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quarta-feira, 19 de abril de 2017

PARA NÃO APAGAR A MEMÓRIA


Escola do tempo da outra Senhora, no Marvão.



FOTO DO DIA


ALGURES NUMA ILHA DO PACÍFICO UM CURIOSO APROVEITOU A CONFIGURAÇÃO DESTA ROCHA E PINTOU ESTE TUBARÃO


VÍDEO - MOMENTO EM QUE O FSB DETÉM O IRMÃO DO SUSPEITO DO ATENTADO NO METRO DE S.PETERSBURGO

VÍDEO
video


PCP chama diretor-geral da Saúde ao Parlamento


Comunistas requereram a presença de Francisco George para esclarecer os deputados sobre surto de sarampo


"Entende o grupo parlamentar do PCP que a Assembleia da República não pode alhear-se". É assim que os comunistas justificam a chamada ao Parlamento do diretor-geral da Saúde Francisco George, para prestar esclarecimentos na comissão parlamentar sobre o recente surto de casos de sarampo que atingiram o País.
O requerimento do PCP foi enviado esta terça-feira ao presidente da comissão parlamentar da Saúde, antes mesmo de ser conhecida a notícia da morte da jovem adolescente no Hospital Dona Estefânia. Mesmo assim, a existência de 15 casos confirmados de sarampo – sete no Algarve e os restantes na região de Lisboa – foram razões suficientes para a convocação do responsável da Saúde para prestar contas aos deputados.


expresso.sapo.pt

FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE


HOJE, AS ALDEIAS




O CALOR HUMANO, A INTER AJUDA OUTRORA UMA CARACTERÍSTICA DOS PEQUENOS MEIOS VAI-SE AUSENTANDO DAS ALDEIAS RURAIS.

CHEGO A PENSAR QUE AS PESSOAS NA SUA MANEIRA DE SENTIR E DE AGIR NÃO SÃO DE "LUGAR ALGUM".

PERDERAM O APEGO ÀS ORIGENS, ENVERGONHAM-SE DELAS, O QUE É UM ERRO ENORME.

NÃO GANHARAM COMO PODEM PENSAR E PERDERAM CULTURA, E APESAR DE SE "MOSTRAREM MODERNAS" CHEGAM A ATINGIR A IGNORÂNCIA E A ESTUPIDEZ NA TENTATIVA DE QUEREREM SER O QUE NÃO SÃO OU O QUE NÃO DEVERIAM SER, JÁ QUE EXISTE ORGULHO E É SALUTAR NA MINHA OPINIÃO SER MONTANHEIRO.

A PROXIMIDADE DAS CIDADES, A FACILIDADE DE DESLOCAÇÃO, O CONSUMISMO E O DESPREZO PELAS CULTURAS AUTÓCTONES SÃO UMA CAUSA DA FRIEZA QUE HOJE SE ENCONTRA NAS PESSOAS QUE HABITAM AS PEQUENAS ALDEIAS .

EXISTE MUITA LÁBIA, MUITO ESTRANGEIRISMO ,MUITA RIVALIDADE BACOCA, E NOTO EM ALGUNS, POR VEZES NA PALAVRA OU INTENÇÃO ,O DESEJO QUE QUE A VIDA FOSSE MAIS PACATA MAIS FRATERNA, NO SENTIDO DAS GENTES SE UNIREM E PRESERVAREM DETERMINADOS USOS E COSTUMES QUE NOS PROPORCIONARAM A VERDADEIRA IDENTIDADE.

SÃO POUCOS OS QUE SE PREOCUPAM COM AS TRADIÇÕES E AS RESPEITAM E DE ALGUMAS QUE AINDA PREVALECEM ESTÃO COMPLETAMENTE DETURPADAS E DESCARACTERIZADAS.

OS USOS E COSTUMES VÃO-SE TORNANDO SECUNDÁRIOS ASSIM COMO A AMIZADE, A INTER LIGAÇÃO, QUE EXISTIA NOS ALDEÕES.

NÃO SABEM O QUE PERDEM, E POR VEZES NOTO EM ALGUMAS CARAS UMA FELICIDADE APARENTE, FALSA, QUE NA VERDADE QUER DIZER QUE GOSTARIAM DE QUE AS COISAS NÃO TIVESSEM MUDADO TANTO. AQUELAS COISAS QUE NOS ENSINARAM OS NOSSOS AVÓS, OS PAIS, OS AMIGOS MAIS VELHOS.

