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sábado, 8 de julho de 2017

08 de Julho de 1621: Nasce o autor de fábulas Jean de La Fontaine


Jean de La Fontaine nasceu em 8 de Julho de 1621. Era filho de um inspector de águas e florestas, e nasceu na pequena cidade de Chateau-Thierry. Estudou Teologia e Direito em Paris, mas o seu maior interesse sempre foi a literatura.


Por desejo do pai, casou-se em 1647 com Marie Héricart, na época com apenas 14 anos. Embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho, Charles.


Em 1652 La Fontaine assumiu o cargo do seu pai como inspector de águas, mas alguns anos depois colocou-se ao serviço do ministro das finanças Nicolas Fouquet, mecenas de vários artistas, a quem dedicou uma colectânea de poemas.


Escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido" e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d'Orleans.


Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado "Fábulas Escolhidas". O livro era uma colectânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV. As fábulas continham histórias de animais, magistralmente contadas, contendo um fundo moral. Escritas em linguagem simples e atraente, as fábulas de La Fontaine conquistaram imediatamente seus leitores.

Em 1683 La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa, a cujas sessões passou a comparecer com assiduidade. Na famosa "Querela dos antigos e dos modernos", tomou partido dos poetas antigos.

Várias novas edições das "Fábulas" foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas. Em 1692, La Fontaine, já doente, converteu-se ao catolicismo. Morreu a 13 de Abril de 1695. A última edição de suas fábulas foi publicada em 1693.


Fontes: UOL Educação
wikipedia (Imagens)

File:Jean de La Fontaine.PNG
Jean La Fontaine - Fontaine por Hyacinthe Rigaud
Ilustração de "A Cigarra e a Formiga" -Gustave Doré
File:La cigale et la fourmi illustration dore.jpg
VÍDEO


08 de Julho de 1840: Nasce Manuel de Arriaga, Primeiro presidente constitucional da República Portuguesa



Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu em 8 de Julho de 1840, na cidade da Horta, filho de Sebastião de Arriaga e de D. Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga, ambos descendentes de famílias nobres açorianas.Casou com D. Lucrécia de Brito Berredo Furtado de Melo, neta do comandante da polícia do Porto e partidário das forças liberais à data da revolução de 1820, de quem teve seis filhos, dois rapazes e quatro raparigas. Faleceu em 5 de Março de 1917, com 77 anos de idade. Na Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, cedo manifestou simpatia pelas ideias republicanas, o que provocou um conflito insanável com o pai, que o deserdou e lhe deixou de custear os estudos. Para sobreviver e pagar a Faculdade, teve então de dar aulas de Inglês no liceu.Em 1866, concorreu a leitor da décima cadeira da Escola Politécnica e da cadeira de História do Curso Superior de Letras. Não conseguindo a nomeação para qualquer delas, teve de continuar, agora em Lisboa, a leccionar a mesma disciplina de Inglês. Dez anos depois, em 26 de Agosto de 1876, já faz parte da Comissão para a Reforma da Instrução Secundária. Simultaneamente, vai cimentando a sua posição como advogado, tornando-se um notável casuísta graças à sua honestidade e saber. Entre as várias causas defendidas destaca-se, em 1890, a defesa de António José de Almeida, após este ter escrito no jornal académico O Ultimatum, o artigo "Bragança, o último", contra o rei D. Carlos.Na sequência dos acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, e para serenar os ânimos agitados dos estudantes da Universidade de Coimbra, é nomeado reitor daquela Universidade, tomando posse em 17 de Outubro de 1910.
Filiado no Partido Republicano, foi eleito por quatro vezes deputado pelo círculo da Madeira. Em 1890, foi preso em consequência das manifestações patrióticas de 11 de Fevereiro, relativas ao Ultimato Inglês.Em 1891, aquando da revolta de 31 de Janeiro, já fazia parte do directório daquele Partido, em conjunto com Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Francisco Homem Cristo.Nos últimos anos da monarquia, sofre um certo apagamento, dado que o movimento republicano tinha chegado, entretanto, à conclusão que a substituição do regime monárquico não seria levada a cabo por uma forma pacífica. Os republicanos doutrinários são, então, substituídos pelos homens de acção que irão fazer a ligação à Maçonaria e à Carbonária.Depois da proclamação do regime republicano foi então chamado a desempenhar as funções de Procurador da República.
ELEIÇÕES E PERÍODO PRESIDENCIAL
Foi eleito em 24 de Agosto de 1911, proposto por António José de Almeida, chefe da tendência evolucionista, contra o candidato mais directo, Bernardino Machado, proposto pela tendência que no futuro irá dar origem ao Partido Democrático de Afonso Costa.O escrutínio teve o seguinte resultado:Manuel de Arriaga 121 votosBernardino Luís Machado Guimarães 86 votosDuarte Leite Pereira da Silva 1 votoSebastião de Magalhães Lima 1 votoAlves da Veiga 1 votoListas brancas 4 votos
Assiste-se na época à divisão efectiva das forças Republicanas. De 27 a 30 de Outubro de 1911, reúne-se, em Lisboa, o Congresso do Partido republicano em que é eleita a lista de confiança de Afonso Costa, passando o partido a denominar-se Partido Democrático. Em 24 de Fevereiro de 1912, por discordar da nova linha política seguida pela nova direcção, António José de Almeida funda o Partido Evolucionista, e dois dias depois, Brito Camacho, o Partido União Republicana, divisão que, no entanto, pouco adiantará para a resolução das contradições deste período deveras conturbado. O início da Primeira Grande Guerra vem agravar ainda mais a situação, dando origem à polémica entre guerristas e antiguerristas.O Ministério de Victor Hugo de Azevedo Coutinho, alcunhado de Os Miseráveis, que vigora entre 12 de Dezembro de 1914 e 25 de Janeiro de 1915, não vem alterar em nada a situação, acabando por ser demitido na sequência dos acontecimentos provocados pelo "Movimento das Espadas", de âmbito militar, onde se destacaram o capitão Martins de Lima e o comandante Machado Santos.O Presidente Manuel de Arriaga tenta inutilmente chamar as forças republicanas à razão, envidando esforços no sentido de se conseguir um entendimento entre os principais dirigentes partidários. Goradas estas diligências, não dispondo de quaisquer poderes que lhe possibilitassem arbitrar os diferendos e impor as soluções adequadas e pressionado pelos meios militares, vai então convidar o general Pimenta de Castro para formar governo que é empossado em 23 de Janeiro de 1915.O encerramento do Parlamento e a amnistia de Paiva Couceiro vão transformar em certezas as desconfianças que os sectores republicanos tinham acerca daquele militar, desde o governo de João Chagas onde ocupara a pasta da Guerra e evidenciara uma atitude permissiva face às tentativas monárquicas de Couceiro. A revolta não se fez esperar. Em 13 de Maio do mesmo ano, sectores da Armada chefiados por Leote do Rego e José de Freitas Ribeiro demitem o Governo que é substituído pelo do Dr. José de Castro, que inicia as suas funções em 17 do mesmo mês.O Presidente é obrigado a resignar em 26 de Maio de 1915, saindo do Palácio de Belém escoltado por forças da Guarda Republicana. Manuel de Arriaga não conseguiu recuperar deste desaire, morrendo amargurado dois anos depois, em 5 de Março de 1917. Foi substituído pelo Dr. Teófilo Braga.

wikipedia (imagens)
 
Manuel de Arriaga
Cartaz comemorativo da eleição de Manuel de Arriaga

08 de Julho de 1943: II Guerra Mundial. Morre Jean Moulin, resistente francês à ocupação nazi, depois de onze dias de tortura da Gestapo.


