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terça-feira, 31 de julho de 2018

eu tinha um cão e um gato


Da repressão ao escândalo de Estado


por Rémy Herrera
Alexandre Benalla.


















Nos últimos meses, a repressão anti-social subiu vários degraus na França. O estado de emergência, substituído em Novembro de 2017 por uma lei antiterrorista, tem muito a ver com isso. Mas é sobretudo a multiplicação das lutas dos trabalhadores, em muitos sectores da sociedade, que explica a extensão das operações policiais e militares.

Até há pouco, as oposições visíveis ao presidente da República Emmanuel Macron vinham da rua, dos sindicatos e do povo mobilizado, muito mais do que da classe política e dos media. Tudo isso mudou em 18 de Julho após a explosão do "caso Benalla". Bastaram três dias para fazer com que o Eliseu passasse da euforia da vitória da equipe francesa na copa do mundo de futebol para um sismo de amplitude política inimaginável.

Os mesmos media que haviam servido como máquinas de guerra para eleger o candidato Macron como chefe de Estado lembram hoje ao presidente que o seu poder executivo se limita ao de executante dos desejos dos grandes capitalistas. No Parlamento, o choque provocado por este "caso Benalla" conseguiu fundir a direita tradicional (os republicanos) e aquilo a que chamarei de "nova direita" (os resíduos da social-democracia) ao lado da extrema-esquerda ( France insoumise e Partido Comunista) e da extrema-direita (ex- Front National, agora Rassemblement national ) numa oposição generalizada contra Macron.

Mas do que se trata neste "caso"? Em 18 de Julho, vídeos datados do 1º de Maio último começam a circular na Internet mostrado um homem com capacete – que se verificará ser o adjunto do director do gabinete do presidente Macron, Alexandre Benalla – a interpelar e bater um casal jovem junto à manifestação da Festa dos Trabalhadores em Paris. Benalla revela-se brutal – à semelhança de numerosas operações de repressão –, mas ainda ostenta insígnias das forças da ordem, quando ele não é nem polícia nem militar. Ele é apenas um guarda-costas, confiante e brigão, mas muito apreciado por Macron que o havia recrutado durante a sua campanha eleitoral e depois o promovera no seu gabinete presidencial.

Sabe-se então que com apenas 26 anos de idade e não tendo outra formação senão aquela recebida no trabalho do serviço de ordem do ex-Partido Socialista, Benalla teria beneficiado de privilégios: promoção ultra-rápida, remuneração confortável, porte de armas obtido por procedimento não regulamentar, atribuição de um apartamento nos bairros elegantes da capital... Alguns destes favores eram manifestamente exorbitantes: hábito de dar ordens a polícias e militares, porte de braçadeira das forças da ordem, livre acesso à Assembleia Nacional, "contactos amistosos" na prefeitura de polícia que lhe transmitiu os registos de câmaras de vigilância que o põem em causa... Além disso, o gabinete de Macron pretende tê-lo imediatamente sancionado pelo seu excesso de zelo... sem que quaisquer traços dessas sanções fossem encontrados. Benalla continua a deslocar-se com o presidente, recebe seu salário, mantém seus privilégios...

Os slogans da campanha que prometiam uma "República exemplar" dão lugar à suspeita de criação de uma polícia paralela (ilegal, "privada") obedecendo ao presidente da República. Frente às explicações reclamadas por todos, Macron e seu governo, atordoados, permaneceram mudos durante vários dias. Foram necessárias às oposições dez horas de batalha parlamentar para suspender os debates sobre a reforma constitucional (pretendida por Macron, pois destina-se a dotá-lo de poderes ainda mais vastos do que aqueles, imensos, de que já dispõe) e para constituir uma comissão de inquérito. Perante esta comissão, o ministro do Interior veio dizer que não sabia de nada, enquanto um desfilar de altos funcionários acrescentava que eles tão pouco sabiam muito mais.

