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domingo, 21 de maio de 2017

ODIAR PELOS DOIS


O QUE EU TENHO LIDO E OUVIDO À ESQUERDA E À DIREITA SOBRE A VITÓRIA DE SALVADOR SOBRAL NA EUROVISÃO É PIOR QUE TOUCINHO PARA MAOMÉ.

PORRA QUE HÁ GENTE QUE FAZENDO AS CONTAS DAS PESSOAS QUE ADMIRAM E CONSIDERAM NÃO TERÃO ASSIM MUITOS "AMIGOS" E BOM GOSTO! OU ENTÃO ENGOLEM SAPOS, FAZEM QUE GOSTAM OU QUE NÃO GOSTAM E NÃO SÃO REALMENTE SINCERAS

SERÁ QUE O SECTARISMO BACOCO E DESMESURADO JÁ FAZ VÍTIMAS NA MÚSICA ? .

QUE QUEREM QUE O RAPAZ FAÇA ? QUE FUJA ? 
SALVADOR SOBRAL QUE É UMA FIGURA SIMPÁTICA, INTELIGENTE, PERCEBE DE MÚSICA E ATÉ É DE ESQUERDA E DIGNIFICOU COMO OUTROS A NOSSA LÍNGUA E A NOSSA MÚSICA MERECE QUE O RESPEITEM.

A QUESTÃO DO FESTIVAL DA CANÇÃO NACIONAL E EUROVISÃO SEREM ORGANIZADOS DENTRO DOS INTERESSES DAS EDITORAS, DAS POLÍTICAS, E RECHEADOS DE MUITA PIMBALHADA, É UMA COISA !

O VALOR DAS CANÇÕES QUE LÁ VÃO É OUTRA ! SEMPRE FOI ASSIM

QUEM NÃO GOSTOU DO RAPAZ, QUEM NÃO GOSTOU DA CANÇÃO DEVERIA SER MAIS COMEDIDO NOS ADJECTIVOS COM QUE O ROTULA JÁ QUE POR LÁ PASSARAM MUITOS PORTUGUESES, UNS BONS, OUTROS ASSIM ASSIM, OUTROS QUE NEM...


António Garrochinho

Vento forte causa estragos e "encerra" Festival Islâmico de Mértola


Milhares de pessoas foram retiradas do Festival Islâmico de Mértola, que decorria no centro histórico daquela vila, devido a um vendaval que causou estragos também noutras localidades.





Um vento forte e persistente causou estragos em várias tendas e numa habitação, atingida por um candeeiro, este domingo, em Mértola.
"É um vento muito forte que já causou estragos em várias estruturas", disse ao JN o comandante dos Bombeiros de Mértola, José Palma, referindo a presença de milhares de pessoas no festival.
"Não há feridos", disse José Palma. Temendo que o vendaval pudesse causar mais estragos e até danos pessoais, a organização deu o festival por encerrado, cerca das 15.30 horas deste domingo.
Bombeiros, GNR e funcionários municipais ajudaram a evacuar o centro histórico de Mértola, onde decorria a 9.ª edição do Festival Islâmico.
Ironicamente, o barco que faz passeios no Guadiana, batizado de "Vendaval", ficou em terra, impossibilitado de navegar nas águas agitadas do rio, devido ao forte vendaval que se faz sentir em Mértola e noutros locais do distrito.

Queda de árvores em Beja e fogo em Serpa
Em Beja, o vento forte também causou estragos. Segundo apurou o JN, há relatos de árvores caídas junto ao Seminário e ao Mercado Municipal. Não há registo de feridos.
Em Cruz da Cigana, na Serra de Serpa, o vento forte derrubou linhas de alta tensão, que causaram um incêndio.
O fogo foi combatido pelos Bombeiros de Mértola e de Serpa, tendo sido rapidamente dominado.