Político e resistente antinazi francês nascido a 20 de Junho de 1899, em Béziers. Enveredando pela carreira administrativa, conheceu um percurso admirável e algo fulgurante. Foi, em 1926, o subprefeito mais jovem daFrança e, 11 anos mais tarde, o prefeito mais novo, aquando da sua nomeação para Chartres. Nestas funções,negou-se, em junho de 1940, a assinar um documento que os alemães lhe apresentaram. De facto, o conteúdo do mesmo era extremamente sórdido, pois acusava as tropas francesas das colónias afro-americanas de cometerem atrocidades. Perante esta recusa, o Governo "colaboracionista" de Vichy destituiu-o das suas funções, o que o impeliu a partir para Londres nos finais de 1941. Aliás, na capital inglesa, o General De Gaulle nomeou-o delegado pela zona não ocupada de França, tendo como missão reunir e organizar os vários movimentos de resistência às ordens do Comité de Londres.Os seus trabalhos levaram, assim, à formação do Conselho Nacional da Resistência(maio, 1943), de que foi o primeiro presidente.

Devido a uma traição, foi cair nas mãos da GESTAPO, polícia alemã, na localidade de Caluire, no primeiro dia do Verão de 1943, vindo a morrer na transferência para a Alemanha, a 8 de Julho do mesmo ano. Os seus restos mortais repousam no 

Panteão de França desde 1964.

Jean Moulin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
Jean Moulin, avant son arrestation - DR
Jean Moulin
Ficheiro:Resistance.jpg

Pedrogão e Pavia não se fizeram num dia? (II)


1. Foi recentemente divulgado o estudo técnico do IPMA sobre o incêndio ocorrido em Pedrogão Grande a 17 de junho. Juntamente com a carta resumo, o relatório permite articular três conclusões essenciais. Por um lado, confirma a adversidade do quadro meteorológico previsto, a que se associa um elevado risco de incêndio, dadas as altas temperaturas e os baixos valores de humidade relativa registados. Por outro, confirma a elevada instabilidade atmosférica, com ocorrência de trovoadas, tendo sido sinalizados vários fenómenos convectivos na região (massas de ar descendentes a espalhar-se em todas as direções depois de atingir o solo, com ventos muito fortes). Por último, o dado mais relevante para compreender a singularidade deste incêndio, e que é devidamente assinalada pelo IPMA: a conjugação «entre o escoamento divergente gerado pelas células convectivas e o incêndio entretanto iniciado, conduziu a uma grande amplificação da pluma do incêndio, em termos de extensão vertical e velocidade de propagação», configurando uma situação inédita no nosso país.

2. Em artigo no Público de domingo passado, Teresa Firmino sintetiza de forma notável estas conclusões e destaca a importância das imagens do relatório que ilustram a propagação do fogo, ajudando a compreender o que ocorreu na Estrada Nacional EN 236-1, onde perderam a vida 47 das 64 vítimas mortais do incêndio. Às 20h10, a pluma de incêndio (constituída por fumo e materiais), aproximou-se da referida «estrada nacional e às 20h20/20h30 estava a passar por ela». Nesse período, «por causa de uma corrente de ar descendente extremamente forte, o incêndio foi oxigenado e empurrado pelo vento. Espalhou-se a grande velocidade — quase triplicando de dimensão» (isto é, passando a pluma do incêndio de 5 para 14 quilómetros na vertical, o que revela a intensidade e violência do fogo naquele período). Às 21h00, o incêndio tinha já deixado para trás a EN 236-1 (clicar na imagem para a ampliar).

3. O estudo do IPMA converge com algumas das análises mais robustas e fundamentadas sobre a excecionalidade das condições atmosféricas e a sua relevância para interpretar o incêndio, na sua génese, dinâmicas e consequências. Entre elas, destaquem-se dois textos de Emanuel de Oliveira: «A origem do grande incêndio florestal de Pedrogão Grande» e «A propagação inicial do grande incêndio florestal de Pedrogão Grande»,
bem como a reportagem de Hugo Séneca na Exame Informática com «A radiografia do incêndio» ou ainda a edição de 27 de junho do programa 360º, na RTP3(sensivelmente a partir do minuto 16), em que participaram Ricardo Ribeiro e Pedro Almeida Vieira.

