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terça-feira, 11 de abril de 2017

Você sabe por que os Pandas são preto e branco?


Sabemos que na grande maioria das vezes os animais se adaptam para de uma forma ou de outra estarem um pouco mais parecidos [em outras palavras, camuflados] com o meio ambiente.

Então, por que será que os Pandas são preto e brancos, com manchas distintas em suas peles e não de uma única cor como as outras espécies de Urso?


Descubra agora através desse interessante vídeo do canal Acredite ou Não:



tudorocha.blogspot.pt

Armada apenas com um sorriso, Saffiyah Khan enfrentou a extrema-direita


No Reino Unido, uma fotografia tornou-se num novo símbolo de oposição à extrema-direita. Saffiyah Khan, uma jovem de Birmingham de ascendência paquistanesa e bósnia, enfrentou um membro do grupo extremista e xenófobo English Defence League (Liga de Defesa Inglesa, em português), armada com nada mais do que um sorriso.

A fotografia, que tem sido amplamente partilhada nas redes sociais, foi registada no sábado durante um protesto do movimento de extrema-direita. Segundo Saffiyah Khan, o confronto sorridente aconteceu quando a jovem interveio para defender uma mulher que usava um hijab, que estava a ser cercada e atacada com insultos racistas.
“Era uma mulher relativamente pequena”, disse Khan ao jornal britânico The Guardian. “Quando me apercebi que nada estava a ser feito [pela polícia] e que ela estava a ser completamente cercada, foi nesse momento que me meti no meio”. A britânica descreveu ainda o indivíduo que confrontou como “um homem zangado com um discurso agressivo”.
Testemunho de como a história já deu a volta ao planeta, Khan falou com a Rádio da Nova Zelândia, a quem contou que as melhores reacções que tem recebido são de pessoas que dizem o quanto a fotografia as emocionou. “Já ouvi várias histórias sobre filhas que sofrem situações semelhantes e que agora vêem-me como um exemplo a seguir”, afirmou Khan, citada pelo The Guardian.
O mesmo jornal britânico juntou as duas mulheres, vítima e heroína, num vídeo, onde tiveram oportunidade de conversar e de se conhecer a sério pela primeira vez. E Saira Zafar, a mulher que estava a ser cercada e insultada por elementos do EDL, agradeceu a Khan. "Aprecio muito o facto de teres intervido", disse Zafar. "É muito importante ser solidário e mostrar que se algo acontecer com alguém, essa pessoa não está sozinha. Foi isso que tu fizeste, por isso obrigada", afirmou.
A deputada trabalhista Jess Phillips foi uma das personalidades a reagir ao instante registado pelo fotógrafo da Press Association Joe Giddens. Num tweet que já foi partilhado mais de 12 mil vezes desde domingo, a parlamentar critica o militante do EDL, Ian Crossland, e aplaude a atitude de Khan. “Quem é que aqui parece que tem poder, a verdadeira ‘Brummy’ [nome de quem é natural de Birmingham] à esquerda ou o EDL que migrou para a nossa cidade por um dia e não foi capaz de assimilar?”, questiona.
A manifestação do EDL juntou cerca de 100 pessoas naquela cidade inglesa e foi criticada pelos dirigentes locais do Partido Trabalhista, do Partido Liberal-Democrata e do Partido Conservador, que fizeram questão de dizer que o grupo não é e nunca será bem-vindo em Birmingham. 



PCP quer referendar regionalização


Dialogar com os outros partidos parlamentares, consultar as assembleias municipais: os comunistas traçaram o calendário para realizar o referendo em 2019


