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terça-feira, 21 de março de 2017

METAMORFOSE AZUL/LARANJA


Confrontos verbais entre apoiantes do PNR e estudantes em frente a faculdade








Os confrontos verbais entre os apoiantes do PNR e os estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa obrigaram a um reforço policial, que chegou ao local cerca das 18:30.



Os apoiantes do PNR, alguns vestidos com fatos, máscaras e pulverizadores agrícolas, começaram por dizer: "vocês são uns fascistas, uns cobardes", acrescentando que estavam ali para fazer uma "limpeza, uma desparasitação do marxismo, do totalitarismo e da falta de liberdade de expressão" que alegadamente se vive naquela unidade de ensino e que, segundo o PNR, o Bloco de Esquerda "não pode tomar conta" da instituição.
Em resposta, e à medida de os dois grupos se foram aproximando, junto à entrada da faculdade, dezenas de estudantes responderam: "fascismo nunca mais, 25 de abril sempre, vocês são uns fascistas", tendo ainda cantado músicas de Zeca Afonso, como a Grândola Vila Morena.

Os ânimos exaltaram-se e a situação obrigou a polícia a pedir reforço de agentes, que neste momento formam um cordão de segurança entre as duas partes. A avenida de Berna, em Lisboa, estava às 18:30 cortada ao trânsito entre o cruzamento da avenida de Roma e a Praça de Espanha.
O PNR convocou o protesto de hoje, sob o lema "contra o totalitarismo do pensamento único e pela liberdade de expressão para todos", depois de ter sido cancelada a conferência do politólogo Jaime Nogueira Pinto sobre "Populismo ou Democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate", agendada para 07 de março.


www.tsf.pt

QUERIA SER A "RAPUNZEL" DA VIDA REAL E NÃO CORTOU O CABELO DURANTE 20 ANOS

Se você acha que lidar com seu cabelo é um verdadeiro problema, espera a conhecer a esta garota de 27 anos, que em 20 anos não cortou nem um centímetro de seu longo cabelo com o fim de parecer à heroína de longos cabelos do icônico conto de fadas de Rapunzel. Trata-se da russa Aliia Nasyrova, que demora mais de 60 minutos em pentear e secar sua longa e esplendorosa melena.

Ainda que seja difícil de imaginar, o cabelo desta garota pesa ao redor de 2 kg, quase o mesmo peso de seu próprio gato.
Queria ser a Rapunzel da vida real e não cortou seu cabelo em 20 anos 01
Em contraposição do que qualquer um poderia imaginar, ela destina uma grande quantidade de tempo a cuidar de seu cabelo.
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Mas para mantê-lo saudável durante 2 décadas, Aliia recorta as pontas uma vez ao mês para prevenir as indesejadas pontas duplas.
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Como mais da metade de sua vida manteve este estilo, seu cabelo já não representa um problema.
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Seu marido Ivan assegura que sua grande melena é parte da família e que aprendeu, como parceiro, a lidar diariamente com a farta melena da esposa.
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Ele assegura que a cada noite ao se deitar se preocupa de deixar espaço suficiente para o cabelo de Aliia, que deve permanecer esticado para assim prevenir emaranhados de fios.
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Ivan foi um grande apoio neste processo, já que Aliia recebeu inúmeras ofertas para vender seu cabelo, mas ela recusou incansavelmente.
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O desejo de manter o cabelo longo remonta a infância de Aliia, onde começou a adoração pelas heroínas de contos de fadas que tinham uma poderosa cabeleira que as fazia únicas, sobretudo de Rapunzel.
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Muitas das pessoas que a conhecem ou que inclusive só a viram através de redes sociais, tentam convencê-la a cortar o cabelo, que segundo eles não tem nada de bonito.
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Mas Aliia está acostumada a este tipo de comentários e simplesmente nem dá bola.
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Mas os elogios também são parte de sua vida. Muitos usuários felicitam-na por manter em tão bom estado os 230 centímetros de cabelo e exibi-lo com tanta graça.
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É que devido ao assombro que este produz, múltiplas companhias de beleza lhe presenteiam produtos para manter o cuidado de seu cabelo.
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www.mdig.com.br