4. Uma nota comum emerge de todas estas análises: trata-se de um incêndio inédito em Portugal, porventura o primeiro grande incêndio convectivo, que implica por natureza uma elevada complexidade em termos de combate, controlo e extinção. A dado somam-se obviamente elementos como a adversidade da topografia e dos acessos, o tipo de florestação ou a acumulação de combustível. Bem como as questões estruturais de gestão da floresta e da prevenção ou as eventuais falhas circunstanciais no combate a um incêndio. O que não se pode relativizar é o caráter excecional das condições atmosféricas e geofísicas associadas ao incêndio de Pedrogão Grande, que devem ser tidas sempre em conta para enquadrar e compreender a sua propagação e as suas dramáticas consequências.

ladroesdebicicletas.blogspot.pt

SANDRA FELGUEIRAS: ÉS LICENCIADA OU SÓ TENS UM "CANUDO"? 😎


Desenterrando as polémicas do mega-incêndio de Pedrógão, Sandra Felgueiras, destacada jornalista da RTP, disse hoje (no Sexta às 9) que os comandos intermédios da Protecção Civil seriam "Boys do PS". Não sei se o PS e os outros partidos têm balcão aberto para os filiados que queiram assumir estas responsabilidades nas estruturas de segurança civil. Imagino que não. Aliás, acredito que nem as filiações partidárias, nem as amizades ajudam a apagar incêndios. Mas, ao ver o programa, constatei que a maior parte desse pessoal, os actuais e os que vinham de trás, dos governos anteriores, tinham geralmente currículo e experiência para as funções que lhes foram confiadas. Mas que, o que agora vejo é que, na grande maioria, eles atiram pedras uns aos outros, seja por ressentimentos pessoais, seja por outros interesses e vantagens. Por tudo isso, há uma coisa que não posso deixar de perguntar aqui à Sandra, e a pergunta é a respeito dela própria: a jornalista acha que chegou tão alto na hierarquia da Informação da RTP por sorte? E se ela acha que obteve o "bife do lombo", que é coordenar e apresentar o Sexta às Nove, só por mérito próprio, ou não será que o facto de ser filha de quem é a ajudou a subir na carreira? Talvez até a tenha ajudado a protecçãozinha de alguém. É que estas coisas não se podem resumir ao espavento e à calunia impune, até porque ela, Sandra, já plantou no passado, admito que involuntariamente, várias notícias falsas, que depois tiveram de ser desmentidas. Termino dizendo: não, não acho que ela seja uma "girl" do PSD. Mas um bocadinho mais de decoro nestas chafurdices que ofendem pessoas honradas não lhe ficava nada mal. E já agora gostava de lembrá-la de que os licenciados nisto e naquilo são (na sua maioria) pessoas que estudaram e se esforçaram; e que chamar aos seus títulos académicos "canudos" em vez de "diplomas" é, já em si mesmo, uma inegável manipulação da opinião pública. Ó cara Sandra: tu és licenciada. ou só tens um "canudo"? E tu és mesmo independente, ou andas por maus caminhos? E terias a coragem de fazeres um Sexta às Nove sobre a tua própria carreira? 😩

António Ribeiro (facebook)
https://www.facebook.com/ribeiro477?fref=mentions

ESPECIAL - HAMBURGO - MANIFESTAÇÕES ANTI GLOBALIZAÇÃO - 11 VÍDEOS



Após a segunda noite de protestos violentos, na manhã de sábado as ruas de Hamburgo revelaram o caos que se viveu na cidade alemã que recebe a cimeira do G20.
Pelo menos 197 polícias foram feridos na sequência de confrontos com manifestantes antiglobalização durante os dois dias de protestos, informaram as autoridades alemãs.
O departamento de bombeiros da cidade adiantou, sexta-feira, que as ambulâncias transportaram 60 pessoas para os hospitais da cidade, incluindo 11 feridos graves, pessoas que caíram de um muro quando fugiam da polícia antimotim.
As autoridades policiais da cidade também informaram ter detido várias dezenas de pessoas.
Muitas ruas do centro da cidade foram bloqueadas pelos ativistas, que sabotaram linhas do caminho de ferro e atearam fogo a bens particulares e mobiliário urbano.
Durante cerca de 4 horas algumas partes da cidade transformaram-se numa espécie de “Estado sem lei” e houve forças de segurança que foram obrigadas a fugir de manifestantes violentos.
Desde quinta-feira que a polícia e os manifestantes têm estado envolvidos em confrontos. Milhares de ativistas têm chegado a Hamburgo para protestar contra a globalização, aproveitando a realização da cimeira do G20 que reúne as economias mais desenvolvidas e as potências emergentes.

