AVISO


OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "desenvolturas e desacatos"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A VIDA NOS OCEANOS (PARTE 3)

Explorando o fundo dos oceanos


É sabido que conhecemos mais sobre o espaço sideral do que sobre os oceanos que cobrem 71% do planeta. Dificuldades técnicas, custo proibitivo, e a imensidão, são alguns dos fatores que contribuíram para o desconhecimento.

Explorando o fundo dos oceanos e os primeiros mergulhos

Desde tempos imemoriais o homem tentou mergulhar para conhecer o fundo submarino. Mas, a primeira invenção que permitiu mergulhos, ainda que de forma restrita, aconteceu em 1839, com o  escafandro. Durante os próximos cem anos não houve grandes mudanças no pesado (mais de cem quilos) traje.
Dando um salto para o futuro, chegamos a 1943, ano em que Jacques Cousteau e Emile Cagnan inventam o aqualung. A partir desta novidade começou efetivamente a exploração do fundo submarino. A oceanografia é disciplina recente.

Cientistas criticam a exploração mineral do subsolo marinho

Ainda assim, cientistas do porte de Sylvia Earle, informam que até hoje conhecemos e exploramos pouco mais de 5% do fundo submarino. Em seu livro A Terra é Azul (Ed. SESI- SP), Sylvia condena a mineração e exploração de petróleo submarino. A autora, que já mergulhou em profundidades abissais, garante que “um metro quadrado do fundo dos oceanos tem mais formas de vida que as florestas tropicais“.

Explorando o fundo dos oceanos: vulcanismo Submarino

A matéria do New York Times começa com uma provocação:
imagine um vulcão. Agora imagine que seus principais respiradores se estendem por uma linha. Suponha que esta linha seja tão extensa quanto 64 mil quilômetros, atravessando a escuridão dos oceanos, percorrendo o globo como as costuras de uma bola de beisebol. Bem-vindo a uma das características mais obscuras, e importantes, do planeta, prosaicamente conhecidas as dorsais meso-oceânicas. Embora esta linha seja capaz de circundar a lua mais seis vezes seguidas, ela recebe pouca atenção porque está escondida na escuridão abissal.
A matéria diz que estes vulcões  foram descobertos, por acaso, em 1973. Desde então expedições caríssimas estão, lentamente, explorando o fundo dos mares. O jornal diz que “as descobertas humilharam as previsões de Júlio Verne”.

Explorando o fundo dos oceanos,mapa do fundo submarino



Ilustração: New York Times

Explorando o fundo dos oceanos: ouro e prata no fundo do mar

As fraturas, que se  localizam em profundos vales e campos gigantescos, jorram água termal e lançam toneladas de minerais na água gelada do mar. Aos poucos, torres vão sendo construídas com este material que pode ser muito rico em metais como ouro e prata.
Uma destas torres no Pacífico, apelidada Godzilla, cresceu o equivalente a um prédio de 15 andares, atraindo vermes em formatos tubulares, e outras criaturas bizarras. Aos poucos esta estranha e desconhecida fauna cobre as formações, depois são comidas por caranguejos-aranha.
Explorando o fundo dos oceanos, paredes formadas por vulcões submarinos




Paredes formadas pela lava (foto: new york times)

Esta explosão de vida marinha coexiste com nascentes de água, quentes o suficiente para derreter chumbo. Temperaturas extremas, como 415º Celsius, foram registradas nestes locais.

Explorando o fundo dos oceanos: observação em tempo real

Agora cientistas estão empenhados em conhecer mais estas regiões. Uma delas, em alto mar, a Oeste da costa norte- americana esta sendo observada por grande quantidade de censores, câmeras, e cabos que enviam as informações para centros científicos no continente. O objetivo é analisar as informações por no mínimo, 25 anos. Estes dados estão sendo incluídos na internet, em tempo real, de modo que cientistas do mundo inteiro tenham acesso a eles tão facilmente como mandar e receber e-mails.
John R. Delaney, oceanógrafo da Universidade de Washington que concebeu o observatório décadas atrás, disse que o projeto vai ajudar os cientistas a entender melhor não só as cordilheiras vulcânicas, mas as águas circundantes, que cobrem a maior parte do planeta.
A principal questão é até que ponto ocorrem as mudanças vulcânicas ao longo do tempo

velha idéia era que as erupções de lava escorrendo ocorriam a taxas relativamente estáveis.

Agora, os estudos sugerem a existência de grandes explosões suficientes para influenciarnão só  o mar global, mas a temperatura do planeta
A novidade está agradando os cientistas mundo afora. Daniel J. Fornari, cientista do Woods Hole Oceanographic Institution, em Cape Cod, foi categórico: “agora nós temos olhos e ouvidos numa parte do assoalho marinho realmente dinâmica”.

Do núcleo da Terra para o fundo dos oceanos

Explorando o fundo dos oceanos-q




Ilustração:laifi.com

O jornal esclarece que a fonte dessa movimentação vem do interior da Terra que constantemente reorganiza as placas da crosta terrestre. As cordilheiras vulcânicas marcam os locais onde as placas tectônicas se separaram o suficiente para criar uma “rota de fuga” para o magma.

