AVISO


OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "desenvolturas e desacatos"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

MAIS UMA EXCELENTE SÁTIRA DO "JOVEM CONSERVADOR DE DIREITA" - É inadmissível o ataque de que estão a ser vítimas as pessoas de Pedrógão Grande que aproveitaram fundos de solidariedade para renovar as suas habitações não permanentes.







É inadmissível o ataque de que estão a ser vítimas as pessoas de Pedrógão Grande que aproveitaram fundos de solidariedade para renovar as suas habitações não permanentes. O que aconteceu em Pedrógão Grande foi uma tragédia e, como todas as tragédias, é uma oportunidade. Da mesma maneira que nós fizemos um tributo às vítimas do incêndio utilizando-as como arma política contra o governo que as assassinou, é natural que os cidadãos também procurem ganhar alguma coisa com o incêndio. Ninguém criticou o Dr. Stephen Spielberg por se aproveitar do Holocausto para ganhar dinheiro com filmes.
Quem ataca estes empreendedores dos incêndios fá-lo apenas por inveja. Pessoas que tenham apenas uma habitação ou nenhuma habitação nunca vão compreender o afecto que os outros têm pelas suas habitações não permanentes. As habitações são como filhos, gostamos de todas por igual numa fase inicial. Depois há filhos que nos desiludem, entram na droga e tornam-se ruínas humanas. Esses filhos são como habitações em Pedrógão Grande. Casas no meio do nada em sítios que não interessam a ninguém que todos rejeitaram nas partilhas. Só não nos desfazemos delas porque ninguém as quer. Mas, inesperadamente, acontece algo que nos volta a fazer gostar desses filhos: casam-se com uma das herdeiras do Dr. Américo Amorim ou, no caso das residências, ocorre um incêndio nas suas imediações que cria uma oportunidade para uma remodelação barata. Nesses casos voltamos a dar uma oportunidade aos filhos e às residências, porque, por um feliz acaso, conseguiram provar que tinham valor.
Da mesma forma que os proprietários do Porto e Lisboa aproveitam o turismo para fazer render os seus imóveis, as pessoas que têm segundas residências em Pedrógão também têm o direito de aproveitar os incêndios. Até porque é muito pouco provável que haja um boom turístico em Pedrógão. O incêndio foi a única oportunidade que eles tiveram para ganhar alguma coisa com os seus imóveis.
Vamos condenar estas pessoas por terem usado uma tragédia para seu benefício? A tragédia do incêndio já foi suficientemente trágica para ainda fazermos estas pessoas sentirem-se mal por se aproveitarem dela. Creio que as vítimas do incêndio se sentiram orgulhosas e honradas por a tragédia que as vitimou ser utilizada para as pessoas melhorarem as suas vidas. Já que eles não podem continuar as suas, alguém que o faça.

1 comentário: