÇÕES DESVIANTES E BURGUESAS.

NÃO SEI SE O POVO CAIRÁ NA ARMADILHA (SE CAIR A LUTA VAI SER MAIS LONGA E PODE DESMOBILIZAR MUITOS DOS QUE JÁ ESTÃO CANSADOS E DESILUDIDOS COM A PALHAÇADA)


ESTÁ ENCETADA UMA NOVA ETAPA NA POLÍTICA PORTUGUESA E CONTINUO A AFIRMAR QUE INFELIZMENTE ESTOU CONVICTO QUE OS PORTUGUESES VÃO SOFRER MAIS UNS LARGOS ANOS SE NÃO ROMPEREM COM ESTA FORMA DE ENFRENTAR AS POLÍTICAS BURGUESAS QUE SE ADIVINHAM DRÁSTICAS E RUINOSAS PARA OS QUE TRABALHAM E ASPIRAM A UMA VIDA MELHOR.


António Garrochinho

Visita do presidente da China a Portugal pode ser uma oportunidade para privatizar a CP




expresso.sapo.pt


A visita oficial do Presidente chinês a Portugal em dezembro é uma oportunidade para garantir investimento em portos e na ferrovia, mas também em projetos tripartidos em África e América Latina, segundo defendem especialistas em relações internacionais contactados pela agência Lusa.


Os portos de Leixões e de Sines, a modernização da linha ferroviária que pode até passar pela privatização parcial ou total da CP, cooperação tripartida entre a China, Portugal e países africanos ou da América Latina para assegurar investimentos de grande escala são alguns dos exemplos dados por docentes e investigadores numa antevisão da visita oficial do Presidente chinês, Xi Jinping, a Lisboa.


"Esta é uma oportunidade para se passar das palavras aos atos, de dar uma expressão económica às boas relações entre Portugal e a China", sublinha o presidente do Fórum Luso-Asiático, Arnaldo Gonçalves, lembrando que "Portugal, só entre 2010 e 2016, tornou-se no sétimo país europeu em que se registou mais investimento chinês".


"Na área das infraestruturas, está em cima da mesa a possibilidade de a China investir nos portos portugueses. O porto de Roterdão está sobrecarregado. Se a China quer prosseguir o esforço no âmbito da iniciativa 'Uma Faixa, Uma Rota' vai ter que ter um porto alternativo. Os portos de Leixões e Sines podem ser alternativas interessantes", sustenta o professor de Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto Politécnico de Macau.


Por outro lado, acrescenta, "Portugal precisa, mais tarde ou mais cedo, de modernizar a sua linha ferroviária", defendendo que o país necessita de adotar uma postura mais proativa.

Ligação ferroviária de alta velocidade até Espanha na mira

"Para além dos portos, a privatização total ou parcial da CP poderia ser uma opção", adianta o investigador, lembrando, contudo, que a aposta chinesa em vias de comunicação terrestres e marítima "coloca problemas políticos delicados à União Europeia [UE]", sobretudo "num quadro de reemergência do poder russo e da aproximação entre Xi [Jinping] e [Vladimir] Putin". Ou seja, explica, Portugal tem que ter algum cuidado" e "acertar bem as agulhas com a União Europeia para, no fundo, não ser uma 'lebre' posta a correr por Pequim contra a própria política externa da UE".


Em sintonia, o presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau, José Sales Marques, acredita que ainda há espaço "para reforçar de forma significativa a cooperação" e que, também por isso, a visita de Xi Jinping a Portugal "é de grande simbolismo" porque "acontece num momento em que as relações estão num ponto muito alto" e após uma década "de forte expressão económica".


Sales Marques expressa a sua convicção de que, "a ser assinado um memorando de entendimento no âmbito da iniciativa 'Uma Faixa, Uma Rota'" durante a visita de Xi Jinping, é possível que se verifique um entendimento conjunto "sobre projetos como o porto de Sines e a ligação ferroviária [de alta velocidade] até Espanha".
O docente e investigador alerta, também, que os compromissos entre Portugal e a China não podem colidir com os interesses europeus, devendo "estar sujeitos a regras definidas pelo Tratado de Lisboa relativas a acordos sobre investimento estrangeiro".


O presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau destaca a importância da "nova realidade ao nível das relações bilaterais entre os dois países", mas admite que será interessante verificar "até que ponto podem surgir, em concreto, projetos de investimento trilateral entre Portugal, China e um país africano, lusófono ou não".


Uma opinião partilhada pelo presidente do Fórum Luso-Asiático, Arnaldo Gonçalves, que junta a possibilidade de Lisboa e Pequim poderem acordar "investimentos tripartidos (...) não só em África, como também na América Latina". Afinal, exemplifica, "houve investimentos brutais chineses que fizeram disparar a dívida interna brasileira e que aparentemente vão ser congelados pelo Presidente [Jair] Bolsonaro", pelo que "Portugal pode limar, aí, algumas arestas".


Por seu lado, José Sales Marques, que faz questão em enumerar as manifestações das relações sino-portuguesas, como os 'vistos gold', aquisição da EDP, crescente fluxo turístico e até as celebrações em Portugal do Dia da China e do Ano Novo chinês como provas de que Lisboa "tem que continuar a olhar sem preconceitos e com naturalidade para o investimento" de Pequim.


"A visita coloca Portugal no mapa", conclui por sua vez Arnaldo Gonçalves, alertando para uma outra prioridade, a de que os responsáveis políticos portugueses têm de acautelar situações como a entrada de empresas lusas no mercado chinês.

«Exemplar» Porto de Leixões não consegue carregar carros, face a cais aluído

O Porto de Leixões, extremamente elogiado por António Costa e Diogo Marecos, administrador da Operestiva, não está a conseguir carregar os carros que recebeu da Autoeuropa, face a um aluimento do cais.

Porto de Leixões
Porto de LeixõesCréditos
Segundo o Expresso, o navio Patara devia ter entrado no Porto de Leixões pelas 14h00 desta quinta-feira para receber os primeiros automóveis da Autoeuropa. Porém, «ainda não entrou. São 14h30 e o barco continua à espera», afirmou Osório Sousa, um dos estivadores de Leixões.
Os trabalhadores do Porto de Leixões garantem que o barco está ao largo desde a manhã de ontem, mas o horário para entrar e atracar já mudou várias vezes. Algo que também mudou foi o número de carros a aguardar o carregamento, que afinal são apenas 300, em vez dos 700 automóveis anunciados pela administração do porto na segunda-feira passada.
Osório Sousa, estivador no porto e delegado do Sindicato dos Estivadores e Actividades Logísticas (SEAL), afirma que «os trabalhadores estão surpreendidos e não compreendem este atraso».
Todavia, os estivadores admitem que possa estar relacionado com um «buraco» no cais, perto do local onde os carros da volkswagen estão estacionados e o navio provavelmente deveria atracar. «Foi um aluimento grande, já há alguns meses e ainda não foi reparado. Para carregar os automóveis, será preciso o Pataralançar uma rampa pesada por ali», explicam.

Estivadores e patronato retomaram negociações

O SEAL e os operadores portuários retomaram hoje, no Ministério do Mar, em Lisboa, as negociações para resolver o conflito laboral no Porto de Setúbal.
A proposta do SEAL, que este considera razoável, tendo em conta que o porto tem capacidade para 93 contratos sem termo, passa pela integração imediata de 56 estivadores e que fique prevista uma solução que garanta um turno diário aos restantes 37 enquanto aguardam pela sua vez.
Todavia, apesar de ter subido de 30 para 56 contratos efectivos, a Operestiva exige que um número considerável de trabalhadores seja de sua escolha, argumentando com a necessidade de enquadrar os mais de dez trabalhadores que contrataram nos últimos dias, durante a greve.
A Operestiva, a empresa portuária responsável pelo actual conflito no Porto de Setúbal, também exige que qualquer proposta apresentada nas negociações apenas seja aceite sob condição do fim imediato da greve ao trabalho suplementar e da paralisação dos «eventuais».
Para o SEAL, tais condições são chantagem, até porque a greve ao trabalho extraordinário, iniciada a 13 de Agosto, prende-se com outros motivos. Esta abrange todos os portos nacionais e foi convocada em resposta às perseguições continuadas aos seus sócios, em diversas formas de repressão e discriminação salarial, com destaque para os casos mais graves a ocorrer no Porto de Leixões e do Caniçal (Madeira).


www.abrilabril.pt


Falsas promoções - Continente alerta para cartões fraudulentos






Nos últimos dias, circularam várias SMS com um alegados descontos da cadeia de supermercados Continente.

