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sábado, 15 de setembro de 2018

PASQUINS ANTI-COMUNISTAS




Guilherme Antunes in facebook

PASQUINS ANTI-COMUNISTAS
Durante vários anos ninguém tinha ouvido falar de qualquer rixa nos territórios livres das Festas do Avante. Ouvi relatar um caso em 1989, em Loures. 

Ainda nos primeiros anos da casa definitiva da Festa ouvia-se, a cada passo, com um orgulho visível em cada um comentar a inexistência de qualquer problema.

As mulheres movimentavam-se por onde lhes apetecia com tranquilidade pela sua dignidade respeitada; as crianças brincavam como sempre fazem, luzidias, com os pais atentos, mas totalmente descansados, face a eventuais obstruções aos seus legítimos interesses dos seus infantes. 

Os homens, que vinham de todo o lado do país, e de fora dele, confraternizavam amavelmente como nunca vi em nenhum outro lugar do mundo. 

A palavra Camarada tinha ali todo o sentido e todos se tratavam desta forma, mesmo aqueles que não tinham (ainda) descoberto a honra de serem membros do PCP. E até outros que nunca o consideraram. 

Os emborrachados não prejudicavam o próximo, antes se abraçavam toldados, talvez, mas com o peito cheio do que eu não consigo explicar, porque é preciso viver aquilo, sentir daquela maneira solidária.

O mundo a partir daí ficou muito mais perigoso, a URSS desaparecia pela traição interna e Portugal sofria o avanço das forças políticas de direita e profundamente anti-comunistas.
Também no Partido houve quem traísse com a justificativa alvar da “modernidade” burguesa. Dos novos “democratas”. Está registado na História.

Os ataques à Festa subiram de tom, a perseguição à sua realização ímpar (mais ninguém consegue realizar tamanha manifestação política, cultural e recreativa em toda a Europa) enraiveceu ainda mais as hienas programadas do festim anti-comunista capitaneado pelo seu mais destacado chefe: o agente da Cia Mário Soares.

Hoje é moda, antes e depois da Festa, os jornais e as televisões neo-fascistas (sim, camaradas, não é deformação lexical…) mentirem como nunca, criarem cenários apocalípticos jamais confirmados e repetidos à náusea contra o coração ideológico do PCP. 

A sua Festa viva de sangue vermelho, repleta de povo determinado que continua a construir para 3 dias, só para 3 dias, uma cidade de amor e Socialismo, de solidariedade e militância política marxista.

Bem podem os pasquins Expresso e DN “faladrarem”, ano após ano, sobre as agressões da segurança interna da Festa contra imaculadas criaturas agredidas com o terço nas mãos entrelaçadas, que a caravana do Socialismo continuará a passar.

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