www.jn.pt

VESTI-ME DE PRETO



Durante a sua primeira conferência de imprensa realizada no passado dia 17, em Escambron, Oscar López Rivera explicou por que se vestiu de preto no dia em que oficialmente foi libertado depois de 35 anos e 8 meses de prisão nos Estados Unidos.
Perguntado por que se vestia de negro e o dia da libertação, disse que durante os anos em que esteve na prisão, nunca pode usar luto quando entes queridos morreram.
Referiu que no dia da sua libertação se comemorou o Dia Internacional Contra a Homofobia e a Transfobia, e expressou a sua solidariedade para com essa comunidade.
Expressou ainda solidariedade com o Black Lives Matter (BLM) movimento internacional, oriundo da comunidade afro-americana, que luta contra a violência e o racismo sistémico contra os negros. O BLM realiza regularmente protestos contra a matança policial de pessoas negras e questões mais amplas de perfil racial, brutalidade policial e desigualdade racial no sistema de justiça criminal dos Estados Unidos.
Salientou que a sua mensagem era, e será de amor, não de ódio ou de medo.
Expressou solidariedade para com os presos políticos nas prisões dos EUA e a Ana Belén Montes, portorriquenha, que trabalhava nos serviços de informação dos EUA, que foi presa em 2001 e condenada no ano seguinte a 25 anos de prisão e mais 5 de liberdade vigiada por espionagem a favor de Cuba.
Enviou ainda a sua solidariedade aos estudantes da Universidade de Puerto Rico.
E concluiu:” Viva a luta por um mundo melhor e mais justo!”
No início de Fevereiro a administração norte-americana, por se aproximar a data da sua libertação, transferiu-o para uma cadeia no Porto Rico.
Mas a questão da independência desta colónia dos EUA marca passo na ONU há muito. Face a isto, em 2011, a Frente Socialista de Porto Rico denunciou “a criação de um grupo especial do FBI para perseguir e deter os lutadores políticos, classificando-os numa nova categoria de terroristas domésticos, a qual permite às agências repressivas federais dos Estados Unidos violarem os nossos direitos e utilizar todos os recursos para perseguir os independentistas”.
O Comité da ONU discutiu um projeto de resolução, apresentado pela Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela. O projeto salientava a urgência em o governo norte-americano assumir a sua responsabilidade de propiciar um processo que permita aos porto-riquenhos exercer o seu direito inalienável à autodeterminação.
Porto Rico esteve sob colonização espanhola durante cerca de 400 anos. Em 1898, o exército dos EUA invadiu a ilha durante a chamada Guerra Hispano-Cubano-Americana e o território passou a ser colónia norte-americana. Desde então, os porto-riquenhos têm nacionalidade norte-americana. Desde 1952, Porto Rico tem o estatuto de Estado Livre Associado. Até aos dias de hoje, a sua população luta pela total desvinculação dos Estados Unidos, mesmo sofrendo a intimidação e a repressão.
O líder independentista foi preso e condenado pelo delito de sedição, pois era membro das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN). Também foi acusado pelo ataque à bombas ao famoso restaurante Fraunces Tavern, em Nova York. Porém Rivera negou sua participação nesse atentado e tem garantido que não tem sangue nas mãos. As penas a que foi condenado somavam 70 anos.

Ministério Público considera legal a gravação com Temer

O juiz do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, considerou no sábado que a gravação que alegadamente compromete o Presidente Michel Temer é legal, depois de uma avaliação técnica feita pela Procuradoria-Geral da República.

De acordo com órgãos de comunicação social brasileiros, o Ministério Público Federal divulgou no sábado um comunicado no qual informou que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal uma nota na qual defende a continuidade do inquérito aberto para investigar o Presidente Michel Temer.
Na mesma nota, a PGR informou que foi feita uma avaliação técnica à gravação, que concluiu que o registo é "audível, inteligível e apresenta uma sequência lógica e coerente, com características iniciais de confiabilidade".
O procurador acrescentou que "a referida gravação é harmónica e consentânea com o relato da colaboração de pelo menos quatro colaboradores, a saber Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud e Florisvaldo Caetano de Oliveira", segundo a nota da PGR.
A investigação foi autorizada pelo juiz do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, a pedido da PGR, com base nas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e do director da J&F Ricardo Saud.