Num comunicado, o Continente esclarece que "a mensagem é fraudulenta, porque, para além de utilizar indevida e ilegalmente o nome da marca Continente, procura recolher dados pessoais de cidadãos com a promessa de um prémio inexistente". Trata-se, assim, de uma atividade denominada de phishing.


"O Continente confirma que não houve acesso indevido aos dados dos seus clientes, estando as bases de dados da marca totalmente seguras", esclarece a empresa.

Segundo a mesma nota, já terão sido desenvolvidos contactos com o objetivo de encontrar "as fontes destas iniciativas maliciosas". "A área de suporte técnico do Continente acredita ter já identificado a maioria dos sites piratas identificados nesta ação, tendo conseguido que fossem desligados", pode ler-se.

A empresa aconselha, também, os seus clientes a não abrirem os conteúdos enviados pelas mensagens.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

GINGLE BELLS





E AGORA A GRANDE NOVIDADE DE NATAL, O GRANDE SAPATINHO PARA OS PORTUGUESES.

PORTUGAL, OUÇAM BEM PORTUGAL ! VAI PAGAR AO FMI TODA A DÍVIDA !

OU SEJA EM BOM PORTUGUÊS: O POVO VAI CONTINUAR A SER ESMINFRADO, ROUBADO, ENGANADO PARA PAGAR A DÍVIDA QUE OS AGIOTAS, OS GATUNOS, OS BANQUEIROS, OS CORRUPTOS, OS QUE A GENTE SABE QUEM SÃO SACARAM PARA PROVEITO PRÓPRIO. AS VIVENDAS DE LUXO, OS BÓLIDES DE GRANDE CILINDRADA, AS VIAGENS PELO MUNDO, AS CONTAS EM OFFSHORES, O LUXO, A RIQUEZA FARAÓNICA, O ASSEGURAR DE MEIA DÚZIA DE CRÁPULAS, DE FAMÍLIAS CRIMINOSAS COM O PODER DO DINHEIRO GARANTIDO PARA AS SUAS GERAÇÕES ARIANAS, AS DA BANCA, AS DA BURGUESIA, AS PROTEGIDAS PELO VATICANO E PELAS MÁFIAS DO MUNDO.
EIS A GRANDE NOVIDADE, EIS O SAPATINHO !

HABEMUS NATAL ! GINGLE BELLS !


António Garochinho

POR HOJE....


HOJE E SEM MUITA VONTADE DE PUBLICAR NO BLOGUE E NO FACEBOOK








segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A NATO QUER ENVOLVER A EUROPA NUMA GUERRA COM A RÚSSIA - NATO garante apoio a Kiev e convoca reunião para debater tensão com Rússia




www.tsf.pt



O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, garantiu esta segunda-feira ao Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que a organização mantém o apoio ao país sobre a integridade territorial, incluindo o direito de navegação nas suas águas e nas internacionais.


Segundo um comunicado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), Stoltenberg, para além de reiterar o apoio a Kiev, anunciou a convocação de uma reunião extraordinária da comissão Nato-Ucrânia, a nível de embaixadores, em Bruxelas, para debater a recente escalada de tensão entre Kiev e Moscovo.

O telefonema de Stoltenberg a Poroshenko deveu-se ao recente aumento da tensão entre a Rússia e a Ucrânia, nomeadamente no estreito de Kersch, que une o Mar Negro e o Mar de Azov.

A Rússia reabriu hoje de manhã o estreito de Kerch, após o ataque contra navios da Armada da Ucrânia no domingo.
"O estreito foi aberto esta manhã", disse Alexei Volkov, diretor geral da empresa dos Portos Marítimos da Crimeia, em declarações a vários órgãos de comunicação social russos.

Moscovo ordenou o encerramento do Estreito de Kerch depois de ter acusado a Armada da Ucrânia de violação das águas territoriais.

