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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Obra de 500 mil euros na ponte da EN125 sobre o Almargem será definitiva

A obra que será feita na ponte da EN125 sobre o rio Almargem, em Tavira, será já «definitiva», assegurou o presidente da Câmara de Tavira Jorge Botelho. Esta é uma das intervenções de emergência anunciadas pelo Governo há uma semana e aquela mais onerosa, algo que o também presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve justifica com o facto de ser uma obra de fundo.
Esta informação foi avançada aos representantes do Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125 – Sotavento, que estiveram na última Assembleia Municipal de Tavira para questionar Jorge Botelho sobre algumas questões relacionadas com a requalificaçaõ desta estrada, entre Olhão e Vila Real de Santo António.
O movimento quis saber quais as ações que o edil tavirense tomou «em relação ao estado deplorável da EN125 no troço Olhão-VRSA e as ações que tomará no futuro», bem como qual a razão de metade do milhão de euros disponibilizado pelo Governo para estas obras serão gastos na ponte sobre o rio Almargem, deixando «apenas cerca de 250 mil euros para a repavimentação de alguns troços, numa extensão de 38 quilómetros».
Segundo Jorge Botelho, os 500 mil euros para a obra a realizar em Tavira justificam-se «pela avançada deterioração da ponte e pelo risco já elevado de possível colapso. Essa obra será já definitiva, enquanto as outras são apenas para salvaguarda da segurança rodoviária até às obras definitivas».
O presidente da Câmara de Taviara disse, ainda, «ter a informação do Governo que o objetivo é que cerca de 131 quilómetros de requalificação passem diretamente para a Infraestruturas de Portugal, que dispõem de aproximadamente de 18 milhões de euros» e que se espera que haja obras estruturantes a começar «nos primeiros meses de 2019».
Os utentes da EN125 gostaram do que ouviram, mas frisaram, numa reunião privada com Jorge Botelho, que «um dos grandes problemas das forças partidárias é a falta de uma comunicação assertiva com a população, por forma a que a mesma possa tomar conhecimento das ações tomadas pelos políticos, deixando bem claro que uma política de omissão não traz benefícios a ninguém e deixa a população à mercê de alguns boatos e muitas vezes do «diz que disse», deturpando a realidade dos factos».

regiao-sul.pt

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