Não é de admirar: tudo se passava no Eliseu. Foi preciso esperar uma semana (de caos) antes que Macron interviesse. Ele o fez à sua maneira, feita de provocações, dizendo em substância: "Sou o único responsável. E quem o quiser, que me venha me!" Procurá-lo? Mas aqueles que conhecem as instituições políticas francesas sabem bem que a Constituição da V República protege poderosamente a pessoa do Presidente da República. De facto, o que declara Macron, como um pequeno fantoche de finanças, é que aplicará a força, que fará aplicar a vontade dos seus mestres capitalistas desafiando todos os contra-poderes: parlamento, media, manifestações popular...

Algumas vozes (não parlamentares) pedem a sua destituição. Duas moções de censura contra o governo foram apresentadas na Assembleia Nacional. O "caso Benalla", ainda em curso, sujou profundamente – e oportunamente – a imagem de Macron tanto no país como no estrangeiro. Daí, preparar em melhores condições os trabalhadores para o futuro retorno de lutas sociais, em Setembro! 

VÍDEO
29/Julho/2018



https://resistir.info/ 
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O FASCISTA ADRIANO MOREIRA FALA DE GHANDI, DE LUTHER KING, DO DALAI LAMA E DE MANDELA - SÓ FALTOU FALAR AQUI DO OUTRO "SANTO" O SALAZAR A QUEM SERVIU NOS SEUS CRIMES- QUANDO OS APANHAM MORTOS E ASSASSINADOS ESTAS PEÇAS SINISTRAS DO FASCISMO DESFAZEM-SE EM ELOGIOS AO QUE JÁ NÃO MEXE




































Mandela e a igual 
dignidade dos homens

Quando falamos de "santidade", no âmbito de uma tradição religiosa, temos a tendência para consagrar o sentido da palavra ao conjunto daqueles que reconhecidamente, pelas instâncias competentes, se dedicaram "exclusivamente à oração", tendo um comportamento de autenticidade da relação dela com a intervenção no mundo em que lhes aconteceu viver.

De facto, aquilo que reconhecidamente necessitamos hoje, perante a falta de governança do que chamamos globalismo, e do encontro inevitável de todas a etnias, culturas, crenças, e falta destas, é que tal virtude, no dizer do Dalai Lama, é mais necessária do que apenas a prática reconhecida pelas "religiões tradicionais". Para tentar manter o tema com uma dimensão que ultrapassa o âmbito da doutrina e da ação católica, começarei por recordar palavras do lembrado Dalai Lama, que me levaram a juntar os nomes de Mandela, do Mahatma Gandhi, e em nossos dias mais recentes, de Luther King, o último assassinado ao pregar o seu - I Have a dream, o penúltimo assassinado quando e porque pregava a união da igualdade entre hindus e muçulmanos na Grande Índia, e Mandela dando o exemplo de pregar e praticar a igual dignidade dos homens, com o perdão intimo de todas as amarguras que sofrera pela vigência do regime que se chamou apartheid na África do Sul.

Serão certamente inspiradoras de meditação estas palavras de Dalai Lama, que há anos tive a honra de apresentar no auditório da Reitoria da Universidade de Lisboa, e que retiro da entrevista que concedeu a Franz Alt, publicada com o título "Um Apelo ao Mundo" (20-20 Editora, 2018) e que são os seguintes: "O Mahatma Gandhi era um homem profundamente religioso, mas também tinha uma mente secular. Nas suas sessões diárias de oração liam-se e cantavam-se textos de todas as grandes religiões e fontes de saber. Gandhi era um grande amigo de Jesus e do pacifismo que revelou no Sermão da Montanha.

É o meu modelo porque incorporou essencialmente a tolerância religiosa. Esta tolerância possui raízes ancestrais na Índia. A Índia alberga hindus, muçulmanos, cristãos, sikhs, jainistas, budistas, zoroastrianos, agnósticos, e ateus, e vivem juntos pacificamente - com poucas exceções". É por isso que não são inoportunas, estas palavras do Francisco, Bispo de Roma, recolhidas por Paulo Neves da Silva (Papa Francisco, Frases e Reflexões, 20/20 Editora, Lisboa, 2017): "Não são as coisas exteriores que nos fazem santos ou não santos, mas é o coração que expressa as nossas intenções, as nossas escolhas, as atitudes exteriores são a consequência do que decidimos no coração, mas não o contrário... A fronteira entre o bem e o mal não passa fora de nós, mas sim, dentro de nós".