PCP quer um novo referendo à regionalização, a realizar no primeiro trimestre de 2019, para poder eleger no segundo semestre desse mesmo ano os primeiros órgãos das regiões administrativas, antecipou o líder parlamentar do partido, João Oliveira. A partir de 2021, as eleições regionais passariam a coincidir com as autárquicas.
Esta é uma das várias iniciativas legislativas e parlamentares antecipadas esta terça-feira à tarde por João Oliveira, líder da bancada comunista, no encerramento das jornadas parlamentares do PCP, que tiveram lugar ontem e hoje em Coimbra.
Para já, os comunistas vão avaliar a disponibilidade dos outros grupos parlamentares para avançar com as regiões e "com vista a obter os consensos políticos que a possam tornar realidade". E querem propor ao Parlamento que sejam consultadas até ao final deste ano as assembleias municipais sobre dois mapas possíveis para dividir o país em regiões.
Para o PCP, a regionalização pode passar pelo mapa que foi referendado em 1998 ou então pela atual divisão das cinco regiões-plano hoje coincidentes com as áreas das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR).
Apesar do Governo ter em discussão a reforma da descentralização, para João Oliveira "não é possível falar" desta "se não se considerar o nível de responsabilidade do Estado - que ainda é inexistente, por estar por concretizar, apesar de estar previsto na Constituição - que é o nível das regiões administrativas". "Apesar de ser uma batalha de há muito tempo do PCP, tem sido uma batalha que tem enfrentado diversos obstáculos", notou.
No calendário proposto pela bancada comunista para a regionalização, as assembleias municipais devem pronunciar-se sobre os mapas, no primeiro semestre de 2018, para depois ser aprovada uma lei de criação das regiões e convocado o referendo, na segunda metade do próximo ano. Com um "se", reconheceu João Oliveira: "Sem haver na Assembleia da República disponibilidade para avançar com o processo, a questão nunca chegará a ser colocada ao Presidente da República", que é quem pode convocar o referendo.
Programa de Estabilidade: depois logo se vê
O PCP não decidiu ainda se avançará com uma resolução que ponha em causa o Programa de Estabilidade (PE) que o Governo leva ao Parlamento a 19 de abril. Nem o que fará se outros partidos apresentarem resoluções contra este documento do executivo socialista (que não tem de ser votado na Assembleia da República). "Não temos nada concluído", começou por dizer João Oliveira, interpelado pelos jornalistas. "Posicionar-nos-emos sobre elas a partir do momento em que elas sejam conhecidas." E avançará o PCP com alguma resolução que seja contrária ao PE? "Não temos nenhuma decisão tomada."
A bancada comunista só tem, para já, uma certeza: "Propostas de apoio ao Programa de Estabilidade, nós obviamente não apresentaremos, porque a sujeição de um governo da República ao cumprimento dessas obrigações que nos são impostas pela União Europeia não devia acontecer."
Nacionalização omitida? "É grave"
O PCP vai insistir na "libertação da submissão ao euro, a renegociação da dívida e o controlo público da bancada", com a apresentação na segunda quinzena de maio de um "projeto de resolução tripartido", agendando uma interpelação ao Governo "centrada nas condições para o desenvolvimento da produção nacional". Não há outra possibilidade, segundo João Oliveira, para um "desenvolvimento económico e social do nosso país".
O líder parlamentar do PCP notou que, a ser verdade o que afirmou a comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager - em texto de opinião publicado hoje no Público - de que o Governo português "nunca apresentou planos para nacionalizar a título permanente o Novo Banco", o que "seria diretamente contrário aos compromissos iniciais ligados à resolução do BES", isto "é grave". "Se o governo não apresentou sequer essa possibilidade na discussão que foi fazendo, é grave. Se não equacionou essa possibilidade, é igualmente grave."


INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE TRABALHO PCP EM OLHÃO - INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA EM SOM AUDIO - LEIA A INTERVENÇÃO DE SEBASTIÃO COELHO










OUÇA AQUI SOM AUDIO







Depois de uma ausência de vários anos e com grande alegria e reforçada vontade de trabalhar para o bem da população olhanense que o PCP regressa ao centro da cidade de Olhão. Com a presença do Secretario-Geral, Jerónimo de Sousa, foram inauguradas as novas instalações do Centro de Trabalho do Partido Comunista Português


Intervenção de Sebastião Coelho
Inauguração do Centro de Trabalho de Olhão do PCP
9 Abril 2017