As descobertas não param

No ano passado uma equipe de 11 cientistas relatou que as bolhas das fontes termais atuam como centros de reciclagem que transforma o carbono do solo oceânico em produtos químicos muito mais simples que podem formar novos organismos
Na década de 90, diz o Times, os cientistas ganharam um novo aliado em suas pesquisas no subsolo marinho. A Marinha americana partilhou seus microfones, usados na guerra fria para rastrear submarinos.

Explorando o fundo dos oceanos, vulcão submarino em erupção



Erupção submarina (foto: new york times)

Estudando vulcões submarinos para entender o clima na Terra

Explorando o fundo dos oceanos



A ilustração mostra como se formaram os vulcões e cordilheiras submarinas

Agora os cientistas podem ouvir as erupções vulcânicas, e estudar suas consequências. Entre outros, os estudos contribuem para revelar como as eras glaciais acabaram de forma tão abrupta. Outra possibilidade, de acordo com Dr. Tolstoy, da Columbia University, é que as cordilheiras submarinas são extremamente sensíveis a uma variedade de influências celestes. Os cientistas dizem que tais fatores poderiam um dia melhorar a sua compreensão de por que o clima da Terra tem variado de forma tão marcante ao longo dos tempos, melhorandoseus modelos de computador e as  previsões de tempo.

Fontes: New York Times; techdiving.com.br/; techdiving.com.br/;
http://www.big-animals.com/pt/

marsemfim.com.br

Conheça o peixe bizarro que vive mais próximo do fundo do oceano


Peixe-caracol Mariana (Foto: Mackenzie Gerringer, University de Washington.)
Já era de imaginar que o fundo do mar fosse habitado por diferentes espécies de bichos que desconhecemos até então.

Um desses animais é o peixe da espécie Pseudoliparis swirei. 

O animal é pequeno, tem coloração rosa e não possui nenhuma escama. De tão transparente, é possível enxergar seu fígado.



Mas não se engane; mesmo de tamanho diminuto e aparentemente frágil, o animal, apelidado de ‘peixe-caracol Marianas’, é um dos que mais prospera no fundo do mar. 

A espécie foi descoberta em 2014 na Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos, localizado no Oceano Pacífico. Um grupo de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e Nova Zelândia encontraram espécimes do peixe em uma profundidade de 8 mil metros abaixo do mar.

Porém, só recentemente o bicho foi estudado e ganhou uma descrição científica completa.
Estudar sobre as adaptações do peixe-caracol Marianas forneceu novas pistas aos pesquisadores sobre quais tipos de vida podem sobreviver no fundo do oceano.

A descoberta
O peixe-caracol Marianas foi encontrado na parte oeste do Oceano Pacífico, mais especificamente na zona hadal, camada mais inferior do mar onde há falta de luz e intensa pressão.

A viagem, empreendida pelos pesquisadores em 2014, tinha como objetivo explorar a Fossa das Marianas e conhecer como os organismos interagiam entre si e como eram capazes de viver com tanta pressão de água acima deles.

Esse estudo foi bem trabalhoso – pois, caso você não saiba, a Fossa das Marianas tem uma profundidade de 11 mil metros, maior do que o altura Monte Everest (que atinge uma altitude superior a pouco mais de 8 mil metros.)
Peixe-caracol Mariana (Foto: Reprodução/YouTube)
Chegar ao fundo
Enviar instrumentos ao fim do oceano não é tão difícil, o problema é trazê-los de volta. Alguns equipamentos utilizados nesses estudos são câmeras, redes e até robôs conectados a barcos por meio de cabos. Descer um cabo de mais de oito mil metros é possível, a dificuldade está em mantê-lo intacto diante tanta pressão.

Foi por isso que o grupo utilizou uma plataforma mecânica conhecida por aterrisadores de queda livre. 

Esse equipamento pode transportar instrumentos e pesos de aço. 

Os cientistas planeiam agora construir um equipamento para chegar até o extremo da Fossa, atingindo os 11 mil metros submersos. 
Formas de sobrevivência


Viver na zona hadal não é fácil – para se ter uma noção, a região ganhou esse nome inspirada no deus grego Hades, o deus dos mortos. A pressão nessa região pode chegar a cerca de 7 mil quilos por polegada quadrada – o que equivale a um elefante sentado no seu dedão. A temperatura também não ajuda e chega a 1º C.
Ainda assim, alguns animais conseguem driblar todas essas condições. Um deles é o peixe-caracol Marianas. Ele tem diversas adaptações para conseguir sobreviver com tanta pressão.
Por exemplo, o corpo dele não contém nenhum espaço aéreo tal como as bexigas natatórias que os peixes ósseos usam para subir e descer na água. Ao invés disso, ele tem uma camada de gosma gelatinosa debaixo da pele que possibilita que ele flutue e seja mais aerodinâmico.
Suas adaptações também acontecem em nível molecular. Durante os estudos, os pesquisadores encontraram algumas enzimas em seus músculos responsáveis por funcionar debaixo de tanta pressão.

VÍDEO
revistagalileu.globo.com




Sem comentários: