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domingo, 19 de março de 2017

HAPPY, HAPPY, HAPPY

É TÃO BOM TER NACIONALIDADE PORTUGUESA UM PAÍS ONDE NÃO HÁ CORRUPTOS, TER A ESCRITA DA FISCALIDADE NA HOLANDA E O RESTO DO DINHEIRO EM OFFSHORES !
É HAPPY, HAPPY, HAPPY !

TÚBERAS, O QUE SÃO, ONDE EXISTEM, VÁRIAS RECEITAS

Cortiçadas de Lavre, Alto Alentejo, Terra de Túberas


Uma das boas recordações que tenho da minha terra, são os petiscos elaborados à base de túberas, que por esta altura do ano, mais concretamente entre os meses de Fevereiro e Abril, começam a ser muito procuradas em determinadas zonas do nosso País, estou a falar no Ribatejo e Alto Alentejo. 
Túberas, tal como são retiradas da terra 

O que são túberas?

Túberas são fungos ascomicentes, por vezes cultivados, da família das tuberáceas, de aparelho esporífero subterrâneo, e de constituição tubercular. Em regra aromáticos e comestíveis.
Também designados por Túbara ou Túbera. Pode ter uma forma arredondada ou irregular, devido ao terreno em que se encontra.
A trufa é um cogumelo que tem uma germinação hipogeia (frutificação subterrânea).
Elas surgem em Portugal na Primavera entre o fim de Fevereiro e o início de Maio. Têm à sua nascença uma forma minúscula aberta, no qual as suas extremidades se fecham e formam a túbera. O interior da túbera é composto por veias estéreis, que depois tornar-se-ão férteis. Este conjunto de veias já autónomo forma o corpo da túbera, a qual é de cor branca e está envolta numa casca adornada por pequenas verrugas ou escamas que têm como objectivos protegê-la, e contribuir para a sua respiração e nutrição.

Túberas descascadas
Fonte: nossascozinhas.blogspot 

Como se desenvolvem?

Após algum tempo de dormência, os fortes dias de calor que surgem durante os meses de Março e Abril, juntamente com as chuvas que caiem nessa altura (stress térmico) vão provocar o  súbito aumento do seu ciclo. No seu interior o número de sacos de esporos vai-se multiplicar.
Os seus esporos transparentes vão escurecendo pouco a pouco. Quando o processo de escurecimento estiver concluído a túbera terá um aroma indiscutível, o qual é o indício de que ela  atingiu a sua maturação. Caso elas não sejam apanhadas, começam a degradar-se, começando a libertar os esporos. O ciclo continuará através da nova germinação de alguns dos esporos e da emissão de hifas  (conjunto do filamentos que constituem a parte vegetativa dos fungos) fazendo com que nasçam novas micorrizas. 
Arneiros
zonas onde se desenvolvem as túberas

Micorrizas, o que são?

As micorrizas são os organismos da simbiose da árvore e o cogumelo.
A conexão entre o cogumelo e a raiz é estabelecida a partir duma rede intercelular,denominada de rede de Hartig. As micorrizas produzem as hifas de colonização que transmitem a infecção a outras raízes do cimo. Em substituição os pólos absorventes vão explorar o solo à procura de minerais.
É ao nível das micorrizas que as trocas nutritivas da simbiose têm lugar.
A árvore dá ao cogumelo os hidratos de carbono, resultado da fotossíntese, em troca a túbera dá à árvore os sais minerais (fósforo). Ele ajuda a árvore a suportar as elevadas taxas de calcário e a gerir melhor a água. são as hifas que estão no exterior das células corticais da raiz.

Túbera exposta
Fonte:qnatural.blogspot

A frutificação da túbera

A  frutificação é iniciada pela modificação da disposição dos filamentos micélicos que vão juntar numa estrutura celular especial. São diversos os factores que dão origem à frutificação das túberas, os quais podem ser endógenos ou exógenos: o nível da colonização de micorrizas, acumulação de reservas nutritivas, processos sexuais entre micélios, stress psicológico e/ou químico. A rapidez, brutalidade e intensidade do stress são benéficos em certos estados do seu ciclo biológico.

