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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Direito de resposta


Publicamos o direito de resposta à notícia «Clube  Inglês do Porto castiga trabalhadoras por pedirem horário flexível», de 15 de Junho, enviado pelo Oporto Cricket & Lawn Tennis Club.

«1 – É exacto que duas colaboradoras solicitaram ao Clube a autorização de trabalho em regime de horário flexível, tendo obtido parecer prévio favorável da CITE;
2 – O Clube apresentou Reclamação que foi indeferida, nos termos seguintes: “não estando cabalmente justificados e comprovados os fundamentos justificativos (…) deverá ser-lhe diferido o horário por si requerido.”
3 – Notificadas da Decisão, as duas colaboradoras enviaram cartas ao Clube em que comunicaram que passariam a prestar trabalho semanal de 2ª a 6ª feira, em horário diário também por si definido.
4 – Notificado da Decisão do CITE e das duas missivas das suas colaboradoras, o Clube comunicou-lhes, pessoalmente e por carta registada com aviso de recepção, a aceitação do horário flexível, dando a escolher às mesmas os respectivos tempos/horas para escolha do inicio e fim do período de trabalho diário.
5 – O horário de trabalho das trabalhadoras contempla prestação de trabalho aos fins-de-semana, com folgas à 2ª e 3ª feira, num caso, e à 3ª e 4ª feira noutro caso.
6 – Pretendem, assim, as colaboradoras, alterar os seus dias de descanso semanal ao abrigo de uma decisão de atribuição de horário flexível (início e termo do período normal de trabalho diário) que não prevê tal possibilidade.
Posto isto.
7 – Não obstante o  Clube ter aceite a passagem para um horário flexível, o certo é que as trabalhadoras decidiram não mais comparecer ao trabalho nos dias de fim-de-semana, tal como consta do seu horário de trabalho.
8 – Ao invés, compareceram no Clube nos dias de semana, em que era suposto estarem de folga, pretendendo, assim, unilateralmente, impor a realização da sua prestação de trabalho nesses dias de descanso.
9 – O Clube  transmitiu às suas colaboradoras, por diversas vezes, pessoalmente e por escrito, que as mesmas não podiam manter-se nas suas instalações nos seus dias de folga.
10 – As trabalhadoras insistiram - e continuam a insistir - em apresentar-se e a forçar a entrada nas instalações do Club nos seus dias de folga, numa tentativa de prestar trabalho contra as instruções da sua entidade patronal.
11 – Ora, foi nestas circunstâncias que foi transmitido pelo Clube às suas colaboradoras que, persistindo estas em forçar a entrada e recusarem a saída, não via o Clube outra alternativa senão chamar as forças policiais para tomarem conta da ocorrência e retirarem as trabalhadores do Clube.
12 – Estes factos foram transmitidos ao Sindicato.
13 – A notícia dada pelo site Abril Abril acerca de um pretenso “castigo” aplicado pelo Club é falsa, intencionalmente distorcida e ofensiva do bom nome do Oporto Cricket & Lawn Tennis Club.»
Nota da redacção: O direito de resposta acima publicado não desmente a denúncia feita pelo Sindicato da Hotelaria do Norte relativamente aos obstáculos colocados pela empresa relativamente ao cumprimento do horário flexível pretendido pelas trabalhadoras nem ao recurso às forças policiais para lhes vedar o acesso ao seu local de trabalho.


