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quinta-feira, 6 de julho de 2017

A VITÓRIA É CERTA !!!!


lolas & cª


ANTE ONTEM FEZ FRI

video

Roger Waters - "Pigs (Three Different Ones)"

Gregório Duvivier e Ricardo Araújo - Sensacional [Unibes Cultural - Pt. 1]

Os jornalistas vendem-se para enredos cinematográficos.


Tanta especulação, tantas previsões, tantas certezas... Um jornalista que escreve uma peça noticiosa NUNCA pode ter certezas. Só olha para as informações que recebe, procura outras fontes, valida tudo e apresenta a peça com essas informações (mesmo que não revele as fontes). 
Depois do desaparecimento de material explosivo e de guerra do paiol de Tancos, a procura de culpados aponta para toda a estrutura, os jornalistas querem é demissões e acusações, sendo que se passam milhares de horas e milhões de páginas, a falar do assunto. 
Esta manhã, a capa de um jornal diário apresenta uma nova ideia... O material roubado de Tancos estará a ser preparado para assaltar o complexo do Banco de Portugal no Carregado, onde estão 30% das reservas de ouro do país e onde fica o armazém de notas de Euro que entram ou saem de circulação. 
Se os jornalistas (pela forma como está escrita a peça, dá a parecer que foi escrita por algum jovem universitário ou acabado de terminar a universidade... existem muitas conjugações feitas na segunda pessoa do plural, sinal de alguém que procura respeito pela forma de escrever) tivessem ido apresentar essa ideia a qualquer militar ou qualquer estratega policial, iam apanhar alguém que se desatava a rir de tal forma que nem lhes respondia, pois não iria parar de rir durante dias. 
O Carregado fica a menos de 90 quilómetros de Tancos. Portanto, segundo esta notícia, os ladrões assaltaram Tancos, devem estar escondidos algures numa floresta ou numa gruta, onde estão a preparar o material dos 5 camiões de material roubado, para o assalto ao Carregado. 
Se os assaltantes sabem usar aquele material, são militares. Sendo assim, se o alvo fosse o Carregado, roubavam Tancos e assaltavam o complexo nessa mesma noite. Pela simples razão que uma coisa dessas precisa de rapidez para desaparecerem na confusão gerada. 90 quilómetros são feitos em perto de uma hora. Se foi tão bem planeado, tão bem executado, a utilização teria sido feita nessa mesma altura, pois era o momento em que nada estaria à espera. O tempo de viagem, preparavam o equipamento para o que precisavam. 
Mas, há outra coisa que ainda é pior: é que as florestas da zona do Carregado arderam em 2013, 2014 e 2015. Portanto, esconder 5 camiões e dezenas de pessoas não será nada fácil. Até quem passe na estrada nacional os veria e avisava as autoridades. Se forem 40-50 pessoas, há o outro lado, irem ás compras nas localidades chama a atenção de qualquer lojista. Irem ás cidades, tinham de ter muitos carros para se deslocarem. 
Basicamente, a notícia de hoje que está a ser passada para tudo quanto é site e rede social, como sendo uma certeza, é mais um enredo para um filme de Hollywood ao estilo da Missão Impossível. 

Alguém, na zona centro do país, viu o Tom Cruise ou a Rebecca Ferguson por aí? 


outrasgalaxias.blogs.sapo.pt

Davam a mãe para serem filhos do CR7 - As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo"

As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar?

Sei que é politicamente incorreto dizê-lo, mas indigna-me o aparente consenso com que as pessoas acolhem o "episódio" Cristiano Ronaldo e os gémeos, aceitando alegremente a versão de que foram gerados por uma barriga paga a preço de ouro. Como se não houvesse nada de chocante em que as crianças fossem entregues como se não passassem de um qualquer gadjet, encomendado pela internet, e que se espera ansiosamente tenha a nossa cara. Como se, em sendo verdade (e elas aceitam que sim) não houvesse nada de especial em mandar fabricar crianças propositadamente órfãs de mãe, exibindo-as narcisicamente como um produto exclusivo. Nem sequer vejo estranhar uma opção destas tomada por alguém que tem na própria mãe uma heroína, indispensável em todos os momentos.

Espantam-me os milhões de gostos quando alguém declara que aos filhos basta terem "pai e um pai inacreditável" como ele,  como se não soubéssemos todos que é exatamente quando um dos pais se acha tão extraordinário, que a criança mais precisa do contraponto de alguém "normal" na sua vida.

Estranho porque é que tantas pessoas se calam, nomeadamente gente com responsabilidade na defesa dos direitos das crianças, e que sabem bem que o direito a uma mãe ou a um pai, não é uma prorrogativa de quem a procriou, mas da própria criança. Porque não tornam pública uma opinião fundamentada sobre o que acontece não só neste caso mas no de tantos outros "famosos" que repetidamente enchem as páginas dos media, uma opinião que nos ajude a refletir?

 Deixa-me perplexa porque é que os sábios não se chegam à frente para perguntar alto se é realmente isto que queremos, um futuro onde o dinheiro compra a técnica para tornar as crianças num produto consumível, produzido cada vez mais "à carta"?  Consubstanciando, além do mais, um negócio de compra e venda de seres humanos.

E, já agora, porque estão silenciosos os Historiadores, que sabem bem que embora mascarado de admirável mundo novo,  o que vemos agora acontecer é, na essência, um retrocesso civilizacional. Os homens ricos e poderosos punham, sem pestanejar, o corpo das mulheres ao seu serviço. As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar? Muito, mas convinha também recordar como os direitos das mulheres e das crianças evoluíram desde aí, como de pouco vale pugnar por quotas nas empresas se aceitamos fechar os olhos a coisas como estas.

E nós todos, cidadãos comuns, mas que temos voz e voto, em que é que ficamos? Basta uma vista rápida aos comentários à notícia para perceber que, para muitos, a fama e o dinheiro parecem compensar tudo. Se a criança pergunta pela mãe, que importa que lhe digam que morreu ou viaja (como li nas declarações de uma das irmãs Aveiro), se em troca pode entrar pelo campo adentro ao lado do pai mais famoso do mundo (com todo o mérito), que diferença faz que um dia deixe de perguntar por ela e se remeta a um silêncio deprimido, se pode viajar, viver numa mansão de infinitos quartos, realizar todos os desejos e herdar um dia a fortuna do craque? Decididamente, talvez tantos se calem porque, secretamente, davam a mãe para serem filhos do Cristiano Ronaldo.