Não obstante tal doutrina ter herdado o legado da chamada Doutrina Ibérica da Paz, resultante do ensino das Universidades de Coimbra, de Évora, de Salamanca, o contexto das etnias e culturas diferentes produziu uma teoria de mitos raciais, que na expressão mais severa foi a escravatura, praticada por europeus, africanos, orientais, este ajudando a construir, sob a direção dos Brancos, o que são hoje os EUA, que se povoaram de emigrantes europeus depois de extinguirem os nativos em que avultava a grande Nação dos Iroqueses, e a escravatura que exigiu uma guerra civil para ser extinta, e mais tempo para terminar com a descriminação de que foi vitima o também santo Luther King. Tais mitos raciais, têm relevo nas memórias dos vivos pelo exercício brutal do nazismo, que tornou esdruxula a tradição antiga da própria Europa, mas sobretudo na África e, nesta, pelo regime do Apartheid que Mandela teve de enfrentar.

A superioridade que os brancos se atribuíam tem não apenas, neste caso, motivações económicas, mas é menos explicável que os atingidos pelos mitos de superioridade branca tenham em muitas regiões considerado que tal cor era preferível à sua.

Recentemente, Martin Jacques, "visiting fellow at the London School of Economics", dedicou parte das suas longas investigações à busca das razões pelas quais as tendências ocidentais da moda, do vestuário, da estética feminina, sejam facilmente adotadas pelas regiões que foram colonizadas pelos ocidentais, procurando aproximar a cor das peles diversas, das técnicas embelezadoras das mulheres brancas (Martin Jacques, Quando a China Mandar no Mundo, Circulo de Leitores, Lisboa, 2012).

Trata-se de um escritor que evidentemente não dá apoio a nenhum mito racial, mas este tema passou a ter interesse quando os europeus tendem para ser uma minoria nesta "terra casa comum dos homens" se a demografia continuar no sentido atual. É destes homens, aos quais atribuo santidade, a que também me parece existir nos lideres europeus que procuraram, depois de viver a guerra de 1939-1945, organizar a Europa e o Ocidente sob o sonho de "nunca mais". E foi esse sonho de "nunca mais" que marcou a intervenção de Mandela no mundo em que lhe aconteceu viver.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
30/07/18




apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.com

ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELO PCP NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA REFERENTE AO ALGARVE (OUTUBRO 2015 - JULHO 2018)

ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELO PCP NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA REFERENTE AO ALGARVE (OUTUBRO 2015 - JULHO 2018)
Desde outubro de 2015, delegações do PCP em que me integrei realizaram no Algarve 266 visitas, reuniões e contactos, tendo apresentado 30 projetos de resolução na Assembleia da República e dirigido 301 perguntas e requerimentos ao Governo.
Esta intensa atividade em defesa do Algarve e dos Algarvios resulta dos esforços conjugados e convergentes de muitos militantes comunistas que, na Direção da Organização Regional, nas comissões concelhias, nas organizações de base e no grupo parlamentar, nela intervieram.
As 266 visitas, reuniões e contactos tiveram lugar em todos os concelhos do Algarve e abarcaram variadíssimos setores de atividade, permitindo identificar os problemas que afligem a região e apresentar propostas para a sua solução.
A Assembleia da República aprovou, total ou parcialmente, 25 Projetos de Resolução do PCP, que recomendam ao Governo: a melhoria dos cuidados de saúde hospitalares públicos no Algarve; a célere construção do Hospital Central do Algarve e do novo Hospital de Lagos; a melhoria dos cuidados de saúde prestados pelo Centro de Medicina Física e de Reabilitação do Sul; a rápida conclusão das obras de requalificação da EN 125; a requalificação da EN 124 entre Silves e Porto de Lagos; a construção da Ponte Internacional do Guadiana entre Alcoutim e Sanlúcar; a criação da Administração dos Portos do Algarve, integrando todos os portos comerciais, de pesca e de recreio da região; a preservação e valorização do Porto Comercial de Faro; o pleno aproveitamento das potencialidades do Porto Comercial de Portimão; a melhoria do transporte ferroviário no Algarve; a suspensão da pesquisa e prospeção de petróleo ao largo de Aljezur; o reconhecimento do valor social, económico e cultural dos núcleos populacionais das ilhas-barreira da Ria Formosa e a requalificação desses núcleos; a requalificação do sistema lagunar da Ria Formosa; a preservação do património ambiental e cultural e das atividades económicas na zona de Cacela Velha e da Fábrica; a revisão dos instrumentos de gestão territorial do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, compatibilizando a proteção da natureza com o desenvolvimento económico e o bem-estar das populações; a preservação das ruínas da antiga cidade romana de Balsa em Tavira; a promoção da fileira do figo-da-índia nas regiões serranas do Algarve; a valorização da produção e transformação de medronho; a preservação da produção tradicional regional de aguardente de figo; e a construção do novo estabelecimento prisional do Algarve em S. Bartolomeu de Messines.
Para a aprovação destas propostas contribuiu decisivamente a atual correlação de forças na Assembleia da República, na qual o PCP é determinante.
O PCP apresentou ainda na Assembleia da República outros projetos de resolução propondo a abolição das portagens na Via do Infante, a reversão das ruinosas parcerias público-privadas da Via do Infante e da EN 125, o fim das demolições nos núcleos populacionais das ilhas-barreira da Ria Formosa, a reversão do processo de fusão dos hospitais algarvios num único centro hospitalar e a construção de um matadouro público regional no Algarve, que foram, contudo, rejeitados.
O PCP dirigiu ainda ao Governo 301 perguntas e requerimentos sobre variadíssimas questões relativas ao Algarve, desde a defesa dos direitos dos trabalhadores até à necessidade de dotar os serviços públicos de meios humanos, materiais e financeiros adequados às suas funções, passando pela melhoria das funções sociais do Estado na saúde, educação, segurança social e cultura, pela promoção das atividades produtivas na agricultura, nas pescas e na indústria, pela construção de infraestruturas necessárias ao desenvolvimento regional, pelo apoio aos micro e pequenos empresários, e pela defesa e preservação dos valores ambientais. Perguntas e requerimentos que, denunciando problemas, avançam também com soluções.
A intensa e diversificada atividade desenvolvida desde outubro de 2015 veio confirmar que o voto na CDU nas eleições legislativas de 2015 foi um voto que fez a diferença. O PCP defendeu os trabalhadores, o povo, o Algarve e o País, contribuiu para a derrota do anterior Governo PSD/CDS e da sua política de exploração e empobrecimento, teve uma intervenção decisiva na reposição de direitos e rendimentos e afirmou a necessidade de uma política patriótica e de esquerda ao serviço do desenvolvimento económico e do progresso social.
Estamos certos que os Algarvios, reconhecendo o trabalho realizado e a justeza das propostas apresentadas, continuarão a dar o seu apoio à CDU





MONCARAPACHO - ALGARVE - Chinesas, bonecos de neve e um canguru não vão faltar ao Carnaval de Verão de Moncarapacho


Moncarapacho promete uma «noite inesquecível» a 4 de Agosto
O Carnaval de Verão vai animar a vila de Moncarapacho na noite de 4 de Agosto a partir das 21h30. O tema deste ano é a “Diversidade Cultural” e pelas ruas da vila vão desfilar, além dos carros algóricos e dos grupos que os acompanham, «chinesas, italianos, holandeses, japonesas, índios e índias, bonecos de neve, havaianos, russos… e um canguru australiano!».
A União de Freguesias de Moncarapacho e Fuzeta, que organiza o evento, promete «uma viagem alucinante e divertida, onde a magia das antigas civilizações e a loucura da vida das grandes cidades ao longo dos séculos estarão presentes».
Segundo a autarquia, «com a alegria contagiante dos foliões será gerado um ambiente único que contribuirá para uma noite inesquecível,
principalmente para os mais novos!»
A União de Freguesias realça que, «ano após ano, o evento – que vai para a sexta edição – atrai muitos visitantes a Moncarapacho e proporciona também aos imigrantes do concelho, que nesta altura regressam de férias, a possibilidade de reviver o tradicional Carnaval de Moncarapacho e a sua genuína “Batalha de Flores”».
Depois do desfile a animação continua com um baile, às 23h30h, com o Duo Reflexo, que se realiza na Praça Major João Xavier de Castanheda (Largo da Junta).
As entradas são livres.


