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quinta-feira, 16 de março de 2017

OLHÓ AVANTE !


16 de Março de 1825: Nasce Camilo Castelo Branco, em Lisboa, autor de "Amor de Perdição", "A Queda de Um Anjo"


Novelista entre os anos 50 e 80 do século XIX e um dos grandes génios da Literatura Portuguesa, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu a 16 de  Março de 1825, em Lisboa, e suicidou-se a 1 de  Junho de 1890 em S. Miguel de Seide, Famalicão. Órfão de mãe aos dois anos e de pai aos nove, passou, a partir desta idade, a viverem Vila Real com uma tia paterna. Aos 16 anos, casou-se com Joaquina Pereira, em Friúme, Ribeira de Pena.Em 1844, instalou-se no Porto com o intuito de cursar Medicina, acabando por não passar do 2.o ano. Em 1845,estreou-se na poesia e no ano seguinte no teatro e também no jornalismo -  actividade, aliás, que nunca abandonaria. Viúvo desde 1847, fixou-se definitivamente no Porto a partir de 1848 (onde, em 1846, já estivera preso por ter raptado Patrícia Emília, um dos seus tumultuosos amores, de quem teria uma filha). De 1849 a 1851 consolidou a sua  actividade jornalística, retomou o teatro, estreou-se no romance com Anátema (1851), conheceu a alta-roda portuense bem como os meios boémios e foi protagonista de aventuras romanescas.

Em 1853, abandonou o curso de Teologia no Seminário Episcopal, fundou vários jornais e em 1855 tornou-seo  redactor principal de O Porto e de Carta. Nessa altura, o seu nome começava a soar nos meios jornalísticos e literários do Porto e de Lisboa: já alimentara várias polémicas e publicara alguns romances. Mas foi a partir de 1856 que atingiu a maturidade literária (no domínio dos processos de escrita) com o romance (por alguns autores considerado novela) Onde Está a Felicidade?. Foi ainda neste ano que iniciou o relacionamento amoroso com Ana Plácido, casada desde 1850 com Manuel Pinheiro Alves.

Por proposta de Alexandre Herculano, foi eleito sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa em 1858 - ano em que nasceu Manuel Plácido, filho de Camilo e de Ana Plácido. Em 1860, Manuel Pinheiro Alves desencadeou o processo de adultério: em  Junho foi presa a mulher e a 1 de  Outubro Camilo entregou-se na cadeia da Relação do Porto. D. Pedro V visitou-o, em 1861, na cadeia, e a 16 de  Outubro desse ano os réus foram absolvidos. Era intensa a  actividade literária de Camilo (não sendo a esse facto de todo alheias as dificuldades económicas):entre 1862 e 1863, o escritor publicou onze novelas e romances atingindo uma notoriedade dificilmente igualável.Em 1864, fixou-se na quinta de S. Miguel de Seide (propriedade de Manuel Pinheiro Alves que, entretanto,falecera em 1863) e nasceu-lhe o terceiro filho, Nuno. Quatro anos depois, dirigiu a Gazeta Literária do Porto; em 1870 iniciou o processo do viscondado (o título ser-lhe-ia atribuído em 1885) e, em 1876, tomou consciência da loucura do segundo filho, Jorge. No ano seguinte morreu Manuel Plácido. A partir de 1881, agravaram-se os padecimentos, incluindo a doença dos olhos que o  afectava. Em 1889, por ocasião do seu aniversário,foi  objecto de calorosa homenagem de escritores, artistas e estudantes, promovida por João de Deus. No ano seguinte, já cego, impossibilitado de escrever (a escrita foi, no fim de contas, a sua grande paixão), suicidou-se com um tiro de revólver. A casa de Seide é hoje o museu do escritor e na sua vizinhança foram inauguradas, a 1 de  Junho de 2005, as novas instalações do Centro de Estudos Camilianos.