Jornalista Isabel Stiliwell

passatempos por: António Garrochinho


HÁ AQUI NESTA IMAGEM TRÊS ANIMAIS. DESCUBRA


CANCELADO O MAIOR ESPECTÁCULO DE MÚSICA NA SUÉCIA PARA O ANO DE 2018 DEVIDO A ABUSOS SEXUAIS

Cancelado o mais importante festival de música na Suécia por abuso sexual



O festival de rock Bravalla, realizado anualmente em Norrkoping, no sul da Suécia, cancelou sua edição para o próximo ano, informa desde o último sábado o website do evento.
A decisão foi tomada após os frequentes casos de estupro e outros abusos sexuais relatados por alguns participantes. A polícia sueca disse que 11 casos de abuso sexual e estupro ocorreram durante este ano, no evento que que decorreu entre 28 de Junho e 1 de Julho.
Os organizadores do festival anunciaram no sábado que tinha tentado combater a violência sexual durante o evento
É relatado que uma adolescente foi abusada sexualmente durante um concerto na sexta-feira , disse a polícia, acrescentando que também está investigando várias denúncias de abuso sexual durante a execução do músico local Hakan Hellstrom.
Bravalla em edições anteriores tem contado com a presença de artistas como Kanye West, Robbie Williams e Iron Maiden.
O festival, realizado desde 2013 e atrai cerca de 40.000 pessoas a cada ano


actualidad.rt.com

Por uma política de esquerda


"A acção governativa se desenrola num quadro de tensão, entre os constrangimentos político-financeiros, ditados pela ordem institucional da União Europeia, e a urgência do País em satisfazer direitos e regalias sociais"



"Mas partindo da nova realidade, que colocou a Assembleia da República na centralidade sistema político, como a Constituição dispõe, importará, sobretudo, aprofundar o diálogo e estabelecer metas de acção política"

"A dívida externa e os astronómicos montantes de juros pagos pelo erário público, bem como a dominação do sistema financeiro nacional pelo capital monopolista internacional, estão limitar e a condicionar decisivamente o desenvolvimento económico-social do país"

"Trata-se, afinal, da realização de uma política que vise a libertação de Portugal dos constrangimentos que impedem o País de se desenvolver. Sendo essa, porventura, nos dias de hoje, a melhor forma de celebrarmos Abril"
A vida política do País continua marcada, no plano interno, pela inconsistência da oposição de direita, que tudo indica ainda não se refez da derrota das últimas eleições legislativas e, por outro lado, pela fecunda actualidade da solução governativa, que, no quadro maioritário da Assembleia da República foi possível estabelecer com os partidos à esquerda e, que, têm vindo a apoiar o actual governo, sempre que se trata de corresponder aos mais profundos interesses do País.
É certo que a acção governativa se desenrola num quadro de tensão, entre os constrangimentos político-financeiros, ditados pela ordem institucional da União Europeia, e a urgência do País em satisfazer direitos e regalias sociais, tão duramente atingidos pelo programa da intervenção da tróica e a assumida política do Governo PSD/CDS de “ir além” dos limites estabelecidos pelas próprias instâncias internacionais.
Neste contexto, haverá então que reconhecer, que entre estes dois polos se joga em boa medida o destino dos portugueses, nos tempos mais próximos, não podendo pois o Governo, em nome de alegados “compromissos internacionais” alienar os reais interesses do País e das massas populares, que perspectivam, na actual solução governativa, um horizonte de esperança para um futuro mais digno, mais justo e solidário.
Não se trata apenas de repor direitos, salários e pensões, tão duramente atingidos pela acção nefasta da “tróica” e do governo PSD/CDS, ou apenas de cumprir os acordos que garantem o indispensável apoio parlamentar ao governo do Partido Socialista.
Mas partindo da nova realidade, criada pelas eleições legislativas de 2015 que, entre outros factos políticos significativos, colocou a Assembleia da República na centralidade do sistema político, como a Constituição dispõe, importará, sobretudo, aprofundar o diálogo e estabelecer metas de acção política, que reponham a sociedade portuguesa no caminho dos desígnios emancipadores da Revolução de 25 de Abril.
Emergem, é certo, como ficou afirmado, fortes constrangimentos, decorrentes da integração europeia e das respectivas políticas neoliberais, que condicionam o desenvolvimento económico e social do País, sobre os quais existem assinaláveis diferenças de apreciação entre as forças políticas que constituem a base da sustentação parlamentar do actual governo.
Mas tais diferenças de opinião não poderão elidir o reconhecimento de que a dívida externa e os astronómicos montantes de juros pagos pelo erário público, bem como a dominação do sistema financeiro nacional pelo capital monopolista internacional, estão a limitar e a condicionar decisivamente o desenvolvimento económico-social do país e a hipotecar o futuro dos portugueses e, por isso, requerem solução urgente.
No plano social, por outro lado, existem também factores de empobrecimento e atraso que constituem, também eles, fortes constrangimentos ao desenvolvimento económico e social do País. Nesta perspectiva, espera-se das forças políticas que, de uma forma ou doutra, estão comprometidas no apoio à actual fórmula governativa, o prosseguimento de uma política de diálogo e entendimento, tendo em vista superar os bloqueios e indecisões, quanto ao fim da precariedade laboral e ao aumento de salários e pensões, bem como o aprofundamento de políticas de valorização do trabalho, designadamente, mediante reconhecimento do papel decisivo da contratação colectiva.
Trata-se, afinal, da realização de uma política que vise a libertação de Portugal dos constrangimentos que impedem o País de se desenvolver e de uma política de apoio à produção nacional e ao investimento produtivo, que fomente a criação de emprego e satisfaça as necessidades do País.
Sendo certo que os constrangimentos externos e internos a que o País está sujeito e são expressão viva dos problemas concretos dos trabalhadores e do povo, maior premência este desígnio deve assumir perante as forças políticas e todos aqueles que são portadores do ideal libertador do 25 de Abril.
Sendo essa, porventura, nos dias de hoje, a melhor forma de celebrarmos Abril.

www.searanova.publ.pt

Vês! Ninguém assistiu ao formidável ......

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884

Quando Tolstói se quis matar



No filosófico Uma confissão, o escritor russo conta como os camponeses o ajudaram a recuperar a fé e encontrar o sentido da vidaFILÓSOFO O escritor russo Liev Nikoláievitch Tolstói passeia por sua propriedade rural, para onde acorriam milhares de peregrinos em busca de sabedoria (Foto: Hulton Archive/Getty Images)



Após ingressar na meia-idade, o conde russo Liev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910) passou a ser atormentado por pensamentos suicidas. À noite, sozinho em seu quarto, temia cair em tentação e recorrer a uma corda para se enforcar na viga entre os armários. Retirou a corda do quarto por precaução. Parou de caçar. Temia que, ao perambular por Iásnaia-Poliana, sua  propriedade rural, à procura de animais para abater, apontasse a espingarda para si mesmo e acabasse com a própria vida. Tolstói tinha pouco mais de 50 anos e já alcançara a glória literária. Nas décadas anteriores, publicara contos notáveis e romances monumentais, como Guerra e paz e Anna Kariênina. No entanto, não encontrava mais prazer na literatura. A felicidade conjugal também pertencia ao passado. Uma ideia martelava em sua cabeça: “Existe, em minha vida, algum sentido que não seria aniquilado pela morte que me aguarda de modo inevitável?”.

Como tantos de seus personagens, Tolstói estava obcecado pela morte e buscava, a todo custo, dar algum sentido à vida. Esse episódio depressivo – e a jornada do escritor de volta à fé – é descrito  no livro Uma confissão (Mundo Cristão, 128 páginas, ), que volta às livrarias numa tradução assinada pelo escritor Rubens Figueiredo, que já verteu para o português os grandes romances e todos os contos escritos pelo russo. Mistura de depoimento e reflexões filosófico-teológicas, Uma confissão sublinha vários dos temas que guiam as obras ficcionais de Tolstói: a morte, o contraste entre os salamaleques da nobreza russa e a virtude dos mujiques (os camponeses) e uma filosofia calcada no concreto do cotidiano.