Camaradas e amigos,
Saúdo todos os presentes, com uma particular referência aos camaradas e amigos que se deslocaram de outros concelhos para participarem nesta iniciativa promovida pela organização concelhia do Partido aqui em Olhão e naturalmente saúdo também a mesa e o Secretário-geral do Partido, o camarada Jerónimo de Sousa.
Camaradas,
A inauguração hoje, do novo Centro de Trabalho do Partido no concelho de Olhão, constitui um momento muito especial para esta organização e para todo o coletivo partidário do Algarve.
Vamos ter uma casa nova. Um novo Centro de Trabalho para dar apoio às tarefas, à iniciativa política e às lutas que o PCP desenvolve. Um novo Centro de Trabalho que queremos que seja também um espaço de convívio, de confraternização, de camaradagem e fraternidade comunista. Mas também uma casa que queremos aberta à população do concelho, um Centro de Trabalho do Partido Comunista Português, onde cada trabalhador, cada democrata, cada patriota se deverá sentir como em sua casa.
Inauguramos este Centro de Trabalho em pleno mês de Abril. Motivo de orgulho e redobrada alegria pelo significado que tem e é caso para dizer que este ano, em Olhão, o 25 de Abril chegou mais cedo.
Deixo por isso aqui, uma palavra de reconhecimento a todos os camaradas que se empenharam para tornar possível este ato.
Como sabem, este dia constitui uma espécie de regresso a casa. Este mesmo edifício, foi durante anos o Centro de Trabalho do PCP. As obras entretanto realizadas duraram mais do que  desejávamos e muito mais do que gostaríamos. Mesmo sendo um percurso exigente, sabíamos que mais tarde ou mais cedo chegaríamos ao dia de hoje. É por isso justa e merecida, uma palavra de valorização a todos aqueles que nas mais diversas tarefas se empenharam para que o PCP regressasse ao centro de Olhão. Para todos os camaradas e amigos que se empenharam, para todas as instituições que colaboraram daqui peço uma salva de palmas.
Caros camaradas, estimados amigos
Durante estes anos o PCP não teve um centro de trabalho à altura das nossas necessidades mas isso não significou, nem falta de intervenção, nem ausência, perante os problemas e anseios dos trabalhadores e das populações deste concelho.
Foi com o PCP, que os trabalhadores e as populações de Olhão, enfrentaram durante anos as políticas de exploração e empobrecimento impostas por sucessivos governos. Foi com o PCP, que os trabalhadores e as populações de Olhão tiveram que fazer frente ao Pacto de Agressão da troika nacional e estrangeira e à sua política de terra queimada. Uma ofensiva que não pode ser esquecida pelos sacrifícios e dramas sociais e económicos que impôs. Não esquecemos os cortes nos salários, nas reformas e pensões, as privatizações de empresas estratégicas, o adiamento de investimentos estruturantes para o concelho, a extinção de freguesias, a perseguição aos mariscadores e viveiristas, o encerramento de centenas de empresas, as portagens na Via do Infante, o desemprego em massa, ou o facto de muitos filhos de Olhão terem sido obrigados a deixar a sua terra na procura de melhores condições de vida. É por isso que valorizamos também, a derrota que a luta dos trabalhadores e das populações impôs ao Governo PSD/CDS, afastando-o do poder e abrindo caminho a uma nova fase da vida política nacional, confirmando o PCP como uma força indispensável e insubstituível aos trabalhadores e ao povo de Olhão e do País.
Conscientes do carácter limitado e insuficiente da atual solução política, o Partido em Olhão, não só está empenhado na divulgação e valorização de todas as medidas positivas que têm sido adotadas, como determinado em prosseguir a luta por uma verdadeira política alternativa, uma política patriótica e de esquerda que responda aos interesses nacionais.
Caros camaradas, estimados amigos
Estamos a 6 meses das eleições autárquicas, que serão uma importante batalha para todo o Partido e que assumiremos no quadro da CDU, conjuntamente com o Partido Ecologista os Verdes e muitos milhares de outros democratas e patriotas.
Em Olhão, partimos para esta batalha com a consciência do trabalho que realizámos. Em 2013, a CDU recuperou um vereador na CM de Olhão, aumentou o número de eleitos para a Assembleia Municipal e o conjunto das Assembleias de Freguesia. Esse crescimento, ao mesmo tempo que o PS perdia a maioria absoluta, foi o facto político mais importante das últimas eleições e que influenciou o presente mandato. Pela primeira vez em largas dezenas de anos o PS deixou de ter as mãos completamente livres para impor opções que foram e são negativas para as populações.  
A CDU foi a voz dos trabalhadores e das populações na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal, nas Assembleias de Freguesia de Pechão, Olhão, Quelfes e na União de Freguesias da Fuseta e Moncarapacho.
A defesa do direito a viver e produzir na Ria Formosa, a luta contra as demolições nas ilhas barreira, a defesa dos direitos dos mariscadores e viveiristas, a exigência da abolição das portagens na Via do Infante, o acompanhamento à situação no centro histórico de Olhão, a luta pela reposição das freguesias, a intervenção contra a prepotência da Refer e a negligência da Câmara na passagem desnivelada na cidade, o apoio ao movimento associativo, a intervenção pela reposição das 35 horas de trabalho para os trabalhadores da autarquia, a denúncia da situação nas empresas municipais, designadamente contra o aumento das competências da Fesnima e a luta contra o aumento dos preços da água promovido pela Ambiolhão, o condicionamento das opções mais negativas da atual maioria, entre muitos outros aspetos, estiveram no centro da intervenção da CDU nos últimos 4 anos. O nosso trabalho, a nossa intervenção, mais do que qualquer propaganda, são a mais fiel garantia que apresentaremos aos trabalhadores e populações de Olhão.
Camaradas
Foi com convicção e sentido de responsabilidade que aceitei a tarefa que me foi proposta de encabeçar novamente a lista da CDU à Câmara Municipal de Olhão. Da minha parte podem contar com a mesma determinação de sempre para levar tão longe quanto possível o exercício desta tarefa. Mas conto também, como aliás não poderia deixar de ser, com o envolvimento de todos os camaradas, de todos os amigos, que vão dar corpo às listas da CDU concorrendo a todos os órgãos do concelho. Temos como objetivo, aumentar o número de votos e o número de mandatos no concelho. Um objetivo que estará tão mais próximo quanto maior for o envolvimento de todos nesta batalha política.  
Nada está decidido nem na vida, nem na luta política. Aqueles que como o PS, que na base, não da sua obra, mas da arrogância, sonham já, com o regresso do poder absoluto, daqui lhes dizemos, que é o povo, e mais ninguém, que decidirá no próximo dia 1 de Outubro os destinos que querem dar a este concelho. Disponíveis para assumir todas as responsabilidades que a população de Olhão nos queira atribuir, partiremos para estas eleições, com confiança, com alegria, com determinação.
Camaradas
O nosso Partido completou 96 anos de luta. E se é certo que muito nos honra a nossa história e a nossa identidade comunista, estamos certos, de que o PCP tem seguramente mais futuro do que memória.
Viva a CDU
Viva a JCP

Viva o Partido Comunista Português




www.algarve.pcp.pt

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OS ESTUDANTES TRAVESSOS DE TORREMOLINOS




Vinho Helwigus Tinto 2015 (Vinho Regional Algarve), produzido no sítio da Charneca - Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, ganhou uma medalha de prata no concurso de vinhos do Algarve.



O Melhor Vinho do Algarve de 2017 é o Quinta do Barradas Reserva Tinto 2014, que recebeu a única Grande Medalha de Ouro no X Concurso de Vinhos do Algarve, promovido pela Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA), em parceria com a Associação de Escanções de Portugal (AEP).