A nutrição da túbera 

Os filamentos micélicos das túberas no auge das verrugas ou escamas são capazes de explorar o ambiente em volta, de absorver e distribuir os elementos nutritivos da gleba (terreno que contém minerais) pelas veias férteis, as veias estéreis têm como papel a sua respiração. Embora eles sejam divididos pela fauna que os alimenta, eles estão sempre a regenerar-se. O meio ambiente que os rodeia faz com que obtenham uma boa ventilação e que seja criada uma porosidade favorável para a túbera. Tendo o interface solo/túbera um papel fulcral para o seu desenvolvimento.

A túbera e a ecologia 

A vida e a morte das raízes no solo tem um papel permanente e muito importante para muitos seres vivos. A exsudação das raízes vivas alimenta os micróbios do solo de carbono. As raízes mortas entram no ciclo da matéria orgânica e contribuem para a fertilização do meio necessário para o desenvolvimento da túbera. A fauna assegura o seu trabalho indispensável de trituração, digestão, ventilação e nutrição onde a túbera prospera.

Como se apanham as túberas?
 
Procurando túberas

Existem várias técnicas.Há quem utilize um pau com um bico na ponta para as localizar e utilize um pequeno sacho para as retirar da terra.
Elas normalmente encontram-se com facilidade, dado que começam a aparecer ao cimo da terra quando estão no auge da sua maturação, fazendo pequenos montículos de terra muito idênticos aos das toupeiras, mas não tão acentuados. Às vezes até já estão praticamente todas fora da terra, o que facilita muito o trabalho das encontrar. Outro método para as encontrar, não tão utilizado, dado geralmente elas ainda não terem atingido a sua maturação através dele. Esse método consiste em bater com um pau ou outro objecto do género do chão onde se pensa que elas existam, é fácil saber onde se encontra uma dado o som ouvido quando ele atinge o chão ser diferente de quando não existe nenhuma. Caso tenhamos dúvidas se é uma ou não e se ela está muito funda, basta começar a escavar, só existe uma se o terreno por cima dela estiver macio.
Existem de facto várias técnicas, que levam à descoberta deste precioso alimento, muito procurado, em determinadas zonas do Alto Alentejo. É tradição ir às túberas na semana santa.

Em Portugal não existe muita tradição na apanha e comercialização das túberas, sendo mesmo a sua existência desconhecida para maior parte dos portugueses, o que não acontece na Espanha ou França. Onde para além de serem comercializadas e muito procuradas, são também produzidas por muitos truficultores durante praticamente todo o ano. Na França existem diversos tipos de túberas mas nenhuma é idêntica às portuguesas. Tendo aromas diferentes e a sua cor não ser a mesma.

Fonte: trufa.planeta

Receitas com túberas 
Túberas com Ovos
Ingredientes:

  • 1 kg de túberas;                                        
           
  • ovos;
  • 1 ramo de salsa;
  • 1 cebola pequena;
  • sal q.b.;
  • azeite q.b.;
  • óleo q.b..

Preparação/ Confecção:

· Lavar muito bem as túberas e pelá-las.
· Lavar uma segunda vez para retirar toda a terra.
· Cortar às rodelas e temperá-las com sal.
· Numa frigideira, deitar o azeite e o óleo, deixar aquecer e fritar as túberas sucessivamente.
· À parte, num prato, partir os ovos, picar a cebola e a salsa finamente, e bater tudo junto com uma pitada de sal.
· Colocar novamente as túberas na frigideira e deitar por cima os ovos.
· Serve como acompanhante ou petisco

Sopa de túberas com ovos
Ingredientes para 4 pessoas
  • 125 g de toucinho entremeado e sem sal
  • 125 g de linguiça (chouriço de carne)
  • 1 cebola
  • 1 raminho de salsa
  • 1 dente de alho                                                                        
  • 1/2 folha de louro
  • 3 tomates (fac.) ou 1 colher de chá de pimentão de cor (colorau)
  • 300 g de pão caseiro duro
  • 4 ovos
  • 1 kg de túberas
Modo de preparação:
Partem-se em bocadinhos o toucinho e a linguiça e levam-se a fritar. Depois de bem corados, retiram-se do tacho e juntam-se, à gordura que ficou, a cebola e a salsa picadas, o dente de alho e o louro.
Deixa-se o preparado refogar bem e rega-se com a água julgada suficiente para a sopa (cerca de 2 litros).
Assim que o caldo levantar fervura introduzem-se as túberas cortadas às rodelas, temperam-se de sal e deixam-se cozer.
Quando as túberas estiverem cozidas, escalfam-se os ovos no próprio caldo.
Entretanto, parte-se o pão às fatias para uma terrina. Deita-se o caldo sobre as sopas de pão.
À parte e ao mesmo tempo, numa travessa, servem-se as túberas, os ovos e a carne (toucinho e linguiça).