O radicalismo de esquerda e a questão social


Opinião



O que é perigoso é existirem 116 mil vínculos precários no Estado.
Começo a ficar preocupado. Não consigo decifrar o conceito político de esquerda radical. Os ideólogos que defendem todos os dias a vinda rápida do diabo para o palco da política nacional consideram a esquerda radical populista e perigosa. Estes construtores de opinião utilizam todas as suas ferramentas intelectuais para incutirem nos cidadãos a ideia de que a esquerda radical tem propostas e soluções políticas que são poesia, irrealistas, utópicas, completamente desligadas do contexto europeu e do resto do mundo.
A esquerda radical é populista e perigosa porque não aceita contaminar o discurso político com questões técnicas. Um bom exemplo disso é o da renegociação da dívida. É muito técnico e complexo e, por isso, é aconselhável não mexer. O PS ainda não venceu este constrangimento. Mesmo assim, este tema tem mais de político do que de técnico. Sem renegociação da dívida não vamos poder continuar a respirar. Sem os recursos da dívida e dos seus juros não há possibilidade de dignificar os serviços públicos, não há dinheiro para reforçar o Estado Social, aumentar salários, pensões e prestações sociais, apoiar as pequenas e médias empresas, melhorar os serviços públicos de saúde e educação, construir equipamentos sociais ou outras infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento do país.
A esquerda radical é populista e perigosa porque não aceita casar-se com o social liberalismo. Com esta coabitação seria mais difícil aumentar o salário mínimo. Os que consideram a esquerda radical populista e perigosa ainda acreditam que a competitividade das empresas depende dos baixos salários e da miséria das remunerações que não retiram da pobreza sequer os que estão empregados.
A esquerda radical é populista e perigosa porque não aceita a doutrina da submissão ao directório económico de Bruxelas que nos impõe o encerramento de serviços, despedimentos, privatizações, desregulamentação das leis do trabalho, cortes nas pensões e salários, aumento de impostos, destruição do Estado Social. Tudo isto para pagar a falência dos bancos privados.
A esquerda radical é populista e perigosa porque só serve para protestar. O caminho de abertura para iniciar reformas estruturantes para o país está condicionado. Mas de que reformas falamos? Privatizar a segurança social? Mexer na Constituição para dar mais benefícios, privilégios e regalias ao grande capital? Privatizar a Caixa Geral de Depósitos?
A esquerda radical é populista e perigosa porque amedronta o investimento estrangeiro. Sem investimento não há criação de riqueza e emprego. Muito bem, concordo. Mas o que dizem as estatísticas é que, em 2016, o crescimento da economia foi de 1,4%, tendo ultrapassado as previsões do governo e de Bruxelas.

O que é perigoso é existirem 116 mil vínculos precários no Estado. O que é perigoso é existirem mais de quatro mil famílias à espera de uma habitação social, o que é perigoso é ainda existirem cantinas sociais para matar a fome diária a mais de 38 mil pessoas, o que é perigoso é a chuva que cai nas salas de aula de muitas escolas. O que é perigoso é existir mais de um milhão de idosos com pensão inferior a 230 euros mensais, mais de 600 pessoas a viver nas ruas de Lisboa sem qualquer tipo de apoio institucional, rendas agiotas que o Estado tem de pagar pelas parcerias público-privadas nos contratos das rodovias e da gestão hospitalar. O que é perigoso é defender a caducidade da contratação colectiva.
A esquerda radical é populista e perigosa porque acredita na acção colectiva organizada dos cidadãos para conquistar direitos e bem-estar social. A esquerda radical é populista e perigosa porque não desiste da luta de classes, não aceita que a vida das pessoas seja menos importante do que a dos mercados. A esquerda radical é populista e perigosa porque não aceita hipotecar a felicidade das pessoas numa taxa de juro ou numa anotação de uma agência de rating. A esquerda radical é populista e perigosa porque não aceita, não se conforma nem acha normal os vampiros comerem tudo e não deixarem nada.


www.publico.pt

Oportunismo - Carlos Pinhão


Oportunismo

O camaleão
tem a cor da ocasião.
Usa-se muito em política
é prática muito vista
– a situação pode mudar
ele não
é sempre situacionista

Bichos de Abril

voarforadaasa.blogspot.pt

SABIA QUE OS MATRAQUILHOS FORAM INVENTADOS DURANTE A GUERRA CIVIL ESPANHOLA POR UM POETA ANARQUISTA QUE QUIS ENTRETER AS CRIANÇAS FERIDAS NA GUERRA E QUE NÃO PODIAM JOGAR FUTEBOL ?

