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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

PESCADOR PALESTINIANO POBRE CONSTRÓI BARCO COM RECURSO A GARRAFAS DE PLÁSTICO QUE POLUEM A PRAIA



À falta de recursos para comprar o próprio barco, um pescador palestiniano amador construiu uma embarcação a partir de garrafas de plástico abandonadas.

Atento à problemática ambiental, Moad Abu Zeid percorreu dias a fio as praias de Rafa para acumular centenas de garrafas. O pintor desempregado da Faixa de Gaza ergueu o barco, que custou cerca de 120 euros, com estes e outros materiais alternativos.

"Esta ideia foi desenvolvida a partir de garrafas de plástico vazias. Tenho outras ideias mas espero contribuir para salvar o ambiente com as garrafas de plástico deitadas fora pelas pessoas nas praias", sublinhou o pescador.

Moad, de 35 anos, tem agora um meio de sustento da família. Juntamente com dois irmãos mais novos parte todos os dias para o mar e pesca cerca de sete quilos de sardinha e de outros peixes. Vende depois às pessoas na rua mas queixa-se que por causa do bloqueio de Gaza não encontra material de pesca e só consegue fazê-la com recurso a um gancho.

Também não pode percorrer grandes distâncias porque tem de remar.


VÍDEO

pt.euronews.com

3,9 MILHÕES DE EUROS !!!!!!!!!!



PARA OS COMÍCIOS DA TECNOLOGIA* MODERNA
QUE SERVE E ACENTUA AINDA MAIS A EXPLORAÇÃO DOS QUE TRABALHAM, CRIA DESEMPREGO (MUITOS CONTESTAM) ARRUÍNA A VIDA DE MILHÕES DE TRABALHADORES E CONTRIBUI ATÉ PARA A VIOLÊNCIA QUE GRASSA NO MUNDO, HÁ DINHEIRO E NÃO É POUCO !
3,9 milhões de euros foi o que o Governo entregou ao moço irlandês do WEB SUMMIT o que diz que convida tudo e todos desde sindicalistas da esquerda à nazis como a tentativa frustrada da Marine Le Pen.
Estão a encolher os ombros, estão a concordar ? sabem quem paga ?
SOMOS NÓS !

* eu não sou contra a tecnologia desde que sirva a humanidade e não a afunde só com o fito de dar lucro a meia dúzia de tubarões.



António Garrochinho

JOSÉ AFONSO - AS MULHERES CANTADAS

VÍDEO

poesia:António Garrochinho


poesia:António Garrochinho


O jornalismo português é burro?


(Pedro Tadeu, in Diário de Notícias, 15/08/2018)
tadeu1
Não sei se o caro leitor ou leitora se apercebeu mas, em São Tomé e Princípe, antiga colónia portuguesa, há dois ex-ministros suspeitos de tentarem um golpe de Estado e pessoas presas há poucos dias por, alegadamente, estarem a preparar um atentado.

Não sei se o caro leitor ou leitora tem conhecimento que o líder da coligação partidária que detém o Governo em Timor-Leste, Xanana Gusmão, escreveu uma carta ao Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, onde se diz preocupado com “a saúde mental e política” do Chefe de Estado, que lhe faz oposição política naquela antiga colónia portuguesa.

Não sei se o leitor ou leitora leu a notícia destas declarações do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi: “Algumas pessoas que foram capturadas e interrogadas dizem que estão a matar outras pessoas devido ao desemprego e à pobreza”. O espanto e a indignação do líder político da antiga colónia portuguesa decorre dos assassinatos de dezenas de pessoas e da onda de violência que desde outubro do ano passado assustam as populações de alguns distritos do norte de Moçambique.

Talvez o leitor ou a leitora tenha conhecimento que Macau, território chinês que foi administrado por Portugal, vai ter daqui a dois anos, segundo uma previsão do Fundo Monetário Internacional, o maior PIB “per capita” do mundo.

Eventualmente o leitor ou a leitora sabe da verdadeira guerra do petróleo e do gásque está a eclodir entre a Guiné-Bissau e o Senegal: os guineenses, há 20 anos, aceitaram um acordo com os senegaleses de divisão dos lucros da exploração dessas matérias-primas, que existem em grandes quantidades nas águas marítimas junto aos dois países. 
A Guiné-Bissau passou a receber 15% dos lucros, o Senegal 85%. Os guineenses, em 2014, denunciaram o acordo por acharem a repartição injusta e, agora, há um grupo de notáveis que defende que a localização e a origem desses recursos torna viável a reivindicação de que o petróleo e o gás devem pertencer em 100% à antiga colónia portuguesa. As autoridades do Senegal não estão a achar graça…

Em Cabo Verde os efeitos da seca em 2017 e o mau ano agrícola colocam em risco de insegurança alimentar – isto é, à beira da fome – 30 mil pessoas. A previsão é da FAO – a organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura – que chegou a temer que 150 mil pessoas não tivessem acesso suficiente a alimentos. As coisas não serão assim tão más mas, mesmo assim, um em cada 18 habitantes daquela antiga colónia portuguesa não irá comer o suficiente. 