www.sulinformacao.pt

MORAL DA HISTÓRIA


NÃO É TOLO E TEM ARTE.

O provérbio é português, e todos os que se esforçam para o manter actualizado, enaltecem os nossos ‘egrégios avós’ e têm a nossa bênção.
Parabéns ao

AH AH AH AH AH AH AH AH AH ! NÃO HÁ PROBLEMA ! A MOÇA ENCONTRA-SE BEM !






ISTO É DO "CORREIO DA MANHA"

Perdoem-me o desabafo mas é no que dá querer tê-las muito, muito, muito grandes !  

Mia Khalifa, atriz pornográfica de 25 anos, sofreu um acidente enquanto assistia a um jogo de hóquei. Um disco embateu contra o peito da jovem e furou-lhe um implante mamário.



PJ e fuzileiros travam em alto mar sequestro da máfia no Porto

Homem foi raptado mas conseguiu dar o alerta por telemóvel a um amigo. 










PJ e fuzileiros travam em alto mar sequestro da máfia no Porto 


A Polícia Judiciária, com fuzileiros da Marinha e o apoio da Força Aérea, tomou de assalto um veleiro no último fim-de-semana, já em águas internacionais, libertando um homem que fora sequestrado no Porto mas conseguira dar um alerta por telemóvel a um amigo antes de ser levado para alto mar. 

O objetivo da operação seria conseguir manter a droga dentro do veleiro do homem sequestrado, ameaçando-o assim como a sua família. 

Sequestrador e vítima são franceses – e a informação das autoridades França chegou à PJ na quinta-feira. 

Depois de vigilância discreta feita pelo ar a partir de um avião P3 Orion da Força Aérea, inspetores da PJ com as forças especiais da Marinha, que seguiam na corveta, resgataram a vítima a bordo do veleiro no domingo. 

O sequestrador foi capturado e já está em prisão preventiva, tendo a Unidade de Contraterrorismo da PJ também apreendido cerca de 350 mil euros a bordo do veleiro com bandeira francesa. 

Em causa estarão ajustes de contas de um grupo mafioso com ligações ao tráfico de droga, numa investigação que corre termos em França.     

Autoridades esclarecem 

Em conferência de imprensa, as autoridades confirmam que este sábado, dia 28, foi possível libertar a vítima, por volta das 16h20. A partir desse momento, foram tomadas as devidas diligências, tendo em vista a detenção do suspeito, que se encontrava a bordo do veleiro, surpreendido pela corveta portuguesa. O veleiro e a corveta da Marinha portuguesa atracaram assim no porto de Portimão, este domingo, ao inicio da manhã, momento onde foi possível confirmar as suspeitas existentes pela prática do crime de sequestro e coação agravadas, procedendo à detenção do arguido. 

O arguido foi presente a juiz nessa mesma tarde, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, conhecendo a medida de coação que correspondeu à prisão preventiva. O veleiro foi encontrado pela Marinha a  160 milhas náuticas da costa portuguesa, dirigindo-se para sul. A embarcação terá saído do porto de Leixões na quinta-feira, dia 26 de julho. A operação de resgate e captura foi feita em colaboração com as autoridades francesas. 