POSSO ESTAR ERRADO EM ALGUMA OBSERVAÇÃO, ALGUM JULGAMENTO PODERÁ SER PRECIPITADO OU CONSERVADOR MAS NÃO ESTOU ERRADO DE TODO.
VEJO E SINTO !

António Garrochinho

Tráfico de seres humanos: A escravatura do século XXI




O tráfico de seres humanos é, em todo o mundo, o terceiro negócio ilícito mais rendível, logo depois da droga e das armas. Tendo como causa principal a pobreza e as grandes desigualdades sociais, este tráfico não exclui nenhum país, seja ele de origem, de trânsito ou de destino. Mulheres, crianças e adolescentes continuam a ser as principais vítimas. 

O número exacto das vítimas de tráfico de seres humanos é difícil de avaliar, mas pode ascender a vários milhões em todo o mundo, 2,5 milhões, de acordo com as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). E, apesar da consciência actual sobre o que são os direitos humanos, não cessa de aumentar, alimentando um negócio ilícito que a mesma OIT avalia em mais de 30 000 milhões de dólares por ano.
Por tráfico de pessoas «entende-se o recrutamento, transporte, acolhimento ou recepção de pessoas recorrendo ao uso da força ou outras formas de coacção, rapto, fraude, engano, abuso de poder ou de uma situação de vulnerabilidade, ou a concessão de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra, para fins de exploração», segundo a definição que consta do Protocolo para a Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças.
Na sua definição, este protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, de Novembro de 2000, acrescenta ainda que «essa exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição alheia ou outras formas de exploração sexual, os trabalhos ou serviços forçados, a escravatura ou práticas análogas à escravatura, a servidão ou a extracção de órgãos».  

Países vulneráveis

Numa reunião realizada em Maio deste ano, para debater a forma de melhorar a coordenação ao combate deste crime, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou para os governos melhorarem os níveis de vida das suas populações, visando pôr termo a este tráfico, que prospera graças à pobreza, e que «destrói os indivíduos e mina as economias nacionais». Porque, como crime que é, este tráfico não gera quaisquer receitas para os Estados, apenas para os traficantes.
Os países mais vulneráveis ao tráfico de seres humanos e à exploração sexual são «os mais marcados pela pobreza, instabilidade política e desigualdade económica, países que não oferecem possibilidade de trabalho, educação e perspectivas de futuro para os jovens» nas palavras da missionária comboniana Gabriella Bottani, que integra no Brasil a Rede Um Grito pela Vida.
Ainda segundo a mesma religiosa, numa entrevista à página on-line do Instituto Humanitas Unisinos, os principais países de origem de tráfico de seres humanos situam-se no Sueste Asiático, que «continuam a apresentar o maior fluxo de mulheres traficadas transnacionalmente», seguindo-se os países da África Subsariana, do Leste da Europa, da América Latina e das Caraíbas, enquanto entre as principais zonas de destino se podem mencionar «os Estados Unidos, a Europa Ocidental, o Japão, o Médio Oriente e até países emergentes como a África do Sul e mesmo o Brasil». No total, segundo um documento divulgado pela ONU, entre 2007 e 2010, tinham sido identificadas cerca de 460 rotas de tráfico humano em todo o mundo. 

Mulheres e crianças

Do total de 2,5 milhões de pessoas traficadas mencionado pela OIT, quase 80 por cento são mulheres e adolescentes, e 27 por cento são crianças, tanto de um sexo como de outro. A exploração sexual representa a imensa maioria dos casos conhecidos, sendo o tráfico de humanos para fins laborais frequentemente subestimado ou então encarado como infracções de outros tipos, entre elas a de imigração ilegal. Está também confirmado pelos números que o tráfico de seres humanos tende a ser maior nas regiões onde a imigração é mais intensa, aproveitando-se os traficantes das dificuldades de muitos imigrantes ilegais para encontrarem trabalho. 
As mulheres são aliciadas muitas vezes nas suas aldeias de origem com promessas falsas de um emprego noutro país, como empregadas domésticas ou na indústria hoteleira, por exemplo, e aceitam emigrar no sonho de melhores oportunidades económicas para si e para as famílias. No entanto, acabam com frequência vítimas involuntárias de exploração sexual ou na prostituição forçada, de onde dificilmente conseguem libertar-se, até porque os documentos de identidade e o dinheiro que ganham lhes são confiscados por aqueles que as exploram, a pretexto de terem de pagar o custo do seu transporte para o país de destino. Completamente vulneráveis, são vítimas de violência por parte de clientes, proxenetas, donos de bordéis, traficantes e até de agentes da lei corruptos, e o medo impede-as de apresentar queixa às autoridades.