O escalar da tensão aumentou desde que Moscovo concluiu a construção de uma ponte entre a Península da Crimeia e a Rússia.

O ASCO ! O QUE FALTA POR AÍ SÃO TSIPRAS ! - Tsipras avisa governo italiano: Cedam agora, depois será pior




www.jornaldenegocios.pt

"É melhor que façam hoje aquilo que, de outra forma vos farão fazer depois", foi o conselho dado por Alexis Tsipras a um conjunto de personalidades italianas com responsabilidades governativas segundo avançou este fim-de-semana o Corriere della Sera.

Ou seja, "cedam agora, depois será pior", avisou o primeiro-ministro grego tendo como base para este conselho a sua própria experiência como líder do governo helénico em 2015, ano em que desafiou as exigências feitas em Bruxelas rejeitando aplicar novas políticas de austeridade. No fundo, Tsipras considera que se Itália demorar a ceder acabará por pagar um preço mais elevado.


A Grécia entrou numa espiral de crise, sendo obrigada a impor controlo de capitais, que culminaria com a cedência de Atenas às exigências da troika e a adopção de medidas ainda mais gravosas do que as inicialmente postas em cima da mesa.


De acordo com o Corriere della Sera, Tsipras falou com figuras políticas italianas para fazer um pedido de desculpas e dar uma explicação. Tsipras pediu desculpa por não ter apoiado o governo eurocéptico italiano na intenção de prosseguir um orçamento expansionista, criando atritos no âmbito da discussão em curso na Zona Euro.


"Não posso fazer nada porque serei o primeiro a levantar suspeitas", explicou Tsipras recordando que em 2015 Roma também não apoiou as pretensões das autoridades helénicas.


No entanto, o líder do Syriza (esquerda radical) acrescenta que se o governo de aliança entre o 5 Estrelas e a Liga tiver "outra ideia", como por exemplo a saída do euro que o próprio Tsipras rejeitou há três anos, então o primeiro-ministro grego deseja "boa sorte" a Roma.

Depois de a Comissão Europeia ter rejeitado as duas propostas de orçamento que o executivo transalpino fez chegar a Bruxelas, a imprensa italiana avança que ainda na noite desta segunda-feira o núcleo duro governamental vai reunir-se com o objectivo de acordar novas metas para o défice orçamental com vista a garantir a aceitação do órgão executivo da União Europeia.
Tsipras participou este domingo na cimeira europeia extraordinária sobre o Brexit, onde terá falado directamente sobre o assunto com o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. Por sua vez, Conte reuniu-se à margem do Conselho Europeu com a chanceler alemã Angela Merkel que insistiu na necessidade de Roma "rever" o respectivo esboço orçamental apelando ao executivo italiano que negoceie um compromisso com a Comissão.

A ANTECÂMERA

SOCIAL DEMOCRACIA
OS MAMÕES JÁ NEM PRECISAM DE SER SIMPÁTICOS, METERAM O POVO NAQUELE FAMIGERADO CORREDOR ONDE AS PORTAS OFERECIDAS COMO SOLUÇÃO RESULTAM SEMPRE NAS POLÍTICAS QUE ELES JÁ DEFINIRAM. 

A EXTREMA DIREITA AGRADECE !


AG

Presidente da AA Campo Branco: "Cereais já não são rentáveis"


Presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB) reconhece que há cada vez menos agricultores a produzir trigo e cevada na região. Para o futuro do sector, José da Luz Pereira defende a continuidade das agro-ambientais e a chegada de mais água à barragem do Monte da Rocha, venha ela do Alqueva ou de Santa Clara. "A água tem de vir. Daí que desafio os políticos a pensarem a longo prazo e façam valer a sua opinião junto do poder central", diz em entrevista ao "CA".





Dados recentes apontam que a produção de cereais de Inverno em Portugal na campanha 2016-2017 vai ser a menor dos últimos 30 anos. Essa realidade também se verifica no Campo Branco?
Sim, consideravelmente! Quando nos referimos ao trigo e à cevada, a área tem vindo a diminuir ao longo dos anos e o ano que passou foi aquele em que verificou a menor área semeada.