O leitor ou leitora sabia disto?

Mas há pior. Relata a revista Istoé, do Brasil, que seis em cada 10 crianças brasileiras estão na pobreza: nas zonas rurais têm para viver 60 euros por mês e nas zonas urbanas 78 euros. São dados da Unicef e duvido que o leitor ou a leitora, que se calhar sabe muito sobre a prisão de Lula da Silva ou, até, sobre as tropelias do candidato fascistóide à presidência da antiga colónia portuguesa, Jair Bolsonaro, tenha consciência desta notícia.

E, já agora, sabia que em Angola se discute entre a UNITA e o governo a exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi, o homem que liderou aquele partido na guerra civil, durante 27 anos? Uma guerra, recordo, iniciada logo a seguir à descolonização portuguesa, em 1975, e que terminou quando Savimbi foi abatido, em 2002. Estima-se que morreram 500 mil civis.
Sim, tirando alguma informação sobre Angola e o Brasil (normalmente noticiário ideologicamente motivado, setorialmente influenciado ou lusocêntrico, o que não tem mal nenhum, mas é limitativo para nos dar um retrato sério e completo desses países) sabemos muito pouco sobre o dia-a-dia social e político dos povos que gostamos de apelidar de “irmãos”.

Eu próprio, se a empresa onde trabalho não me tivesse destacado há um par de meses para ajudar a construir um site de informação onde estes assuntos são tratados, saberia tão pouco sobre estes temas como a maioria dos leitores e das leitoras que tiveram a paciência de chegar aqui na leitura desta coluna.

Qualquer das oito notícias com que iniciei este texto poderia figurar na capa de um jornal ou fazer manchete no topo de um site de informação português: são relevantes, interessantes, dramáticas e curiosas. Não vi nada disso.

Estas notícias têm mais proximidade aos interesses económicos, históricos e sociológicos dos portugueses do que qualquer tweet inconsequente de Donald Trump.
Estas notícias dizem mais ao coração de centenas de milhares (milhões?) de imigrantes desses países que residem em Portugal, potenciais leitores de órgãos de comunicação social portugueses, do que qualquer manifestação contra imigrantes num país do centro da Europa.

Estas notícias cumprem todas a regras editoriais que o jornalismo determina, porém, inexplicavelmente, nós, jornalistas, ignoramos ou reduzimos a sua importância à expressão mínima. Preferimos debater, com paixão anacrónica, o nome de um museu sobre a formação do império colonial português.
Durante anos colaborei, alegremente, neste virar de costas do jornalismo português ao mundo da lusofonia. Agora sou obrigado a ver como fui tão burro e como é, desculpem, tão burro o jornalismo português.



 estatuadesal.com

Por isso, camaradas, coloquem sempre a vírgula ao escrever "vamos comer, crianças"!


SOU EU QUE O DIGO !




O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONCHIQUE RUI ANDRÉ DIZ E MUITO BEM QUE DEVE SER A AUTARQUIA A GERIR AS AJUDAS FINANCEIRAS ÀS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS DE MONCHIQUE..

ESTARÁ O PRESIDENTE "DESCONFIADO" DE ALGO QUE NÓS PORTUGUESES JÁ SABEMOS DE HÁ DEZENAS DE ANOS E QUE SE CHAMA " GATUNICE, CORRUPÇÃO, APROVEITAMENTO DE FUNDOS DE MANEIRA TENDENCIOSA E CRIMINOSA ?

NISSO O SENHOR PRESIDENTE TEM DE CERTEZA CONHECIMENTO DE ACONTECIMENTOS, OS PASSADOS E OS PRESENTES ONDE OS DIRIGENTES DO SEU PARTIDO, O PSD, NÃO ESTÃO IMPUNES E OCUPAM O TOPO DOS RECEIOS EM PRÁTICAS CRIMINOSAS E TRAFULHAS, NA MATÉRIA DE SE APROPRIAR CRIMINOSAMENTE. DO QUE NÃO DEVEM.

OXALÁ QUE DESTA VEZ AS VÍTIMAS, TODAS AS VÍTIMAS, DA CATÁSTROFE QUE SE ABATEU SOBRE A SERRA ALGARVIA E AS SUAS GENTES TENHAM UMA RESPOSTA E UMA AJUDA TRANSPARENTE E JUSTA NA SUA INFELICIDADE E NA SUA PERDA.