Trabalho forçado

Trabalho forçado e trabalho em regime de servidão são também formas frequentes de tráfico de seres humanos: as vítimas são obrigadas a trabalhar contra sua vontade, sujeitas a violência ou castigos, ou então prestam serviços destinados a pagar uma dívida, real ou suposta, acabando o seu trabalho por exceder amplamente o valor da dívida. O tráfico para trabalho forçado, que se verifica com maior frequência em África, no Médio Oriente, no Sul e no Sueste da Ásia e no Pacífico, representa uns 36 por cento do total, mas tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos. As vítimas de tráfico para mendicidade representam 1,5 por cento, havendo já sido detectados em 16 países do mundo casos de tráfico humano para extracção de órgãos.
Os traficantes pertencem, geralmente, a redes de crime organizado, sobretudo quando se fala da Europa. Mas com frequência são mulheres que foram elas próprias traficadas em algum momento das suas vidas – exemplos disso têm sido registados na Índia, onde algumas mulheres utilizam as relações pessoais que ainda mantêm nas suas aldeias para recrutar mais raparigas, ou no Benim, onde elas acham que estão a ajudar as famílias mais carenciadas a obter algum rendimento extra. No Nepal, de onde saem muitas mulheres e jovens para trabalhar em bordéis na Índia – o seu número está calculado em cerca de 200 000 – verifica-se que os angariadores são muitas vezes familiares das raparigas, que as aliciam com promessas de casamento e de bons salários, chegando alguns a casar efectivamente com elas antes de as conduzirem para lugares de prostituição. 

Europa

As estimativas – imprecisas como seria de esperar – apontam para 100 000 a 500 000 pessoas alvo de tráfico humano na Europa, sejam elas traficadas para a Europa ou dentro do próprio continente, e para fins maioritariamente de exploração sexual. Como tal, as vítimas são sobretudo mulheres e raparigas, mas existe também tráfico de rapazes para a mendicidade e a venda ambulante e tráfico de homens para o trabalho forçado.
Um relatório recente da Comissão Europeia revelou que o número de pessoas vítimas de tráfico humano na Europa aumentou 18 por cento entre 2008 e 2010, devido principalmente à crise económica que se vive na região. Só naquele período, foram identificadas 23 632 vítimas de tráfico humano, mas, para a responsável da União Europeia pela luta contra este tráfico, Myria Vassiliadou, isto representa «apenas a ponta do icebergue». Daquele número, mais de 60 por cento provêm de países da própria UE, principalmente Bulgária e Roménia, e 14 por cento são africanas.
A Europa de Leste, sendo hoje em dia um dos epicentros da emigração mundial, constitui o ponto de partida da maioria do tráfico de seres humanos. Entre 1991 e 2001, de acordo com um estudo de Romain Miginiac, da Universidade de Genebra, 79 por cento das mulheres traficadas detectadas pela polícia alemã eram originárias da Europa Central e do Leste.
A Moldávia, país que integrava a antiga União Soviética, é um dos principais países de origem das mulheres vítimas de tráfico humano. Com 3,8 milhões de habitantes e um rendimento médio equivalente a 225 euros por pessoa, tem um quarto da sua população activa emigrada no estrangeiro. Uma mulher pode ser vendida, até pelo próprio namorado, por 300 euros, valor que pode ascender a 3800 quando os traficantes concluem o «negócio» noutro país europeu, como a Itália. Uma vez chegadas, a situação habitual repete-se: os documentos são-lhe confiscados e elas são obrigadas a prostituírem-se.  
A maioria dos países europeus dispõe hoje de programas de acção nacionais para lutar contra este fenómeno do tráfico de seres humanos, mas a eficácia tem sido reduzida, dado que a maior parte destes programas incide mais na resposta do que na prevenção. Além disso, os traficantes adaptam o seu modus operandi em função das legislações e das políticas concebidas para o combater.  
De acordo com um estudo do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR) já com alguns anos, são uma minoria os países europeus que, por exemplo, concedem regularmente asilo político por perseguição relacionada com as actividades sexuais. E, por outro lado, quando são repatriadas para os seus países de origem, as mulheres e raparigas vítimas de tráfico não dispõem de apoios específicos e ficam sujeitas às mesmas vulnerabilidades que as levaram a ser vítimas a primeira vez.