Escrito entre 1879 e 1882, Uma confissão conta como, aos 16 anos, Tolstói parou de rezar e frequentar as celebrações religiosas da Igreja Ortodoxa. Aos poucos, a fé metafísica que ele recebeu na infância foi substituída por uma crença iluminista na razão, no progresso e no poder redentor da arte. Ele não buscava mais a salvação da alma, mas o autoaperfeiçoamento. O jovem conde, porém, com frequência fracassava em cumprir o código de conduta que ele próprio formulara: vivia dissolutamente, sempre metido em farras, mentiras e duelos. Em 1857, em viagem à França, sua crença no progresso foi abalada após assistir à execução de um homem na guilhotina. De volta à Rússia, a morte passou a visitá-lo insistentemente. Seu irmão Nikolai morreu de repente, aos 37 anos, e cinco de seus 13 filhos morreram ainda na infância. Tolstói tentou encontrar respostas na ciência e na filosofia. Interessou-se pelo budismo, leu os diálogos platônicos e os Evangelhos e chafurdou no pessimismo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) e do Eclesiastes. A única conclusão era morrer.

Havia algo, porém, que impedia Tolstói de ceder à tentação do suicídio. “Tinha medo da vida, desejava livrar-me dela e, no entanto, ainda esperava dela alguma coisa”, confessou. Voltou-se para a Igreja Ortodoxa em busca do sentido da vida, mas viu que os mais religiosos eram também os mais hipócritas. Observou como a nobreza devota temia as privações materiais, o sofrimento e a morte. Apenas os mujiques não tinham medo da morte e, ao contrário da elite, sua religião não era etérea. Para os camponeses, uma vida piedosa consistia em “trabalhar, resignar-se, suportar e ser misericordioso”. Ao observar como as pessoas mais simples não se desesperavam diante da morte, Tolstói encontrou um significado para a fé que ultrapassava as definições oferecidas pela religião: “A fé é o sentido da vida humana, graças ao qual o homem não se destrói e vive. [...] a essência de qualquer fé consiste que ela dá à vida um sentido que a morte não destrói”.

No mesmo ano em que colocou o ponto final em Uma confissão, Tolstói iniciou a escrita de uma de suas obras mais sublimes, a novela A morte de Ivan Ilitch, na qual ele dá um tratamento ficcional às questões que quase o levaram ao suicídio. Ivan Ilitch é um juiz de meia-idade cuja saúde degringola depois de uma queda. Desenganado pelos médicos, torna-se um estorvo para a família e os amigos, que se afastam dele quando a morte se aproxima. Entrevado na cama, sofrendo dores atrozes, o juiz se dá conta de que levou uma vida sem sentido, mas consegue encarar a morte com serenidade ao observar a fé de Guerássim, um mujique que trabalha em sua casa e cuida, sem repulsa, do patrão moribundo. “É a vontade de Deus. Para lá iremos todos”, diz o mujique. Assim como o narrador de Uma confissão, Ivan Ilitch descobre, na fé dos russos mais rústicos, um antídoto para a hipocrisia e a banalidade.

“As obras autobiográficas de Tolstói, como seus diários, sempre alimentaram sua ficção”, diz Elena Nikolaevna Vássina, professora do Departamento de Letras Orientais da Universidade de São Paulo (DLO-USP) que traduziu Uma confissão para uma coletânea de textos da velhice do escritor russo intitulada Os últimos dias de Tolstói e publicada pela Companhia das Letras, em 2011.  “Os temas de Uma confissão são desenvolvidos em Anna Kariênina, em que o personagem Liévin é um alter ego de Tolstói; em Ressurreição, seu último romance; e em contos como Três mortes.” Publicado em 1859, Três mortes narra o fim de uma dama da aristocracia, de um cocheiro e de uma árvore. A dama se desespera diante da morte; o cocheiro, não. Mesmo moribunda, a dama não abandona velhos hábitos. O cocheiro entrega suas botas a outro mujique, pois sabe que não precisará mais delas. Na obra de Tolstói, a morte aparece para alertar os personagens dos perigos de se levar uma vida falsa e sem sentido. Quando Anna Kariênina vê Vrónski, seu futuro amante, pela primeira vez, um trem esmaga um vigia. “É um mau presságio”, diz ela. É o modo de Tolstói avisá-la que um romance frívolo e puramente carnal não pode acabar bem.
MUJIQUES Camponeses russos retratados, no início do século XX, por Serguêi Prokúdin-Górski, pioneiro da fotografia em cor. Abaixo, a capa de 'Uma confissão' (Foto: Universal History Archive/Getty Images)
Tolstói planejava publicar Uma confissão ainda em 1882, mas a censura o impediu. O livro foi editado na Suíça em 1884, quando já circulava por todo o Império Russo em cópias manuscritas. Foi publicado oficialmente na Rússia apenas em 1906, após uma tímida abertura do regime czarista, assustado pelo ensaio revolucionário do ano anterior. Uma confissão foi o primeiro texto de Tolstói a ser traduzido para o inglês e contribuiu para que o escritor se transformasse numa espécie de profeta ou místico. Na velhice, Tolstói, de fato, desenvolveu uma filosofia moral baseada nos ensinamentos de Jesus, especialmente no Sermão do Monte. O “tolstoísmo” pregava o pacifismo e o vegetarianismo, recusava a propriedade privada e desconfiava do Estado. A não violência de Mahatma Gandhi foi inspirada na prédica do conde, que recebia milhares de peregrinos em Iásnaia-Poliana. Aos olhos do Ocidente, Tolstói pregava um cristianismo livre de dogmas e promessas de vida eterna, semelhante às vertentes liberais e progressistas do protestantismo que se desenvolviam na Europa da época. A Igreja Ortodoxa Russa excomungou Tolstói em 1901. Cem anos depois, as autoridades ortodoxas ignoraram o pedido de seu bisneto, Vladimir Tolstói, e se recusaram a readmiti-lo. “Não foi a Igreja Ortodoxa que o afastou, e, sim, ele mesmo, ao escrever obras claramente antiortodoxas e anticristãs”, afirmou o patriarca ortodoxo.

Tolstói, porém, não era um místico, mas um pensador bastante racional, como uma leitura atenta de Uma confissão pode mostrar. Ele planejava que  o texto servisse de introdução para Investigação da teologia dogmática, um livro no qual ele critica diretamente as doutrinas da Igreja Ortodoxa. “É preciso sublinhar o caráter racional do pensamento de Tolstói. Ele nada tem de místico, muito menos doutrinário ou evangelizador, como corre solto pela bibliografia crítica anglo-americana”, afirma Rubens Figueiredo, o tradutor. “Tolstói se voltou contra a tendência dominante entre os filósofos europeus de derivar, ou fugir, rapidamente para a abstração. Seu conceito de razão não era abstrato, mas sempre referido à história e à experiência concreta cotidiana.” Elena Nikolaevna afirma que o escritor russo tinha pendor de filósofo, não de místico. “Tolstói era homem radiante, mas não um desses místicos que têm revelações e levam uma vida de jejum e oração. Uma confissão se aproxima mais de um tratado filosófico”, diz. A fé de Tolstói prescindia daquele Deus onipotente, de Seu Filho sacrificado e Sua providência sempre vigilante. Ele aspirava pôr em prática os valores do cristianismo, mas queria distância de seus rituais. Para o velho e barbudo conde de Iásnaia-Poliana, a razão era uma aliada da fé na dura tarefa de separar as verdades espirituais dos enganos da religião.