O jovem espanhol Alejandro Finisterre sonhava em ser poeta e confabulava conspirações anarquistas quando uma bomba caiu sobre sua casa, confirmando a Guerra Civil espanhola, em 1936.


Os matraquilhos foram inventados para crianças refugiadas da Guerra Civil espanhola por um anarquista apaixonado por poesia



Ferido entre os escombros nos quais ficou preso, Alejandro deixou o hospital coxo, sabendo que não mais poderia jogar futebol. Pior, no entanto, foi ver ao seu redor tantas crianças que, igualmente feridas naquela guerra, também não mais poderiam jogar bola. Foi diante desse absurdo que surgiu a faísca para sua mais célebre invenção dos matraquilhos

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Conforme contou a revista espanhola Um Caño, o raciocínio de Alejandro foi simples: se existe o tênis de mesa, tem de poder existir o futebol de mesa.
Ele encomendou a um carpinteiro que construísse os jogadores de madeira, e fez a caixa e a bola. A ideia era, através do jogo, “neutralizar por um momento a ignomínia da guerra” – e, para ele, foi como compor um poema “com espaço e tempo”, como bem disse o jornalista catalão Victor Amela.
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Alejandro foi viver no Equador, onde se tornou um importante editor, jornalista e poeta. Tentou inventar também o basquete de mesa, mas sem alcançar tanto sucesso. Seu grande poema foi mesmo a invenção ds matraquilhos– ou Futbolín, na Espanha, ou Metegol, na Argentina, ou totó, e assim por diante.
Pebolim2

Alejandro jogando pebolim
Sua invenção se popularizou no mundo todo, através do amor pelo futebol, mas também dos sorrisos e da diversão das crianças, capaz de superar, mesmo que por um instante (e pelas sábias mãos do poeta) até mesmo os horrores da guerra.

Alejandro jogando pebolim
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© fotos: divulgação

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Conheça Giethoorn a cidade holandesa que não tem ruas




Giethoorn é uma pequena cidade na Holanda. A população é de apenas 2600 pessoas, várias vezes menos do que a capital holandesa, Amsterdão.

Apesar do seu tamanho, Giethoorn se transformou em uma atração turística do país. Mas o que fez a cidade tão popular?

A principal razão é que a cidade não tem ruas, o que lhe dá uma beleza um tanto peculiar.
Ao invés das estradas, os moradores usam barcos para se locomover, ou caminham por suas muitas calçadas e pontes.
A cidade foi estabelecida por monges franciscanos em 1230. Ao chegar no lugar, eles descobriram vários chifres de cabras na região, que haviam morrido anos antes em uma inundação. Ainda assim, eles resolveram ficar e construir a cidade.
Então, os monges conectaram os vários lagos através de canais, dando a aparência que a cidade possui hoje. O resultado, como se pode ver, foi esplêndido.
Por conta disso, a cidade é conhecida como “Veneza da Holanda”. No inverno as águas congelam e a cidade ganha uma aparência ainda tão surpreendente, como se fosse saída de um livro de ficção.


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PCP saúda a eleição Francisco Guterres “Lu-Olo”



O Secretário-Geral do PCP endereçou uma saudação a Francisco Guterres “Lu-Olo” pela sua eleição como Presidente da República Democrática de Timor-Leste.
Na mensagem endereçada, assinala-se que “a sua eleição constitui mais uma valiosa expressão do papel que a FRETILIN desempenhou na longa e heróica luta libertadora do povo timorense e que hoje desempenha na construção soberana e democrática de Timor-Leste", confirmando ainda a "vontade de reforçar as históricas relações de amizade e solidariedade entre o PCP e a FRETILIN, ao serviço das relações de amizade entre os nossos dois povos e países", e transmitindo "os melhores votos de sucesso no exercício das suas altas responsabilidades”.