África Subsariana

O problema do tráfico de seres humanos afecta todo o continente africano, tendo já sido definido como a escravatura dos tempos modernos. Aqui predomina o tráfico de mulheres e crianças para exploração sexual, se bem que o tráfico de homens para trabalho forçado também exista.
A UNICEF calcula que todos os anos sejam traficadas nesta região mais de 200 000 crianças, consequência directa da pobreza. Os menores são muitas vezes vendidos pelos próprios pais na esperança de um trabalho e de uma vida melhor para eles e para toda a família. Além disso, não se pode esquecer que a forte incidência da sida em África faz anualmente milhares de órfãos – são já 11 milhões em todo o continente – os quais ficam totalmente vulneráveis à acção dos traficantes de seres humanos.
Em certas sociedades, as mulheres são objecto fácil de tráfico humano em consequência de costumes que as marginalizam e relegam para um estatuto inferior. A discriminação de género que muitas sofrem impede-as de frequentar uma escola e, mais tarde, de ter uma profissão remunerada. Com frequência o nascimento de uma rapariga é ainda encarado como uma desgraça e, em casos extremos, há crianças do sexo feminino a serem vendidas para custear os estudos dos irmãos varões. 
Na África Austral, existe um fluxo de tráfico humano com destino à indústria do sexo na África do Sul. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem detectado tráfico de mulheres a partir de Moçambique, de Angola e da região dos Grandes Lagos para a África do Sul, bem como tráfico de crianças no interior deste mesmo país.
Na Nigéria, com cerca de 170 milhões de habitantes, metade dos quais nos centros urbanos, regista-se um volume considerável de tráfico humano dentro do país. As famílias pobres enviam tradicionalmente os filhos e filhas que não conseguem sustentar para junto de famílias mais abastadas, facto que, se na maior parte das vezes se traduz em melhores condições de vida para as crianças, noutras equivale a uma forma de escravatura.
Os nigerianos são também vítimas de tráfico humano para a Europa, o Médio Oriente e outros países africanos, seja para exploração sexual, trabalho forçado ou servidão doméstica. Na Europa, as nigerianas são encaminhadas em especial para Itália (onde se calcula que existam 10 000 prostitutas desta nacionalidade), Espanha, Holanda e Bélgica. Muitas mulheres e raparigas contraem dívidas de milhares de dólares com os traficantes; chegam inclusive a ser levadas aos feiticeiros tradicionais, perante quem fazem o juramento de pagar essa dívida e de manterem silêncio.    

Ásia

No que se refere à Ásia do sul, o principal destino dos seres humanos traficados é o Médio Oriente. Mas há muitas mulheres e raparigas oriundas do Bangladesh encaminhadas para a Índia, Paquistão, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, enquanto os rapazes são transportados para os Emirados, o Omã e o Qatar, onde são obrigados a trabalhar como jóqueis nas corridas de camelos, muitas vezes subalimentados para não aumentarem de peso.

Na Ásia Oriental, o desenvolvimento económico verificado na China nos últimos anos, assim como na Coreia do Sul, Singapura e Taiwan tornou todos estes países apetitosos para a emigração, legal ou ilegal, a par do Japão. As Filipinas são um exemplo típico de país de origem, com quase um milhão de emigrantes. Mas estes Estados asiáticos são em muitos casos apenas países de trânsito: o objectivo último é preferentemente a América ou a Europa.



 ANA GLÓRIA LUCAS, Jornalista

www.alem-mar.org

10 artistas famosos com histórias bizarras, perigosas e violentas




Em comparação com profissões mais obviamente perigosas, artistas famosos não são exatamente conhecidos por serem malucos ou violentos. Mas esse não foi sempre o caso. Houve momentos muito bizarros na história da arte que terminaram em brigas, assassinatos e pornografia. Como:

Artistas famosos com histórias bizarras

10. A gangue de Caravaggio


Michelangelo Merisi da Caravaggio foi o original “bad boy” da arte. Para quem não sabe, ele viveu uma vida frenética e curta na qual dormiu com inúmeros homens e mulheres, participou de duelos aleatórios, atacou uma prostituta e matou um cara esfaqueando-o na virilha.
Os registros não são definitivos, mas ele também pode ter agido como cafetão e agredido um dos seus rivais artísticos com uma espada. No entanto, nada se pode comparar com sua “gangue”.
O grupo de pintores e arquitetos romanos, liderado por Onorio Longhi, acreditava no lema “spe nec, nec metu” (“sem esperança, sem medo”). À noite, eles se vestiam como antiquados cavaleiros e andavam pelas ruas de Roma a cavalo pegando prostitutas, entrando em brigas e tentando assassinar seus rivais. Em 1606, o grupo entrou em uma confusão que acabou com um homem morto e vários outros gravemente feridos.
Toda essa violência não livrou Caravaggio das consequências. Um dia, ele estava em uma taverna napolitana decadente quando foi atacado por um homem com quem já havia lutado anteriormente. O pintor saiu da briga com ferimentos grotescos dos quais nunca se recuperou. Ele morreu em circunstâncias desconhecidas, aos 38 anos.