Defesa analisada quarta-feira

O Presidente questionou no sábado, num discurso ao país, a autenticidade da gravação depois de a imprensa brasileira ter noticiado que as autoridades verificaram que houve “edição no áudio” da conversa que foi incluída nos autos.
No entanto, segundo o jornal Folha de São Paulo, a parte mais controversa do diálogo, em que alegadamente Temer dá aval a Batista para comprar o silêncio de Cunha, não sofreu modificações. Segundo o jornal O Globo, Edson Fachin decidiu levar ao plenário do Supremo a petição de defesa de Michel Temer, que pede a suspensão do inquérito aberto por suspeitas de corrupção, obstrução à justiça e organização criminosa. A defesa de Temer será analisada quarta-feira, 24 de Maio.
Em causa está uma gravação de uma conversa entre o empresário Joesley Batista, da empresa JBS, e o Presidente sobre o alegado pagamento de uma mesada [suborno mensal] ao ex-deputado Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão.
Nessa conversa, segundo os áudios divulgados, o Presidente terá recomendado ao empresário “manter” o pagamento de uma verba regular àquele dirigente do seu partido, que está acusado de vários crimes de corrupção.
Para o chefe de Estado, que assumiu o poder depois da destituição de Dilma Rousseff, a gravação “foi manipulada e adulterada com objectivos claramente subterrâneos” e foi “incluída no inquérito [judicial] sem a devida e adequada investigação”.
O Brasil está mergulhado há mais de dois anos numa crise política acentuada pelas contínuas suspeitas de corrupção que pendem sobre vários políticos, investigadas no quadro da Operação Lava Jato.
Pagamentos ilegais por parte de empresas como a JBS, a construtora Odebrecht ou a petrolífera Petrobras levaram ao afastamento de dezenas de políticos, atingindo, entre outros, o ex-presidente do Congresso (parlamento) Eduardo Cunha e o candidato presidencial derrotado Aécio Neves (direita).
O caso chegou esta semana à Presidência com a abertura de um processo no STF ao Presidente brasileiro e o pedido de novas eleições (directas ou via parlamento) está a ser subscrito agora por dirigentes da base aliada de Michel Temer. 


