AVISO


OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "desenvolturasedesacatos"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Chamar os bois pelos nomes? Acabar com as pantominices e as defesas indefensáveis? Pois, era/seria tempo! ....



Ana Lima Iin facebook
Chamar os bois pelos nomes? Acabar com as pantominices e as defesas indefensáveis? Pois, era/seria tempo! ....
Este governo tinha tudo para dar certo, esta aliança à esquerda prenhe de promessas. Tinha tudo para, realmente, ter feito a diferença! Para ter tomado decisões de monta que, definitivamente, revertessem as malfeitorias dos anteriores Pàfs. Tentou alguma coisa? Tentou, é verdade, e alguma coisa mudou: a perspectiva. Só que ... não passou disso. E a falta que vos faz a todos, meus amigos, conversarem com quem sabe da vida no terreno! Os professores do 1.º ciclo, reitero!
Um comentário a um post que fiz e foi partilhado, e aposto que vocês, queridos amigos, nem sonhavam que isto fosse possível, hoje! Ratazanas e sopas de cavalo cansado nas nossas escolas, hoje?!, tão o Estado Novo que, incrivelmente, insidiosamente, se perpetua, e nós a leste, irreactivos! Não eles, essa classe e esse grupo, abandonado! E abnegado!, e deixado à sua sorte, vilipendiado, o ME que, quanto mais P”S”, mais os/nós hostiliza!
O P “S”, dizíamos?!
Um governo do PS, sim, e presumido (pois ...) socialista! E pasmai! E acreditai, que eles (e desconfio que mais ninguém!), eles, oh, sim, professores do 1.º ciclo que, a bem dizer, é o único obrigatório “de facto”!, sabem, destes podres que nos minam!, aqueles alunos que diariamente, doridamente, e as historias que contam, e o cheiro que exalam, a pobreza e o medo e a abandono, tanto, tudo, e insuportável, inacreditável, pois há quantas décadas foi o 25 de Abril?! ... Vergonha, vergonha!!! E apoiado, este pseudo S, pelos partidos à sua esquerda!, que ironia! E vocês .... conseguem dormir à noite, agora que vos conto?! Que, sim, "lemos, ouvimos e lemos"!, e ignorámos e ignoramos, malditos sejamos! Merda!
--- o comentário, então, deduzo que de uma daquelas heroínas que espezinhamos todos, professora do 1º ciclo:
«E esta triste realidade continua a verificar-se nos alunos do 2º ciclo. Muitos chegam à escola ( com 9 / 10 anos ) tendo tido como pequeno almoço sopas de vinho, para dar força! ( Nunca entendi porque lhes foi retirado o leite a meio da manhã ... ). Levantam-se de madrugada, para apascentar os bois e as vacas, para ajudarem os pais. Quantos não adormecem nas aulas! Nos Arcos de Valdevez, onde fiz o meu estágio, denunciei toda esta situação num Programa de Rádio sobre " Ensino / Educação. Sem grande sucesso ... E muitos mais casos de Vida poderia contar.»
O post (de 7 de gosto) da “triste realidade” que deu origem ao testemunho, e transcrevo:
.......
Os políticos eleitos, nacional ou municipalmente, deviam ser obrigados a conversas periódicas com os professores do 1.º ciclo. (A bem dizer, devia ser era condição sine qua non, de candidatura e, sobretudo, de manutenção do cargo). Que são eles, oh, sim!, quem verdadeiramente sabe deste país real com que convivem, dia após dia. Das crianças mordidas por ratazanas insaciáveis, por exemplo, as noites que não dormem, só na escola e como é que conseguem aprender a ler, queridos heróis, e a contar! A refeição primeira que lá lhes servem e eles agradecem, peixe seja, ou sopa!, e repetem à 2.ª, e é até haver, o fim dos fins-de‑semana de ausências e de abandono e de penúrias tantas, as 6ªs que custam a despedir, outros mais afortunados e de longínquas latitudes que tanto se enfadam sem os saberem a eles, a relatividade gritante e a infância que não têm, estes. O morro que sobem e descem de e para a escola, sozinhos ao sol e à chuva, o irmão ainda mais novo pela mão, crianças os dois e nem se sabem, as declarações universais que haja, alheias, todas. A droga que contam e poderiam até vender, que a aprendem diariamente nos perigos e no abandono, o pai .... que sabe-se lá e a mãe que, escravizada, se ausenta logo de madrugada e o tudo que não há, nunca, nem transporte que providenciasse a Câmara ou a Junta ou a merda da Misericórdia rica de terrenos logo ali ao lado, nem luz, nem saneamento (e a renda da barraca que ainda assim lhes cobram!), nem ninguém que lhes lave a roupa ou tanque onde o façam, o pijama debaixo das calças se é inverno, às vezes mijado. O cheiro e a dor que sabem os professores do 1.º ciclo e deviam ser esfregados nos narizes dos políticos, semanalmente, pelo menos. Que isto podia até ser uma qualquer Rocinha de um qualquer país 3.º-mundista, mas não é, nem devia, mais de 40 anos de “democracia” e poder autárquico e será bom que questionemos essas convictas bondades apregoadas, bairro da Trafaria, freguesia do Concelho de Almada. Portugal na UE, século XXI, tristeza imensa, uma ainda mais imensa raiva, a incredulidade primeiro. E vem-me à memória um romance batido, Ratos e Homens, de Steinbeck, ou A Pérola ...

Sem comentários:

Enviar um comentário