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sábado, 2 de junho de 2018

Enfermeiros exigem mais pessoal em semana de protestos


A semana ficou marcada pelos protesto diários dos enfermeiros, contra a falta de pessoal e pelo desbloquamento das contratações. Nesta sexta-feira, foi a vez do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
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Concentração de enfermeiros junto ao Hospital São Francisco de Xavier
Concentração de enfermeiros junto ao Hospital São Francisco de XavierCréditos
Os enfermeiros do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), que integra os hospitais Santa Cruz, Egas Moniz e S. Francisco Xavier, estiveram hoje em greve, das 10h30 às 12h30, para exigir a contratação de mais profissionais.
Durante a manhã, em frente ao Hospital S. Francisco Xavier, os enfermeiros realizaram uma concentração para alertar para as consequências do problema da falta de pessoal, tendo gritado palavras de ordem como «Para a saúde defender, enfermeiros tem de haver», «Ministro escuta, os enfermeiros estão em luta», «Admissão já» e «Regularização de vínculos já».
Em declarações aos jornalistas, Isabel Barbosa, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) afirmou que o problema da falta de pessoal «pode significar o encerramento de serviços ou uma acumulação excessiva de horas extraordinárias. Não queremos uma coisa, nem outra».
A dirigente afirmou que os contratos individuais representam dois terços dos enfermeiros naquele Centro Hospitalar e que, a partir de 1 de Julho, vão iniciar o regime das 35 horas semanais, pelo que são necessárias 162 contratações só para colmatar as falhas que ficarão a descoberto, ficando de fora aquelas que já existem.
«Mas, além disso, já há carência de enfermeiros e, na medicina aqui deste hospital, os enfermeiros já acumulam 920 feriados e 4000 horas extraordinárias», frisou. No total, 69 enfermeiros têm vínculos precários, nomeadamente 42 a recibo verde.
Os protestos contra a falta de enfermeiros têm decorrido ao longo da semana, tendo na segunda-feira decorrido no Hospital Garcia da Horta um protesto com um abaixo-assinado entregue, na terça-feira uma greve no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais e na quarta-feira na Unidade Local de Saúde de Matosinhos.
Os protestos fazem parte do movimento «Mais enfermeiros contra a ruptura», que pretende pressionar as administrações e o Governo de forma a serem abertas contratações, pondo um fim ao bloqueio aos novos pedidos de admissão, considerando que só isso pode solucionar problemas como a falta de enfermeiros, os longos horários e horas extraordinárias por pagar, o cansaço físico e psicológico das equipas ou a degradação dos serviços prestados.

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