Camilo foi o primeiro escritor profissional entre nós. Dotado de uma capacidade prodigiosa para e fabular narrativas, conhecedor profundo do idioma, observador, ora complacente ora sarcástico, da sociedade (sobretudo da aristocracia decadente e da burguesia boçal e endinheirada), inclinado (por gosto, por temperamento e formação) para a intriga e análise passionais (muitas vezes atingindo o sublime da tragédia, como no Amor de Perdição), este genial autor romântico deixou-nos uma obra incontornável (apesar de irregular) na evolução da prosa literária portuguesa. De facto, foi na novela passional e no "romance de costumes" que Camilo se notabilizou, legando-nos uma série de personagens ainda hoje inesquecíveis, quadros e situações que valem pela espontaneidade narrativa, pelo ritmo avassalador da ação, pela sugestão realista e ainda pela novidade temática,como em A Queda dum Anjo. A sua versatilidade literária e criadora (aliada à necessidade de não perder o público com a progressiva influência de Eça e de Teixeira de Queirós) levaram-no a assimilar (depois de ter parodiado) a atitude estética e os processos de escrita do Realismo e do Naturalismo, visíveis nesse notável livro que é A Brasileira de Prazins e em certa medida já iniciados com Novelas do Minho.

A sua arte de narrar constituiu, a par da de Eça de Queirós, um modelo literário para muitos escritores,principalmente até meados do século XX.

As suas obras principais são: A Filha do Arcediago, 1855; Onde está a Felicidade?, 1856; Vingança, 1858; O Romance dum Homem Rico, 1861; Amor de Perdição, 1862; Memórias do Cárcere, 1862; O Bem e o Mal, 1863;Vinte Horas de Liteira, 1864; A Queda dum Anjo, 1865; O Retrato de Ricardina, 1868; A Mulher Fatal, 1870; O Regicida, 1874; Novelas do Minho, 1875-1877; Eusébio Macário, 1879; A Brasileira de Prazins, 1882.

Além destas obras em prosa narrativa, assinale-se ainda os outros géneros (ou domínios) pelos quais se repartiu o labor de Camilo: poesia, teatro (de que se devem destacar O Morgado de Fafe em Lisboa, 1861, e O Morgado de Fafe Amoroso, 1865), dezenas de traduções (do francês e do inglês), polémica, prefácios, biografia, história,crítica literária, jornalismo e epistolografia (compreendendo mais de duas mil cartas).

Camilo Castelo Branco. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

wikipedia (Imagem)
Ficheiro:Camilo Castelo Branco.jpg
Camilo Castelo Branco, gravura de Francisco Pastor


Amor de Perdição 
Novela composta em 1861, por Camilo Castelo Branco, durante o tempo em que o autor esteve preso por adultério na cadeia da Relação do Porto. Foi baseada num episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teria sido contado por uma tia, e cujo registo o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia. No entanto, a manipulação e a ficção, por parte de Camilo, são de tal forma livres, que o converteu na novela sentimental mais famosa do Romantismo português.
O enredo é ultra romântico: os protagonistas, Simão e Teresa, filhos de duas famílias inimigas de Viseu, os Botelhos e os Albuquerques, apaixonam-se. A conselho de Baltasar Coutinho, primo e prometido de Teresa,despeitado pelo ciúme, Tadeu de Albuquerque decide encerrar a filha no convento de Monchique, no Porto. Simão espera-os à saída de Viseu, trava-se de razões com Baltasar e mata-o a tiro, entregando-se logo à justiça. Preso na cadeia da Relação do Porto, é condenado ao degredo. Ao embarcar para a Índia, Simão ainda consegue avistar o vulto da sua amada, que se despede dele, já moribunda, esgotada pela desgraça. Horas depois, Simão toma conhecimento da morte de Teresa e morre também. A personagem mais verdadeira da novela, e que rompe com o convencionalismo romântico, é, contudo, Mariana, uma rapariga do povo, boa e abnegada, que, sentindo por Simão um amor absoluto e sem esperança, serve de intermediária entre Simão e Teresa, decidindo depois acompanhá-lo no exílio e suicidar-se após a morte dele, abraçando-se ao seu cadáver atirado ao mar.
À narrativa passional e trágica, onde o amor, o ódio e a vingança, nos seus múltiplos cambiantes surgem extremados, estaria também subjacente, segundo alguns estudiosos da obra camiliana, uma intenção de crítica social, pretendendo Camilo denunciar a obediência cega da sociedade ao preconceito obsoleto da honra familiar.