epoca.globo.com

O CALÃO DO ALENTEJO E DO ALGARVE




Dicionario do Alentejo e do Algarve

Glossário do Alentejo (Modificado de: http://nortealentejano.blogspot.pt/2010/02/vocabulario-de-carreiras-aldeia-da.html
A
ABARRUNTÉR – gabar-se excessivamente; ex.: gosta de abarruntér – gosta de gabar -se
ABÊBRA – figo negro; ex.: licor de abebra – licor de figo negro
ABELHÊRA – ligação amorosa (extraconjugal); ex.: estou numa abelheira – estou numa relação amorosa
ABESPRÃO – rezingão; ex.: pessoa que fala com violência verbal - ele está rezingão.
AGUADO – espantado; perturbado; ex: ele está espantado: _ ele está espantado.
AGUÇÉR – despertar; ex.: ele está aguçer - ele está a despertar.
AGUÇOSO – diligente; ex.: nós estamos aguçosos- nós estamos diligentes.
AIVADO – coxo; aleijado; ex: ele esta aviado – ele esta coxo.
ALACADO – magro; enfraquecido: ex; ela está alaçada - ela é magra.
ALCATRUZES – seios com um tamanho considerado excessivo: ex.: aquela mulher tem uns alcatruzes; _aquela mulher tem uns seios grandes.


B
BADAL – conversa; ex: nós estávamos a badal - nós estava-mos a conversa.
BADAMECO – pessoa que não cumpre a sua palavra; ex: aquela pessoa está badameco-aquela pessoa que não cumpre a sua palavra.
BADANA – trabalho aborrecido; ex: nós estávamos a badana-nós estava-mos no trabalho.
BAFRUNHÊRO – bisbilhoteiro; curioso; ex: ele é bafrunhéro _ele é bisbilhoteiro.
BAIXOS – rés-do-chão de uma casa; ex: ele mora no baixos _ele mora no rés-do- chão de uma casa.
BAJA – vage ; ex: eu como uma baja _eu como uma vaje.
BAJANCA – cova; buraco fundo; ex: ele fez uma bajanca  _ ele fez uma cova.
BAJÔJA – pessoa desajeitada ou com pouca inteligência; ex: ela é uma bajója _ela é uma pessoa desajeitada.
BALALAICAS – sapatilhas de enfiar no dedo do pé; ex: ela usa umas balalaicas _ela usa umas sapatilhas de enfiar no dedo do pé.
BALDÕES, AOS – sem apoio; ex: eles estão baldões – eles estão sem apoio.
adolescente.


C.
CABECINH' ÀRRÃ - pessoa com falhas de memória; ex: aquela pessoa está com a cabecinha´árrã-aquela pessoa está com falhas na memória.
CABRA MACHANECA – pessoa indolente, sem vontade própria; ex: aquela pessoa está á cabra machaneca -aquela pessoa está indolente.
CABRAS – queimadura nas pernas, resultante da exposição destas ao calor da braseira de picão.
CACANHO - muco nasal ; ex: que cacanho - que muco nasal.
CAÇAPO – coelho com poucos dias de vida; ex: eu tenho um caçapo-eu tenho um coelho com poucos dias de vida.
CACHÃO – borbulha da água quando nasce ou jorra; aquele rapaz tem cachão-aquele rapaz tem uma borbulha.
CACHAPORRA – cajado com cerca de um metro que possui uma bola no fundo, resultante da raiz da planta.
CAÇO – concha para tirar a sopa da panela ou da terrina; ex: eu tenho um caço -eu tenho uma concha.
CACHOPÊRO – pessoa que gosta de lidar com crianças; ex: eu tenho que contratar um cachopêro- eu tenho que contratar uma pessoa que gosta de lidar com crianças.
CADELA – banco de madeira feito a partir da pernada tripartida de um sobreiro ou de um carvalho.
 
 
 D.
DEIXAR A PÃO E LARANJAS – deixar sem resposta; ex: aquela pessoa deixou-me a pão e laranjas-aquela pessoa deixou-me sem resposta.
DEIXAR-SE IR NO ORIBÓL – ser enganado, ex: ele detesta deixar-se ir no oriból -ele detesta ser enganado.
DENTANA – gozão; ex: ele é mesmo dentada - ele é mesmo gozão.
DENTE DE COELHO – esperteza; ex: aquela rapariga tem cá um dente de coelho -aquela rapariga tem cá uma esperteza.
DERRANGADO – dependurado; ex: o rapaz está derrangado  -  o rapaz está dependurado.
DERRANGAR-SE – dependurar-se; ex: ele está a derrangar-se -ele está a dependurar-se.
DERREGAR – dissolver; ex: o açúcar está a der regar no café -o açúcar está a dissolver-se no café.
DERRIÇO – namoro; actividade prazerosa; ex: aquele rapaz pediu-me em derriço -aquele rapaz pediu-me em namoro.
DESADORADO – dolorido; ex: o miúdo veio todo desadorado para casa-o miúdo veio todo dolorido para casa.
DESALVORIDO – desorientado; sem rumo; ex: uma pessoa ás vezes anda desalvorido -uma pessoa ás vezes anda desorientada.