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CANIBALTICE | PT/MEO: balão de ensaio para o Faroeste laboral




José Soeiro | Expresso | opinião

É a primeira vez, em mais de dez anos, que se convoca uma greve geral na PT/MEO. Não é caso para menos. Quem queira um exemplo sobre a capacidade de interesses financeiros abarbatarem e desmembrarem uma empresa estratégica construída ao longo de décadas com investimento público, aqui o tem. Quem queira perceber as novas receitas de “emagrecimento” das empresas (isto é, de despedimentos em massa) encapotadas sob as mais criativas figuras legais, olhe para a PT/MEO. Está lá tudo, ou quase.

DO BES À ALTICE: A CANIBALIZAÇÃO DE UMA EMPRESA ESTRATÉGICA

Criada em 1994 a partir da fusão de várias empresas, a PT era uma potência pública que poderia, se se quisesse, assegurar o controlo e o desenvolvimento de uma insfraestrutura estratégica - as redes de telecomunicações – e capaz de regular, a favor do interesse comum, as práticas em todo o setor. Mas desde há muito tempo que a PT foi um joguete nas mãos de vários interesses políticos e económicos. Com a abertura ao capital privado, iniciou-se a sangria do grupo a favor de investimentos duvidosos no BES, de maus negócios de alienação de empresas (como a Vivo) e da distribuição espetacular de dividendos. Só em 2010, a PT entregou aos acionistas o maior dividendo alguma vez pago em Portugal: 1500 milhões de euros, livres de impostos e pagos antecipadamente para evitar o regime fiscal que entraria em vigor em 2011.

O culminar da canibalização da empresa por interesses privados ocorre com a sua privatização total, em 2015 (com o governo PSD/CDS), quando a Altice toma conta da PT por 7,4 mil milhões de euros. O que se seguiu é o que vivemos hoje: um processo de desagregação da empresa, a prática de assédio moral em larga escala e o anúncio de um dos maiores despedimentos coletivos encapotados de que há memória. Mas vamos aos factos.

O ESTADO QUE PAGUE OS DESPEDIMENTOS? HISTÓRIA DE UMA TENTATIVA FALHADA

O grupo PT/MEO, hoje nas mãos da Altice, tem cerca de 9600 trabalhadores, dos quais 3500 não estão no ativo (entre pré-reformas e suspensão de contratos). Mas o objetivo da Altice é claro há muitos meses: o seu ex-presidente no nosso país já tinha declarado que a PT tinha, na sua opinião, “o dobro dos trabalhadores necessários ao desenvolvimento do negócio”. Para se libertar deles, a Altice começou por pôr em campo uma estratégia de terror. Colocou centenas de trabalhadores sem funções (o que é ilegal) e criou uma “Unidade de Suporte” (agora intitulada “Unidade de Trabalho Temporário”), para onde enviou cerca de 300 trabalhadores aos quais não são atribuídas tarefas. A par destes mecanismos de tortura psicológica (que visam fazer com que os trabalhadores acabem por sair pelo seu próprio pé, em desespero), multiplicaram-se as formas de assédio moral pela desregulação de horários e pela pressão para a aceitação de “rescisões amigáveis” que só por cinismo levam esse nome. Tudo isto foi tão escancarado que a Autoridade para as Condições de Trabalho já levantou, nos últimos meses, mais de 70 autos de notícia por violação das leis laborais dentro da empresa.