www.publico.pt

FRASES E PENSAMENTOS DE SUN TZU





http://kdfrases.com/autor/sun-tzu


MAIO 68

reaction0003-755421Até hoje, não se sabe direito o que causou os protestos de maio de 68 em Paris, nem quem começou o que. Quando perguntaram aos estudantes o que eles queriam, estes responderam: “TUDO!”. Então, podemos dizer apenas o que não era: não era um tomada do poder, não era um movimento de luta de classes, não era uma revolução. Talvez uma revolução poética… isso fica claro pelos várias pichações nos muros da Sorbonne (veja algumas frases aqui). Dentre elas, uma famosa, “Sejam realistas, exijam o impossível”.
No ano de 68, as coisas corriam bem na França, não havia uma crise real, nem desemprego, a economia andava em seu curso também. Ainda assim, estudantes e operários uniram-se para manifestarem-se, e isto tomou proporções alarmantes. Sob o governo do general De Gaule, havia um certo descontentamento no ar, eles recusavam algo, mas não havia palavras ainda para descrever esse mal-estar. Havia uma crítica radical ao modo de vida capitalista/consumista, uma demanda por algo maior que universidade/emprego/produtos/consumo/caixão. Eles começavam a pensar se não havia uma possibilidade de ir além, ser mais. O movimento questionou a total fusão do indivíduo com a sociedade, a perda da subjetividade (transformada em comercial de refrigerante). O homem havia se tornado “unidimensional”, vivia para trabalhar e trabalhava para comprar.
No dia 22 de março, os alunos de Nanterre, prima pobre da Sorbonne localizada nos arredores de Paris, tomaram a universidade em um ato de protesto. O começo da revolta estudantil pode ser dada nesta hora e neste local. Os alunos tinham suas críticas (que sempre eram menores que o movimento como um todo, porque a pontualidade mata o espírito geral), o atraso dos ensinos na universidade, a educação, crítica ao modelo de ensino autoritário, formação alienada. Os alunos tinham dormitórios separados em femininos e masculinos, o que para eles, em pleno séc. XX, era um absurdo do conservadorismo.
De Nanterre, o protesto passou para a Sorbonne. Quando o reitor chama a polícia para proteger a universidade (algo que nunca acontecia), ocorre então o confronto no arredores da Sorbonne, Quartier Latin. No dia 5 de maio, 10 mil estudantes entram em conflito com a polícia. Mas em 10 de maio a revolta se intensificou, o Quartier Latin é tomado por barricadas, carros queimados, paus e pedras pelo chão. Vinte mil estudantes entram em um conflito sério com as autoridades, a violência é grande e muitos saem feridos. Balas de borracha, granadas e gás lacrimogêneo. Enquanto os policiais vinham com cassetetes, os estudantes respondiam arrancando as pedras das calçadas e jogando como resposta. Esta foi o maior conflito e ficou conhecido como “noite das barricadas”. A polícia ocupou a Sorbonne por uma semana, enquanto isso, as manifestações continuavam
Os operários, até então em um movimento separado, convocam uma greve de um dia por todo o país. O espírito trabalhista estava forte depois de uma manifestação ao 1º de maio, dia do trabalhador, e eles exigiam melhores condições trabalhistas, melhores salários e menor tempo de trabalho. No dia 13 de maio a Sorbonne é reaberta e ocupada pelos estudantes. A opinião pública não consegue entender como um movimento tão grande pode acontecer sem líderes responsáveis pelos acontecimentos. Da mesma forma, trabalhadores em todo o país começam a ocupar as fábricas. Acontece uma greve geral. Estudantes e trabalhadores começam a fazer contato, conversando e declarando apoio mútuo.
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No dia 20, a crise atinge seu auge. O país está paralisado. Não há metrô nem ônibus, as linhas de telefone não funcionam, assim como outros serviços elétricos; as indústrias estão paralisadas, ocupadas pelos trabalhadores. São ao todo 6 milhões de grevistas ocupando 300 fábricas. Outros também tomam o porto de Marselha.
Na Sorbonne ocupada pelos estudantes reina uma anarquia harmoniosa, como uma colmeia ou formigueiro sem líderes mas em pleno funcionamento organizado. Através da representação direta, milhares de estudantes se encontram em galerias e teatros para discutir os mais variados assuntos: a ocupação, sexualidade, educação, política, trabalho, meios de comunicação. A auto-gestão é colocada em prática, e comprova-se válida. Não há um espírito de liderança, mas todos querem fazer algo, muitos aprenderam em uma semana mais do que a vida toda. A espontaneidade, a criatividade e a ação se sobrepõe ao desencantado modelo representativo; parte desta nova organização se reflete nas próprias paredes da universidades onde são escritas frases artísticas e provocadoras: anárquicas, poéticas, críticas e criativas. Não se trata de um modelo de esquerda ou de direita, o que os estudantes buscavam era um novo formato. Um questionamento constante à autoridade, a intenção era dissolver a instituição vertical, construir de baixo para cima, colocar para fora o poder.
Aos poucos o movimento começa a ceder. A CGT (Confederação Geral do Trabalho) consegue fechar acordos com o governo e o patronato para melhores condições trabalhistas, isto diminui os ânimos no movimento operário. Neste ponto, os sindicatos de esquerda agiram claramente contra a revolta. No dia 30 de maio, o general De Gaule dissolve a assembleia nacional e convoca eleições ao mesmo tempo que movimentos pró-gaulistas (muitos provavelmente assustados com os acontecimentos) começam a manifestar-se. No dia 16 de julho a polícia retoma a Sorbonne e expulsa estudantes estrangeiros envolvidos no ato. O movimento perde força até que finalmente cede em 21 de junho. As eleições antecipadas deram larga vitória aos gaulistas.
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