Isso deve-se a quê?
Ponto um: às condições climatéricas. Ponto dois: ao aumento substancial dos factores de produção. E ponto três: à redução do preço do cereal no mercado nacional.

Ou seja, os cereais de Inverno deixaram de ser rentáveis para os agricultores?
Deixaram de ser rentáveis e aliciantes. Daí que o agricultor opte por fazer algum cereal para grão  aveia, triticale  e faça sementeiras destinadas à alimentação animal.

Perante este quadro, a produção de cereais no Campo Branco será no futuro ainda menor?
Sim, acho que sim O cereal que se semeia é para alimentar a pecuária.

Noutras zonas da região os cereais têm sido substituídos pelas culturas de regadio e pela vinha. No Campo Branco quais são as alternativas?
As nossas alternativas não são muitas Daí que o agricultor tradicional esteja a fazer melhoramentos de pastagens para alimentar a pecuária em extensivo. Não é bem uma alternativa, porque isto faz-se desde sempre nesta zona. Mas o que se faz mais agora é produzir mais forragens, pastagens e fenos, para evitar que os animais tenham de sair da exploração.

E a pecuária? Ainda tem margem de crescimento nesta região?

Temos vindo a apresentar números estacionários. Temos perto de 145 mil cabeças de pequenos ruminantes (ovelhas e cabras). E de bovinos para reprodução temos entre 24 e 25 mil.

Os animais que saem do Campo Branco destinam-se ao mercado nacional ou há exportação? Ultimamente tem-se falado muito de ovinos e bovinos exportados do Alentejo para Israel...
Há muitos anos que grande parte dos nossos ovinos vão para Espanha. Este ano houve algumas exportações para Israel, mas não tiveram assim um grande significado no preço dos animais. Pensávamos que pudesse haver algum reflexo no preço à saída dos animais da exploração de origem, mas a verdade é que isso não aconteceu.

No início de 2016 afirmou que o Plano Zonal de Castro Verde tinha sofrido um retrocesso. Um ano depois mantém a mesma opinião?
Disse que tinha sofrido um retrocesso na medida em que não eram admitidas mais candidaturas. E na altura também as candidaturas que tinham acabado não podiam ser renovadas. Entretanto isso foi alterado e todas as candidaturas que vinham de trás foram prolongadas. Por aí o retrocesso acabou por ser mais suave! Não foram é admitidas mais novas candidaturas, porque as verbas destinadas às agro-ambientais estão completamente esgotadas.

Que prejuízos causa essa situação à agricultura no Campo Branco?
Esta região vai depender futuramente em grande medida das agro-ambientais. E a nossa grande preocupação é que no próximo quadro comunitário as verbas [para as agro-ambientais] sejam reduzidas. Isso ainda está por confirmar, mas não deixa de ser preocupante. E com tudo o que está a acontecer neste momento, não sabemos qual será a disponibilidade dos países para apoiar estas medidas agro-ambientais.

Outro problema que os agricultores do Campo Branco têm sentido na "pele" nos últimos anos é a seca. A chuva dos últimos meses foi suficiente para atenuar esse problema?
Para já, a situação é completamente oposta à do ano passado. Choveu, as ribeiras correram, há água nas charcas Enfim, essa preocupação que existia foi suavizada. Contudo, esperamos que continue a chover nos próximos dias e que a água não falte no mês de Abril. Se assim for, é natural que a situação não seja tão dramática quanto no ano anterior.

Mas em 2016 chegou-se a temer o pior Chegámos a Outubro e estava tudo seco.
Sim, a seca do ano passado foi das piores que já vivemos aqui na zona. Foi mesmo dramática É que não havia mesmo água! Havia agricultores que para conseguirem abastecer o seu gado tinha de andar com depósitos de água dezenas de quilómetros por dia. E tiveram de fazer grandes investimentos

Não bastasse não haver água e ainda tiveram despesas extra.
Tiveram de fazer grandes despesas. E é pena que essas despesas não tivessem sido contempladas pela ajuda [concedida pelo Ministério da Agricultura]. Essa ajuda só foi dada a partir do momento em que foi publicado o despacho [do ministro] e tudo o que estava para trás não foi contemplado. Mas obviamente que a ajuda veio e ainda bem, porque a partir de Setembro a situação era completamente caótica.