Mas tudo isto não foi suficiente. Apesar de a Altice ter tido um “desconto” de 1,3 mil milhões de euros quando comprou a empresa, alegadamente para cobrir os encargos com os trabalhadores ditos “inativos”, e apesar de ter gerado receitas consolidadas de 2 312 milhões de euros só no ano passado (o melhor desempenho de todo o Grupo Altice), este fundo de capital estrangeiro que tomou conta da PT é insaciável. O que queria mais? Desfazer-se de cerca de 3 mil trabalhadores (um mecanismo para “valorizar financeiramente a empresa”), pondo o Estado a assumir, por via da Segurança Social, os custos económicos e sociais desta operação (em valores calculados entre 400 e mil milhões de euros).

O Governo, e bem, rejeitou que a empresa tivesse o estatuto de “empresa em reestruturação” como subterfúgio para esta operação. Impedida de recorrer a esse expediente, eis que surgiu a ideia criativa de utilizar a figura legal da “transmissão de estabelecimento” para atingir propósitos semelhantes. Mas a invocação desta disposição legal é, na verdade, uma fraude. Uma fraude que, contudo, anuncia um novo modus operandi das multinacionais abutre para encobrirem despedimentos futuros.

VIRAR A LEI AO CONTRÁRIO: A FRAUDE DA “TRANSMISSÃO DE ESTABELECIMENTO”

A inclusão da “transmissão de empresa ou estabelecimento” na lei portuguesa resulta da transposição de uma norma comunitária (a Diretiva 77/187/CEE). O seu objetivo era a proteção dos direitos dos trabalhadores no momento em que o estabelecimento é adquirido por uma outra empresa ou em que há um novo concessionário. Neste caso, a lei passou a garantir a manutenção dos postos de trabalho, mesmo quando a entidade empregadora mudava, bem como os direitos constantes nos seus contratos, o tempo de serviço, cabendo ainda à nova empresa a responsabilidade por eventuais dívidas existentes.

Ora, o objetivo da PT/MEO é exatamente o oposto. Primeiro, ficciona-se uma suposta “transmissão de estabelecimento” que é, na prática, uma cedência de alguns trabalhadores de determinados departamentos a empresas prestadoras de serviços (muitas do próprio grupo PT). Depois, obriga-se os trabalhadores a transferirem-se para empresas sem património ou para testas-de-ferro que posteriormente tratarão de concretizar os despedimentos colectivos, desta feita sem o património necessário para pagar as respectivas compensações. Esta prática não é inédita, mas começa a ser frequente.


UMA MANOBRA QUE NÃO PODE PASSAR

O que está em curso na PT/MEO é um mesmo um balão de ensaio: como despedir e precarizar numa empresa com lucros, tentando manipular a lei?

Se a PT/MEO conseguir recorrer a este expediente agora, muito mais exemplos haverá no futuro. O que falta saber é que resposta será dada. Pelos trabalhadores da empresa, em primeiro lugar, que já têm a greve marcada. Mas também pelo Estado (ACT, tribunais, Governo), pelos partidos, pela sociedade em geral. A afronta está lançada. Se a deixarmos passar, não duvidemos que outras virão.

paginaglobal.blogspot.pt

OLÁ !!!!


«A UE não tem soluções capazes de responder aos problemas dos povos»

NEO LIBERAIS CANDIDATAS AUTÁRQUICAS



LOULÉ - Movimento “Zero Desperdício” recolheu 114 quilos de alimentos no MED


O Festival MED conseguiu recolher 114 quilos de alimentos, no âmbito do movimento “Zero Desperdício”, durante os quatro dias do evento.



Esta ação contou com a participação de todos os stands alimentares e restaurantes existentes no recinto do festival, que prontamente aderiram à iniciativa.
A adesão a esta causa facultou, de forma imediata, 229 refeições, distribuídas por famílias alargadas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, através de uma ação concertada com a associação EXISTIR.