9. Fra Filippo Lippi e sua luxúria



Um pintor florentino do Renascimento, Fra Filippo Lippi foi um artista extraordinariamente talentoso que competiu com alguns dos maiores nomes da história da arte. Como resultado, ele é menos famoso hoje do que deveria ser. Acima, seu afresco “A Virgem e Menino com História da Vida de Sant’Ana”.
Em uma área é bem conhecido, no entanto: na amorosa. Ao longo de sua vida, Lippi criou diversas polêmicas por conta de seus flertes com mulheres. Apesar desta reputação, ele foi contratado em 1456 para fazer uma pintura no convento de freiras de Santa Margarida em Prato. Não muito tempo depois de chegar, Lippi conseguiu seduzir e dormir com uma freira chamada Lucrezia Buti.
Diz a lenda que ele pediu a Madre Superiora para fornecer-lhe uma freira para posar para sua pintura e, em seguida, se aproveitou da jovem que foi enviada. Há duas histórias diferentes que afirmam o que ocorreu em seguida: ou Lippi fugiu com Lucrezia, ou a sequestrou no meio de uma procissão, levando-a para viver com ele em pecado.
Apesar de toda a Itália se indignar com o escândalo, não havia nada que pudessem fazer. Lippi era protegido da família Medici, que convenceu o Papa a perdoá-lo depois de “apenas” um pouco de tortura. Lippi e Lucrezia passaram o resto de suas vidas como amantes.

8. A briga futurista



O movimento italiano do futurismo foi um movimento artístico que abraçou a destruição do velho para abrir caminho para o novo. Admirava a velocidade, a mudança, a máquina e, mais tarde, o fascismo. E acima de tudo, admirava a violência. Guerra era vista como uma força positiva para a mudança, com a brutalidade sendo um nobre esforço.
Assim, quando os futuristas de Milão se desentenderam com os seus homólogos de Florença, apenas uma coisa foi possível: pancadaria. Quando Ardengo Soffici escreveu um artigo em 1910 menosprezando a Exposição Futurista de Milão, os membros da escola milanesa pegaram o trem até Florença, foram ao Cafe Guibbe Rosse, encontraram Soffici e desceram a porrada nele.
Claro que Soffici não estava sozinho. Logo, essa foi uma das mais épicas brigas na história da arte. Durou várias horas e só terminou quando todos os envolvidos foram arrastados até a delegacia. O café foi totalmente destruído, e muitas pessoas ficaram feridas. Estranhamente, isso não marcou o início de uma longa rivalidade. Os grupos de Florença e Milão na verdade se tornaram amigos.

7. O desbravador Thomas Moran



Os EUA eram um lugar ainda pouco dominado em 1871. Regiões inteiras eram completamente desconhecidas, de forma que Washington enviou equipes de homens para explorar territórios estranhos. Entre eles, estava o pintor Thomas Moran.
Artistas famosos não parecem o tipo de gente que vai dar uma de conquistador e sobrevivente em ambientes inóspitos, mas foi isso que Moran fez. Originalmente da Inglaterra, o pintor foi ao Parque Nacional de Yellowstone (então uma terra de mistérios cheia de crateras estranhas e jatos de vapor) levando apenas alguns suprimentos com ele.
Moran passou 40 dias neste vasto deserto, pintando tudo que via. Mesmo hoje, acampar em Yellowstone por 40 dias seria um feito muito significativo, em um mundo no qual armas poderiam facilmente afugentar um urso pardo e muitas outras tecnologias poderiam garantir comunicação e segurança. Moran não tinha nada disso. Suas pinturas se tornaram um ícone, a tal ponto em que ele passou a ser chamado de Thomas “Yellowstone” Moran.

6. Michelangelo, excrementos e pornografia



Possivelmente o maior artista que já viveu, Michelangelo foi um escultor tão impressionante que até mesmo seus bonecos de neve eram considerados obras-primas. Mas havia um outro lado desse mestre da Renascença: em seu tempo de inatividade, Michelangelo gostava de pornografia.
Michelangelo é conhecido por ter feito um dos desenhos mais bizarros da história da arte, apresentando um homem curvado exibindo seu ânus para o mundo. Ele também escreveu várias poesias sobre excrementos (urina e fezes), com frases brutas e retratos obscenos.
Vai entender!