António Garrochinho

A Raquel




MUITO SIMPÁTICA A SENHORA E MUITO DIVULGADA JÁ NUTRI MAIS CONSIDERAÇÃO PELO QUE ESCREVE E OPINA. OXALÁ NÃO SE TRANSFORME NUM "ORELHAS" ESCRITOR JÁ QUE É MAIS INTELIGENTE E MAIS HONESTA.

A RAQUEL SABE LER, ESCREVE RAZOAVELMENTE, OPINA ASSIM, ASSIM, E É SUFICIENTEMENTE LÚCIDA PARA DISCERNIR A VERDADE.

TEM (PARA MIM) UM SENÃO E MUITAS DAS VEZES NO QUE ESCREVE E DIZ QUASE SE CONTRADIZ.

A SUA SEDE DE GANHAR O DINHEIRO PARA O SUSTENTO, O QUE ACHO JUSTO, NÃO DEVERIA LEVAR A SENHORA A FRASES, EXCLAMAÇÕES, LINHAS QUE ESCREVE, ONDE APARECE UM "AZEDO" QUANDO SE TRATA DA HISTÓRIA COMUNISTA.

COMO DISSE, ELA SABE ONDE ESTÁ A VERDADE, JÁ QUE PESQUISA E RECOLHE EM FONTES FIDEDIGNAS !

TALVEZ PARA VENDER MAIS E AGRADAR AOS TAIS SECTORES DO "PSEUDO" À PEQUENA E MEDIA BURGUESIA DO SOFÁ, A SENHORA INTRODUZ SEMPRE A "FACA DE PONTA E MOLA" COM TOQUES DE ANTICOMUNISMO DISFARÇADO E UMA CERTA TENDÊNCIA PARA VALORIZAR OUTRAS OPINIÕES E POSIÇÕES CONTRÁRIAS AO PCP.

AI ! ESTA GENTE QUE APESAR DE SABER ONDE A VERDADE MORA NÃO HESITA EM LANÇAR UNS FUMOS SOBRE O VERO E APROVEITAR DAÍ OS EUROS QUE TANTO JEITO FAZEM MESMO QUANDO SE DETURPA PROPOSITADAMENTE, E NÃO POR DESCONHECIMENTO, A VERDADE HISTÓRICA.


António Garrochinho

PCP diz que medidas anunciadas por António Costa em Monchique são insuficientes


Os comunistas defendem que as medidas "só respondem em parte aos danos e prejuízos causados" pelo incêndio em Monchique.

O PCP considerou este sábado que as medidas de apoio anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, só respondem em parte aos danos e prejuízos causados pelo incêndio que lavrou durante uma semana em Monchique, afetando também Silves e Portimão.

"As medidas anunciadas ontem pelo primeiro-ministro apenas respondem parcialmente à dimensão deste sinistro", afirmou Vasco Cardoso, membro da comissão política do Comité Central do PCP, numa conferência de imprensa realizada nas instalações do partido em Faro, sobre o incêndio que durante uma semana afetou Monchique e Silves, atingindo também, em menor proporção, Portimão (todos no distrito de Faro) e Odemira (no distrito de Beja).

O dirigente comunista recordou que "nem uma parte das medidas que foram inscritas no Orçamento do Estado para 2018, que foi aprovado com o voto favorável do PCP, foram cumpridas", e exemplificou com "o reforço de meios" nos ministérios da Agricultura e do Ambiente ou a integração de guardas-florestais, assuntos que se têm "vindo a arrastar".
"É necessário investimento a sério do ponto de vista dos meios e recursos públicos, que não podem estar aprisionado pelas regras do défice das contas públicas e pelas restrições orçamentais", afirmou, recordando a opção de apoiar o sistema financeiro devido à crise, com a qual "o PCP esteve contra".
Para o PCP, os incêndios florestais "não são um problema menor" e precisam de "investimento público desta ordem de grandeza" para "resolver os problemas com que hoje estão confrontados o interior e o mundo rural, a serra algarvia e grande parte do interior".

"É neste sentido que consideramos que as medidas anunciadas por parte do primeiro-ministro são escassas, limitadas, insuficientes e incapazes de responder estruturalmente a um problema que está colocado. Passaram-se 15 anos do incêndio de Monchique e a constatação que fazemos é que hoje, 15 anos depois, a serra de Monchique estava mais mal preparada do que aquilo que estava há 15 anos para responder a uma catástrofe desta dimensão", opinou.

Por isso, Vasco Cardoso defendeu que "se não se tomarem medidas do ponto de vista do investimento público" será "uma questão de tempo até outra tragédia desta dimensão voltar a acontecer".