* Em vez de escalfados, os ovos podem ser desfeitos no caldo, ficando com o aspecto esfarrapado e o molho mais grosso.
Túberas de Fricassé
Ingredientes:
Para 4 pessoas 
  • 1 kg de túberas                                                                                                                                                     
  • 1 cebola
  • 2 colheres de sopa de azeite         
                        
  • 1 colher de sopa de banha
  • 1 folha de louro
  • 4 gemas
  • 1 limão
  • 1 ramo de salsa
  • sal
Confecção:
Põem-se túberas de molho e esfregam-se com uma escovinha.
Lavam-se muito bem, descascam-se e cortam-se em rodelas grossas.
Faz-se um refogado com a cebola picada, o azeite, a banha e o louro.
Juntam-se as túberas, temperam-se com sal e deixam-se apurar.
Isto leva um certo tempo, pois as túberas largam muita àgua.
À parte misturam-se as gemas com o sumo de limão e salsa picada.                                                                                                            
Retiram-se as túberas do lume, adicionam-se as gemas com o limão e leva-se novamente a lume brando, deixando cozer cuidadosamente para evitar que os ovos talhem.

Túberas com espargos
Ingredientes:
Túberas
Cebola
Ovos
Azeite                                                                         
Sal e Pimenta
Espargos bravos
Pão
Alhos
Preparação:
Começando com lume esperto, salteie em azeite as túberas cortadas em pedaços pequenos com a cebola, sal e pimenta.
Baixe o lume e deixe fervinhar por cerca de 10-15 minutos para cozinhar a túbera. Junte então os ovos batidos e temperados e deixe fritar de ambos os lados. Sirva com uma açorda de espargos bravos, para a qual deve saltear as pontas dos espargos em azeite, retirá-las, cozinhar nesse azeite o restante do talo do espargo em troços fininhos e juntamente com os alhos, juntar o pão bem demolhado, temperar e fazer uma açorda como de costume.
Sirva-a enfeitada com as pontas salteadas.

ciprianoalves.blogs.sapo.pt

HÁ OS QUE...

HÁ OS QUE NÃO SABEM PENSAR
NÃO SÃO DONOS DO SEU OLHAR
NÃO APRENDEM, NÃO LEEM,SÓ VEÊM OS BONECOS
DEIXAM-SE LEVAR
SÃO VAZIOS DE FACTO
E SÓ REAGEM QUANDO A MOEDA
LHES É ENFIADA EM QUALQUER BURACO
TAL QUAL
OS MATRECOS

António Garrochinho

ONTEM E HOJE


Hoje em dia, os mísseis fabricam muito mais inimigos que os DEMÓNIOS inimigos os que vivem nas entranhas. Que seria de um deus, o dono celestial disto tudo, sem inimigos?
O medo impera, as guerras existem para desbaratar o medo.
A experiência prova que a ameaça do inferno, o esotérico ainda aterroriza e é sempre mais eficaz que a promessa do Céu. 
Benditos sejam os inimigos. Assim o negócio prospera e nunca ninguém o poderá destruir.
Na Idade Média, cada vez que o trono tremia, por bancarrota ou fúria popular, os reis cristãos denunciavam o perigo muçulmano, instalavam o pânico, lançavam uma nova cruzada e administravam o santo remédio.as degolações, os peitos trespassados pelas flechas e pelas espadas, os crânios esmagados pelas clavas, e assim com a benção de santidade as fortunas mudavam de dono.
Depois a União soviética, a Rússia, que a louca Lúcia a mandado dos corruptos de saias, padres, bispos, cardeais e papas, elegeram inimiga do mundo, e fabricando "milagres oportunos" que inexplicavelmente ainda perduram, continuaram e ainda continuam disseminando o terror pelo mundo aniquilando os mais fracos em nome de jeová.
Há pouco tempo, George W. Bush foi reeleito presidente do planeta graças o oportuno aparecimento de Bin Laden, Obama diz que o matou e subiu no trono graças a isso.
Bin Laden grande Satã do reino,agora o Daesh, os refugiados que são todos suspeitos, os pretos, os palestinos e ainda os comunistas que continuam a comer criancinhas enquanto o mundo, a Igreja se enche de pedófilos, assassinos e gatunos.
António Garrochinho

Nós Fomos Domesticados e Domesticamos as Crianças



As crianças são domesticadas

"As crianças são domesticadas da mesma forma que domesticamos um cão, um gato ou qualquer outro animal. Para ensinar um cachorro precisamos punir e dar recompensas a ele. Treinamos nossos filhos, aos quais amamos tanto, da mesma forma que treinamos qualquer animal doméstico: com um sistema de castigos e recompensas. Dizem-nos: "Você é um bom menino" ou "Você é uma boa menina" quando fazemos o que mamãe e papai querem que a gente faça. Quando isso não acontece, somos "meninos maus" ou "meninas más".