E
EGUARIÇA – mula filha de uma égua e de um burro; ex: o meu vizinho tem uma eguariça-o meu vizinho tem uma mula.
EMBALHANADO – atordoado; apatetado; ex: o coelho está embalhanado-o coelho está atordoado.
EMBARBELHÉR – enganar; ex: o meu vizinho gosta muito de embarbehér-o meu vizinho gosta muito de enganar.
EMBEZERRADO – com a face vermelha; ex: aquele velhote está embezerrado -aquele velhote está com a face vermelha.
EMPALAGOSO – chato; ex: que empalagoso- que chato.
EMPAPLUÇAR – inchar; ex: estou a empapluçar -estou a inchar.
EMPLICHAR – recuperar de uma doença; reverdecer; ex: a criança está a emplichar -a criança está a recuperar de uma doença.
EMPLÔRÉDO – inchado; ex: o meu amigo está todo emplôredo -o meu amigo está todo inchado.
EMPLORÉR-SE – pôr-se num sítio alto; ex: ele emplorér-se - ele pôs-se num sítio alto.
EMPRANHAR VELHAS – realizar uma tarefa vagarosamente; ex: detesto empranhar velhas -detesto realizar uma tarefa vagarosamente.
ENTRAR COM – enganar; pregar uma partida; ex: estás me a entrar com - estás me a enganar.
ENTRÁS – cancro; ex: o miúdo está com entras – o miúdo está com cancro.
ENTREMENTES – entretanto, ex: entrementes vais fazer aquilo - entretanto vais fazer aquilo.
ENTREMOÇADA – diz-se da batata que, depois de cozida, se estraga; ex: a batata está entremoçada-a batata está estragada.
ENTRETENGA – entretenimento; ex: a televisão tem muita entretenga-a televisão tem muito entretenimento.
ENTROPEÇAR – tropeçar; ex: ele entropeçou no gato -ele tropeça no gato.
ENVENANAR – irritar; ex: estás a me envenanar - estás a me irritar.
ENXURRO – entulho resultante duma enxurrada; ex: o rio está todo cheio de enxurro - o rio está todo cheio de entulho resultante duma enxurrada.
ENZUMINÉR – enganar; ludibriar; ex: o moço está a enzuminér - o moço está a enganar.
ERVACÊDO – terreno coberto de erva densa; ex: eu tenho ervacêdo - eu tenho um terreno coberto de erva densa.
ERVAÇUM – erva densa; ex: está tudo coberto de ervaçum -está tudo coberto de erva densa.
'SBARRONDADO – arruinado; ex: está tudo ‘sbarrondado - está tudo arruinado.
‘SBORTIÉDO – borrado; vomitado; ex: o miúdo está todo ‘sbortiédo - o miúdo está todo borrado.
‘SCALAFRIO – arrepio de frio; ex: que grande ‘scalafrio- que grande arrepio de frio.
‘SCALDAR – vender caro; ex: o motorista ‘scaldar os bilhetes - o motorista vende caro os bilhetes.
'SCALDA-RABOS – susto; ex: eu apanhei um ‘scalda – rabos - eu apanhei um susto.
‘SCALMURRA – calor atmosférico intenso;
 Ex: está cá um ‘scalmurra - está cá um calor atmosférico.
‘SCANCHADA – passo largo; ex: eu ando de ‘scanchada - eu ando de passo largo.
‘SCANCHAPERNA – ângulo entre duas pernadas duma árvore.
‘SCAPATÓRIO – razoável; ex: a comida está ‘scapatório - a comida está razoável.
‘SCARAVÊLHA – mulher muito trabalhadora; ex: a minha mãe é ‘scaravêlha- a minha mãe é um mulher muito trabalhadora.
‘SCARRAPANCHADO – montado, com as pernas abertas; ex: o rapaz vai ‘scarrapanchado no cavalo-o rapaz vai montado, com as pernas abertas no cavalo.
‘SCOALHO – chocalho; ex: o gato tem um ‘scoalho - o gato tem um chocalho.
‘SCORREGAR – dar dinheiro, ex: as pessoas estavam a dar ´scorregar - as pessoas estavam a dar dinheiro.
‘SCULATÊRA – chocolateira; mulher coscuvilheira, ex: eu comprei um ´sculatêra -eu comprei uma chocolateira.
‘SCULÉTE – chocolate, ex: ele adora ‘sculéte -ele adora chocolate.
‘SCUMA – espuma, ex: a máquina de lavar faz muita ‘scuma - a máquina de lavar faz muita espuma.
‘SCUMÊRA – avarento; ex: o velho é ´scumêra-o velho é avarento.
‘SFOMIÉDO – avarento; ex: o rapaz é ‘sfomiédo-o rapaz é avarento.
‘SFRUNHADÔRO – gilbardeira; ex: eu ‘sfrunhadôro- eu limpei a chaminé com gilbardeira.
‘SFRUNHÉR – limpar a chaminé com gilbardeira; ex: eu ‘sfrunhér- eu limpei a chaminé com gilbardeira.
‘SGADANHAR – coçar com intensidade a pele; esforçar-se para atingir um objectivo; ex: eu ‘sgadanhar a pele eu cocei a pele com intensidade.
‘SGALHA, NA – com grande velocidade; ex: aquele carro ‘sgalha
‘SGALHAR – partir com grande rapidez, ex: aquele carro ‘sgalhar- aquele carro partiu com grande rapidez.
‘SGRAVULHÉR – procurar fundos para atingir as suas metas ou satisfazer as suas necessidades.
‘SGUMITÉR – vomitar; ex: eu ‘sgumitér- eu vomitei.
'SMICHÉDA – ferida; hematoma; ex: ele fez uma ‘smichéda - ele fez uma ferida.
‘SPANTAR-SE – fugir; abandonar; ex: aquele rapaz ‘spantar-  se- aquele rapaz fugiu.
‘SPARAVELA, À – sem agasalhos; ex: aquela velhota está ‘sparavela- aquela velhota está sem agasalhos.
‘SPARVÊRÉDO – esparvoado; ex: o menino está ‘sparvêrédo- o menino está esparvoado.
‘SPASSARADO – atordoado; ex: o cão está ‘spassarado- o menino está atordoado.
‘SPERAR O SOL – apanhar sol  ;ex: o velhote foi ‘sperar o sol- o menino foi apanhar sol.
‘SPINHELA – coluna vertebral.
‘SPINHELA CAÍDA – fraqueza geral no corpo.
‘SPIOLHÉR – inquirir para, depois, coscuvilhar.  
‘SPORÊTA – pessoa que se veste com roupas garridas, mal combinadas.
‘SPORREAR – ostracizar; ex: aquele edifício está ‘sporrear- aquele edifício está ostracizado.
‘STABANADO – pessoa com atitudes incompreensíveis, social e/ou mentalmente instável.
‘STABARDULHO – pessoa falsa e sem escrúpulos; ex: há pessoas tão ´stabardulho-há pessoas tão falsas e sem escrúpulos.
‘STALAR A CASTANHA NA BOCA – demonstrar uma convicção; ex: aquela mulher aestá‘stalar a castanha na boca -aquela mulher está a demonstrar uma convicção.
‘STÂNCIA – superfície de madeira ou de metal onde se prepara a massa do pedreiro.
‘STANHÊRA – estante de madeira onde se colocam os pratos; ex: eu. Tenho uma ‘stanhêra -eu tenho uma estante de madeira onde se colocam os pratos.
‘STAR A PÃO DE TRIGO – estar moribundo; ex: aquele cão ‘star a pão de trigo -aquele cão está moribundo.
‘STARALHÔQUÉDO – com tonturas; nervoso; ex: o menino está ‘staralhôquédo - o menino está com tonturas.
‘STARÔQUÉDO – com tonturas; nervoso; ex: a menina está ‘staroquédo -a menina está com tonturas.
‘STAVERNEIO – confusão; desarrumação; ex. Casa está um ‘staverneio -a casa está uma confusão.
‘STERQUÊRA – lixeira; ex: está cá uma ‘sterquera -está cá uma lixeira.
‘STEVÊRO – variedade de figo; ex: no mercado há muito ‘stevêro-no mercado há muita variedade de figo.
‘STÔRARIA – gritaria; ex: aquele rapaz faz cá uma ‘stôraria - aquele rapaz faz cá uma gritaria.
‘STREFENEFE – confusão; ex: eu detesto ‘strefenefe -eu detesto confusão.
‘STRIBAR-SE – tirar lucro ou benefício; fugir à responsabilidade; ex: aquele patrão está a ‘stribar-se-aquele patrão está a tirar lucro ou benefício.
‘STROPIADÊRO – barulho provocado pela cavalgada duma besta; ex: mas que grande ‘stropiadêro- mas que grande barulho provocado pela cavalgada duma besta.
‘SVÉCER – demorar-se em excesso, ex: o autocarro está a ‘svécer -o autocarro está a demorar-se em excesso.


F
FADINHO SERRANO – conversa chata, infindável, ex: eu detesto ouvir um fadinho serrano -eu detesto ouvir uma conversa chata.
FALCA – pequenos pedaços de cortiça resultantes da descasca da lenha de sobro.
FANDANGARIA – pessoas sem qualidade moral; ex: aquela pessoa não tem fandangaria nenhuma -aquela pessoa não tem qualidade moral nenhuma.
FANDANGO – prostituta; pessoa ruim; ex: na estrada há cada vez mais fandangas -na estrada há cada vez mais prostitutas.
FANDUNGA – avarento, ex: aquele miúdo é fandungo -aquele rapaz é avarento.
FANECO – pão; ex: a menina foi comprar o faneco - a menina foi comprar o pão.
FARÇOLA – adjectivo atribuído aos habitantes da freguesia da Ribeira de Nisa (Portalegre).  
FARINHEIRA, FAZER – ter problemas de erecção durante a relação sexual.
FARRESGO – companhia; divertimento; ex: o cão precisa de um farresgo
FATÊXA – dente grande.