O PCP, sublinhou, não quer que o país rume nesse sentido.
"É num sentido diferente daquele que se tem vindo a evoluir pelo qual nos continuaremos a bater, com um conjunto de iniciativas que estamos aqui a anunciar, como a presença do secretário-geral do PCP [Jerónimo de Sousa] no terreno, na próxima quarta-feira", referiu.

O PCP defendeu que "os critérios utilizados no apoio às populações vítimas dos incêndios de Pedrógão e de 15 outubro de 2017 devem ser os mesmos aplicados às populações de Monchique, Silves, Portimão e Odemira" e devem ser "acionados o quanto antes".

Sobre o programa de reordenamento económica da serra algarvia anunciada por António Costa e que junta os municípios afetados e entidades oficiais, Vasco Cardoso disse que os sucessivos governos têm reagido a este tipo de acontecimentos com "anúncios de novos programas, novos investimentos e novas medidas", mas depois "perde-se a noção entre aquilo que já foi anunciado e aquilo que está efetivamente a ser cumprido".

"Aguardaremos com expectativa relativamente a esse programa que foi anunciado, mas tememos que seja mais um anúncio que muitas vezes fica a intensão e a consequência fica por concretizar", disse ainda o dirigente do PCP.


www.tsf.pt

OLHÓ AVANTE ! - AVÉ AMÉRICA





Anabela Fino 

Ave América


«Chegou a altura de escrever o próximo capítulo da história das nossas Forças Armadas, de nos prepararmos para o próximo campo de batalha, onde os melhores e os mais corajosos americanos serão chamados a combater e vencer uma nova vaga de ameaças contra o nosso povo e a nossa nação. Chegou a hora de criar a Força do Espaço dos Estados Unidos». As palavras são do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, citado pela Lusa, e foram proferidas há uma semana num discurso aos militares no Pentágono.

Na ocasião, Pence disse já estarem em curso os preparativos para a criação daquele que será o sexto ramo das Forças Armadas dos EUA, que deverá estar operacional em 2020 e para o qual a administração Trump vai pedir ao Congresso a aprovação de um orçamento suplementar de oito mil milhões de dólares para os próximos cinco anos.

Era de esperar que tão bombásticas declarações, prenúncio de uma nova escalada armamentista e mais uma séria ameaça à paz mundial, suscitassem algum interesse dos media e, no mínimo, um ou outro comentário dos fazedores de opinião de serviço. Qual quê! Entretida com reportagens e debates intermináveis sobre o fogo de Monchique, em que a exploração da tragédia sacrificou o dever de informar de forma responsável, a generalidade dos órgãos de comunicação social ignorou olimpicamente esta declaração de guerra dos EUA, tal como há dois meses havia ignorado a declaração de Trump quando ordenou a criação da Força do Espaço. «Para defender a América, uma simples presença no espaço não é suficiente, temos que dominar o espaço», disse o presidente dos EUA, essa «grande democracia» tão enaltecida por cá.

Por este andar, um dia destes ainda nos começam a apresentar os noticários com um «ave, América, morituri te salutant».



www.avante.pt

QUEM FAZ O QUE SABE E O QUE PODE A MAIS NÃO É OBRIGADO.

QUEM FAZ O QUE SABE E O QUE PODE A MAIS NÃO É OBRIGADO.
Eu posso estar equivocado em muita analítica que faço, sei também que há muito do escrevo que é VERDADE.
Aliás procuro estar sempre do lado do que é real e verdadeiro mas não tenho nenhum filtro especial, nenhum detector que me permita afirmar categóricamente a veracidade do que publico.
No meu blogue " a menina dos meus olhos" tenho no cabeçalho o seguinte aviso , Isto também se aplica á minha presença e participação aqui no "facebook" "twitter" "Pinterest" ou "Google+ "
Então! vamos lá !
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" OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "desenvolturasedesacatos"
Este blogue está aberto à participação de todos.
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ou do fascismo/nazismo."
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Bebo em variadíssimas fontes, umas mais credíveis, outras que nem sequer posso ousar afirmar a total fidelidade do relato dos factos.
As fontes onde procuro a informação são escolhidas por mim e obedecem à minha maneira de ver e sentir os acontecimentos, a história antiga e a recente, e a minha preocupação é para além do entretenimento e conhecimento, ser útil a quem gosta de conhecer e participar através das redes sociais, a internet.
Não recolho informação em "sites" em jornais escandalosamente duvidosos e muitos deles já conhecidos pela fabricação de notícias falsas com o intuito de servir ideologias fascizantes e de direita.
NUNCA PUBLICO TEXTOS, OPINIÕES, OS QUAIS SAIBA CONCRETAMENTE SEREM FALSOS, MENTIROSOS OU COM GRANDE PROBABILIDADE DE SERVIREM PARA ALIENAR E DESINFORMAR PROPOSITADAMENTE QUEM ME LÊ.
NUNCA INVENTO MENTIRAS OU FALÁCIAS COM A PERSPECTIVA DE ILUDIR DE ENGANAR QUEM ME ADICIONOU COMO AMIGO SEJA REAL OU VIRTUAL.
CRIO, HUMOR, "BONECOS" MONTAGENS, COM SENTIDO CRÍTICO E BRINCALHÃO POIS CONSIDERO SALUTAR OS "CARTOONS" OS TEXTOS IRÓNICOS, A FICÇÃO QUE DIVIRTA E QUE TAMBÉM ENSINA.
Publico textos de outros com os quais não estou necessáriamente de acordo e ao fazê-lo faço-o com o sentido de informar das posições dos adversários, as diferentes análises de outras sensibilidades ideológicas, o ver e o esplanar de outros entendimentos políticos.
99,9% como se costuma dizer, o que publico é de esquerda e normalmente dou mais lugar ao que se refere a minha ideologia, a comunista e aos partidos comunistas do mundo em especial ao meu partido o PCP .
Posto isto e para quem me leia agradecia que se gostando do que escrevo me respeite, e aos que não gostam e sejam de outras opiniões, que as debatam com "higiene política" não se socorrendo do lixo verbal que é mais conhecido por reaccionarismo e anticomunismo que não aprovo como é óbvio.
Desculpem a extensão do comentário mas há que definir, pôr os pontos nos (is)
António Garrochinho