Estes períodos de seca são cada vez mais frequentes. Também por isso, fala-se com cada vez mais insistência na necessidade de alargar o Alqueva à barragem do Monte da Rocha. Em que medida seria este projecto importante?
Era fundamental e esta é uma situação que os políticos têm de tomar em mãos. Os políticos não podem pensar só no dia de hoje, têm de pensar também no dia de amanhã. E esse assunto já devia estar a andar! Porque a única barragem que temos aqui para abastecimento público é a barragem do Monte da Rocha, que está a fazer o abastecimento de três concelhos…

Serão cinco dentro de algum tempo.

E se assim for, pior a situação! Para já, a bacia do Sado  que é a que abastece o Monte da Rocha  é pequena e com pouca afluência de água. Só num ano muito anormal de chuva abundante é que ela pode encher. Por isso gostava que os políticos aqui da zona do Campo Branco se juntassem e fizessem um esforço conjunto muito grande para que essa situação seja resolvida. Porque ela tem de ser resolvida! Não se pode ignorar por muito mais tempo. E uma vez que isso [ligação da barragem do Monte da Rocha ao Alqueva] vai implicar despesas avultadas, acho que outra hipótese seria ir buscar a água à barragem de Santa Clara.

Ou seja, é preciso que chegue mais água ao Monte da Rocha  venha do Alqueva ou de Santa Clara.

Exactamente! Ou de Alqueva ou de Santa Clara, a água tem de vir. Daí que desafio os políticos a pensarem a longo prazo e façam valer a sua opinião junto do poder central.



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PRAÇA DE JORNA NO SÉC XXI - Guilherme Antunes in facebook




Guilherme Antunes in facebook
PRAÇA DE JORNA NO SÉC XXI

Com o governo do Costa, diz-se que os trabalhadores portugueses recuperaram rendimentos, que foi possível repor direitos (?). Que a vida ficou mais facilitada como contraponto ao governo neo-fascista do PSD.
É uma visão romântica. Valoriza-se, apenas, a esmola menor dos roubos consolidados pelo capital e os seus anteriores governos.
A luta recente dos estivadores põe a nu, mais uma vez, a opção de classe dos governos da burguesia e das suas políticas de direita, com a cobertura aplaudida de forças políticas rendidas, que o suportam.
No 18º ano do século XXI vivemos quadros vivos “neo-realistas”, ignominiosos, do fascismo de há 70 anos atrás. As indignas praças de jorna, onde se amontoavam trabalhadores esfomeados, desesperados face à imagem diária dos seus filhos sem pão, pela inexistência de trabalho e ausência de futuro.
Os estivadores em luta, hoje, encontram-se em situação de precaridade numa percentagem de 90%. Os que conseguem ser escolhidos para trabalhar, fazem-no com contratos diários de um dia, renováveis ou não. Sem subsídio de baixa por doença. Nalguns casos, há trabalhadores nesta situação há mais de 20 anos.
A ministra Vitorino, prostituta ao serviço do capital transnacional turco, responsável pelo sector, aplica a velha medida capitalista de dividir para reinar, ao estilo secular da canga patronal sobre o descamisado indefeso.
Há 93 trabalhadores nesta situação desumana e incivilizacional, o que não impede o agente António Costa de vir dizer, descaradamente, que não percebe porque razão os trabalhadores não assinam os contratos que reivindicam. Embora não esclareça, o bandalho, que se está a referir, apenas a 30 elementos a quem concedem a “mordomia” de usufruírem trabalho com direitos. Solidariamente e com consciência de classe, os trabalhadores não cedem à selecção impositiva da Vitorino. Ou os 93 ou…luta.
Como contrapartida, destruindo abrutalhadamente o que a lei burguesa consagra, o governo traidor do Costa faz acordos com a empresa-mãe turca e a cumplicidade da Autoeuropa para a contração de “amarelos” pagos a 500€ por 3 horas de trabalho.
Afinal, o dinheiro não é o problema. Nunca foi! O problema é a coesão dos trabalhadores dos portos de Lisboa e Setúbal, que mantém a multinacional turca apreensiva quanto à réstia de firmeza de uma “ilha” ainda não domesticada.