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sexta-feira, 11 de maio de 2018

LEIAM ESTA PUBLICAÇÃO - o que anda por aí !



Não terá sido por acaso que, nos últimos dias, o PS e António Costa deram sinais claros de afastamento em relação a José Sócrates e a Manuel Pinho.
Mas também não será por acaso que PSD e CDS mostram estar a jogar à defesa neste “jogo” dos processos judiciais que afectam exponencialmente cada vez mais governantes e políticos.
E no que diz respeito ao envolvimento de políticos em processos duvidosos no plano ético, moral ou mesmo judiciais não existem partidos “virgens”. Infelizmente de uma forma ou de outra é um fenómeno transversal à nossa classe política.
A somar a tudo isto as últimas intervenções públicas do Presidente da República vão no sentido de uma maior exigência e responsabilização dos governantes e na procura da transparência na vida política e pública.
E como disse Marcelo Rebelo de Sousa, no seu discurso de apenas 15 minutos que assinalou os 44 anos da revolução Abril, não existem “respostas dos sistemas sociais, de antecipação de desafios, de prevenção de erros ou omissões” com governantes incompetentes ou “sistemas políticos profundamente renovados” com os protagonistas de sempre.
«Partidos incapazes de se renovarem, dirigentes políticos fracos, governantes incompetentes»
Discurso curto, mensagem forte de um Presidente da República respeitado, com capital político próprio, com destinatários óbvios. Partidos incapazes de se renovarem, dirigentes políticos fracos, governantes incompetentes. Instituições paradas no tempo minadas pela corrupção.
Na mesma altura em 2016, e pela primeira vez na qualidade de Presidente da República, Marcelo tinha sido claro ao afirmar que “o Portugal democrático tem de repensar o fechamento no sistema de partidos e nos parceiros sociais, recriar formas de aproximação entre eleitores e eleitos, ser mais efectivo no combate à corrupção e mais transparente na vida política”.
Por isso nada de surpresas. Agora em 2018 apenas reiterou os alertas que tem vindo a deixar à classe política.
Mas deixem-me recuar mais de 30 anos e chegamos a um Presidente da República respeitado, com capital político próprio. Falo do General António Ramalho Eanes.
Nessa altura com um País governado por um executivo contranatura do “bloco central” que acabou por cair, ao fim de dois anos, por decreto de Cavaco Silva após a célebre viagem de rodagem do seu famoso Citroen até à Figueira de Foz.
Hoje governados por uma “geringonça” de conveniência que juntou PS, PCP e BE que parece estar em fim de vida inspirando pouca confiança.
Na primeira metade da década de 80, a meio de um ciclo político altamente instável, começou-se a falar da possibilidade do nascimento de um partido político a partir de Belém que se veio a confirmar como uma realidade em 1985.

«Nasceu o PRD, partido apadrinhado por Ramalho Eanes, que foi a votos, obteve mais de 17% dos votos e elegeu 45 deputados»

Foi assim que nasceu o PRD apadrinhado por Ramalho Eanes que foi a votos nas Legislativas desse mesmo ano conseguindo obter mais de 17% dos votos e eleger 45 deputados. Um resultado inesperado que augurava um futuro brilhante para o então novel Partido Renovador Democrático mas que acabaria por morrer precocemente órfão de Pai.
As últimas intervenções públicas do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixam nas entrelinhas uma insatisfação crescente com a actual situação política nomeadamente com uma classe política transversalmente fraca, incompetente e com uma credibilidade em níveis mínimos.
Nota-se nas suas palavras um apelo continuo e crescente para a necessidade de uma renovação da classe política que se mostra incapaz de se fazer no presente quadro dos partidos políticos.
«De Marcelo já vimos e podemos esperar quase tudo»
Não poderá estar no horizonte a criação de um novo partido político, com novos protagonistas, a partir de Belém, fruto de uma inegável capacidade de agregação que hoje tem o actual Presidente da República?
De Marcelo já vimos e podemos esperar quase tudo. Nunca com os objectivos do PRD de Ramalho Eanes. Porém não me surpreendia que discretamente, a partir de Belém, desse o tiro de partida para a criação de um novo partido político indo de encontro a uma sua vontade muito clara de uma necessidade imperiosa de renovação da classe política.
Marcelo que deu início à “política dos afectos” que rapidamente conquistou os portugueses penso que também gostaria de deixar esta sua marca que correspondesse à inauguração de um novo tempo e de uma nova forma de estar e fazer política.

Paulo Vieira da Silva | Gestor de Empresas / Licenciado em Ciências Sociais – área de Sociologia
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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