DIASPORA. EMIGRAÇÃO E VAZÃO, por Moisés Cayetano Rosado


TRADUÇÃO DO MOTOR "GOOGLE"

Desenvolveu o "Encuentro sobre Emigración: Extremadura esvaziado", organizado pela Associação 25 de Março, no Centro Cultural Alcazaba, em Mérida, com quase uma centena de participantes.
Reflectiu sobre o nosso passado e presente migratório; sobre a situação na Extremadura e expectativas futuras para nós e para a nossa região. A necessidade de recuperar o "capital humano perdido" nessa diáspora e evitar "saídas forçadas" devido às necessidades de trabalho de hoje tem sido reiterada. Exigências específicas têm sido feitas para o desenvolvimento regional e local, o desenvolvimento infra-estrutural e produtivo, bem como a rejeição da continuidade na exploração especulativa dos recursos naturais. Da mesma forma, os participantes aproveitaram a oportunidade para dar continuidade às reflexões e demandas necessárias para uma mudança real em uma terra abusada por poderes econômicos, financeiros e políticos.
Segue abaixo a proposta inicial de resolução com base nos documentos fornecidos pelos componentes das Tabelas e vídeos gravados, apresentados à Assembléia, sobre as contribuições orais que serão incorporadas à proposta final.
PROPOSTA INICIAL DE RESOLUÇÃO.
Neste 11 de agosto de 2018 encontramos diferentes pessoas e grupos de origens variadas, mas com um objetivo comum: discutir, propor, trabalhar para cobrir a ferida que tanto magoa nossa terra, a perda do patrimônio mais valioso que a Extremadura possui, o capital humano .
Assim chamado precisamente a memória do Primeiro Congresso de emigrantes Extremeños [1] realizada há 40 anos, "Emigração. O capital humano" Não surpreendentemente, o seu autor, Moisés Cayetano diz em seu artigo "Quantificação da Extremadura emigração pós-guerra início do século XXI - século I (1940- 2005) " [2] que " naqueles 30 anos de emigração [1.950-1.980] a metade da população Extremadura serão perdidos, está recuando no final do século para os números absolutos 80 anos atrás, enquanto toda a Espanha dobra seus habitantes ".De acordo com dados oficiais, no ano de 2000, havia 704.500 Extremadura e Extremadura estabelecidos em outras regiões espanholas e um número difícil de quantificar em outros países. Sem dúvida, cerca de 800.000 pessoas se espalharam pelo mundo.
A perda de nossa herança humana que Victor Chamorro definido como: "um genocídio planejado desde escritórios burocratas. Porque é genocídio acabar com um povo inteiro usando a arma da emigração, a arma da pilhagem; mas acima de tudo, usando o rascunho que lentamente tira o sentimento de identidade como algo de pertencer a uma terra, um clima, uma história compartilhada, algumas raízes, que é a primeira à direita e mais natural de todos os homens "
Neste sentido, é claro objectivo desta associação e esta reunião aprofundar a identidade ea consciência das pessoas de fronteira, construir pontes entre Extremadura e Extremadura dentro e na diáspora, converter a queixa da emigração no elemento de transformação região.
Hoje ficou claro que transformar a região significa repovoá-la, apropriando-se do que é nosso. Nossa montanha, nossos campos, nossas estradas e barrancos. As trilhas de gado pelas quais as pessoas e o gado sempre viajaram estão fechadas para interesses privados. A terra é abandonada e vendida pela especulação que destrói nossa agricultura e esvazia nossos povos. Nossa montanha arde diante da alegria das grandes multinacionais que colocaram seus bolsos nelas. É urgente, portanto, uma reforma agrária moderna que atinja a função social que a terra deve ter na região da Europa, com uma distribuição mais desigual da propriedade da terra [3].Uma redistribuição da terra que coloca esse recurso à disposição daqueles que vêem como seus projetos de vida caem diante da dificuldade de acesso a esse precioso patrimônio.
Mas hoje temos visto com os nossos próprios olhos como surgem as soluções da própria Extremadura, Extremadura e Extremadura dentro e fora. Grupos que lutam por uma Extremadura digna para viver e trabalhar. Álvaro, dos Alpes Suíços, as Estradas Públicas Livres ou a Plataforma Salvemos a Montanha de Cáceres têm propostas sobre o nosso mundo rural que devem ser ouvidas pelos nossos líderes.
Urge superar as conexões déficits ferroviárias históricas através de um trem digno que podem mover as famílias pobres de Extremadura, o que realmente o nosso povo e trazer de volta nossos entes queridos que nunca tiveram de emigrar. Um trem também em que nossos engenheiros podem trabalhar, como Patricia (Stuttgart), espalhados pelo mundo.
Várias autoridades públicas são obrigadas a realizar uma reforma abrangente do trabalho para garantir emprego para todos Extremadura e Extremadura através, nomeadamente, a redução das horas de trabalho. Uma distribuição da carga de trabalho entre nossos compatriotas e mulheres para que eles não tenham que emigrar e aqueles que partirem retornarão.
A emigração atravessa o imaginário da Extremadura e a Extremadura partiu durante o século XX. O governo central tem a obrigação de satisfazer a dívida histórica que esse dreno de migração representa, que constituiu nossa terra em uma espécie de colônia que fornece mão-de-obra barata e matéria-prima. A oligarquia econômica e política local e estrangeira, as famílias nobres em aliança com os grandes proprietários da terra são aquelas que perpetuaram a estrutura socioeconômica que fez a Extremadura esvaziada. Caciquismo e clientelismo como forma de governo, de comprar vontades e fronteiras contra o progresso.
Sirva este encontro humilde para construir pontes à frente dos que constroem muros, para criar redes de apoio, como Miriam e a sua mãe, Manoli, disseram entre a Estremadura e a Extremadura onde estão.
"Extremadura é a terra de conquistadores, é uma terra de imigrantes , " ele nos disse hoje Nerea de Dublin. Serve hoje como uma homenagem e reconhecimento a Extremadura e Extremadura na diáspora e, como um primeiro passo que, mais cedo ou mais tarde Alvaro, Patricia, Miriam e Nerea pode participar em atividades futuras para as 800.000 pessoas do lado de fora pode retornar e que Extremadura é a terra em que para construir um projeto de vida decente. Então, se nós viajamos não é por obrigação, mas por prazer.
Mérida, 11 agosto 2018.

