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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sindicato acusa Pestana Algarve Race de abusos laborais, empresa nega que trabalhadoras sejam suas


«Retidas e forçadas a trabalhar». É desta forma que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Algarve descreve a situação de quatro trabalhadoras que entraram na terça-feira, dia 11 de Julho, ao serviço no hotel Pestana Algarve Race, no Autódromo Internacional do Algarve (Portimão), e que, alega o sindicato, foram «ameaçadas de despedimento e de ficarem sem alojamento» por não terem conseguido concluir a limpeza de cerca de 30 apartamentos do empreendimento turístico.
O sindicato apresentou esta quarta-feira uma queixa à Autoridade para as Condições de Trabalho, onde denuncia a situação laboral das quatro mulheres, bem como a alegada falta de condições de alojamento a que foram sujeitas.
Segundo os sindicalistas, as trabalhadoras vindas da Madeira estão a viver «num apartamento do empreendimento sem as necessárias condições de habitação, sendo-lhes proibido levar comida para o apartamento». Também lhes será negada a possibilidade de «colocar a roupa na lavandaria».
Contactado pelo Sul Informação, Pedro Lopes, administrador do Grupo Pestana no Algarve, esclareceu que não se trata de funcionárias próprias, mas sim de uma empresa de outsourcing a quem foi contratado o serviço de limpeza da unidade hoteleira. «Não sei o que se poderá ter passado com a chefia das quatro trabalhadoras», disse.
Quanto às queixas sobre as condições de alojamento, o administrador do Grupo Pestana estranha que existam, já que estão em causa «apartamentos de um empreendimento turístico de 4 estrelas, que são alugados a clientes por 150 euros ao dia e têm condições espetaculares».
«Nestes casos, são apartamentos que, em vez de ter camas de casal, têm beliches, e levam mais pessoas: em vez de quatro, podem alojar seis ou oito pessoas. Mas têm todas as condições, como uma kitchenette e uma sala», assegurou.
Segundo o sindicalista Tiago Jacinto, as quatro trabalhadoras foram recrutadas na Madeira, com as viagens de avião pagas pela empresa, e, no final do primeiro dia de trabalho, foi-lhes dito, «aos gritos, que estavam despedidas por não terem cumprido o que se esperava delas e foi-lhes exigido que entregassem a chave do apartamento».
«Como não entregaram a chave, mais tarde veio alguém dos recursos humanos dizer que afinal não estavam despedidas», acrescentou.
Pedro Lopes admite, por seu lado, que «possa ter havido gritos», até porque, defende, os trabalhadores do turismo – «não só os nossos funcionários, é algo geral» – estão sob «grande pressão e debaixo de stress» devido à chegada da época alta.

Em 2017, disse, esta pressão tem sido maior devido «à grande dificuldade de arranjar mão-de-obra». «Há stress porque as pessoas têm de trabalhar mais horas, embora também recebam mais. Não conseguimos arranjar mais pessoas, mesmo noutros pontos do país. Infelizmente, estamos a poupar nos recursos humanos, mas apenas porque não conseguimos contratar mais pessoas», disse.
O administrador do Grupo Pestana no Algarve lembrou que «há três ou quatro anos, a taxa de desemprego andou perto dos 20%, na região», mas «baixou drasticamente para cerca de 4% este ano». Ou seja, «estamos numa situação de pleno emprego, no setor turístico».
E se, em anos anteriores, foi possível preencher as vagas temporárias do período de Verão com trabalhadores vindos de outras regiões, este ano «o turismo está a bombar em todo o país», o que leva a que seja difícil fazê-lo.
O Sindicato da Hotelaria do Algarve, por seu lado, alerta «para a situação degradante que os trabalhadores do turismo estão a viver, com a brutal regressão das condições de trabalho, o aumento e desregulação dos horários de trabalho, o trabalho forçado e não pago, os salários cada vez mais baixos, a precariedade extrema, o assédio moral e a tortura psicológica».
Segundo os sindicalistas, são muitas as queixas de abusos que lhes chegam. «O maior número são relacionadas com o Grupo Pestana, mas é um problema transversal a todo o setor da hotelaria e do turismo do Algarve». Muitas delas referem-se à «utilização abusiva de pessoal deslocado», que é pressionado a fazer «o máximo de trabalho, sem as devidas condições».
Pedro Lopes diz que, a existirem, essas queixas não chegam à administração do Grupo. «É sempre possível que haja descontentes, mas asseguro que temos uma boa relação com os nossos trabalhadores. Temos cerca de 650 funcionários em permanência e cerca de 1200 na época alta. Este ano, praticamente todos os nossos colaboradores receberam, em média, mais um vencimento de prémio, relativo ao desempenho no ano que passou», assegurou Pedro Lopes.
Por outro lado, garantiu que «quando há greves convocadas por esse sindicato, há muito poucos aderentes», acusando-o de «não gostar do Grupo Pestana» por este ter acordo com o seu homólogo da UGT, já que o Sindicato da Hotelaria do Algarve está ligado à CGTP.