Numa edição marcada pela «excelência dos vinhos em prova» e dado que todas as classificações foram  superiores a 85 pontos, não houve lugar a medalhas de bronze, tendo sido atribuídas, além da grande medalha de ouro, seis medalhas de ouro e vinte de prata.
Aberto a vinhos brancos, rosados e tintos, a prova do X Concurso de Vinhos do Algarve, organizado e promovido pela CVA, realizou-se no passado dia 9  de Abril, no Hotel PortoBay Falésia, em Albufeira.   O júri do concurso – formado por especialistas escanções nacionais – atribuiu medalhas a 27  dos 85  vinhos a concurso.
Segundo Carlos Gracias, presidente da Comissão Vitivinícola do Algarve, «os produtores de Vinhos do Algarve e suas equipas estão de parabéns pelos excelentes resultados obtidos. Superámos a  taxa de participação do ano passado, assegurando  a inscrição de 23  produtores do Algarve, atingindo as 85 referências de vinhos à prova».
«Este concurso é cada vez mais um acontecimento importante no calendário vínico algarvio, e não só, dado que, ao distinguirmos a qualidade e variedade dos nossos vinhos, estamos a promover a região», acrescentou Carlos Gracias.
O presidente da CVA frisou ainda que, «nesta edição, a pontuação do júri foi a mais elevada de sempre, o que releva a posição  ascendente, tanto em  qualidade, como no  carácter dos nossos néctares, o que vem confirmar que a aposta da região na vitivinicultura está  no bom caminho».
Nesta mais recente campanha, o Algarve produziu um milhão de litros de vinho certificado, o que, salienta o presidente da CVA, é muito pouco, quando comparado com outras regiões vinícolas. Mas, se ao nível da quantidade não tem havido crescimento – nem é essa a intenção -, o mesmo já não se passa com a qualidade.
Em declarações ao Sul Informação, Carlos Gracias destacou a «consistente» subida da qualidade dos vinhos do Algarve: «nos últimos quatro anos, neste tipo de concurso, com provas cegas e em igualdade de circunstâncias com vinhos de todas as regiões, o Algarve já teve entre 40 a 50 vinhos medalhados em concursos nacionais e internacionais».



Grande parte da produção algarvia diz respeito a tintos, mas a Comissão Vitivinícola tem apostado, nos anos mais recentes, na «implementação de mais vinhas brancas». E já se verificou um crescimento: «atualmente 30 a 40% do vinho produzido no Algarve já é branco», revela Carlos Gracias.
E porquê esta aposta nos brancos? «O Algarve tem boas características para produzir bons vinhos brancos», embora, devido ao calor de Verão, provavelmente seja necessário «fazer as vindimas mais cedo». Mas, precisamente por causa do calor, a região potencia o consumo de vinhos brancos, «que se servem frescos e que, por isso, podem ter um consumo muito maior no Verão, quando cá estão mais turistas».
Tendo em conta a pequena dimensão da produção vinícola algarvia, com um milhão de garrafas de vinho certificado por ano, tanto como uma média adega cooperativa alentejana, Carlos Gracias não tem dúvidas que a aposta tem que ser «no mercado da região». E se a região tem muitos turistas, sequiosos de vinho fresco e aromático para matar a sede causada pelo calor, então essa terá de ser a aposta.
Aliás, os números do setor parecem justificar esta aposta: 80% do vinho produzido no Algarve é consumido na região, 15% é exportado e apenas 5% é vendido para o resto do país.
«Nos últimos anos, foi dado um grande passo para o reconhecimento dos nossos vinhos, com a ajuda da restauração e da hotelaria. Mas foi até o consumidor quem começou a exigir vinhos algarvios na restauração», salientou o presidente da CVA.
Com a qualidade dos Vinhos do Algarve a ser atestada em concursos, como este que decorreu no passado domingo em Albufeira, o surgimento de novos produtores, a sobrevivência do setor parece estar assegurada.


No total, este X Concurso de Vinhos do Algarve, que este ano se realizou pela primeira vez fora do concelho de Lagoa, premiou nove vinhos de Silves, quatro vinhos de Lagoa, quatro vinhos de Portimão e outros tantos de Lagos, dois vinhos de Tavira e outros dois de Albufeira, e ainda um vinho de Loulé e outro de Faro.
A cerimónia de entrega dos  prémios irá ter lugar no Simpósio Vitivinícola do Algarve, em mais uma iniciativa da CVA, agendada para o dia 11 de Maio, na Escola de Hotelaria e Turismo, em Faro.