Jerónimo de Sousa saúda Francisco Guterres “Lu-Olo”

Ao camarada Francisco Guterres “Lu-Olo”
Presidente da FRETILIN
Querido camarada,
É com grande satisfação que, por motivo da sua eleição como Presidente da República Democrática de Timor-Leste, lhe transmito as felicitações e as calorosas saudações do Partido Comunista Português.
A sua eleição constitui mais uma valiosa expressão do papel que a FRETILIN desempenhou na longa e heróica luta libertadora do povo timorense e que hoje desempenha na construção soberana e democrática de Timor-Leste.
Confirmando a nossa vontade de reforçar as históricas relações de amizade e solidariedade entre o PCP e a FRETILIN, ao serviço das relações de amizade entre os nossos dois povos e países, transmito-lhe os melhores votos de sucesso no exercício das suas altas responsabilidades.
Fraternalmente.
Jerónimo de Sousa
Secretário Geral do Partido Comunista Português


www.pcp.pt

A HISTÓRIA DE POCAHONTAS

Pocahontas 

Nasceu em 1595 faleceu em 21 de março de 1617 foi uma Princesa Ameríndia, filha de Powhatan que se casou com o inglês John Rolfe, tornando-se uma celebridade no fim de sua vida. 

Era filha de Wahunsunacock (conhecido também como Chefe Powhatan), que governava uma área que abrangia quase todas as tribos do litoral do estado da Virgínia (região chamada pelos índios de Tenakomakah). 

Seus verdadeiros nomes eram Matoaka e Amonute; "Pocahontas" era um apelido de infância. A vida de Pocahontas deu margem a muitas lendas. Tudo que se sabe sobre ela foi transmitido oralmente de uma geração para outra, de modo que sua real história permanece controversa. 

Sua história se transformou num mito romântico nos séculos seguintes à sua morte, mito este que foi transformado num desenho animado da The Walt Disney Company (Pocahontas) e em um filme, The new world (O novo mundo).

Pocahontas é um apelido que significa "a metida"’ ou "criança mimada". O seu nome real era Matoaka. A história conta que ela salvou o inglês John Smith, que seria executado pelo seu pai em 1607. Nessa época, Pocahontas teria apenas entre dez e onze anos de idade.

Smith era um homem de meia idade, de cabelos castanhos, de barba e cabelos longos. Ele era um dos líderes colonos e, em 1607, fora raptado por caçadores Powhatans. Ele possivelmente seria morto, mas Pocahontas interveio, conseguindo convencer o pai que a morte de John Smith atrairia o ódio dos colonos.

Graças a esse evento (e a mais duas oportunidades em que Pocahontas salvou a vida dos colonos), os Powhatans fizeram as pazes com os colonos. Ao contrário do que dizem os romances sobre sua vida, Pocahontas e Smith nunca se apaixonaram. Smith serviu como um tutor da língua e dos costumes ingleses para Pocahontas. Em 1609, um acidente com pólvora obrigou John Smith a se tratar na Inglaterra, mas os colonos disseram a Pocahontas que Smith teria morrido.

A verdadeira história de Pocahontas tem um triste final. Em 1612, com apenas dezessete anos, ela foi aprisionada pelos ingleses enquanto estava em uma visita social e foi mantida na prisão de Jamestown por mais de um ano. Durante o período de captura, o inglês John Rolfe demonstrou um especial interesse na jovem prisioneira. Como condição para Pocahontas ser libertada, ela teve de se casar com Rolfe, que era um dos mais importantes comerciantes ingleses no setor de tabaco.

Pocahontas passou um ano prisioneira, mas tratada como um membro da corte. Alexander Whitaker, ministro inglês, ensinou o cristianismo e aprimorou o inglês de Pocahontas e, quando este providenciou seu batismo cristão, Pocahontas escolheu o nome de Rebecca.
Logo após isso, ela teve seu primeiro filho, a qual deu o nome de Thomas Rolfe. Os descendentes de Pocahontas e John Rolfe ficaram conhecidos como Red Rolfes.

Em 1616, Rolfe, Pocahontas e Thomas viajaram para Inglaterra. Junto a eles, onze membros da tribo Powhatan, incluindo o sacerdote Tomocomo. Na Inglaterra, Pocahontas descobriu que Smith estava vivo, mas não pôde encontrá-lo, pois estava viajando. Mas Smith mandou uma carta à rainha Ana, informando que fosse tratada com nobreza. Pocahontas e os membros da tribo se tornaram imensamente populares entre os nobres e, em um evento, Pocahontas e Tomocomo se encontraram com o rei James, que simpatizou com ambos.

