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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Este foi o destino trágico da criança prodígio mais famosa do século XX


Ser um génio não é uma tarefa tão fácil assim, pelo menos não para o prodígio infantil mais destacado do século 20 – William Saydis. Seu QI foi estimado em 250-300, sendo ele a pessoa com o maior QI já registado na história.
Há um grande interesse do público não somente nas habilidades mentais dessas pessoas, como em suas vidas pessoais, de modo que hoje iremos conhecer o trágico destino da criança prodígio mais famosa do século XX. Veja a seguir:
William Saydis era uma pessoa única. Isso é evidenciado pelos seguintes fatos: com um ano de idade, o garoto não só podia sentar e segurar uma colher, como também podia escrever. Aos quatro anos, ele leu as obras de Homero em seu idioma original. Dois anos depois, ele estudava lógica aristotélica. Aos oito, o menino já tinha quatro livros completos de autoria própria, um deles era uma monografia sobre anatomia, fora que conhecia oito línguas estrangeiras com perfeição.
A essa taxa de desenvolvimento, a chegada da criança aos 11 anos na Universidade de Harvard parecia absolutamente lógica. Seu conhecimento de matemática era muito profundo: enquanto ainda estudava, ele começou a dar palestras sobre o espaço e as quatro dimensões no Harvard Math Club.
Aos 16 anos ele era quase graduado e basicamente “um homem adulto”. Neste momento ele dava muitas entrevistas e as especificidades de seu pensamento interessavam não apenas os cientistas, mas também os jornalistas. William Saydis afirmou que gostaria de levar uma vida de eremita, de permanecer solteiro, de não ser tentado pelo sexo e por mulheres e dedicar-se completamente ao desenvolvimento intelectual.
O pai da criança prodígio era Boris Saydis, um judeu que emigrou para os EUA de Berdichev, agora uma cidade ucraniana. Na Universidade de Harvard, o pai recebeu um doutorado em psicologia, tornou-se um psiquiatra e um poliglota, fundou um novo campo de conhecimento – psicopatologia.
A mãe de William Saydis se formou na Universidade Médica da Universidade de Boston, mas não prosseguiu com a carreira, decidindo permanecer em casa para cuidar do lar e criar seu filho.
Os pais médicos vieram com seus próprios métodos para transformar um filho comum em um gênio. William tornou-se realmente especial em suas opiniões políticas e religiosas. Aos seis anos de idade o gênio se declarou ateu. Então, na sua juventude, ele foi preso por participar da manifestação de maio em Boston. Ele foi sentenciado a três anos de prisão e, apesar de o próprio pai ter passado dois anos em prisão solitária como prisioneiro político, ele tentou proteger seu filho do direito de se expressar de uma maneira muito incomum.
Ele concordou com o promotor do caso de enviar seu filho a um sanatório em New Hampshire por um ano e o proibiu de pensar em revoluções e mudar o sistema estadual sob a ameaça de prisão em um hospital psiquiátrico. Enquanto isso, o jovem desenvolveu sua própria teoria quase liberal, realizou pesquisas no campo da história dos EUA e escreveu sua alternativa, fazendo campanha contra o chamado para a Primeira Guerra Mundial.
O conflito com os pais e o medo da prisão internamente quebraram William Saydis. A vida adulta, ele passou sozinho, sendo que trabalhou primeiro como contador, não terminando a faculdade por “ter sido convidado a sair” e logo foi enviado a um sanatório.
Por todo seu sucesso intelectual, William Saydis estava emocionalmente despreparado para a idade adulta e quando a glória caiu sobre este homem, ele não estava absolutamente preparado para isso.
Ele não conseguia se comunicar com pessoas, encontrar amigos pois não se fazia entender e era socialmente passivo, apesar de genial e com um alto QI.
Quando ele tentou ser um professor em Harvard, os alunos nem ouviam as aulas, porque eram mais velhos. Em vez disso, eles buscaram informações pessoais sobre ele, descobrindo que William nunca tinha tido uma namorada e virando alvo para chacota, inclusive pela mídia.
“Eu quero viver em reclusão, eu odeio você e eu odeio a multidão!” – gritou ele durante uma reportagem.
Após escapar do sanatório em 1921, ele cortou relações com seu pai e foi trabalhar em Nova York com tarefas bem simples. Em 1944 ele recebeu uma indenização por um acordo judicial, em que o jornal The New Yorker levantou difamações e informações falsas a seu respeito.
Sidis morreu em 1944 em Boston, vítima de uma hemorragia cerebral aos 46 anos de idade. Seu pai havia morrido da mesma maneira em 1923, aos 56 anos.
Um homem tão dotado pela natureza, infelizmente perdeu a sua liberdade e foi perseguido durante sua vida inteira por seu alto QI. Já dizia o tio Ben do Homem Aranha: “Com grandes poderes, há grandes responsabilidades” e esse foi o trágico fim do homem que, por possuir um grande poder, virou propriedade social.

misteriosdomundo.org

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