[1] Emigração: Capital Humano. Memória do Primeiro Congresso de Migração do Extremeños. Introdução de Julián Rocha. Moisés Cayetano Rosado.
[2] Quantificação da emigração da Extremadura do período pós-guerra ao início do século XXI (1940-2005). Moisés Cayetano Rosado. Revista de Estudos da Extremadura.
[3] Estrutura do estudo da propriedade da terra na Espanha. Concentração e acumulação. Carles Soler e Fernando Fernández.


aviagemdosargonautas.net

A VERDADE A QUE TEMOS DIREITO - Parabéns à jornalista - 33 palavras que lançam outra luz sobre centenas delas

Parabéns à jornalista

33 palavras que lançam
outra luz sobre centenas delas



O «Público» dedica hoje a capa do seu P2 e mais duas densíssimas páginas a relatar e enaltecer o papel de Paulo Pedroso na criação em Portugal do rendimento mínimo garantido (agora chamado de rendimento social de inserção). Dito isto, só venho aqui informar que, perdidas entre milhares e milhares de caracteres, a peça da jornalista Liliana Valente publica 33 palavras que lançam outra luz sobre o tema. São elas as seguintes :

«Os comunistas foram, aliás, os primeiros a apresentar uma medida  nesse sentido. Lino de Carvalho era o protagonista na defesa da medida que no detalhe diferia da apresentada pelo gabinete de Paulo Pedroso».

Foi na verdade assim e é bom que se saiba e não se esqueça.