Nas oportunidades em que fomos contra as regras, nos puniram; quando agimos de acordo com elas, ganhamos uma recompensa. Fomos castigados muitas vezes por dia e recompensados muitas vezes por dia. Logo ficamos com receio de sofrer o castigo e também com receio de não ganharmos a recompensa. A recompensa é a atenção que conseguimos de nossos pais, ou de outras pessoas como irmãos, professores e amigos. Logo desenvolvemos necessidade de captar a atenção de outras pessoas para conseguir a recompensa.
A recompensa provoca uma sensação boa, e continuamos fazendo o que os outros querem que a gente faça para obter a recompensa. Com medo de ser punidos e medo de não ganhar recompensa, começamos a fingir ser o que não somos apenas para agradar aos outros, só para ser suficientemente bons para outras pessoas. Tentamos agradar a mamãe e papai, tentamos agradar aos professores na escola, tentamos agradar à Igreja, e com isso começamos a representar. Fingimos ser o que não somos porque temos medo de ser rejeitados. O medo de sermos rejeitados torna-se o medo de não sermos suficientemente bons. Mais tarde, acabamos por nos tornar alguém que não somos. Tornamo-nos cópias das crenças de mamãe, das crenças de papai, das crenças da sociedade e das crenças religiosas.
Todas as nossas tendências normais são perdidas no processo da domesticação. E quando somos grandes o suficiente para que nossa mente compreenda, aprendemos a palavra não. Os adultos dizem "Não faça isso, não faça aquilo". Nós nos rebelamos e dizemos "Não!".

Rebelamo-nos porque estamos defendendo nossa liberdade Queremos ser nós mesmos, mas somos pouco, e os adultos são grandes e fortes. Depois de um certo tempo, ficamos com medo porque sabemos que todas as vezes em que fizermos algo errado, seremos castigados.
A domesticação é tão forte que num ponto determinado de nossa vida não precisamos mais que ninguém nos domestique. Não precisamos da mamãe ou do papai, da escola ou da Igreja para nos domesticar. Somos tão bem treinados que passamos a ser nosso próprio treinador. Somos um animal autodomesticado. Agora podemos domesticar a nós mesmos de acordo com a mesma crença no sistema que nos forneceram, usando as mesmas técnicas de punição e recompensa. Punimos a nós mesmos quando não seguimos as regras de acordo com nosso sistema de crenças; recompensamos a nós mesmos quando somos "bonzinhos" ou "boazinhas" o sistema de crenças é como o Livro da Lei que regula nossa mente. Sem questionar, o que estiver escrito no Livro da Lei é nossa verdade. Baseamos todos os nossos julgamentos segundo o Livro da Lei, mesmo que esses julgamentos e opiniões venham contra nossa própria natureza. Mesmo leis morais como os Dez Mandamentos são programadas em nossas mentes no processo de domesticação. Um a um, todos esses compromissos passam a constar no Livro da Lei, e esses compromissos regem nosso sonho.
Existe algo em nossa mente que julga a tudo e a todos, incluindo o tempo, o cão, o gato ... tudo. O Juiz interno usa o que está escrito no Livro da Lei para julgar o que fazemos e o que não fazemos, o que pensamos e o que deixamos de pensar, mais tudo o que sentimos e deixamos de sentir. Tudo vive sob a tirania desse Juiz. Todas as vezes que fazemos alguma coisa que vai contra o Livro da Lei, o Juiz diz que somos culpados, que precisamos ser punidos e que deveríamos nos envergonhar. Isso acontece muitas vezes por dia, dia após dia, ao longo de todos os anos em que vivermos.
Existe outra parte de nós que recebe os julgamentos, e essa parte chama-se: a Vítima. A Vítima carrega a culpa, a responsabilidade e a vergonha. É a parte de nós que diz: "Coitado de mim, não sou bom o suficiente, não sou inteligente o suficiente, não sou atraente, não sou digno de amor, pobre de mim". O grande Juiz concorda e diz: "Sim, você não é bom o suficiente". E tudo isso é baseado num sistema de crenças que não chegamos a escolher. Essas crenças são tão fortes que mesmo anos mais tarde, depois que fomos expostos a novos conceitos e tentamos tomar nossas próprias decisões, descobrimos que essas crenças ainda controlam nossas vidas.
O que quer que vá contra o Livro da Lei irá fazer você experimentar uma sensação estranha no plexo solar, que é chamada medo. Quebrar as regras do Livro da Lei abre seus ferimentos emocionais, e sua reação cria veneno emocional. Porque tudo que está no Livro da lei tem de ser verdade, qualquer coisa que desafie aquilo em que você acredita irá produzir uma sensação de insegurança. Mesmo que o Livro da Lei esteja errado, ele faz com que você se sinta seguro.