Em 1617, Pocahontas e John Smith se reencontraram. Smith escreveu em seus livros que, durante o reencontro, Pocahontas não disse uma palavra a ele, mas, quando tiveram a oportunidade de conversarem sozinhos por horas, ela declarou estar decepcionada com ele, por não ter ajudado a manter a paz entre sua tribo e os colonos. Meses depois, Rolfe e Pocahontas decidiram retornar à Virgínia, mas uma doença de Pocahontas (provavelmente a varíola, pneumonia ou tuberculose) obrigou o navio em que estavam a voltar para Gravesend, em Kent, na Inglaterra, onde Pocahontas veio a falecer.

Após sua morte, diversos romances sobre sua história foram escritos, sendo que todos retratavam um romance entre Smith e Pocahontas. A maioria, ainda, tratava John Rolfe como um vilão, que teria separado os dois e casado com Pocahontas à força. Apesar de sua fama, as figuras encontradas sobre Pocahontas sempre foram de caráter fantasioso, sendo a mais real figura de Pocahontas a pintura de Simon Van de Passe, que foi feita em 1616.

Hoje em dia, muitas pessoas tentam associar sua árvore genealógica a Pocahontas, incluindo o ex-presidente George W. Bush, mas, na verdade, ele seria descendente apenas de John Rolfe, a partir de um filho de um casamento posterior à morte de Pocahontas. Entre as pessoas confirmadas como descendente de Pocahontas, destaca-se Nancy Reagan, viúva do ex-presidente estadunidense Ronald Reagan.

O chefe Powhatan morreu na primavera seguinte. Os descendentes da tribo de Pocahontas foram dizimados e suas terras foram tomadas por colonizadores.

A união com John Rolfe


Durante sua estada em Henricus, Pocahontas encontrou-se com John Rolfe, que caiu de amores por ela. Rolfe, cuja esposa e filha tinham falecido, tinha cultivado com sucesso uma nova espécie de tabaco em Virgínia e tinha gasto muito de seu tempo lá para a colheita. Ele era um homem muito religioso que se angustiava com as potenciais repercussões de casar com uma "selvagem". Em uma longa carta dirigida ao governador, pediu permissão para casar-se com ela, relatando seu amor por ela e sua crença de que ela poderia ter sua alma salva. Ele alegou que não estava somente movido "pelo desejo carnal, mas pelo bem desta plantação, pela honra de nosso país, pela Glória de Deus, pela minha própria salvação... ela se chama Pocahontas, a quem dirijo meus melhores pensamentos, e eu tenho estado por tanto tempo tão confuso, e encantado por esse intrincado labirinto...". Os sentimentos de Pocahontas sobre Rolfe e a união são desconhecidos. Casaram-se em 5 de abril de 1614.[1] Viveram juntos nos anos seguintes na plantação de Rolfe, Varina Farms, que estava localizada ao lado do James River, na nova comunidade de Henricus. Tiveram um filho, Thomas Rolfe, nascido em 30 de janeiro de 1615. Sua união não obteve sucesso no sentido de trazer os cativos de volta, mas estabeleceu um clima de paz entre os colonos de Jamestown e a tribo de Powhatan por muitos anos; em 1615, James Habor escreveu que desde o casamento "nós tivemos um amigável comércio não só com os Powhatans como também com todas aqueles que estavam em nossa volta".

Viagem à Inglaterra e morte


Os responsáveis pela colónia de Virgínia encontravam dificuldade em atrair novos colonos para Jamestown. Com o objectivo de encontrar investidores para assumir os riscos, usaram Pocahontas como uma estratégia de marketing, tentando convencer os europeus de que os nativos poderiam ser "domesticados"; buscavam, desse modo, salvar a colônia. Em 1616, os Rolfes viajaram para a Inglaterra, chegando no porto de Plymouth e dirigindo-se para Londres em Junho de 1616. Foram acompanhados por um grupo de onze nativos. Pocahontas entreteve várias reuniões da sociedade. Ao chegar, o rei não queria recebê-la formalmente. Por isso, Smith, que estava em Londres, ao saber disso, escreveu uma carta ao rei contando como Pocahontas os havia salvo em Jamestown da fome, do frio e da morte. O rei, por causa disso, aceitou recebê-la. Pocahontas e Rolfe viveram no subúrbio de Brentford por algum tempo. Em março de 1617, tomaram um navio e retornaram à Virgínia. No entanto, o navio havia somente chegado à Gravesend, no rio Tâmisa, quando Pocahontas ficou doente. A natureza da doença é desconhecida, mas pneumonia, varíola ou tuberculose são os diagnósticos mais prováveis. Ao desembarcar, ela morreu. Seu funeral ocorreu em 23 de Março de 1617, na paróquia de São Jorge, em Gravesend. Em sua memória, foi erguida, em Gravesend, uma estátua de bronze em tamanho real.