O pioneiro projecto de lei
do PCP de 1995 pode ser
consultado aqui  
abrildenovomagazine.wordpress.com

(origem) e na transcrição que acrescentei abaixo que é longa mas vale a pena ler

Projecto de lei nº 6/VII Fixa um rendimento mínimo de subsistência a que todos os cidadãos residentes em Portugal têm direito

Segundo o "Portrait Social de L'Europe", editado pelo EUROSTAT em 1991 Portugal, com 32,7% de pobres, era o país da Comunidade com maior percentagem de pobreza, considerando como pobre as pessoas cujo rendimento seja inferior a metade do rendimento médio do respectivo país. 
Este importante grupo de cidadãos (1/3) preenche as estatísticas da exclusão social aos quais a comunidade deve solidariedade, reconhecendo o direito a todos a um rendimento mínimo garantido que seja factor de inserção dos cidadãos mais pobres na sociedade. 
Esta mesma preocupação levou a Comunidade a adoptar, em 24 de Junho de 1992, uma recomendação aos Estados-membros para que estes reconheçam "no âmbito de um dispositivo global e coerente de luta contra a exclusão social, o direito fundamental dos indivíduos a recursos e prestações suficientes para viver em conformidade com a dignidade humana" (recomendação 92/441/CEE).
Portugal, a Itália e a Grécia são os únicos países da União Europeia que não consagraram ainda o direito a um rendimento mínimo, garantido pelo Estado.
O PCP foi o primeiro partido a apresentar na Assembleia da República na VI Legislatura - em 93/05/06, seguido pelo PS, que apresentou o seu projecto em 94/02/25 - um projecto de lei visando a fixação de um rendimento minimo de subsistência a que todos os cidadãos residentes em Portugal teriam direito. Foram ambos rejeitados com os votos contra do PSD e do CDS-PP.
Na última campanha eleitoral, para as eleições de 1 de Outubro de 1995, a criação de um rendimento minimo, garantido ou de subsistência, foi um compromisso eleitoral de várias forças políticas, incluindo do partido do novo Governo.
Com a eleição de uma nova Assembleia, o PCP, obedecendo a compromissos eleitorais, reapresenta hoje o seu projecto de lei visando a criação de um rendimento minimo de subsistência.
O rendimento mínimo de subsistência proposto é de 50% do salário mínimo nacional para um agregado de 1 pessoa. 
São, assim, abrangidos todos os cidadãos com idade igual ou superior a 18 anos e suas famílias cujos rendimentos não atinjam, como valor base, 50% do salário mínimo nacional ponderado em função do agregado familiar. Para um agregado familiar de 1 pessoa o valor será de 50%; para 2 pessoas, 75%; para 3 pessoas, 87,5% e para um agregado superior a 3 pessoas o rendimento mínimo assegurado será igual ao salário mínimo nacional.
Importa sublinhar que os encargos decorrentes da aplicação da lei serão suportados pelo Orçamento de Estado e não pelo Orçamento da Segurança Social uma vez que ele é configurado com um sistema exterior ao sistema de Segurança Social e não exclui as prestações sociais a que o cidadão tenha direito naquele sistema. 
Quando, neste caso, o cidadão aufira pensões ou outras prestações de montante inferior ao rendimento mínimo de subsistência que o projecto de lei propõe, o Estado garantir-lhe-á uma prestação pecuniária no valor da diferença entre o rendimento individual ou familiar e o rendimento mínimo de subsistência.
Os beneficiários do regime proposto gozam ainda dos seguintes direitos e regalias:
a) isenção do pagamento da taxa moderadora para o acesso aos serviços de urgência, às consultas e a meios complementares de diagnóstico e terapêutica em regime de ambulatório;
b) comparticipação total do Estado no custo dos medicamentos;
c) subsídio especial de renda previsto para os casos de manifesta carência;
d) isenção do pagamento de quaisquer taxas cobradas pela prestação de serviços públicos.
Com o presente projecto de lei, o Grupo Parlamentar do PCP, consciente de que o valor proposto é mínimo e aberto à melhoria de todo o articulado, pretende criar as condições para apoiar os cidadãos mais pobres e inseri-los na sociedade, diminuindo os factores de marginalidade e exclusão social.
Nestes termos, os Deputados abaixo-assinados do Grupo Parlamentar do PCP apresentam o seguinte projecto de lei:












Artigo 1°
Direito à fruição de um rendimento
mínimo de subsistência 
1. Todo o cidadão residente em Portugal tem o direito a usufruir de um rendimento mínimo que lhe garanta a sua subsistência.
2. 0 Estado tem o correspondente dever de garantir àqueles cidadãos e suas famílias, um rendimento mínimo definido nos termos da presente lei.
Artigo 2°
Beneficiários
Os cidadãos residentes em Portugal com idade igual ou superior a 18 anos e suas famílias, cujos rendimentos não atinjam o valor fixado na presente lei como rendimento mínimo, têm o direito a obter do Estado uma prestação pecuniária mensal calculada em função dos critérios fixados nos artigos 4° a 6°.
Artigo 3°
Condições de atribuição 
1. É condição de atribuição da prestação, quando o requerente se encontre na situação de desemprego, a disponibilidade para o trabalho.
2. A disponibilidade obriga o requerente a colocar-se à disposição dos Serviços de Emprego e à aceitação de emprego ou trabalho conveniente ou formação ou reconversão profissional. 
Artigo 4°
Definição de rendimento mínimo
1. O rendimento mínimo varia em função da composição do agregado familiar do requerente nos termos do quadro seguinte, correspondendo o valor do índice 100 a 50% do salário mínimo nacional:
N° de pessoas do agregado familiar Índice
1 100
2 150
3 175
3 200
2. Considera-se como fazendo parte do agregado familiar do requerente o conjunto de pessoas que com ele vivam em comunhão de mesa e habitação.
Artigo 5°
Determinação do rendimento
individual ou familiar
1. Na determinação em concreto do rendimento individual ou do agregado familiar do requerente são tidos em conta todos os rendimentos de que beneficiem, nomeadamente:
a) rendimentos de trabalho;
b) rendimentos de património;
c) pensões a que tenha direito pelos regimes de protecção social;
d) subsídio de desemprego;
e) subsídio de estágio;
f) outros subsídios, com ressalva do disposto no n° 2.
2. Para o efeito do número anterior não são tidos em conta as pensões de alimentos, o abono de família, as bolsas de estudo e o subsídio de renda.
Artigo 6°
Cálculo da prestação pecuniária
A prestação pecuniária referida no artigo 2° é igual à diferença entre o valor do rendimento mínimo definido no artigo 4° e o valor do rendimento realmente auferido pelo requerente, calculado nos termos do artigo 5°.
Artigo 7°
Procedimentos
1. A atribuição da prestação pecuniária depende de requerimento do interessado.
2. O Governo, através de decreto-lei, definirá qual a entidade ou entidades competentes para apreciar os requerimentos, decidir a atribuição da prestação e realizar os respectivos pagamentos e regulamentará os procedimentos administrativos a adoptar que deverão obedecer aos princípios da simplicidade, celeridade e eficácia.
Artigo 8°
Prova do rendimento individual
ou familiar
O rendimento individual ou familiar do requerente é apreciado pelas entidades competentes através das respostas a um questionário e das diligências a que considerem conveniente proceder oficiosamente.
Artigo 9°
Outros direitos e regalias
1. Os beneficiários da prestação pecuniária atribuída nos termos do presente diploma gozam ainda dos seguintes direitos e regalias:
a) isenção do pagamento de taxas moderadoras para o acesso aos serviços de urgência, às consultas e a meios complementares de diagnóstico e terapêutica em regime de ambulatório;
b) comparticipação total do Estado no custo dos medicamentos;
c) subsídio especial de renda previsto no artigo 27° da Lei n° 46/85, de 20 de Setembro e no artigo 4° do Decreto-Lei 68/86, de 27 de Março para os casos de manifesta carência, enquanto se mantiver a sua qualidade de beneficiários;
d) isenção do pagamento de quaisquer taxas cobradas pela prestação de serviços públicos.
2. O Governo deve promover a realização de programas de inserção social e inserção na vida activa dos cidadãos abrangidos pelo disposto no presente diploma.
Artigo 10°
Recurso
1. Da decisão final sobre a matéria regulada pelo presente diploma cabe recurso para os tribunais administrativos.
2. O recurso a que se refere o número anterior tem carácter urgente.
3. Nos recursos interpostos nos termos do número 1 presume-se a situação de carência económica do requerente para efeitos de obtenção de apoio judiciário.
Artigo 11°
Caducidade
1. A atribuição da prestação pecuniária é válida pelo período de um ano, renovável por iguais períodos após verificação de que as condições para a sua atribuição não sofreram alteração. 
2. A modificação das circunstancias em que foi atribuída a prestação implica a sua alteração ou extinção.
Artigo 12°
Publicidade
O Governo organizará os meios necessários à divulgação da presente lei e à publicidade dos procedimentos a seguir pelos interessados para o exercicio do direito por ela criado.
Artigo 13°
Financiamento
Os encargos decorrentes da aplicação da presente lei são suportados pelo Orçamento de Estado.
Artigo 14°
Entrada em vigor
1. A presente lei entra em vigor na data da publicação da Lei do Orçamento do Estado posterior á sua aprovação.
2. O Governo publicará o decreto-lei a que se refere o artigo 7°, n° 2 de forma a que este entre em vigor na mesma data de entrada em vigor da presente lei.

Assembleia da República, 31 de Outubro de 1995
Os Deputados,

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