Amor de Perdição. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013

VÍDEO


 

16 de Março de 1935: A Alemanha de Hitler repudia as cláusulas de desarmamento previstas no Tratado de Versalhes. Começa o reequipamento militar do país.


No dia 16 de Março de 1935, aproveitando a calma do fim de semana, Adolf Hitler anuncia o restabelecimento do serviço militar obrigatório e decide aumentar em 400 mil o efectivo da Wehrmacht.

Esta foi a primeira violação flagrante do Tratado de Versalhes. A comunidade internacional e a Sociedade das Nações em Genebra não ousaram repreender a decisão. No dia seguinte, a medida do Führer é celebrada com grandes festividades em todo o Reich.

A operação revelou a habilidade táctica de Hitler, que brincava com as aspirações de pacifistas do mundo todo para tornar os seus desejos realidade.

No começo daquele ano, em 13 de Janeiro, houve um plebiscito no Sarre, uma região fronteiriça entre a França e a Alemanha determinada pelas disposições do Tratado de Versalhes. Com uma esmagadora maioria, os habitantes sarrenses votaram pela reintegração da região ao território alemão, que já vivia há dois anos o domínio nazi.

A escolha livremente expressa pela população do Sarre era reflexo do governo nazi e, por extensão, da sua propaganda e sucesso económico. Fortalecido por este êxito,  o Führer pôde anunciar pouco depois que o seu país não tinha mais qualquer reivindicação territorial a oeste. Mais além, renunciou a qualquer pretensão sobre a Alsácia-Lorena, território mais emblemático da rivalidade franco-germânica de então.

Este discurso tranquilizaria os mediadores europeus, que não possuiam muitas exigências. Mas o restabelecimento do serviço militar obrigatório teve o efeito de balde de água fria. Entretanto, sempre hábil, Hitler pronuncia pouco depois um novo discurso em que reitera as suas intenções pacifícas e seu desejo pela paz no continente.

A opinião pública das democracias europeias ficaria tranquilizada. A justificação do chanceler era a de que com este tipo de providência, estava  a exercer o direito legítimo do seu país à auto-defesa. Hitler também alegava que sua decisão contestava a inércia das demais potências frente aos seus pedidos de revisão do Tratado de Versalhes.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

16 de Março de1974: Golpe das Caldas - Tentativa de golpe militar, em Portugal, pelo Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha


Houve má camaradagem no 16 de Março, ditada pelo “salve-se quem puder” quando o quartel das Caldas estava cercado e os oficiais se deram conta que estava tudo perdido. Alguns não disfarçaram o medo, muitos sentiram-se desorientados e poucos se mantiveram firmes. Mas a ética castrense impede, mesmo 40 anos depois, que se aponte o dedo aos que tiveram um comportamento menos digno, apesar de alguns deles se mostrarem hoje vaidosos por terem participado num golpe que visava derrubar a ditadura.

É certo que não era fácil para um grupo de jovens oficiais afrontar um regime repressivo que acabaria – nesse dia – por levar a melhor. Consta que na messe de oficiais do RI5, pouco antes da rendição, as bebidas já se tinham esgotado. O dia acabara mal e o ambiente, na hora da rendição, era bem diferente do entusiasmo febril que ali se vivera durante a madrugada.

A história começa no dia anterior, 15 de Março, às 21 horas, quando a mulher de um dos oficiais do regimento vem à porta de armas do quartel entregar uma mensagem para o marido. No envelope vem a Ordem de Operações enviada por telefone por um major do Movimento das Forças Armadas o qual, vindo de Lisboa já se encontra a caminho das Caldas para o confirmar presencialmente. A mensagem diz que unidades do Norte se sublevaram e marcham sobre a capital e que o Regimento de Infantaria 5 deverá dirigir-se também para Lisboa para ocupar o aeroporto.