É por isso que precisamos de um bocado de coragem para desafiar nossas próprias crenças. Ainda que saibamos não haver escolhido nenhuma dessas crenças, também é verdade que terminamos por concordar com todas elas. A concordância é tão forte que mesmo que a gente entenda o conceito de que não são nossas verdades, sentimos a culpa e a vergonha que ocorrem se formos contra essas regras.
Assim como o governo possui o Livro de leis que regula o sonho da sociedade, o nosso sistema de crenças possui o Livro da lei. que regulamenta nosso sonho pessoal. Todas essas leis existem em nossa mente, acreditamos nelas, e o Juiz dentro de nós baseia tudo nessas regras. O Juiz decreta e a Vítima sofre a culpa e o castigo. Mas quem disse que existe justiça nesse sonho? A verdadeira justiça é pagar uma vez apenas por cada erro. A injustiça verdadeira é pagar mais de uma vez por cada erro.
Quantas vezes pagamos por um erro?

A resposta é: milhares de vezes. O ser humano é o único animal na Terra que paga milhares de vezes pelo mesmo erro. O resto dos animais paga apenas uma vez pelo erro cometido.

naosoueueaoutra.blogspot.pt

18 de Março de 1839: A China proíbe a importação de ópio facto que conduzirá à Guerra do Ópio


No dia 18 de Março de 1839, o imperador da China proíbe a importação de ópio de organizações estrangeiras e anuncia a pena de morte aos infractores. Principais atingidos, os britânicos, iniciam a Guerra do Ópio.

Entre 1811 e 1821, o volume anual de importação de ópio na China aproximava-se de 4,5 mil pacotes de 15 quilos cada (67,5 toneladas). Esta quantidade quadruplicou até 1835 e, quatro anos mais tarde, o país importava 450 toneladas, ou seja, um grama para cada um dos 450 milhões de habitantes da China na época.

A Companhia Britânica das Índias Orientais mantinha intenso comércio com os chineses, comprando chá e vendendo o ópio trazido da Índia. A droga chegou a representar a metade das exportações britânicas para a China. O primeiro decreto que  proibia o consumo de ópio datou de 1800, mas nunca chegou a ser respeitado.

Em 1839, a droga ameaçava seriamente não só as finanças do país, como também a saúde dos soldados. A corrupção grassava. Em 18 de Março, o imperador lançou um novo decreto, com um forte apelo à população.

Através de um panfleto, o governo advertiu sobre o consumo de ópio. As firmas estrangeiras foram cercadas pelos militares, que em poucos dias apreenderam e queimaram mais de 20 mil caixas da droga na cidade de Cantão.

Principal atingido pela proibição, o Reino Unido decretou guerra contra a China no dia 3 de Novembro de 1839. Nesta primeira Guerra do Ópio, em 1840, a Inglaterra enviou uma frota militar à Ásia e ocupou Xangai.

As previsões confirmaram-se e os soldados, corroídos pela dependência, estavam incapacitados de defender a China. Restou o apelo aos camponeses. O imperador  incitou-os a atacar os invasores com enxadas e lanças. A única vantagem dos chineses contra os bem armados britânicos era a superioridade numérica. Mesmo assim, perderam a guerra.

Derrotada, a China assinou o Tratado de Nanquim, em 1842, pelo qual foi forçada a abrir cinco portos para o comércio e ceder Hong Kong aos britânicos (a colónia só foi devolvida à administração chinesa em 1997). A paz, no entanto, não foi duradoura. A segunda Guerra do Ópio começaria em 1856.