Quanto à operacionalização da ação ficou a cargo de uma equipa de voluntários do Banco Local de Voluntariado de Loulé, bem como de técnicos da Divisão de Coesão Social e Saúde do Município, que, durante a noite, fizeram a recolha do excedente, garantindo todos parâmetros de segurança alimentar.
Com este tipo de iniciativas o Município de Loulé diz minimizar «o impacto ambiental causado pelos desperdícios alimentares, evitando 479 toneladas de CO2, e garantindo o direito à alimentação».
«”Loulé não se pode dar ao lixo” e como tal envidará todos os esforços para dar continuidade a este movimento em prol do combate ao desperdício alimentar», conclui a autarquia louletana.



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Carlos Quaresma foi acusado, pelo Ministério Público de Faro, de 35 crimes de burla qualificada a municípios e instituições de solidariedade social. - Falso presidente de fundação sueca burlou mais de 30 municípios e IPSS



Carlos Quaresma, que se fazia passar por presidente da fundação sueca AGAPE, que distribui gratuitamente equipamento médico e hospitalar, foi acusado, pelo Ministério Público de Faro, de 35 crimes de burla qualificada a municípios e instituições de solidariedade social.
De acordo com a acusação, «o arguido, que é emigrante português na Suécia, fez-se passar por presidente de uma fundação sueca que distribui gratuitamente equipamento médico e hospitalar. Desse modo, terá conseguido que mais de trinta municípios e instituições de solidariedade social portugueses lhe entregassem quantias monetárias elevadas, a pretexto de necessidade pagamento de várias despesas que, na verdade, não existiam».
O acusado, que vai a julgamento por tribunal coletivo, terá prejudicado as entidades, segundo o Ministério Público, em mais de 240 mil euros.
Segundo um site não oficial da fundação em Portugal, uma das autarquias que recebeu donativos da AGAPE foi a Câmara de Vila Real de Santo António.
Carlos Quaresma é ex-jogador de futebol e foi também candidato à presidência do Benfica.
O inquérito, no qual foram ouvidas cerca de cinquenta testemunhas, foi dirigido pelo MP da 2ª secção de Faro do DIAP, com a investigação a cargo da Diretoria de Faro da PJ.

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Blues invadem Museu do Traje em São Brás de Alportel


O Festival Blues em São Brás vai animar os Jardins do Museu do Traje de São Brás de Alportel, este sábado, 8 de Julho, a partir das 20h00.

Além dos concertos de Charlie and the Bluescats, Fried Fanekas, Franky B Boy e DJ Discossauro, o evento vai ter bar e petiscos, troca de CDs, LPs e livros, e uma exposição intitulada “Blues na Tela”.

A entrada para o Festival Blues em São Brás, que é organizado pelos Amigos do Museu de São Brás de Alportel, custa 5 euros.
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Vamos lá ver se nos entendemos!

194 militares, sobretudo da Força Aérea mas também do Exército, participaram durante os últimos seis meses na missão das Nações Unidas no Mali. Um militar foi morto numa destas missões ao serviço de interesses bem claramente escuros.


Entretanto por “falta de recursos” foram despendidos milhões de euros pagos a multinacionais para defenderem o nosso exército.
Num manicómio a coerência não é fácil, mas tentemos compreender: os nossos militares pagos pelos contribuintes estão ao serviço de outros países e os mesmos contribuintes pagam a multinacionais de segurança para protegerem as nossas forças armadas.
«Só o Exército, em 2016, gastou 177.615 euros em serviços de segurança privada. O Instituto de Acção Social das Forças Armadas gastou mais do que isso, em 2014: perto de 200 mil euros. Entre Dezembro de 2013 e Agosto de 2014, a Direção-Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa pagou cerca de 454 mil euros por serviços de segurança da empresa Grupo 8. Entre as empresas privadas que prestam este serviço aos militares portugueses estão algumas das maiores: Securitas, Ronsegur, Esegur (que é uma das accionistas da PPP SIRESP), Strong, 2045.»


Este artigo encontra-se em: as palavras são armas http://bit.ly/2sQPzBf
abrildenovomagazine.wordpress.com