G
GALADA – melancia em que se fez um galo; ex: pode galar a melancia e ver que é boa.
GALADO – ovo fecundado.
GALAR – fazer um galo; fecundar; ex: a menina galar -a menina fez um galo.
GALHAPANAS – rapaz de pouca idade; ex: o rapaz é galhapanas- o rapaz tem pouca idade.
GALINHA QUE CAÇA RATOS – alguém com boa posição social e que constitui apoio seguro.
GALO – corte que se faz nas melancias para ver se estão maduras ou saborosas; parte central da melancia.
GAL’ CAPÃO – adolescente; ex: o rapaz é gal’capão- o rapaz é adolescente.
GANCHO, DE – com personalidade difícil; ex: mas que gancho,de -mas que personalidade difícil.
GANHAR O QUÊJO D’ ÔRO – ter um casamento sem conflitos; ex: o Filipe teve de ganhar o quêjo d’ôro-o Filipe teve um casamento sem conflitos.
GANHAR SAPATOS NOVOS – contar uma novidade; ex: eu fui ao café e ganhei sapatos novos-eu fui ao café e contei uma novidade.


H
HONRA D’ ALEGRETE – sobra; resto; ex: eu comi honra d´alegrete do jantar de ontem- eu comi a sobra do jantar de ontem.


I
IMBEGUÉDA – barriga saliente; ex: o rapaz tem imbeguéda -o rapaz tem a barriga saliente.
IMBEGUÊRA – cordão umbilical; ex: a enfermeira cortou a imbeguêra- a emfermeira cortou o cordão umbilical.
IMPESTOR – vaidoso; ex: o meu amigo é impestor- o meu amigo é vaidoso.
INCONTABLIDADE – incompatibilidade; ex: o rapaz é incontablidade com a rapariga -o rapaz é incompatível com a rapariga.
INDA BEM NÃO – entretanto; quando menos se espera; ex: a menina inda bem não foi passear a floresta-a menina entretanto foi passear a floresta.
INDROMENÉR – enganar; ex: a menina está a indromenér o rapaz – a menina está a enganar o rapaz.
INGANIDO – encolhido; ex: o vestido está inganido -o vestido está encolhido.
INGARELAS – estrutura de madeira que, colocada sobre o dorso de um burro ou de um macho, permite o transporte de vasilhas.
INGIVA – gengiva; ex: o dentista diz que a ingiva está vermelha- o dentista diz que a gengiva está vermelha.
IR À FORJA – rejuvenescer; ex: a senhora fez um tratamento para ir a forja-a senhora fez um tratamento para rejuvenescer.


J
JAQUINA MELHÊNA – pessoa que gosta muito de beber chá; ex: a senhora é uma jaquina melhêna - a senhora é uma pessoa que gosta de beber chá.
JAVARDO – porco que ainda não foi capado; ex: o porco ainda não foi javardo- o porco ainda não foi capado.
JOÃVAZ – variedade de feijão; testemunha de Jeová; ex: eu comprei uma joãvaz – eu comprei uma variedade de feijão.
JOGAR À BUGALHINHA – manipular alguém; ex: eu não gosto de jogar á bugalhinha- eu não gosto de manipular alguém.
JÓSPIRES – dióspiro; ex: ele detesta jóspires -ele detesta dióspires.
JUDÊRÃO – pessoa que não respeita a religião católica; blasfemo; ateu.


L
LACÃO – chispe de porco; ex: fui ao talho e comprei lacão- fui ao talho e comprei chispe de porco.
LAFARUSO – pessoa mal vestida, sem cuidados mínimos de higiene; ex: aquela pessoa está larafuso -aquela pessoa está mal vestida.
LAGARTÊRO – adjectivo atribuído aos habitantes da freguesia de Alegrete (Portalegre).
LAMBARÃO – conversa; ex: o homem da tanto lambarão -o homem da tanta conversa.
LAMBARIÉR – conversar; ex: a minha avó gosta muito de lambariér - a minha avó gosta muito de conversar.
LAMBÉRÇO – abusador, pessoa que abusa da confiança que lhe dão; ex: o homem é muito lambérço - o homem é muito abusador.
LANÇAR FORA – vomitar; ex: a menina está a lançar fora – a menina está a vomitar.
LANGANHOSO – remeloso; pegajoso; ex: o cão está langanhoso –o cão está remeloso.
LÃ QUE VAI PRÀ BÊRA – tarefa facilitada; ex: eu dei a minha filha uma lã que vai prá bera – eu dei a minha filha uma tarefa facilitada.
LARGUEZA – quintal com uma extensão apreciável; ex: eu tenho uma largueza – eu tenho um quintal com uma extensão apreciável.


M
MAÇANCUCA – um dos frutos do carvalho, com a força de uma pequena bola esponjosa.  
MACHORRA – fêmea (humana ou animal) que não produz crias.
MADRINHAS – vacas que conduzem um touro ao curro no final da tourada; cabrestos.
MALACUECO – rebuçado; ex: fui ao supermercado e comprei um malacueco- fui ao supermercado e comprei um rebuçado.
MALANDAMOSO – diz-se do caminho onde é difícil transitar mesmo a pé.
MALANQUÊRAS – doenças; defeitos de personalidade; ex: aquele homem tem malanquêras- aquele homem tem doenças.
MALAQUETÃO – espécie de pêssego; alperce; ex: eu comprei um malaquetão - eu comprei uma espécie de pêssego.
MALASADO – desajeitado; ex: aquele menino é malasado - aquele menino é desajeitado.
MAL ATROGALHADO – mal vestido; ex: o meu vizinho anda mal atrogalhado- o meu vizinho anda mal vestido.
MAL DE CANGA, PIOR D’ ARADO – de mal a pior; ex: isto vai de mal de canga, pior d’ arado-isto vai de mal a pior.


N
NÃO ARMAR NADA – mostrar-se impotente na relação sexual; ex: o meu vizinho não armar nada- o meu vizinho mostra-se impotente na relação sexual.
NÃO CRER QUE HÁ BRUXAS – não acreditar no que está provado; ex: eu não creio que há bruxas- eu não acredito no que está provado.
NÃO MIJAR NO SEU PENICO – não merecer confiança; ex: um inimigo não mijar no seu penico – um inimigo não merece confiança.
NÃO TER BARRIGA PRA CALDOS – não ser capaz de guardar segredos; ex: há amigos que não ter barriga pra caldos - há amigos que não é capaz de guardar segredos.
NÃO TER UM TOSTÃO FURADO AO SOL – estar falido, sem dinheiro; ex: a empresa não ter um tostão furado ao sol – a empresa está falida.
NÃO TER UM TOSTÃO PARTIDO PLO MEIO – estar falido, sem dinheiro; ex: a loja não tem um tostão partido plo meio- a loja está falida.
NASCENÇA – cancro; ex: a rapariga tem nascença- a rapariga tem cancro.
NUVEDÉDE – colheita; rendimento da produção agrícola; ex: o rapaz foi a nuvedéde da amora- o rapaz foi a colheita da amora.
NUVRACÊRO – nevoeiro; ex: está cá um nuvracêro - está cá um nevoeiro.
NUVRINA – neblina; ex: está cá uma nuvrina- está cá uma neblina.