X Concurso de Vinhos do Algarve
Lista de Vinhos Medalhados

Grande Medalha de Ouro: “Melhor Vinho do Algarve”
 Quinta do Barradas Reserva Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Rotas Seculares – Unipessoal, Lda (Silves)
Medalha de OURO:
Al-Ria Reserva Tinto 2015 (Vinho Regional Algarve)
Casa Santos Lima, Companhia das Vinhas, S.A. (Tavira)
 Dialog Tinto 2012 (Vinho Regional Algarve)
Quinta dos Vales, Lda. (Lagoa)
 Foral de Portimão Reserva Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
AAC Lda. (Portimão)
 Herdade dos Seromenhos Reserva Tinto 2015 (Vinho Regional Algarve)
Soc. Agr. Herdade dos Seromenhos, Lda. (Lagos)
 Onda Nova Syrah Tinto 2013 (Vinho Regional Algarve)
Adega do Cantor – Sociedade de Vitivinicultura, Lda. (Albufeira)
 Quinta do Barradas Selecção Tinto 2015 (Vinho Regional Algarve)
Rotas Seculares – Unipessoal, Lda. (Silves)
Medalha de PRATA:
 Al-Ria Rosé 2016 (Vinho Regional Algarve)
Casa Santos Lima, Companhia das Vinhas, S.A. (Tavira)
 Quinta da Tôr – Algibre Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Turinox, Lda. (Loulé)
 Borges da Silva Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Luís Carlos Borges da Silva (Lagos)
 Cabrita Tinto 2015 (Vinho Regional Algarve)
José Manuel Cabrita (Silves)
 Convento do Paraíso Cabernet Sauvignon Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Convento do Paraíso, Lda. (Silves)
 Edd´s Private Collection Reserva Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Concepts by Edd’s II, Lda. (Lagoa)
 Euphoria Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Convento do Paraíso, Lda. (Silves)
 Foral de Portimão Rosé 2016 (Vinho Regional Algarve)
AAC, Lda. (Portimão)
 Helwigus Tinto 2015 (Vinho Regional Algarve)
Helwig C. Ehlers (Faro)
 Herdade dos Pimenteis Tinto 2013 Reserva (Vinho Regional Algarve)
Herdade dos Pimenteis, Lda. (Portimão)
 Jaap Rosé 2016 (Vinho Regional Algarve)
Jacobus Honekamp (Silves)
 Lacóbriga Branco 2016 (Vinho Regional Algarve)
Soc. Agr. Herdade dos Seromenhos, Lda. (Lagos)
 Malaca Rosé 2016 (Vinho Regional Algarve)
Soc. Agr. Quinta da Malaca, S.A. (Silves)
 Marquês dos Vales Grace Arinto Branco 2015 (Vinho Regional Algarve)
Quinta dos Vales, Lda. (Lagoa)
 Marquês dos Vales DUO Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
Quinta dos Vales, Lda. (Lagoa)
 Odelouca Branco 2016 (Vinho Regional Algarve)
Patrick Agostini (Silves)
 Onda Nova Viognier Branco 2014 (Vinho Regional Algarve)
Adega do Cantor – Sociedade de Vitivinicultura, Lda. (Albufeira)
 Quinta da Penina Reserva Tinto 2014 (Vinho Regional Algarve)
AAC, Lda. (Portimão)
 Quinta de Ferrel Reserva Branco 2016 (DOP Lagos)
Soc. Agr. Herdade dos Seromenhos, Lda. (Lagos)
 Quinta do Francês Branco 2016 (Vinho Regional Algarve)
Patrick Agostini (Silves)


www.sulinformacao.pt

O livro “assassino” das artimanhas de Donald Trump



O novo presidente dos EUA não gostou de “Trump Revelado”, a sua biografia escrita pelo Washington Post. Livro acaba de sair em Portugal


O livro “assassino” das artimanhas de Donald Trump


Trump Revelado (Planeta, 512 págs., €23,90) vem assinado por Michael Kranish e Marc Fisher (este vencedor de dois Pulitzers), mas é uma obra colectiva. "O The Washington Post designou mais de 20 jornalistas, dois verificadores de factos e três editores para examinar a vida de Trump", lê-se. Examinar o seu passado, dizem os autores, "é compreender como pode comportar-se no futuro."

A direcção enviou repórteres para todos os locais por onde Trump passou, incluindo no estrangeiro. E Trump, apesar de ter aceitado dar uma entrevista colectiva aos editores do jornal, percebeu logo que a obra não lhe era favorável. "O Washington Post elaborou um livro assassino sobre mim. Não comprem, aborrecido!", escreveu no Twitter.
















Nada que o afecte na verdade. Uma das coisas que se percebe no livro é que mesmo as polémicas negativas são boa publicidade. Um mantra que aprendeu cedo.

O livro é imperdível para quem quer perceber de que é feito o novo presidente dos EUA. Deixamos-lhe aqui um apanhado, muito resumido, de algumas das melhores histórias.


1. O filho da mãe da Escócia
A mãe de Donald é escocesa, emigrada para os EUA para fugir à pobreza na terra onde vivia, nas Ilhas Ocidentais. Trump só lá esteve uma vez em adulto, em 2008. Não foi uma viagem sentimental. Na altura, queria construir um campo de golfe de luxo em Aberdeen, um empreendimento que estava a ser muito contestado pelos ambientalistas e pelos proprietários das terras, pressionados a sair com meios pouco ortodoxos pelo staff de Trump. Visitar a casa onde a mãe viveu foi uma tentativa de usar as suas raízes escocesas para amaciar os locais. Entrou na humilde casa e saiu 97 segundos depois.

2. Os bons emigrantes brancos
A mãe de Trump chegou aos EUA e deu-se como doméstica. Corria o ano de 1930, o país estava em plena Depressão e o Ku Klux Klan tinha uma forte influência no sentimento geral anti-emigrantes, típico das crises económicas. Foram impostas quotas, incluindo a oriundos de países europeus, e expulsos milhares de mexicanos. Ao mesmo tempo, o Congresso duplicou a quota de imigrantes de ilhas britânicas, como se fosse uma espécie de "reserva preferida de brancos britânicos". Por isso mãe de Trump foi bem recebida.
 



