5. O motim violento do balé



Não é sempre que as palavras “balé” e “motim” aparecem em uma única frase. Mas o público do início do século 20 era muito diferente das multidões que apareciam a dança hoje.
Quando o compositor Igor Stravinsky estreou A Sagração da Primavera em 29 de maio de 1913, o público estava tão chateado que literalmente começou uma briga. Embora hoje seja considerado um clássico, A Sagração da Primavera foi ousadamente experimental para a época. Antes mesmo da cortina subir, metade da plateia já vaiava só a música orquestral.
Quando a dança começou, as multidões francesas rapidamente iniciaram o motim. De acordo com presentes, incluindo Pablo Picasso e Marcel Proust, membros da audiência irritados atiraram legumes no palco e tentaram parar a apresentação. Duas facções rivais na plateia atacaram uma a outra, reduzindo a noite de abertura a uma pancadaria apocalíptica. Até o final da briga, 40 pessoas haviam sido violentamente expulsas do local.

4. Rimbaud, traficante de armas e escravos



Arthur Rimbaud foi para a poesia o que Caravaggio foi à pintura. Aos 17 anos, se tornou um sem-teto nas ruas de Paris até iniciar um tórrido caso de amor homossexual com o poeta eminente Paul Verlaine. Rimbaud encheu-o de drogas, roubou-o e usou seus trabalhos impressos como papel higiênico.

Mais tarde, aos 25, Rimbaud dirigiu-se para a África Oriental para se tornar um oportunista traficante de armas. Em 1885, comprou vários milhares de rifles da Europa e levou-os em camelos através da Etiópia para vendê-los no que era então a Abissínia. A viagem levou cerca de quatro meses e envolveu um trekking através de uma paisagem lunar de vulcões e sol escaldante.
Rimbaud nunca escreveu mais uma palavra sequer de poesia. Em vez disso, permaneceu na África, trabalhando primeiro como um mercenário e mais tarde como um comerciante de escravos.

3. Maxwell Bodenheim e um novo nível de boemia



Na primeira metade do século 20, Maxwell Bodenheim era considerado um dos maiores escritores da América. O fato de que precisamos explicar quem ele é hoje já indica que seu destino não foi dos melhores.
Em seus últimos anos, o ex-grande escritor levou a boemia a um outro nível, tornando-se um bêbado sem-teto. Na década de 1940, praticamente saiu da sociedade e passou a dormir com sua esposa em bancos de parque, ficando sóbrio apenas tempo suficiente para escrever seus poemas. Ele era conhecido por aparecer em festas literárias com um saco no qual colocava qualquer coisa que não estivesse amarrada.
Bodenheim também era um idiota com as mulheres. Ele seduziu e depois largou quatro beldades famosas, fazendo com que todas tentassem o suicídio. Apesar de ser um cafajeste, o artista não pode suportar ver sua esposa o trair. Em fevereiro de 1954, ele foi morto tentando impedir um lavador louça de dormir com sua esposa. O cara sacou uma pistola para afastar o boêmio, acabando com sua vida.

2. Aristas da Primeira Guerra Mundial



Muitos artistas do Reino Unido foram tão marcados pela Primeira Guerra Mundial que não quiseram deixar este momento passar sem registrá-lo. Vários, ao invés de visitar os locais de batalha como artistas oficiais, na verdade se alistaram para lutar, e acabaram trabalhando em algumas das piores condições imagináveis.
O pintor Eric Kennington, por exemplo, foi enviado para Laventie, na França. O primeiro inverno da guerra foi incrivelmente brutal. Em um ponto, ele passou quase quatro dias sem dormir depois de as temperaturas caírem para -20 graus Celsius e uma forte nevasca enterrar as trincheiras britânicas. Em janeiro de 1915, ele perdeu um dedo do pé devido à infecção. Dispensado do exército devido à sua condição médica, Kennington não desistiu e voltou para o front como um artista oficial da guerra.
Richard Nevinson foi outro que ofereceu-se para juntar-se à Cruz Vermelha. Lá, ele viu centenas e centenas de cadáveres mutilados e pessoas com feridas gravíssimas. Richard teve febre reumática e também acabou dispensado do exército. Como Kennington, imediatamente voltou para a guerra como artista oficial, arriscando sua vida para mostrar a carnificina na Europa sob a forma de quadros.
Em um sentido muito real, estes homens estavam preparados para morrer por sua arte.