A Verdadeira e Trágica História de Pocahontas



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A maioria das pessoas estão familiarizadas com a história de Pocahontas – a princesa nativo-americana que apaixonou-se pelo inglês John Smith, durante o auge do conflito entre os colonos ingleses e os povos das Américas.
Em 1995, a Disney lançou um filme de animação onde supostamente mostraria os eventos que desenrolaram-se na vida desta jovem. Embora a Disney seja conhecida por criar contos de ficção, muitas pessoas realmente acreditaram que tal registro da vida desta jovem, era um verdadeiro reflexo dos eventos ocorridos: o amor de Pocahontas por John Smith, a bravura que a jovem demonstrara ao salvar sua vida e o final trágico do explorador ao retornar à Inglaterra, a fim de procurar tratamento médico. No entanto, tal descrição é quase totalmente fantasiosa e muito pouco do que fora mostrado, designa a verdadeira história da mulher a quem conhecemos como Pocahontas.
disney-princess_228352_6O lançamento do filme Disney Pocahontas, ao contrário do que muitos acreditam, fez com que a nação Powhatan, naturalmente se sentisse bastante ofendida. O grande estúdio dizia ser aquela uma produção precisa, responsável e respeitosa; claramente era tudo, menos isso…
O filme distorcia a história desta mulher, para muito além da licença poética empregada em produções voltadas ao público infantil; ele escondia a luta desta mulher. A nação Powhatan havia oferecido ajuda aos estúdios, para que eles pudessem ministrar aos jovens uma produção de precisão histórica e cunho representativo, porém, a ajuda fora veementemente recusada.
Pocahontas nasceu em meados de 1595, filha de Wahunsenacawh, um chefe nativo-americano da nação Powhatan. Seu verdadeiro nome era Matoaka, embora às vezes ela fosse chamada de Amonute. “Pocahontas” era um apelido pejorativo, que significava “criança mimada” ou “impertinente”. A nação de Matoaka, fazia parte de um grupo de cerca de trinta nações de língua Algonquiana, localizada em Tidewater, Virginia.
Powhatan-girl-JW-for-web3De todos os filhos de Wahunsenacawh, apenas ”Pocahontas” é conhecida, principalmente porque tornou-se um tipo de heroína para os euro-americanos, como a “índia boa”, aquela que salvou a vida de um homem branco. Não é apenas a designação de ”índio bom/índio mau” fornecida pela Disney que soa problemática, a história, assim como muitos a conhecem, fora contada e registrada pelos próprios ingleses, que a falsificaram com a famosa liberdade poética em prol do ”entretenimento”.
Segundo a lenda, a jovem salvou o heróico explorador John Smith, de ser espancado até a morte por seu pai, em 1607 – é importante ressaltar, que ela teria cerca de 10 ou 11 anos na época. A realidade é que os companheiros exploradores de John Smith, descreviam-no como um homem muito diferente do senso comum histórico, ele era um ambicioso almirante, mercenário, interesseiro e aproveitador.
Na realidade, a primeira vez que John Smith contou a história sobre seu resgate, fora 17 anos após o ocorrido, sendo esta, uma das três versões relatadas pelo pretensioso Smith – que alegava ter sido salvo da morte por uma mulher proeminente.
Powhatan_john_smith_mapNo entanto, em um registo de Smith escrito após sua estadia de inverno com o povo Powhatan, ele sequer mencionou qualquer incidente deste tipo. Na realidade, o explorador informou ter sido mantido confortável e tratado de modo amigável como um convidado de honra do Chefe Powhatan e seus irmãos. A maioria dos estudiosos acredita que o “incidente Pocahontas” nunca ocorrera, tendo este, sido altamente improvável, uma vez que fez parte de um registro utilizado anos depois, como justificativa para travar uma guerra contra a nação Powhatan.
Durante a infância de Matoaka, os ingleses haviam causado inúmeros conflitos com os nativos americanos.
Em 1607, John Smith, um almirante da Nova Inglaterra, chegou à Virginia de navio, juntamente com um grupo de cerca de 100 colonos.