Curiosamente, o mesmo aconteceu ao avô paterno de Donald. Friedrich Trumpf chegou com 16 anos a Nova Iorque, em 1885, e deu-se como agricultor. Fugiu da tropa na Alemanha, mas não houve problemas. "Na altura, a lei americana garantia aos alemães um estatuto preferencial: eram vistos como tendo as correctas características étnicas dos europeus brancos".

3. Os Trump "suecos"
A I Grande Guerra disseminou pelos EUA um sentimento anti-alemão, e Friedrich, avô de Donald, tentou esconder as suas raízes, apesar de nunca ter havido uma real intensão de expulsar alemães. A mesma coisa aconteceria com o pai de Donald, Fred, durante a II Grande Guerra, passando a dizer que a sua família era sueca. O próprio Donald chegaria a disseminar a mesma proveniência escandinava.
 









4. Os vizinhos mais odiados
Ainda que o pai de Donald fosse conhecido por ser forreta, vivia com estilo. "Moravam numa casa de dois andares de estilo Tudor, em Wareham Place. Tinham motorista, cozinheiro e sistema de intercomunicador, televisor a cores e um enorme comboio eléctrico de brincar que provocava a inveja do bairro. Aparentemente, os filhos de Fred Trump herdaram a atitude fria do pai em relação aos vizinhos. Quando a bola de um vizinho saltava para dentro do espaçoso quintal dos Trump, o jovem Donald ladrava: ‘Vou dizer ao meu pai, vou chamar a polícia’."

5. As mãos desinfectadas
O pai de Donald era extremamente formal - até andava em casa de fato e gravata. A mãe era muito social, ia a muitas festas e reuniões sociais. Foi dela que herdou o receio dos germes. "Sabem, é muito mal-educado se alguém quer apertar a mão e você não aperta, por isso, aperto. Lavo as mãos o máximo que posso, e não é um insulto a ninguém, é um facto: ficamos com germes nas mãos e constipamo-nos", diz Donald.

6. A universidade "mal frequentada" por estrangeiros
Ainda que tivesse equacionado ir estudar cinema para a Carolina do Sul, Trump acabou por ir para a Universidade Fordham. Os colegas da altura contam que já aparecia com mulheres vistosas, lia o Wall Street Journal e o New York Times nos intervalos, rabiscava prédios e arranha-céus nas aulas e gostava de saber o que é os pais dos colegas faziam. Dizia também que um dia ia ser famoso. Donald nunca teve uma sensação de pertença ao campus. Um antigo vizinho revela que se queixava que tinha "demasiados alunos italianos e irlandeses".
 















7. Os calcanhares
Trump foi escapando ao serviço militar devido à sua condição de estudante e depois por razões médicas não especificadas. Mais tarde, disse que tinha a ver com "uma saliência óssea nos calcanhares". 



















8. Os negros não entram
Donald acabou os estudos e o pai empregou-o no grupo, dando-lhe uma parte importante para gerir no seu império imobiliário para as classes médias. O pai chegou a ser interrogado por suspeitas de uso irregular de apoios estatais à construção, mas a maior polémica foi com Donald. Em 1972, através de agentes infiltrados, a Comissão dos Direitos Humanos de Nova Iorque conseguiu provar como os Trump não arrendavam certos prédios a negros.
 









O Departamento de Justiça abriu um processo, mas não queria dinheiro nem prisões. Apenas um acordo para não discriminar. Os advogados aconselharam Donald a assinar, mas este não aceitou. Por mero acaso, cruzou-se nesse dia com Roy Cohn, um advogado com longa fama de corrupto, conhecido por ter lutado ao lado de Joseph McCarthy na purga comunista. Cohn, que não fazia acordos, desafiou Trump a ripostar. Devia contra-atacar sempre. Foi um mantra para Trump.

Donald Trump processou o Governo por calúnia e pediu 100 milhões de dólares de indemnização. O caso encerrou em 1975 através de um acordo em que Donald aceitou publicar anúncios onde dizia que não discriminava pessoas de outras raças. Mas o governo suspeitava que as práticas continuavam.

Muitos anos mais tarde, quando entrou no mundo dos concursos de beleza, foi acusado de dar indicações para que as candidatas negras a Miss não fossem aceites.

9. O amigo gay
Embora sempre o negasse e, pior ainda, condenasse a homossexualidade, o sinistro amigo Roy Cohn era gay. Em 1985, quando Cohn contraiu VIH, Donald afastou-se. "Não acredito que ele me está a fazer isto. O Donald mija água gelada", comentou Roy Cohn.
 










10. O Commodore
O seu primeiro grande projecto foi a transformação do Commodore, um hotel em Manhattan de 1900 quartos em estado decrépito, em Hotel Grand Hyatt. "Para o plano ter sucesso, a Penn Central tinha de lhe vender o hotel, a burocracia de Nova Iorque tinha de aprovar a sua abordagem e dar-lhe isenção fiscal, uma empresa de gestão tinha de se associar a ele para administrar o hotel e os bancos tinham de lhe avançar o dinheiro para pagar tudo", lê-se.

Trump lançou então uma espécie de ofensiva de charme. "Trump enganou a cidade, os vendedores e a cadeia de hotéis uns a seguir aos outros, utilizando um para alavancar o acordo com o outro."