O
ÓCA - ocre amarelo ou vermelho; ex: eu comprei uma oca amarela- eu comprei um ocre amarelo.
ÔLHAMENTO - capacidade de respeitar as conveniências ou de retribuição na justa medida um favor.
OLHO DE FIGO CURIGO, TER – manifestar esperteza; ex: o rapaz olho de figo curigo, ter- o rapaz manifestou esperteza.
ONDE O DIÉBE PARIU A MÃE – muito longe; ex: o meu pai foi onde o diébe pariu a mãe -  o meu pai foi muito longe.
ÔSIÉR – guardar o gado; ex: a minha avó foi ôsiér- a minha avó foi guardar o gado.
ÔVIR TOCAR O SINO GRANDE – ser repreendido; ex: o menino foi ovir tocar o sino grande- o menino foi repreendido.


P
PACHELGAS – pessoa lenta; ex: aquela pessoa é pachelgas- aquela pessoa é uma pessoa lenta.
PADRE E SACRISTÃO, SER – falar muito; responder às suas próprias perguntas; ex: o miúdo é padre e sacristão- o miúdo fala muito.
PADRE-NOSSOS CASTELHENOS – resmungos; ex: as pessoas são padre-nossos castelhenos- as pessoas são muito resmungonas.
PAGUILHA – pagamento; ex: ele precisa de receber o paguilha- ele precisa de receber o pagamento.
PALAVRAS DITAS E RETORNADAS – conversa muito repetitiva; ex: o senhor faz umas palavras ditas e retornadas- o senhor faz uma conversa muito repetitiva.
PALHAÇA – queda; tombo; ex: a menina deu uma palhaçada- a menina deu uma queda.
PANELINHA – combinação secreta; pacto; conluio; ex: a mulher vestiu uma palhacinha- a mulher vestiu uma combinação secreta.
PANGAIADA – patuscada; convívio entre homens; ex: vou a uma pangaiada-vou a patuscada.
PANTALONAS – calças largas; ex: ele usou umas pantalonas- ele usou umas calças largas.
PIPI DA TABELA – habitante da cidade; ex: aquele senhor é pipi da tabela- aquele senhor é habitante da cidade.


Q
QUARTA – vasilha em chapa de zinco para o transporte de água ou leite, ex: eu comprei uma quarta- eu comprei uma vasilha.
QUARTEL – lugar de dormida durante a execução das tarefas agrícolas; ex: o trabalhador dormiu no quartel- o trabalhador dormiu no lugar de dormida.
QUÊJO D’ ÔRO – salvação eterna; ex: aquele homem é quêjo d’ôro -aquele homem é salvação eterna.
QUESCÓIDA – sujidade acumulada, difícil de limpar; ex: aquela casa está com quescóida- aquela casa está com sujidade acumulada.
QUINTO – pessoa da mesma idade; ex: eu sou do mesmo quinto que a minha amiga -eu sou da mesma idade da minha amiga.


R
RABACÊRO – que gosta muito de qualquer espécie de fruta; ex: a minha tia gosta de rabacêro- a minha tia gosta muito de qualquer espécie de fruta.
RABENELGA – resmungona; rebelde; ex: aquela criança é muito rebenelga ; ex: aquela criança é muito resmungona.
RABITA – viva, com vitalidade; ex: a coelhinha está rabita- a coelhinha está viva.
RABO ALÇADO, DE – zangado; ex: o professor está de rabo alçado -o professor está zangado.
RAIVOSA – nuvem pouco carregada; ex: está de chuva e no céu á uma raivosa- está de chuva e no céu á uma nuvem pouco carregada.
RAMBÓIA – boémia; ex: eu vou para a rambóia - eu vou para a boémia.
RAMONA – carrinha velha; ex: o meu vizinho comprou uma ramona- o meu vizinho comprou uma carrinha velha.
RASPA-CASSOLAS – insecto; ex: o carro passou e matou o raspa- cassolas- o carro passou e matou o insecto.
RATATAU – prato constituído por carne guisada com batatas; bodo dos pobres; ex: eu fiz um ratatau- eu fiz um prato constituído por carne guisada com batatas.
REBENTAR C’O CU C’MÀ CEGUÉRRA – falir; ex :a empresa está a rebentar c’o cu c´má ceguérra- a empresa está a falir.


S
SAIR O POMBO MOCHO – ver goradas as expectativas; ex: aquela criança viu sair o pombo mocho- aquele moço viu as goradas as expectativas.
SALAPISMO – problema; ex: ele tem um salapismo- ele tem um problema.
SALTE RATO - diz-se do tecto que tem grandes aberturas entre as tábuas do forro.
SAPATEIRA - diz-se da azeitona temperada depois de estragada.
SAQUIA – corrente de água poluída; lixeira; ex: o mar está com saquia- o mar está com corrente de água poluída.
SENÉIS – toque do sino a finados; ex: a igreja tem os senéis - a igreja tem o toque do sino afinados.
SERÃO P’RA TRABALHADORES – conversa chata, ininterrupta; ex: que serão p’ra trabalhadores- que conversa chata.
SOMANTA – sova; espancamento; ex: o rapaz levou uma somanta- o rapaz levou uma sova.
SORTES – inspecção militar; ex: o rapaz foi a sortes- o rapaz foi a inspecção militar.


T
TABUÃO – nódoa negra; ex: o senhor fez cá um tabuão- o senhor fez cá uma nódoa negra.
TAPADA, ENTRAR PRÀ – casar; ex: a senhora não quer tapada, entrar prá- a senhora não quer casar.
TAPONA – bofetada; ex: levas-te cá uma tapona- levas-te cá uma bofetada. 
TARASCA – coscuvilheiro ou coscuvilheira; ex: o meu vizinho é cá um tarasca- o meu vizinho é cá um coscuvilheiro.
TARECO – bisbilhoteiro; homem sem palavra; ex: aquele moço é tão tareco- aquele moço é tão bisbilhoteiro.
TARRO – vasilha térmica com asa feita em cortiça; ex: ele comprou um tarro- ele comprou uma vasilha térmica com asa feita em cortiça.
TÁTE! – Atenção! Ex:táte o circo vai estar aqui perto- atenção o circo vai estar aqui perto.
TÃVÁ – fórmula de despedida; adeus; ex: o menino está numa tãvá- o menino está numa fórmula de despedida.
TERRINCAR – roer os dentes uns nos outros;ex:eu estava a terrincar- eu estava a roer os dentes uns nos outros.
TIORGA – bebedeira;ex: que grande tiorga- que grande bebedeira.


U
ULEVÉL – olival; ex: que grande ulevél- que grande olival.
ULEVÊRA – oliveira; ex: que grande está a ulevêra - que grande está a oliveira.
UMBEGUÉDA – abdómen saliente; ex: aquele miúdo nasceu com o umbeguéda  - aquele homem nasceu com o abdómen saliente.