www.sulinformacao.pt

13/07/2017 - O MUNDO MARAVILHOSO DOS GRAFFITIS











































Hospital de S. João chama mentirosa e narcísica a bastonária dos enfermeiros



A administração do Hospital de S. João acusa a bastonária da Ordem dos Enfermeiros de ser mentirosa, depois desta ter denunciado numa carta ao ministro da Saúde que a enfermeira-diretora da instituição a tentou agredir.

Num esclarecimento publicado na página do Centro Hospitalar de S. João (CHSJ), o Conselho de Administração esclarece que teve conhecimento de uma carta enviada pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, ao ministro da Saúde, com "afirmações atentatórias da dignidade pessoal e profissional" sobre a enfermeira-diretora da unidade de saúde.

Segundo o Hospital de S. João, na carta, a bastonária acusa a enfermeira-diretora, Maria Filomena Cardoso, de uma alegada tentativa de agressão.
 .
"Esta acusação é completamente falsa e só é possível por parte de uma personalidade narcísica a quem os espelhos negam a sua realidade. A senhora Bastonária é mentirosa e a prova dos factos ser-lhe-á exigida noutros fóruns", reage o CHSJ.

O Hospital refere ainda que, no ofício enviado ao ministro Adalberto Campo Fernandes, Ana Rita Cavaco invoca o Estatuto do Gestor Público para acusar a enfermeira - diretora de incompatibilidade de funções, por estar no Conselho de Administração do CHSJ e a frequentar um programa de doutoramento.

"Esta interpretação é sui generis quando o Estatuto exclui objetivamente das incompatibilidades do cargo, o exercício da atividade académica, nomeadamente, o exercício de funções de docência", contrapõe o hospital, manifestando total solidariedade com Maria Filomena Cardoso "após este ataque ignóbil".

A carta foi enviada à tutela na sequência de uma visita da Ordem dos Enfermeiros ao S. João. Além das acusações à enfermeira-diretora, a OE denuncia falhas graves de segurança e higiene no hospital. Blocos operatórios que não cumprem as regras de higiene ou camas amontoadas em alguns dos serviços foram alguns dos problemas apontados, segundo divulgou ontem o Porto Canal.

O JN contactou a Ordem dos Enfermeiros, mas não foi possível obter uma reação até ao momento.


JN.pt

13* de Julho de 100 a. C. : Nasce Júlio César, líder político e militar romano


Nasceu no ano 100 a. C. no dia 13 de Julho* e morreu, assassinado, a 15 de Março do ano 44 a. C., ao cabo de uma carreira que fez dele o primeiro homem político de Roma. Dois anos após a sua morte ser-lhe-ia atribuído o estatuto de deus do povo romano.A sua entrada na vida pública foi precedida por vários anos de instabilidade em Roma. O jovem César começou por se dedicar à vida militar, que sempre lhe serviria de suporte às ambições políticas. Alcançou, depois, posições de menor importância na magistratura, até que, em 69 a. C., foi eleito questor. O cargo trouxe-o à Península Ibérica, e mesmo a território que é hoje em dia português. Mais tarde, em 62a. C., foi eleito pretor, tendo de seguida ocupado o cargo de governador, mais uma vez, na Ibéria.Em 59, César foieleito cônsul. Constituiu então, com Crasso e Pompeu, um triunvirato que duraria até ao ano de 56 a. C. Com tudo isto, a sua ascensão política era evidente. No plano militar, também, não deixavam de ser notadas as suas campanhas na Europa central e ocidental. O sucesso talvez mais significativo consistiu na submissão total daGália na década de 50, com a capitulação do chefe gaulês Vercingetórix. Entretanto, em perigo de perder a sua posição devido a intrigas de senadores, César atravessa com as suas tropas o Rubicão, entrando em território italiano e dando início a uma guerra civil contra Pompeu. Nesta fase, a intenção de César era, não apenas salvaguardar a sua carreira política e até mesmo a sua segurança pessoal, mas também pôr travão ao desgoverno da Roma dominada pelas rivalidades e intrigas dos patrícios. A guerra, que se estendeu de 49 a 45 a. C.,representaria, deste ponto de vista, o preço a pagar pela sobrevivência secular do império. Vitorioso, César, com o título de ditador de Roma, teve então a oportunidade que havia muito desejava para implementar diversas reformas importantes: concedeu a cidadania romana a certos povos que dela não usufruíam; reorganizou as estruturas administrativas locais do império; reformulou o calendário (uma medida de que ainda hoje se sentem os efeitos); alterou a constituição do Senado de forma a retirar poder à velha aristocracia. Na verdade, terá sido o seu crónico desprezo, bem expresso na sua forma autocrática de governar, pelos privilégios tradicionais da aristocracia patrícia que terá levado ao seu assassinato no Senado. 