www.abrilabril.pt

PCP questionou o Governo sobre problemas dos produtores florestais do Caldeirão


Serra do Caldeirão





O PCP levou à Assembleia da República os problemas com que se debatem os produtores florestais da Serra do Caldeirão. Os comunistas, através do seu deputado Paulo Sá, eleito pelo círculo do Algarve, dirigiram duas questões ao ministro da Agricultura, uma relacionada com o atraso nas transferências de verbas do Estado para a associação que representa estes produtores e a outra relativa às regras de utilização de fundos da União Europeia neste setor.
As perguntas surgiram na sequência de um encontro mantido por uma delegação do PCP, na qual se integrou Paulo Sá, com a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, em Barranco do Velho, no concelho de Loulé.
Nessa reunião, os produtores transmitiram à delegação comunista que há «atraso na transferência de verbas, por parte do Fundo Florestal Permanente, para a equipa de sapadores florestais da Associação».
«As verbas devidas pelo Fundo Florestal Permanente, de 40 mil euros por ano, têm sido entregues com atraso à Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão. Por exemplo, em Junho de 2018 a Associação recebeu a última tranche de 2017 e ainda não recebeu qualquer transferência relativa ao corrente ano. Esta circunstância cria, obviamente, problemas de tesouraria à Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, devendo ser ultrapassada com a transferência atempada de verbas», revelaram os comunistas.
Desta forma, o PCP quer que o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural justifique «o sistemático atraso na transferência de verbas, por parte do Fundo Florestal Permanente, para a equipa de sapadores florestais gerida pela Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão» e saber «que medidas serão tomadas pelo Governo para garantir o fim destes atrasos».
No mesmo encontro, os dirigentes desta associação também se queixaram da impossibilidade de usar meios próprios para «a concretização dos seus projetos no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 (PDR 2020)».
«De acordo com regras em vigor, para a execução destes projetos a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão só pode utilizar meios próprios, humanos e materiais, até ao limite do autofinanciamento. Visto que os seis projetos têm um financiamento do PDR 2020 de 100%, a Associação está impedida de utilizar os seus meios próprios, sendo obrigada a contratá-los a terceiros. Acontece que, por força do recente aumento da procura de meios para a limpeza da floresta, a Associação tem muita dificuldade em contratar esses meios para a execução dos seus projetos», revelou o Grupo Parlamentar do PCP.
Os comunistas consideram que esta situação é não apenas «absurda», como também «penalizadora para a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, que dispõe dos seus próprios sapadores e de máquinas para a execução dos projetos financiados pelo PDR 2020, designadamente criação e limpeza de faixas de gestão de combustível, estando, contudo, impedida de os usar».
Assim, o PCP quer que o Governo explique porque razão «a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, assim como a todas as outras entidades na mesma situação, não possa utilizar meios próprios, humanos e materiais, para a execução dos seus projetos no âmbito do PDR 2020» e diga se não considera esta situação «uma contradição».
Na pergunta que dirigiram ao ministro da Agricultura, os comunistas pedem ao Governo uma avaliação das dificuldades sentidas pelas associações do setor florestal e que esclareça quais as diligências que tem feito «para alterar a regra que impede as entidades de usarem meios próprios para a execução dos projetos do PDR 2020». Por fim, exigem saber «quando será alterada essa regra».

www.sulinformacao.pt

RAZÕES PELAS QUAIS O PLÁSTICO DOMINOU O MUNDO



O plástico é hoje um conhecido vilão do meio ambiente. Ele demora a se decompor e vem poluindo cada vez mais os oceanos, sendo uma ameaça à vida marinha - a ponto de diversas cidades, como Rio de Janeiro, "declararem guerra" aos canudos ou a outros itens plásticos de uso único.
E como será que esse material se tornou tão presente no nosso cotidiano?
O cientista de materiais e apresentador Mark Miodownik analisa a complicada relação humana com o plástico e sua importância na vida moderna:
 A versatilidade do plástico o tornou amplamente usado (Foto: Reprodução/Pequenas Empresas & Grandes Negócios)

1. Os primeiros plásticos substituíram o marfim

Surpreendentemente, o primeiro plástico comercial foi feito de algodão.
Em 1863, o marfim de elefantes, então amplamente usado para produtos cotidianos, como candelabros, guarda-chuvas, bolas de sinuca e teclas de piano, estava se tornando escasso. Para enfrentar a carência do material, um fabricante americano de bolas de sinuca ofereceu US$ 10 mil a qualquer inventor capaz de encontrar uma alternativa.
O inventor amador John Wesley Hyatt aceitou o desafio e começou a experimentar materiais feitos de lã de algodão e ácido nítrico.
Acabou inventando o nitrocelulose, que chamou de "celuloide", um material amarelado maleável capaz de tomar formas distintas.
No entanto, as bolas feitas de celuloide eram levemente explosivas e produziam um barulho alto quando se chocavam entre si.
De qualquer modo, a invenção de Hyatt acabou tendo milhares de usos distintos - tanto que a celuloide comercial acabou permitindo o desenvolvimento do filme cinematográfico. O que nos leva para o item 2...
 Plástico descartável é conveniente, mas cobra seu preço do meio ambiente (Foto: José Marcelo/ G1 PI)

2. O plástico pavimentou o caminho do cinema

O primeiro carretel de filme para cinema era, na verdade, feito de papel.
A maleabilidade e a força da celuloide faziam dela o material perfeito para aumentar a praticidade da produção cinematográfica.
Esse plástico inflamável se destacava porque poderia ser confeccionado em longas tiras e pintado com químicos que mudavam conforme a presença da luz.
Por isso, a celuloide acabou permitindo a ampla produção e distribuição de filmes da indústria de Hollywood.

3. Baquelite: Um material de mil usos

Em 1907, entrou em cena o baquelite, uma resina sintética que era subproduto da queima de carvão.
Era um material quebradiço e de coloração marrom-escura, mas com benefícios: podia ser moldado em formatos distintos e era muito duradouro.
Além disso, sua propriedade como isolante elétrico o tornava perfeito para instalações, tomadas e soquetes de luz.
O baquelite abriu caminho para o desenvolvimento de outros plásticos sintéticos que viriam nos 50 anos seguintes.

4. O plástico influenciou a Segunda Guerra Mundial

Nos anos 1930 e 1940, cientistas petroquímicos criaram diversos plásticos novos, inclusive o polietileno, que teve um papel vital na Segunda Guerra Mundial: era usado para isolar as longas linhas elétricas usadas pelos radares aéreos das forças aliadas (formadas primordialmente por Reino Unido, Estados Unidos, União Soviética e China), ajudando-os, por exemplo, a proteger a frota naval britânica no oceano Atlântico.
"(O plástico) deu aos nossos (militares) uma vantagem, e há quem diga que ele contribuiu para o desfecho da guerra", diz Susan Lambert, curadora do Museu do Design em Plástico na Universidade de Artes de Bournemouth, na Inglaterra.
O material teve incontáveis usos militares: o nylon serviu para substituir a seda na fabricação de paraquedas; o acrílico foi usado nas janelas de compartimentos de tiro dos tanques e capacetes de plástico tomaram o lugar dos de metal, que eram mais pesados.
A invenção de novas utilidades também coincidiu com um crescimento exponencial da indústria plástica.

5. A música pôde ser gravada

Até meados do século 19, só era possível escutar música que fosse tocada diretamente dos instrumentos musicais.
Isso mudou com o clindro fonográfico, inventado por Thomas Edison em 1877.
Feitos de cera, os primeiros cilindros permitiram a gravação e a reprodução do som, mas a mudança para o plástico aumentou drasticamente a vida útil das gravações, permitindo que elas fossem tocadas por anos e anos.
Vieram depois os discos de vinil, as gravações em cassete e os CDs, tornando a música acessível ao público em grande escala - tudo graças ao plástico.
 O plástico permitiu que a música fosse gravada e reproduzida (Foto: Reprodução/TV Globo)

6. Hospitais se tornaram mais higiênicos

Ao adicionar químicos extras ao plástico, inventores descobriram que conseguiam deixá-lo mais elástico e maleável.
Essas propriedades o tornaram perfeito para equipamentos hospitalares e, assim, garrafas de vidro e tubos de borracha - difíceis de serem esterilizados e suscetíveis a rachaduras - foram substituídos por bolsas de sangue e tubos plásticos.
Além disso, seringas descartáveis facilitaram a higiene em hospitais e ajudaram a salvar vidas.

7. Descarte conveniente

Depois da Segunda Guerra Mundial, a indústria petroquímica viveu grande expansão, desenvolvendo dezenas de novos materiais plásticos. Foi a chamada "revolução do plástico".
Economias de escala tornaram o material muito barato quando fabricado em grandes quantidades.
Por volta dos anos 1960, surgiu o plástico de uso único - canudos, copinhos, colheres e etc -, que conquistou consumidores por ser completamente descartável e livrá-los da tarefa de ter que lavar louças após a festa de aniversário.
Nasceu aí a cultura do descartável, que cobraria um alto preço do meio ambiente.

8. Plástico reduz o desperdício de comida

Segundo a FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura, a América Latina e o Caribe perdem ou desperdiçam anualmente 15% dos seus alimentos disponíveis.
E um aliado contra o desperdício é a embalagem plástica.
"Uma das grandes vantagens dessas embalagens é a quantidade de tempo adicional que elas dão às pessoas para levar o alimento (produzido) no campo até a gôndola do supermercado", diz o cientista de materiais Phil Purnell. "Isso nos permite proteger alimentos no transporte."
 Embalagens plásticas foram cruciais no transporte e armazenamento de alimentos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

O que deu errado?

Hoje, porém, nossa dependência de produtos plásticos baratos, rapidamente descartáveis e extremamente duradouros gerou um problema ambiental grave, sobretudo nos oceanos, onde vai parar grande parte dos produtos descartados - e onde eles permanecem por décadas ou séculos.
Os oceanos recebem, a cada minuto, o equivalente a um caminhão cheio de plástico. É crucial, portanto, mudar a forma como usamos e valorizamos esse material.
O mantra que tem guiado isso é reduzir o consumo, reutilizar o que já existe e reciclar o que precisar ser descartado.


g1.globo.com

Trump impede entrada de Javier Solana nos EUA


Os Estados Unidos da América (EUA) rejeitaram o pedido de Javier Solana, antigo secretário-geral da NATO e antigo representante para a Política Externa e de Segurança Comum da União Europeia, para entrar no país, devido à visita que fez ao Irão, um dos países que consta na lista negra da administração de Donald Trump. A informação foi avançada este domingo pelo jornal "El País".
A embaixada dos EUA em Madrid, Espanha, optou por não comentar o caso, explicando apenas que o sistema rejeita automaticamente os pedidos daqueles que visitaram nos últimos anos países como o Irão, o Iraque, a Síria, o Sudão, a Líbia, a Somália ou o Iémen.
A não aprovação da entrada nos EUA, de acordo com a embaixada, não significa que Solana não possa fazer a viagem. Para tal, o político espanhol vai ter de obter um visto, como qualquer cidadão de um país que não esteja isento desse requisito. De recordar que, os espanhóis não necessitam de um visto para permanecer menos de 90 dias nos EUA.
Contactado pelo "El País", Javier Solana afirmou não estar preocupado com o acontecimento, reforçando apenas que o processo de obtenção do visto está a decorrer.

www.jn.pt