Fontes: DW
wikipedia (imagens)
O consumo de ópio
 
Depósitos de ópio da Companhia das Índias Orientais na Índia
Ficheiro:英國在印度的鴉片儲存庫.PNG

Futuros médicos falham no corpo humano Exame de anatomia reprova alunos do segundo ano de Medicina em Lisboa. Inquérito aberto “por ser tão anómalo”



Nunca tinha acontecido. A maioria dos futuros médicos no segundo ano de formação na Faculdade de Medicina de Lisboa (FML) não acertaram nas respostas sobre o corpo humano. Dos 357 alunos sujeitos ao exame de anatomia clínica mais de metade não passou. “Ficámos estupefactos. É uma cadeira básica para um médico”, confessa António Gonçalves Ferreira, coordenador da disciplina.
 .

Identificar o que estava numa TAC ou ecografia e fazer ‘diagnósticos’ sobre problemas práticos — por exemplo, descrever as estruturas atingidas numa vítima de esfaqueamento na axila ou na virilha — foram as principais dificuldades dos alunos no exame, teórico e prático, feito no início do ano.

As notas negativas ficaram acima dos 50% e a surpresa foi geral. “Na prova teórica chumbou mais de metade e estávamos à espera que o resultado melhorasse na avaliação prática mas foi outra desgraça”, diz o responsável pela anatomia na FML.

Conforme a disciplina, a taxa de reprovação varia entre 5% e 15%, logo valores acima de 50% eram até agora inéditos. “Nunca tinha acontecido, pelo que foi objeto de reflexão”, afirma Ivo Furtado, regente da disciplina de anatomia clínica, que correlaciona o conhecimento do corpo humano com a prática médica. O caso foi de tal forma polémico, “por ser tão anómalo, que foi constituída uma comissão de análise, dirigida pelo presidente do Conselho Pedagógico da FML”, explica António Gonçalves Ferreira.

Como é que alunos brilhantes que querem ser médicos não conseguem correlacionar o corpo humano com a doença, precisamente o que vão ter que fazer para tratar doentes? A resposta demorou algumas semanas até ser encontrada, já este mês. Resumidamente: prova difícil e menos estudo. “A matéria foi dada com pormenor talvez excessivo, os alunos não acompanharam a disciplina nas aulas teóricas, a dificuldade das perguntas foi definida para cima, muitas perguntas e questões complexas para responder em quatro a cinco minutos na avaliação prática e imagens de imagiologia dadas com pormenor apenas nas aulas teóricas”, elenca António Gonçalves Ferreira.

Na origem da ‘amnésia’ em anatomia clínica estão mudanças curriculares. A cadeira tem sido reestruturada no âmbito de Bolonha para que os objetivos sejam cumpridos mesmo com a redução da disciplina de anual para semestral. “A exigência é maior nos dois primeiros anos, há a biologia molecular, a genética... e as ‘velhinhas’ fisiologia e anatomia têm mesmo assim de manter um nível mínimo de exigência porque são indispensáveis para ser-se médico”, afirma o coordenador da anatomia.

Os desvios identificados pela comissão de análise foram corrigidos e a taxa final de reprovação foi de 4,4%. “É um bom resultado. Lidar com a saúde humana requer uma formação sólida”, diz o regente da cadeira, Ivo Furtado. Os professores garantem que os estudantes colaboraram no processo, mas agora querem manter o caso entre portas. Nem mesmo a associação de estudantes quis comentar o sucedido.

Na FML a opinião é de que a qualidade dos alunos não diminuiu mas há alertas. “Num curso de grande exigência intelectual só se aumentou um pouco a dificuldade e o resultado não foi bom. Dá que pensar sobre a grande capacidade com que os alunos vêm rotulados”, diz António Gonçalves Ferreira.

O médico explica que “no secundário está tudo dividido por disciplinas e aqui é preciso manejar a matéria de maneira diferente: é preciso integrar conhecimentos e uma ginástica mental que nem todos têm”.


* É difícil entender.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Dezasseis meses depois, o Cais do Sodré foi “devolvido aos peões”

“O Cais do Sodré nem parece o mesmo”, comenta Domicília Rocha com duas amigas, durante a tarde de sol em que foi inaugurado o renovado espaço. “Está mais bonito, foi finalmente devolvido aos peões”, salienta. Passa todas as semanas no Cais do Sodré e afiança que a diferença é notória: “Antes tinha muitos carros estacionados. As obras são necessárias e neste caso valeram a pena”. Os cidadãos foram convidados pela Câmara de Lisboa para a iniciativa “A Rua é Sua”,para comemorar o término das obras que começaram em Novembro de 2015, com o objectivo de dar à cidade “uma nova frente ribeirinha”.

