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sábado, 12 de maio de 2018

Em Portugal, 500 mil trabalhadores empobrecem a trabalhar


A denúncia, feita pela CGTP-IN, tem por base dados do INE relativos ao Inquérito às Condições de Vida e de Rendimento. A esta situação «preocupante» não são alheios os baixos salários e a precariedade.
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Denúncia da precariedade laboral na Manifestação Nacional da Juventude (Março de 2016)
«O aumento do número de trabalhadores em situação de pobreza laboral, aos quais se junta o aumento percentual deste flagelo entre os desempregados, remete para a urgência da alteração das normas gravosas da legislação laboral, o aumento geral dos salários e das pensões e o alargamento da protecção social no desemprego», sublinha a CGTP-IN numa nota de imprensa emitida esta sexta-feira.
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o Inquérito às Condições de Vida e de Rendimento, «com base no qual é calculada a taxa de pobreza, reflectem desde logo que cerca de 500 mil trabalhadores empobrecem a trabalhar», afirma-se no documento.
Apesar de se ter verificado uma descida percentual, a pobreza laboral atinge mais de 497 mil trabalhadores, tendo aumentado o número daqueles que empobrecem a trabalhar «face ao ano anterior» e «sendo que o aumento em relação a 2013 é superior a 23 mil».
A central sindical sublinha que esta situação, «que se reflecte tanto nos homens como nas mulheres, não pode ser dissociada de condições de trabalho em que impera a precariedade dos vínculos e os baixos salários».
Quanto ao rendimento médio disponível das famílias, «avaliado a preços de 2016», foi ainda inferior ao que se registou em 2004, o que – afirma a Inter – «mostra o impacto das medidas de empobrecimento da população e exploração dos trabalhadores, situação agravada com a política de direita, a circulação do euro e o memorando da troika».
Ainda assim, verificou-se uma «redução do número de pobres no nosso país», um dado que a CCTP-IN valoriza como positivo, mas encarando com particular preocupação «a situação dos que dependem da venda da sua força de trabalho para sobreviver».
Nesse contexto, a central sindical considera fundamental «romper com a política de direita» que fez recuar o País, bem como apostar na valorização do trabalho e dos trabalhadores.


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