Mais tarde, a Auditora Geral da cidade descobriu "aberrantes práticas de contabilidade que tinham retirado à cidade milhões de dólares em impostos." Questionado mais tarde, Trump disse que não se lembrava da investigação.

Nos anos seguintes, Trump iria entrar em conflito com a família que geria a Hyatt. Em 1996, lutando contra enormes dívidas, acabou por vender a sua parte.

11. A mulher decoradora e os filhos no escritório
É mais uma emigrante na vida de Donald. Ivana Zelníbková Winklmayr cresceu na Checoslováquia sob o regime comunista e emigrou para o Canadá antes de ir para os EUA. Donald dizia que era uma das maiores modelos do Canadá, mas Ivana tinha apenas desfilado em lojas e posado para peleiros. Também tinha sido casada com um esquiador austríaco, Alfred Winklmayr, mas esse casamento foi omitido da sua biografia oficial.









Desta relação nasceram três filhos. Donald Trump não tinha nenhuns cuidados nem interesses parentais. Só lidava com os filhos no escritório. Ivana foi empregada como decoradora de interiores dos empreendimentos do marido. O casamento acabaria depois de uma traição de Donald, que fez as delícias dos tablóides durante meses.

12. O caso das esculturas
Um dia, Donald andava por Manhattan e viu uma loja de luxo na Fifth Avenue. "Vamos descobrir quem é o dono e deitar o edifício abaixo". Seria o local da Trump Tower. O edifício tinha uma elegante fachada art déco, que incluía duas esculturas em baixo relevo de quatro metros e meio. O dono de uma galeria em frente e a curadora do Metropolitan Museum of Art tentaram convencer Trump a doar as obras. Trump aceitou, mas um dia apareceram os operários e destruíram tudo. "O capataz recusou parar: ‘O jovem Donald disse que há uma mulher estúpida na alta da cidade, num museu, que as quer e que nós temos de as destruir".

O caso foi capa do Times. O artigo continha declarações de um John Barron, um pseudónimo que Trump usava quando não se queria identificar. Dizia que as esculturas valiam apenas 9 mil dólares e que removê-las tinha custado 33 mil. Dois dias depois, disse que remoção tinha custado 500 mil e que a sua preocupação era a seguranças das pessoas – as estátuas podiam cair e matar alguém.

13. A brigada polaca
É mais um caso da relação Trump-emigrantes. As demolições necessárias para a construção da Trump Power foram feitas por centenas de polacos sem documentos, mal pagos, por vezes a dormir no chão e pagos com vodca. Trump foi processado por um sindicato em 1983, quando a torre abriu. Em 1990, testemunhou que não sabia que trabalhadores não tinham documentos, e culpou a empresa de demolição. O juiz não concordou e o caso chegou ao fim com um acordo em 1999.

Os autores deste livro lembram que "anos mais tarde, Trump chamaria à imigração ilegal ‘uma bola de demolição apontada aos contribuintes dos Estados Unidos’".

14. As relações com mafiosos
Para construir a Trump Tower, Donald teve de enfrentar sindicatos e mafias. "Em 1982, quando as greves sindicais congelaram as obras pela cidade, a construção da Trump Tower não parou um segundo. Quando abriu, no ano seguinte, foram vendidos a Cody e à sua namorada três enormes duplex mesmo por baixo da penthouse de Trump."

Quem era este Cody? Um chefe mafioso que mandava no sindicato Teamsters, que controlava os camiões de cimento. Cody, numa investigação federal posterior, disse que conhecia Trump muito bem e que gostava de negociar consigo através de Roy Cohn. Após a morte de Cody, em 2001, Trump chamou-lhe "um filho da mãe psicótico e escumalha".

15. Os rumores plantados na imprensa
Donald usou várias vezes os jornalistas para inventar VIPs interessados nas suas propriedades, trazendo-lhes notoriedade. Fazia-o sob anonimato, ou usando pseudónimos – por vezes disfarçando a voz, para não se perceber que era ele. O seu pseudónimo preferido era John Barron - o seu filho mais novo viria a chamar-se Barron.
 










Por exemplo, espalhou o rumor de que a família real britânica estava interessada em gastar 5 milhões de dólares para comprar um piso inteiro na Trump Tower. Donald não confessou ter criado o rumor, que o Times atribuiu a "alguém do sector imobiliário", mas disse ‘de certeza que não nos prejudicou".

Mais tarde, plantou também o rumor de que a Casa Branca estava a pensar mudar a suite do Presidente dos EUA em Nova Iorque para o Plaza Hotel, de que Donald era proprietário.

16. As ameaças, os processos e os subornos a jornalistas
Em 1978, Wayne Barrett foi o primeiro jornalista a investigar os negócios de Donald. O empresário começou a usar com ele a "técnica da cenoura e do pau". Primeiro, a cenoura. Barrett vivia em Brownsville, na altura uma das áreas mais pobres de Brooklyn. "Podia arranjar-lhe um apartamento", disse a Barrett. Depois, o pau: "Tu e eu temos sido amigos e tal, mas se a tua história danificar a minha reputação, quero que saibas que vou processar-te."

Tinha outras técnicas. Escrevia cartas aos jornalistas e críticos, plantavas rumores depreciativos sobre os jornalistas ou colunistas e, por vezes (muitas vezes), enviava uma cópia do artigo junto com uma folha timbrada da Trump Organization. "Quando a colunista Gail Collins, do Times, chamou Trump ‘um ricaço com problemas financeiros’, ele enviou-lhe a coluna e a cara dela com um círculo à volta. Ao lado, Trump tinha escrito: ‘A cara de um cão!’".

"Em todas as alturas da sua carreira, Trump tentou punir aqueles que questionavam a imagem que ele queria que o mundo visse. 'Eu processo' tornaram-se as palavras de ordem do seu negócio, tal como 'Estás despedido' se tornou o mantra da sua imagem televisiva [no programa O Aprendiz]. Durante três décadas, Trump e as suas empresas puseram mais de 1900 processos e foram arguidos noutros 1450, de acordo com uma análise do USA Today. Alguns dos processos legais foram o resultado de negócios complexos. Mas outros concentraram-se em perseguir quem questionava a sua fortuna ou até o seu gosto.", lê-se na página 337 de Trump Revelado.

Um exemplo caricato: "Uma vez apresentou uma queixa por difamação, no valor de 500 mil dólares, contra um crítico do Chicago Tribune que descreveu o átrio principal da Trump Tower como 'uma galeria comercial kitsch, com uma extravagância ofuscante'."

17. Os telefonemas para as redacções
"Enquanto outros magnatas dos negócios se escondiam atrás de relações públicas e porta-vozes que afastavam os repórteres, Trump costumava devolver as chamadas pessoalmente, dentro de horas, se não minutos. Para algumas publicações, a disponibilidade constante de Trump e o seu interesse em aparecer transformou-se numa chatice. Um ano, quando a Fortune estava a reunir a sua lista anual de empresários ricos, a revista destacou um estagiário para lidar com a enxurrada de telefonemas de Trump, que discordava da avaliação que faziam do seu património."
 










O episódio de Donald dizer que vale muito mais do que na realidade valia iria repetir-se várias vezes. Logo em 1976 referia que valia 200 milhões de dólares quando a sua declaração de impostos "revelava um lucro de apenas 25.594 dólares" E devia 10.832 dólares de impostos.

O tema das declarações de impostos e de quanto vale realmente a sua fortuna de Trump domina a agenda mediática de Trump há décadas (ainda hoje, uma vez que se recusa a mostrar a sua declaração de impostos).

A técnica usada pela Forbes para calcular a riqueza de Trump, para o ranking anual da revista, era "dividir por três" o que o empresário se gabava de valer. Era a única maneira porque Trump não era uma fonte credível e não havia informação detalhada, pública e auditada sobre as suas empresas e negócios.

18. O anel
No início dos anos 90, quando Donald estava atolado em dívidas, fruto dos seus megalómanos investimentos (quase todos deles já praticamente na mão dos credores), os banqueiros a quem devia milhões de dólares viram-no a aparecer com a namorada Marla Maples. "Ela levantou a mão esquerda para mostrar um anel de diamante com 7,5 quilates e corte esmeralda. Na quinta-feira seguinte, quando os banqueiros se encontraram com Trump, exigiram saber onde tinha ele arranjado o dinheiro para o anel de 250 mil dólares. Trump escapou à sua ira. O anel, disse ele, era um empréstimo do joalheiro Harry Winston em troca de publicidade grátis."

19. A "universidade"
Em 2005, Donald chamou os jornalistas para anunciar o seu novo projecto. A Trump University, uma espécie de "escola de gestão"/seminários em salões de festas, muito focada no imobiliário. Quando rebentou a bolha deste último, a Trump University começou a ensinar sobre como tirar partido da crise. Não tardaram os processos em tribunal de alunos que se sentiram defraudados pelo "canudo" que obtiveram em troca do que aprenderam e (sobretudo) pagaram. A Trump University nem podia sequer usar o nome University, pelo que teve de mudar de nome para Trump Entrepreneur Iniciative. Fechou em 2010.
 









20. O Aprendiz de luxo
Na final da edição de 2007 do reality show que o catapultou para a fama à escala nacional, Trump prometeu ao vencedor escolher entre dois prémios: supervisionar a construção de um resort de luxo na República Dominicana ou um condomínio de 47 andares em Atlanta. O que ninguém sabia ainda era que Trump não era proprietário de nenhum dos projectos, apenas dera o nome. Nenhum dos dois projectos acabaria por ir para a frente. Sempre que um projecto falhava, Donald refugiava-se na estratégia do licenciamento.

21. O filantropo à força
Donald definia-se como "um filantropo ardente". Ou não. "No lançamento da campanha à presidência, disse que tinha doados mais de 102 milhões de dólares para instituições de beneficiência, entre 2011 e 2015. Mas o The Washington Post descobriu que nenhum destes 102 milhões vieram do seu dinheiro. Muitas das contribuições assumiram a forma de jogos de golfe grátis nos seus campos, oferecidos em rifas nas feiras e nos leilões de caridade."

O livro conta outros casos parecidos. Como prometer doar um milhão para as causas dos veteranos. Só o fez quatro meses depois, quando um jornalista o pressionou a dar pormenores. Donald Trump respondeu à sua maneira, atacando a imprensa: "mauzinhos", "desonestos", "sacanas" e "injustos", chamou aos jornalistas. "Vou continuar a atacar a imprensa", terminou.


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