O arguido já tinha antecedentes criminais, pelo que as autoridades competentes decidiram manter o homem em prisão preventiva.
http://www.cmjornal.pt

Os padres, o Eng.º Ricardo Robles e o Bloco de Esquerda


(Carlos Esperança, 31/07/2018)

Não está provado que a pedofilia tenha maior incidência nos membros do clero católico do que nos de outros grupos socioprofissionais que convivem com crianças, professores, assistentes sociais, médicos, enfermeiros e catequistas, ou nos de outras religiões.
O que torna o clero católico particularmente vulnerável perante a opinião pública é a sua obsessão moralista, que acrescenta à gravidade do crime a imensa dose de hipocrisia dos perversos. Quem vê na castidade a virtude e via para a santidade, não pode sequer amar. A paternidade do clero, dissimulada pela imposição do celibato, tornou-se escândalo. A vulnerabilidade católica resulta do escrutínio das sociedades democráticas, ao contrário do que ocorre em teocracias, sejam islâmicas, a monástica do cristianismo ortodoxo, do Monte Athos, ou a do Vaticano.
No mercado da fé, a destruição dos adversários é uma arma pela conquista dos fiéis dos outros, tal como na política, onde a sanha aos políticos concorrentes faz parte da disputa eleitoral. Não exige crime, basta a incoerência grave que, no caso de Ricardo Robles foi agravada por ser fundador do BE e dirigente qualificado. Não podia beneficiar da Lei Cristas, que zurziu, ainda que para negócios legais, mas reprováveis segundo os valores que defende. Grave foi atrair a solidariedade afetiva da líder do BE, que a honra como pessoa e a compromete como política. Foi, aliás, o erro político de Catarina Martins, que não previu a dimensão dos danos a que o pretexto deu origem.
O que torna mais obscena a campanha orquestrada pela direita, onde procura envolver o Governo e todos os partidos que o sustentam na AR, é a displicência com os seus esqueletos: subornos dos submarinos; fraude de 6,7 milhões de euros que a UE provou e cuja restituição exigiu, dinheiro que Miguel Relvas atribuiu à Tecnoforma de Passos Coelho; o esquecimento da exigência à PGR para reabrir o processo a essa fraude, que admitiu fazer e se esqueceu; o inquérito à forma de pagamento e às circunstâncias da compra e venda das ações da SLN, não cotadas em Bolsa, de Cavaco Silva e filha; o esquecimento sobre o que se passou com a banca (BES, BPN, Banif, BPP) e o extravio de 3 mil milhões de euros, após a resolução do BES, nos dias que se seguiram.
Não aprovo a especulação de Ricardo Robles, mas não vi o desassossego de jornalistas, comentadores e dirigentes da direita, preocupados com as vivendas da praia da Coelha, depois da falência do BPN, para saber se foi questão de sorte dos felizes contemplados com as casinhas, e transparente a aquisição, ou se houve ali dinheiros desviados do BPN.
Nesses casos os jornalistas que ora entraram em frenesim, a D. Cristas, os comentadores do PSD e as televisões foram sóbrios ou omissos nas explicações pedidas. Os eventuais desmandos dos ministros do cavaquismo não preocupam a direita que encobre os crimes dos seus e berra, ulula e crocita com negócios imobiliários de um vereador do BE.
Nem um PR e três PMs dos seus lhes mereceram tamanha preocupação. E houve razões para que a Justiça, em vez de publicar vídeos cinematográficos com quedas simuladas no elevador que ultrapassou o prazo de revisão, devia ter procedido a averiguações.
Com temperaturas sem precedentes a aproximarem-se, os incendiários não esquecerão o episódio Robles e juntarão os fogos que aguardam ansiosos, ateados ou não por eles.
Aliás, imitam o PP espanhol, atolado em corrupção, a explorar até à náusea a aquisição de um luxuoso apartamento pelo casal de dirigentes do Podemos.


estatuadesal.com

Ainda o caso Robles

Há um ditado popular que diz: mete os dois DEDOS no buraquinho e depois cheira que eles cheiram igual !

Parece ser esse o caso nas declarações de Catarina Martins quanto altaneira afirma: O negócio que o Ricardo Robles quis concretizar NÃO SE AJUSTA AO QUE O BLOCO PENSA e logo a seguir disse que o Robles teve sempre o apoio total do partido.

Então que raio de gente dirigente existe dentro do Bloco que deixa que os seus responsáveis pratiquem o que o partido não aprova ? 
E mais !
então que raio de gente dirigente existe dentro do Bloco que quer fazer crer que não sabiam de todas as manobras do Ricardo Robles E SE CALARAM SEMPRE !