No dia 15 de março de 44 a.C., foi assassinado com 23 facadas, nas escadarias do Senado, por um grupo de 60 senadores, liderados por Marcus Julius Brutus, seu filho adoptivo, e Caio Cássio. Júlio César ainda se defendeu, cobrindo-se com uma toga, até ver Brutus, quando então teria dito sua última famosa frase: "Até tu, Brutus".

Trata-se do mais conhecido atentado político da Antiguidade, descrito por Caio Suetónio Tranquilo (70 d.C.-140 d.C.), na biografia De vita Caesarum (Da vida dos Césares). "César" foi o título dos imperadores romanos de Augusto (63 a.C.-14 d.C.) a Adriano (76 d.C.-138 d.C.). Caio Júlio César foi morto por ter desprezado a opinião dos seus adversários. Supõe-se que os seus assassinos não tinham apenas motivos políticos, como também agiram por inveja e orgulho ferido. Matar um tirano, na época, não era considerado crime. Não há, porém, consenso entre os historiadores de que Júlio César tenha sido um tirano. Muitos dos seus planos não foram concretizados, mas ele deu uma orientação completamente nova ao desenvolvimento do Império Romano.

* Existe controvérsia no que diz respeito à data de nascimento.

Júlio César. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

wikipedia (Imagens)
Júlio César, estátua por Nicolas Coustou 
Ficheiro:Julius Caesar Coustou Louvre MR1798.jpg


Vercingetórix rende-se a César - Lionel Royer
Ficheiro:Siege-alesia-vercingetorix-jules-cesar.jpg

Assassinato de Júlio César - Karl von Piloty
Ficheiro:Karl Theodor von Piloty Murder of Caesar 1865.jpg

13 de Julho de 1793: Revolução Francesa, Marat é assassinado

Figura de referência do movimento de oposição ao Antigo Regime que viria a conduzir à Revolução Francesa,Jean Paul Marat, nascido em Boudry (Cantão de Neuchâtel) em 1743, foi médico, escritor e político. Em 1767 encontrava-se em Londres onde publicou obras de cariz revolucionário, cujos temas abordavam a situação dos mais desfavorecidos, a insolência dos ricos, o despotismo do Estado e da religião e o direito à revolta. Regressou a França em 1777 onde exerceu a medicina. Interessou-se também por tudo o que dizia respeito às ciências,nomeadamente a eletricidade e o magnetismo. Deixando de exercer medicina, ocupou-se na elaboração de brochuras revolucionárias das quais se destaca um Projet de Déclaration des droits de l'homme et du citoyen. Em1789 fundou o jornal L'Ami du peuple onde expressava as suas ideias contra quem se servia da revolução paraseu benefício próprio. A intransigência das suas ideias valeu-lhe a prisão em 1789, dois exílios em Londres, entre 1790 e 1792, e a suspensão do jornal. De regresso a Paris, empenhou-se totalmente na queda da monarquia.Coma proclamação da República (1792) deu continuidade ao jornal, mas agora sob o nome de Journal de la Republique Française. Foi deputado de Paris na Convenção e tornou-se no alvo dos Girondinos. Teve direito a voto por apelo nominal aquando da decisão da condenação à morte de Luís XVI. Em 1793 regressou triunfante àConvenção e organizou a insurreição de 2 de junho que provocaria a queda dos Girondinos. Nesse mesmo ano foi assassinado em Paris por Charlotte Corday, tornando-se num mártir da Revolução Francesa.

Marat. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

Jean Paul Marat - Joseph Boze

Arquivo: Jean-Paul Marat portre.jpg

Ficheiro:Triomphe de Marat4.jpg
O Triunfo de Marat - uma gravura popular de Marat sendo apoiado por uma alegre multidão após a sua absolvição.
Arquivo: Charlotte Corday.PNG
 Charlotte Corday -Jean-Jacques Hauer
Ficheiro:Death of Marat by David.jpg
Análise da obra  A Morte de Marat - Jacques Louis - David