V
VAGATURA – tempo disponível; ex: será que há vagatura-será que há tempo disponível.
VENETA – birra;ex: mas que grande veneta- mas que grande birra.
VENHÀ-NÓS – lucro; este café não têm venha-nós nenhum – este café não têm lucro nenhum.
VENTAS DE PENICO – pessoa carrancuda;ex: esta pessoa é ventas de penico – esta pessoa é carrancuda.
VERTER ÁGUAS – urinar;ex: aquele miúdo está a verter águas – aquele miúdo está a urinar.
VIVEDIÉBO – pessoa ruim;ex: esta pessoa é mesmo vivediébo – esta pessoa é mesmo ruim.


X
XIXA – carne; ex: fui ao talho comprar xixa – fui ao talho comprar carne.


Z
ZANGARRADA – barulho; ex: mas que zangarrada – mas que barulho.
ZIPAR – roubar; ex: aquele miúdo vai zipar as sapatilhas – aquele miúdo vai roubar as sapatilhas.
ZOÊRA – barulho nos ouvidos; ex: a Maria foi ao médico porque tinha zoêra – a Maria foi ao médico porque tinha barulho nos ouvidos



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AS FAMOSAS PRAGAS DO ALGARVE


PRAGAS


Vamos falar um pouco sobre as pragas do nosso Algarve. Os nossos habitantes levam tudo isto em forma de brincadeira e até nos fazem sorrir. Estas pragas são muito conhecidas por milhares de habitantes da zona de Monte Gordo, Fuzeta e Alvor.

Agora deixamos-vos aqui algumas pragas:

Ah moce marafade! havia de te dar uma dor de barriga tã grande, tã grande, que tevesses que correr e cande más corresses más te doesse e cande parasses arrebentasses.

Oh moce dum cabrão, havia de te crescer um par de cornos tã grandes, tã grandes, que dois cucos a cantarem, cada um na sua ponta, não se ouvissem um ao outro.

Ah moça maldeçoada, havias de apanhar tante sol, tante sol, que t’aderretesses toda e fosse preciso apanhar-te às colheres com’à banha.

Quêra Dês que toda a comida qu’hoje quemeres, amanhã a vás cagar ao cemitério já de olhos fechados.


Ah maldeçoade, havias de ter uma doença tã grande, tão grande, ca água do mar transfermada em tinta na desse pa escrever o nome dela.

Oh maldeçoade, só queria que tevesses sem um tostão ferade na alzebêra, que visses uma cartêra cheia de notas caída na rua e quando te fosses abaixar pr’á apanhar te caísse a tampa do peito.

Amaldeçoade môce, havia de te dar uma dor tã grande, tã grande, que só te passasse com o sumo de pedra.

Havias de ter uma fome tã grande ou tã pequena, que cabessem os alcatruzes todos que tem o mar dentro da tua barriga.

Que te desse uma traçã no beraco desse rabo, que tevesses sem defecar oito dias e quando c*gasses só c*gasses figos de pita inteiros.

Ah marafada, havias de fecar tão magra, tão magra, que passasses po beraco duma agulha de braços abertos.

Ah maldeçoada, havia de te dar uma dor tã fina, tã fina, que ficasses enrolada que nem um carro de linhas.

Havia de lhe dar uma febre tã grande, e tão pequena, que lhe derretesse a fevela do cinte e os betons da farda.

Oh maldeçoado moce, havias de ter uma dor tã grande, tã grande, que te desse p’andar. Mas que andasses tante, tante, que gastasses as pernas até aos joelhes.

A Febre
Um zaragateiro embriagado provoca tal desordem que obriga a intervenção de um soldado da GNR, que acaba por detê-lo. A mulher do zaragateiro, indignada, profere a seguinte praga contra o soldado:“Permita Deus que tenha uma febre tão grande, tão grande que lhe derreta a fivela do cinto.”

O Cúmulo da magreza
“Permita Deus que fiques tão magro, tão magro, que possas passar pelo fundo de uma agulha de braços abertos.”

Uma grande dor
“Não sabia dar-lhe uma dor tão grande que nunca mais parasse, que quanto mais corresse mais lhe doesse e, se parasse, rebentasse…”

Um bichoco*
“Permita Deus que tenhas um bichoco tão grande e tão ruim que todo o algodão que há no mundo não chegue para o tratamento”
*bichoco é, no falar algarvio, um furúnculo, tumor ou ferida com crosta.
O tampo do pêto
Praga rogada a um avarento:
“Permita Deus que aches uma carteira cheiinha de dinheiro, mas quando t' abaixares para a apanhar te caía o tampo do peto”

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moda 2017


Animais transparentes simplesmente incríveis


Você sabia que pode estar rodeado por uma série de animais sem ao menos saber disso? Existem alguns animais que são transparentes, o que dificulta muito a nossa percepção da sua presença.
Apresentaremos alguns animais extremamente surpreendentes, alguns deles ainda possuem um pequeno grau de invisibilidade. Se você é um apaixonado por animais, vai amar esses “diferentões” aqui. Confira:

1. A borboleta transparente

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Conhecida também como Greta Oto, é uma espécie rara de borboleta encontrada principalmente na América Central. Ela possui asas transparentes pois os tecidos entre as veias não possuem escamas coloridas, o que é comum em outras borboletas.

2. Peixe transparente

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Esse peixe transparente também pode ser conhecido como Cirurgião-pateta, a mesma espécie da Dory de procurando Nemo. São encontrados em grande quantidade nas águas da Nova Zelândia. Eles podem crescer 30 centímetros e são popularmente encontrados em aquário.

3. Lula transparente

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Esta lula transparente pode ser encontrada em qualquer oceano tropical ou subtropical. Em profundidades de 200-1000 metros. Seu corpo é recheado por bolinhas cheias de pigmento e sob seus olhos podem ser encontrados os órgãos bioluminescentes.

4. Formiga faraó

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Esta pequena formiga tem seu tamanho por volta de 2mm, suas cores predominantes são amarelo e castanho claro, mas existe uma parte no seu corpo (visualização possível na imagem acima) que é transparente. A formiga faraó pode ser encontrada em todas as partes do mundo e pode ser uma praga principalmente em hospitais
Peixe fantasma
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Esse peixe nada comum é conhecido pela sua rara transparência na cabeça, através da qual é possível visualizar a lente de seus olhos. Essa espécie é conhecida pela ciência desde 1939, contudo, nunca conseguiram uma foto do animal vivo.

6. Enguia europeia

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Essas enguias trocam várias vezes de cor durante a sua vida, mas no começo elas são totalmente transparentes. Depois de 5 a 20 anos em água doce ou salobra, elas se tornam sexualmente maduras e tornam-se prateadas e sua barriga branca. Nesta fase, elas ficam conhecidas como “enguias de prata”.

7. Salpa Maggiore

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Esse exemplar foi encontrado na península de Karikari, na ilha norte da Nova Zelândia e pertence a uma família caracterizada por corpos gelatinosos. Os membros desta família podem ser facilmente encontrados no Oceano Antártico.

8. Medusa imortal

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Conhecida como medusa imortal, essa espécie pequena é considerada biologicamente imortal e pode ser encontrada no Mar Mediterrâneo e nas águas do Japão.

9. Rãs de Vidro

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Embora a coloração de muitos membros dessa espécie seja um verde limão, em algumas delas a pele abdominal é translúcida, o que faz com que seja possível visualizar os órgãos internos.

10. Camarão fantasma

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Esses crustáceos podem ser encontrados em profundas tocas na zona intermareal, são em sua maioria transparentes e são vendidos para uso em aquários de água doce.
FONTE(S)BORED PANDA

www.matacuriosidade.com.br