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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O PROLETÁRIO

A força dos proletários é imensa.
A consciência que eles têm dessa força é extremamente reduzida.
A classe operária sempre tirou o seu poder do lugar que ocupa no aparelho produtivo.
Os inícios de automatização desse aparelho não mais fizeram do que reforçar esse poder.
Pequenas fracções de operários e de técnicos detêm, entre as suas mãos, um poder enorme.
Alguns sobressaltos económicos arriscam-se a dar-lhes o gosto de o usar.
A burguesia ou a burocracia não podem negar o proletariado sem se negarem a elas próprias.
Estão presas ao valor, isto é, ao trabalho humano que é o fundamento desse valor.
Não querem o progresso pelo progresso mas pelo dinheiro. Se desenvolvem o maquinismo não é com a segunda intenção de se desembaraçar de operários demasiado turbulentos.
O proletariado não é um simples instrumento da burguesia. É também, a razão de ser desta.
O capital (ou o trabalho) rebaixa o homem à categoria de máquina… só que isto não pode deixar de ser uma relação social entre classes.


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