Os norte-americanos devem se perguntar por que tem sido tão importante elevar as histórias de Smith ao status de mito nacional, dignas de ser recicladas pela Disney. Outro ponto extremamente problemático, é o fato deste estúdio ter transformado a pequena Matoaka, em uma jovem e sensual mulher.
Baptism-of-Pocahontas
O Batismo de Matoaka.
A verdadeira história da mulher a quem conhecemos por Pocahontas (passarei a chamá-la de Matoaka), assim como a maioria dos filmes Disney inspirados em histórias reais, tem um final triste.
Matoaka frequentemente visitava o povoado de Jamestown, a fim de ajudar os colonos europeus durante a época em que o alimento era bastante escasso.
Aos 17 anos de idade, em 13 abril de 1613 – durante uma destas visitas -, Samuel Argall capturou a jovem como moeda de troca por alguns prisioneiros mantidos por seu pai. Ela fora cruelmente mantida refém em Jamestown por mais de um ano. Durante seu cativeiro, o plantador de tabaco John Rolfe – um viúvo de 28 anos – demonstrou um “interesse especial” na atraente jovem prisioneira, e acabou condicionando sua libertação, contanto que esta, concordasse em desposá-lo. Em seguida, Matoaka fora batizada como ‘Rebecca’ e em 1614, ela casou-se com John Rolfe – o primeiro casamento registado entre um europeu e um nativo americano.
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O Matrimônio de Matoaka.
Pouco depois o casal tivera um filho, a quem deram o nome de Thomas Rolfe. Os descendentes de Pocahontas e John Rolfe, eram conhecidos como os “Red Rolfes” – uma alusão a denominação européia à cor da pele dos nativos-americanos.
Dois anos depois, na primavera de 1616, Rolfe levou-a para a Inglaterra, onde a Companhia Virginia de Londres a utilizou em uma campanha de propaganda para apoiar a colônia de Virgínia, sustentando-a como símbolo de esperança para a paz e boas relações entre os ingleses e nativos americanos. ‘Rebecca’ foi vista como um exemplo de uma ”selvagem” civilizada e Rolfe fora elogiado por sua realização em trazer o cristianismo para as ”tribos” pagãs.
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Matoaka.
Na Inglaterra, ela participou de banquetes regados à bebidas e foi levada ao teatro. Foi registrado em uma ocasião, que quando Matoaka encontrou John Smith (que estava em Londres na época), ela ficou tão furiosa com ele, que virou-lhe as costas e saiu, ficando sozinha e triste por várias horas – muito diferente do caso de amor eterno entre os dois, conforme retratado no filme Disney.  Mais tarde, em um segundo encontro, ela o chamou de mentiroso e pediu para que deixasse sua presença.
Em Março de 1617, a família Rolfe partira para Virgínia. No entanto, durante a viagem, Matoaka ficou gravemente doente, tendo de ser levada para fora do navio, em Gravesend. Matoaka não completaria sua viagem de volta para sua casa. Ela morreu no local, em 21 de março de 1617, com apenas 21 anos de idade. Existem várias teorias sobre sua morte, que variam desde varíola, pneumonia, tuberculose, até envenenamento.
Seu corpo fora sepultado em uma igreja em Gravesend, mas seu túmulo fora destruído em uma reconstrução posterior do local.
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John Smith
Pouco tempo após a morte de Matoaka, o povo de Smith e Rolfe voltaram-se contra os nativos que outrora haviam compartilhado seus recursos com eles e haviam mostrado-lhes amizade. Durante a geração de Pocahontas, o povo de Powhatan foi dizimado e disperso, tendo suas terras tomadas pelos europeus. Tal padrão espalharia-se por todo o continente americano.
Foi apenas após sua morte e fama na Corte e sociedade de Londres, que Smith achou conveniente inventar que ela o havia resgatado. Matoaka – ou Pocahontas – não suportava a ideia das mentiras inventadas por ele, e resta-nos questionar, o que esta jovem mulher teria pensado desta produção, onde ela e seu povo, foram reduzidos à meros ”indígenas”, apaixonados súbditos dos europeus.
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