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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Apreendida mais de meia tonelada de sardinha. Pesca ultrapassou limite diário

A pesca da sardinha esteve proibida entre outubro de 2017 e 20 de maio deste ano
A GNR apreendeu, na Lota de Peniche, 660 quilogramas de sardinhas, pescadas acima do limite diário de captura imposto às embarcações, foi hoje anunciado, uma semana depois de a pesca àquela espécie ter sido autorizada.
Os militares do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Peniche "detetaram no cais de descarga sardinha capturada irregularmente por ter sido excedido o limite diário de captura, no âmbito de uma fiscalização dirigida às atividades de pesca profissional, armazenamento e comercialização de pescado", refere o comunicado da GNR.
Após ser submetido a inspeção higiossanitária, o pescado apreendido foi doado a instituições de solidariedade social do concelho, no distrito de Leiria.
A embarcação incorre em perda de pontos na licença de pesca, que podem levar à suspensão ou proibição da atividade, e a uma multa entre os 250 e os 25.000 euros.
A pesca da sardinha esteve proibida entre outubro de 2017 e 20 de maio deste ano.
Até 31 de julho, os pescadores portugueses poderão capturar um total de 4.855 toneladas, com limites de capturas diárias, medidas de proteção dos juvenis e uma monitorização permanente da pescaria.
Está também interdita a captura, manutenção a bordo, descarga e venda de sardinha em "todos os dias de feriado nacional", sendo também proibida a transferência de sardinha para lota diferente da correspondente ao porto de descarga, bem como uma mesma embarcação descarregar em mais de um porto durante um período de 24 horas.
Até ao final deste ano, Portugal e Espanha podem pescar até 14.600 toneladas de sardinha, cabendo 9.709 toneladas a Portugal (66,7%) e 4.891 a Espanha (33,5%).
As capturas de sardinha pelas 16 organizações de produtores (OP) aumentaram 7,9% em 2017, enquanto o volume de descargas de pescado pelas OP do continente caiu 13% face a 2016, revelou hoje o INE.
As estatísticas da pesca de 2017, divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que o decréscimo no volume de descargas de pescado pelas OP é reflexo da menor descarga de cavala (menos 38,7%), de carapau (menos 19,7%) e de verdinho (menos 10,7%), e que, pelo contrário, as capturas de sardinha pelas OP aumentaram 7,9% no ano passado, face a 2016.
No ano passado, a captura de peixes marinhos caiu 3,9%, em relação a 2016, contribuindo para a queda a menor captura de cavala (menos 30,4%) e de carapau (menos 4,8%) e pescada (menos 24,6%),
"Para a redução da cavala não terá sido alheia a cessação temporária da atividade da frota do cerco, aliada à orientação para a captura de espécies mais valorizadas, como por exemplo o biqueirão", explica o INE.
Consequentemente verificou-se um aumento do valor em 4,1%, comparativamente a 2016, em grande parte pelo peso que espécies mais valorizadas assumiram no total de pescado capturado.
No entanto, o INE diz que, para algumas espécies, houve um "aumento significativo" da captura em 2017, caso dos atuns (mais 58,4%) e do biqueirão (mais 30,3%).
Da análise às descargas com origem nas embarcações aderentes, o INE identificou a pesca do cerco como o segmento mais representativo daquelas estruturas, mantendo-se no ano passado a cavala, o carapau e a sardinha como as principais espécies em volume de pescado descarregado.
"Corresponderam, respetivamente, a 72,9% da cavala, 78% do carapau e 98,1% da sardinha descarregados em portos nacionais em 2017", informa o instituto.
Tal como em anos anteriores, a gestão da pesca da sardinha durante 2017 passou pela interdição da atividade nos primeiros meses do ano e pelo estabelecimento de um limite de capturas para a pesca desta espécie, pela arte de cerco, em Portugal continental, aplicável ao longo do resto do ano 2017.
O volume total das capturas de sardinha pelas diversas artes ascendeu a 14.557 toneladas, mais 1.044 toneladas do que em 2016, ou mais 7,7%.


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