Agora que estão concluídas as obras, as opiniões que neste sábado se ouvia diziam que o Cais do Sodré está melhor. Mais airoso, mais bonito. À espera para ver o presidente da câmara estava Fernanda Lima, de 68 anos, que não esconde o seu agrado em relação ao novo espaço: “Lisboa parece outra, isto é uma maravilha”. “Moro aqui há mais de 50 anos e nunca houve obras tão perfeitas quanto estas. E ainda falta muita coisa mas tudo leva o seu tempo”, afirma.
Esta restruturação do Cais do Sodré corresponde a um investimento de, aproximadamente, 3,6 milhões de euros, explica Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML). “É hoje um gosto podermos entregar esta obra à cidade”, diz, porque oferece “uma vista mais desafogada sobre o Tejo e muito mais zonas de lazer para aqueles que andam a pé”.
Durante as declarações de Fernando Medina, ouvia-se ao fundo o concerto de B Fachada, que cantava músicas de Zeca Afonso, para assinalar os 30 anos da sua morte. Ao anoitecer, actuaram os Dead Combo.
Em relação ao longo congestionamento provocado pelas obras, Fernando Medina considera ser obrigatório “agradecer a paciência” dos lisboetas, acrescentando que sem estes constrangimentos não seria possível obter este resultado e “uma melhoria da fluidez em matéria de circulação viária”. Não tão de acordo está Mário, um motorista de táxi de serviço em frente ao terminal fluvial do Cais do Sodré: “O trânsito está pior; os passeios ficaram mais bonitos e grandes mas isso à custa da supressão de faixas de rodagem”. Ainda assim, diz que o melhor é esperar que estejam concluídas as obras no Campo das Cebolas para perceber se existe, ou não, uma melhoria do tráfego.

Uma forte aposta no transporte público

Conforme ia avançando a tarde, ia aumentando o congestionamento nos transportes públicos. Os autocarros passam cheios, os eléctricos também e no comboio há passageiros em pé. Em frente à estação de comboios do Cais do Sodré, na zona em que se apanham os autocarros e o eléctrico pouco espaço sobra na longa fila de pessoas que espera transporte. Na sexta-feira, a Câmara de Lisboa tinha partilhado uma publicação no Facebook a convidar os cidadãos a descobrirem o "novo" Cais do Sodré, “utilizando os transportes públicos” – mas esta saturação não é causada pelo convite. Verifica-se nos outros dias, agravando-se aos fins-de-semana e nas horas de ponta.
Isabel Gama mora na Lapa e é utilizadora de transportes públicos; espera que o final das obras no Cais do Sodré se traduza numa melhoria destes serviços. “Eram filas enormes de pessoas para apanhar os transportes públicos e um trânsito infindável”, conta.

Um dos objectivos das obras de requalificação do Cais do Sodré é o reorganizar o estacionamento – que deixa de poder fazer-se no cais – e dos transportes públicos. “A verdade é esta: não há possibilidade de melhorarmos a circulação e a vida na cidade sem uma forte aposta no transporte público”, frisa Fernando Medina, considerando que se perderam 100 milhões de passageiros por se ter assistido a uma degradação dos transportes públicos em Lisboa.
Agora, com a municipalização da Carris, o presidente da CML acredita que é possível que haja uma qualificação do espaço público a par do transporte público: “Deve haver mais transportes, mais pessoas a usarem e mais qualidade”.
Fernando Medina diz que ainda estão em curso obras na cidade que pretendem oferecer mais “espaço público de qualidade” aos cidadãos. Para já, em “Maio ou Abril”, ficará concluída a ligação do Cais do Sodré ao Largo de Santos, através de “um grande passeio” ao longo da Avenida 24 de Julho, que melhorará a circulação pedonal e incluirá uma ciclovia, segundo o autarca.

PONTOS NOS is

PENSO QUE HÁ GENTE QUE ME LÊ E NÃO ME ENTENDE OU NÃO ME QUER ENTENDER.

EU NÃO TENHO QUALQUER CRENÇA RELIGIOSA, DEIXEI-ME DISSO ERA AINDA UM JOVEM.