Não vendeu, mas quis vender ! e se tivesse vendido ? e quando vender ?

Sim ! o ditado popular e as declarações da Catarina são iguais aos dedos quando saem do buraquinho. Cheiram mal !

António Garrochinho

quando...



QUANDO MORREU SHACA ZULU
OS DIABOS FIZERAM A FESTA
ENTERRARAM-LHE UMA ESPADA NO CU
E ESPETARAM-LHE UMA CRUZ NA TESTA


Quadra do meu amigo Luis Murta

"Os Diabos" na consideração do Luís eram os colonialistas, a espada a arma da matança e a cruz a dos missionários que sempre acompanhava a repressão dos colonos e tropa

PCP contra Operação de Loteamento da Quinta Dos Ingleses – Carcavelos

PCP contra Operação de Loteamento da Quinta Dos Ingleses – Carcavelos

No âmbito da discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental da operação de Loteamento da Quinta dos Ingleses em Carcavelos, o PCP pronunciou-se contra a aprovação deste projecto de loteamento porque considera uma violação grosseira das opções de planeamento e de estratégia deste território com graves impactes negativos. 

Para o PCP, face à realidade presente torna-se cada vez mais premente que se restrinjam as novas áreas a urbanizar em zonas já sobrecarregadas urbanisticamente e de se reforce a reabilitação urbana de áreas degradadas. 

O PCP defende que a Quinta dos Ingleses  se deveria manter como espaço verde de recreio e lazer , o contrario do que defende o PSD/CDS no executivo da CM de Cascais que teima em defender as urbanização com uma abordagem ultrapassada, contra tudo e contra todos, excepto naturalmente o promotor do Projecto.













www.dorl.pcp.pt

DIAS LOURENÇO – construtor do PCP



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DIAS LOURENÇO – construtor do PCP

Um herói é assim. António Dias Lourenço é uma figura inultrapassável da mesma grandeza do Partido que ajudou, decisivamente, a construir e a reconstruir. Esteve nele durante 78 anos de aço misturado com uma sensibilidade humana/poética casada com o seu amor ao povo.

Falar da sua incrível e corajosa fuga da masmorra de Peniche é dos dados de Resistência mais iluminados da história épica do PCP. É acontecimento felizmente muito conhecido, pelo que aqui não me deterei.

Especialmente brutalizado pelos assassinos da pide, esteve encarcerado por 17 anos. Estava preso quando soube da leucemia que lhe tiraria o seu filho de 10 anos. Apenas lhe foi permitida, pelos esbirros policiais, uma breve visita de 5 minutos. Só o tornaria a ver, morto, vindo da URSS, levado pelo PCP na tentativa vã de o salvar.

Personagem central do grande livro de Saramago, “Levantado do Chão”, na minha opinião o mais importante do escritor meu camarada, foi Dias Lourenço quem escreveu o manifesto de greve que o livro retrata.

Na primeira vez que a matadora pide o apanhou, depois das torturas sem fim durante dias, ao regressar à cela ainda teve forças para bater nas portas dos camaradas presos e dizer: «malta, aqui ninguém fala. Os comunistas não falam».

Estava em casa de Bento de Jesus Caraça na altura da morte deste. Testemunharam-na o Professor Pulido Valente e o escritor Manuel Mendes. Ia, clandestinamente, em nome do Partido, levar ajuda material ao notável matemático comunista, caso este necessitasse.

Como última nota deste revolucionário inesquecível, exemplo de guerreiro referencial do MCI, não resisto a contar a origem de onde lhe cresceu a sua fortaleza heróica, o seu querido pai. Este estava a morrer, havia uma luz na mesa-de-cabeceira que lhe encadeava a vista. Dias Lourenço perguntou-lhe se preferia que a apagasse, ao que o pai lhe respondeu: «Não, filho, o que eu preciso é de luz, muita luz. Não a apagues, por favor»

Um par de Álvaro Cunhal. Um Grande do PCP!