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sábado, 9 de junho de 2018

Militar da GNR enriqueceu a cobrar coimas a mais a turistas

PJ deteve elemento da GNR. Obrigava estrangeiros a pagar 120 euros, mas ao Estado só entregava 10.
O militar do posto territorial da GNR de Lagos escolhia a dedo o local e as vítimas. Os alvos preferenciais eram condutores de nacionalidade estrangeira que utilizavam um terreno na praia da Luz como estacionamento. Convencia-os de que tinham cometido infrações graves e falsificava os autos de contraordenação para ficar com o dinheiro das coimas. Suspeitas que o levaram a ser detido pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (PJ) de Portimão, em colaboração com a GNR.
Indiciado por crimes de peculato, falsificação de documento, abuso de poder e corrupção, foi apresentado, ontem, em tribunal. Ficou em liberdade, mas está suspenso de funções.
Na GNR decorre um processo interno de averiguações, que poderá resultar na expulsão do guarda principal, de 44 anos, que já estava na mira dos colegas pelos sinais exteriores de riqueza que evidenciava. Com dois filhos e a mulher desempregada, tinha carros e um motociclo topo de gama. Duas das viaturas foram incendiadas, há alguns anos, à porta de casa, num processo polémico que acabou arquivado por não terem sido encontrados os culpados. Mas nunca se livrou das suspeitas de ajuste de contas, chegando mesmo a ser investigado por alegadas ligações ao tráfico de droga, que nunca foram concretizadas.
A investigação relativa aos autos de contraordenação durava desde 2015. Segundo fontes ligadas ao processo, o militar cobrava aos condutores coimas acima dos cem euros por infrações graves, como condução ao telemóvel ou sem cinto de segurança. Mas no livro dos autos registava-as como infrações leves, no valor de cerca de dez euros, por proibição de paragem ou estacionamento. Para isso, conseguia que os condutores assinassem os autos para depois falsificar as cópias destinadas às autoridades.
Segundo a PJ, o objetivo era ficar com a diferença do valor das coimas. Acabou detido após apertadas vigilâncias dos inspetores. Foi a própria GNR que o denunciou, por estranhar que quisesse trabalhar sempre sozinho e atuasse no mesmo local.


www.jn.pt

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