1. Gesualdo, o sadomasoquista



Don Carlo Gesualdo foi um alaudista e compositor do final da Renascença. Aos 20 anos, ele se casou com sua prima Maria d’Avalos, de 24 anos, que era supostamente tão sedutora que dois homens tinham morrido de felicidade ao ter relações sexuais com ela.
Não muito tempo depois da união, Gesualdo a encontrou na cama com o duque de Andria, que estava usando suas roupas. Em um ataque de raiva, matou os dois, mutilou seus corpos e possivelmente assassinou seu filho, pensando que poderia pertencer ao Duque. A história não deixa claro se esse último acontecimento é fato ou boato. O que é verdade é que, como membro da aristocracia, Gesualdo foi isento de pena dos assassinatos.
Isso não o impediu de se torturar, no entanto. Depois de ter depressão, o artista começou a manter um grupo de homens jovens em seu castelo para o propósito expresso de bater nele em orgias sadomasoquistas.
Ele também se envolveu em um julgamento de bruxaria e acabou no lado errado da Inquisição Espanhola. Gesualdo evitou a morte nessa ocasião, mas acabou derrotado por seu próprio “hobby”: foi espancado até a morte por seus homens no que foi descrito como “uma espécie de fúria masoquista”, aos 47 anos. 

[Listverse]



hypescience.com

As touradas em Portugal – Breve história de uma atividade polémica

CAPA-3

A realização de touradas nunca foi consensual na sociedade portuguesa e por quatro vezes estiveram proibidas no nosso país. A sua promoção ao longo dos últimos 300 anos foi inconstante havendo registo de vários períodos em que praticamente deixaram de existir os combates com touros em Portugal.
A promoção de touradas esteve sempre relacionada com a evolução da nossa sociedade e em particular no século XIX com as lutas entre liberais e absolutistas. Periodos como a implantação da República e a transição para a Democracia foram nefastos para as touradas que quase desapareceram em Portugal.
touradas portugal
Inicialmente as lutas com touros consistiam em exercícios militares para aguçar a ferocidade dos combatentes e aperfeiçoar a sua perícia. Mais tarde com o surgimento da pólvora, a cavalaria perdeu a sua importância nos campos de batalha e os combates com touros e outros animais ‘ferozes’ ganharam um carácter lúdico mas igualmente violento, originando um grande número de vítimas mortais. A prática desta atividade esteve sempre reservada às classes mais privilegiadas da sociedade.
Os combates sangrentos como diversão foram sempre contestados pela igreja católica. O Papa Pio V chegou a proibir a sua realização em 1567, acabando desde logo com a realização de touradas em Itália. Em Portugal e Espanha a decisão do Papa foi desrespeitada, a Bula Papal foi ignorada e o seu conteúdo escondido ou adulterado, mas a Bula chegou a ser publicada em Portugal e as touradas proibidas pelo Cardeal D. Henrique.
touradas portugal antitourada 2
As corridas de touros não são um exclusivo da Peninsula Ibérica. Elas ocorreram um pouco por toda a Europa medieval. A maioria dos países abandonou ou aboliu este tipo de espetáculos sangrentos por volta do século XVI por se tratarem de eventos cruéis e impróprios de nações civilizadas. Atualmente as touradas são proibidas em diversas nações europeias como a Dinamarca, Alemanha, Itália ou Inglaterra.
Em Portugal foram proibidas novamente em 1809 pelo Principe Regente D. João. A proibição das touradas foi cumprida com determinação pelo Intendente Geral da Polícia Lucas Seabra da Silva que se referiu a elas nestes termos: “Os combates de touros sempre foram considerados como um divertimento impróprio de humana Nação civilizada”.
Bullfight
Lutas com touros em Inglaterra (1620).
As corridas de touros mantiveram-se em Espanha sendo daí exportadas para Portugal onde foram alvo de várias restrições e abolidas por decreto em 1836. Por constituírem uma importante fonte de receita para a Casa Pia de Lisboa e para as Misericórdias, e por forte pressão destas duas entidades, as touradas foram novamente autorizadas mas apenas para fins benéficos. No entanto a determinação não foi respeitada e rapidamente se transformaram num evento comercial lucrativo para um pequeno grupo de empresários tauromáquicos, acompanhando e imitando a evolução que acontecia no país vizinho. Essa influência é evidenciada nos trajes, nas lides, no vocabulário e até na música que se ouve nas praças.
Foram várias as personalidades que ao longo da história contestaram a violência do espetáculo tauromáquico. Em Portugal a contestação foi intensa durante o século XIX e personificada em homens como Passos Manuel, Borges Carneiro, José Feliciano Castilho, António F. Castilho ou Silva Túlio.