VOLTO A DIZER: NÃO TENHO QUALQUER CRENÇA RELIGIOSA, NENHUMA, NENHURES, NÉPIAS DE RELIGIÃO !

QUANTO AO MEU IDEAL É CONHECIDO, SOU COMUNISTA, E QUANTO AOS DIFERENTES POVOS E CULTURAS RESPEITO-AS TODAS E ALINHO COM TODOS OS POVOS QUE SÃO EXPLORADOS E VÍTIMAS DE POLÍTICAS INJUSTAS SEJAM ELAS COM CUNHO RELIGIOSO OU OUTRO.

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Marcelo reafirma que vai mais depressa à lua do que há exploração de petróleo no Algarve

Marcelo Rebelo de Sousa esteve este sábado em Faro e não fugiu a falar com dezenas de manifestantes contra a exploração de hirdrocarbonetos ao largo da Costa Vicentina. O Presidente da República garantiu aos ativistas anti-petróleo que neste momento apenas se mantém ativa uma das cinco concessões que foram concedidas pelo anterior Governo, a da Galp/Eni e não acredita que possa ter grande futuro.

«Um ano depois, há muito mais hipóteses de chegarmos à lua, do que de haver o petróleo no Algarve», afirmou, numa referência a uma frase que proferiu em Loulé, em Julho, perante manifestantes anti-exploração de petróleo no Algarve. Na altura, afirmou que a exploração de petróleo no Algarve «é quase como eu ir à Lua, aliás é mais fácil eu ir à Lua».
Os manifestantes não ficaram tranquilizados com as garantias dadas pelo Presidente, que veio a Faro encerrar o Congresso «Pela Excelência da Economia do Algarve», da associação Algfuturo.  Isto porque não acreditam que haja apenas uma concessão ativa, uma vez que defendem que o consórcio Repsol/Partex ainda mantém os direitos de prospeção e eventual exploração de hidrocarbonetos.
Por outro lado, dizem haver planos para furar ao largo de Aljezur, a tal concessão ainda ativa, em Abril, quando uma parte importante da argumentação de Marcelo Rebelo de Sousa se prendeu com o facto do consórcio ter oito meses para fazer o furo de prospeção – «que não é de exploração», lembrou – e que já «passaram três meses e ainda não fez nada».

Foto Cláudia Vargues
Além dos ativistas anti-petróleo, também os ilhéus da Culatra aproveitaram a vinda do Presidente da República a Faro para o tentar sensibilizar para a questão das demolições nas ilhas-barreira da Ria Formosa. Neste caso, o movimento SOS Ria Formosa/Je Suis Ilhéu conseguiu “ganhar” uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, que será agora agendada.
A chegada dos proprietários de casas dos núcleos do Farol e Hangares da Ilha da Culatra acabou por engrossar as fileiras da manifestação, que tinha começado bem cedo, no sábado. Logo pelas 9h00, cerca de duas dezenas de pessoas juntaram-se frente à da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA), em Faro, à espera de “apanhar” o ministro da Economia.
Manuel Caldeira Cabral acabou por não comparecer e a secretária de Estado do Turismo, que esteve no Algarve a representá-lo, também não usou a entrada principal para aceder à EHTA. Isso não impediu os manifestantes de gritar palavras de ordem e não evitou que se tenham vivido alguns momentos de tensão, quando a polícia ordenou aos ativistas que se colocassem numa zona previamente delimitada por baias, com alguns manifestantes a resistir.
No auditório da escola, os trabalhos decorriam com normalidade, alheios à manifestação que ocorria no exterior. Ao longo do dia, falou-se de turismo, mas também de vias alternativas de desenvolvimento económico do Algarve, através da aposta nos setores produtivo e nos produtos regionais.

A Marcelo Rebelo de Sousa coube fazer o balanço final do evento, altura em que aproveitou para afirmar a sua paixão pelo Algarve e passar a mensagem de que acredita que há todas as condições para que a região algarvia possa ter turismo o ano inteiro, desde que a estratégia dos agentes do setor seja orientada nesse sentido e aposte forte noutros nichos do turismo que não o Sol e Praia.
O Presidente da República não foi para casa de mãos a abanar, já que a Algfuturo fez questão de lhe oferecer, em plena sessão de encerramento do Congresso, um quadro que pretende representar a alma algarvia.

Vejas as fotos da manifestação e da conferência:
Fotos: Hugo Rodrigues/Sul Informação | Cláudia Vargues


















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