Durante o Estado Novo, as touradas beneficiaram de grande impulso em Portugal

A evolução dos valores humanos e o surgimento de uma consciência social para o respeito pelos animais não-humanos colocou os combates com touros à margem da evolução civilizacional.
A sua prática esteve sempre relacionada com setores mais conservadores da sociedade portuguesa e espanhola. Foi durante os regimes absolutistas que as touradas foram propagandeadas na Península Ibérica, com destaque para os reinados de Fernando VII (Espanha) e D. Miguel que em Portugal anulou a Constituição e lançou as sementes para o florescimento do negócio das touradas com o início da criação de touros nas lezírias do Tejo e a construção da nova Praça de touros do Campo Santana em Lisboa. Em Espanha Fernando VII encerrou diversas Universidades e em 1830 fundou a “Universidade Tauromáquica” em Sevilha.
RibatejoA partir de 1919 as touradas foram outra vez proibidas em Portugal com a entrada em vigor do Decreto nº 5650 de 10 de Maio que punia toda a violência exercida sobre animais com pena correccional de 5 a 40 dias em caso de reincidência, mas a partir de 1923 as touradas voltavam a ser propagandeadas durante o Estado Novo, inclusive com touros de morte, e em filmes como “Gado Bravo” (1934), “Severa” (1939), “Sol e Touros” (1949), “Ribatejo” (1949), Sangue Toureiro (1958) … Foi também durante a ditadura que se ergueram grande parte das praças de touros hoje existentes em Portugal: Beja (1947), Póvoa do Varzim (1949), Moita (1950), Almeirim (1954), Montijo (1957), Cascais (1963 – demolida em 2007), Santarém (1964), Coruche (1966),…
Franco e Salazar no Campo Pequeno (Diário de Notícias, 24 de Outubro de 1949)
A “tourada portuguesa” é resultante de décadas de contestação e restrições que levaram ao modelo atual, suavizando a sua crueldade aos olhares do público. A “pega” dos forcados, por exemplo, surgiu já no século XX como a solução de recurso para substituir a “sorte de morte” no final da lide que simboliza o domínio do homem sobre o animal. A “pega” foi importada da “suerte de mancornar” que antigamente se realizava em terras espanholas.

 
A tendência natural das últimas décadas, nos países onde ainda subsistem as corridas de touros, tem sido claramente no sentido do aumento das restrições ao desenvolvimento desta atividade e a sua abolição, pela violência e risco associados, mas também e principalmente pelo sofrimento e maltrato a que são sujeitos os animais antes, durante e após o espetáculo. Portugal não foge à regra dos outros países onde a tradição se mantém, e as estatísticas indicam claramente que nos últimos anos o número de espetáculos tem vindo a diminuir em resultado de um menor apoio financeiro das autarquias, mas também pelo crescente desinteresse dos cidadãos portugueses pelas touradas.
Bibliografia:
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  • Stallaert, Christiane. “Etnogénesis y etnicidad en España: Una aproximación histórico-antropológica al casticismo”. Barcelona: Proyecto A Ediciones, 1998

“Lutar com animaes bravos, maltrata-los e feri-los com traças ardilosas ou com destemida temeridade, mas por gosto e sem necessidade, é cousa repugnante e deplorável e que a moral não autoriza, e que muito doi a corações generosos. Semelhantes espectáculos não amenizam os instintos, nem levantam o nível moral de um povo, bem ao revez d’isto só servem para obdurar os ânimos, tolhendo os progressos da sua moralidade e empanando com uma nódoa os brilhos da actual civilização.”

Lisboa: Câmara dos Senhores Deputados, 5 de julho de 1869.
Joaquim Alves Matheus;
José de Aguilar;
Antonio Pereira da Silva;
Augusto da Cunha Eça e Costa;
João Carlos de Assis Pereira de Mello;
Fernando Augusto de Andrade Pimentel e Mello;
Henrique Barros Gomes;
António Joaquim da Veiga Barreira;
José Dionysio de Mello e Faro;
Barão da Ribeira de Pena;
Henrique de Macedo Pereira Continha;
Jose Augusto Correia de Barros;
Francisco Pinto Beata;
Luiz Vicente d’Affonseca;
Henrique Cabral de Noronha e Menezes;
Filippe José Vieira;
José Luiz Vieira de Sá Júnior;
Joaquim Nogueira Soares Vieira.
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