Um grupo restrito de oficiais mais comprometidos com o movimento reúne-se na 4.ª companhia e decide aderir à revolução. Dois deles, apesar do quartel estar de prevenção, saem à cidade e vão chamar oficiais amigos às suas casas. Passa pouco da meia-noite quando dois tenentes e um capitão, protegidos por camaradas que montam segurança nos corredores e nas escadas, entram no comando do quartel. Um deles leva uma pistola na mão, mas nota que o segundo-comandante também o recebe de pistola em punho.

“Tenha calma, Varela. Vamos conversar”. É assim que reage o segundo-comandante, que baixa a pistola. Um dos tenentes vai acordar o comandante da unidade, que estava num quarto ao lado. Os dois coronéis revezavam-se no comando da unidade porque sabiam dos ventos de rebelião. O comandante do RI5 é detido em pijama. A pistola que tinha na mesa de cabeceira é prudentemente retirada por um dos jovens oficiais, que mais tarde contará que o coronel, estupefacto, nem fez perguntas. Juntam-se, rebeldes e comandantes, numa sala numa conversa que se prolonga durante quase duas horas. Os sublevados ainda tentam convencer os comandantes a aderir à causa, mas sem êxito.

Cá fora há uma quase euforia. A maioria dos oficiais adere entusiasticamente e os que não estão de acordo também não se opõem nem boicotam a acção dos seus camaradas. Um major reúne os soldados e faz-lhes um discurso inflamado. Dezanove anos depois dirá: “Quando eu acabei o discurso a dificuldade foi em conseguir que ficasse alguém no quartel. Até tivemos que tirar gajos das viaturas pois todos queriam ir”.

O Regimento de Infantaria 5 (hoje Escola de Sargentos do Exército) tinha uma companhia operacional, pronta para combate, mas que naquele dia estava reduzida a um terço. A força entretanto criada acaba por ser constituída, em grande parte, por instruendos do curso de sargento miliciano, sem grande experiência. Um factor que não foi muito valorizado pelos cabecilhas do movimento porque uma das características do quartel das Caldas era possuir nas suas fileiras oficiais com experiência de combate no Ultramar e grande capacidade de liderança.

Viagem de ida e volta

A coluna parte para Lisboa pelas 4 horas da manhã. É composta por 14 Berliets e alguns Unimogues e GMCs, num total de 24 viaturas. Está convencida que os quartéis de Lamego, Santarém e Mafra também se sublevaram e vão a caminho de Lisboa, mas a poucos quilómetros da capital, pouco antes das portagens (que na altura eram em Sacavém) constata que marcha sozinha. São dois majores do Movimento das Forças Armadas que vão ao seu encontro para os informar que o golpe falhara e, corajosamente, se lhes juntam no regresso às Caldas da Rainha, onde chegam pelas 10 horas das manhã. Pelo caminho avistam na auto-estrada (que só ia até Vila Franca de Xira) uma coluna da GNR que passa por eles em grande velocidade, supostamente em sua perseguição, mal se dando conta que afinal estavam a cruzar-se com os seus perseguidos. Próxima das Caldas da Rainha, a coluna é sobrevoada por um avião que, após algumas voltas, se retira.

Pouco depois de terem entrado no quartel, este é cercado por forças de Leiria e de Tomar, da Escola Prática de Cavalaria de Santarém (a mesma que iria ter um papel decisivo no 25 de Abril), e também da Policia Móvel e GNR, para além, claro, de elementos da PIDE. Em inferioridade numérica, os militares cercados procuram capitalizar o tempo a seu favor, na esperança de que esta tentativa de golpe tivesse repercussão nacional e internacional. Na verdade viria a tê-la nos dias seguintes, sobretudo na imprensa estrangeira que referiu o golpe como um prenúncio de algo que estaria para acontecer. Alguns jornais, para irritação do regime, contextualizavam a situação portuguesa: militares sublevados num país que vivia sob ditadura e mantinha em África uma guerra contra movimentos de libertação.

Um episódio pouco conhecido durante o cerco foi um contacto de um oficial da Força Aérea que terá dito aos seus camaradas: “Aguentem aí que eu vou para Monte Real e ponho os aviões no ar”. Uma promessa não cumprida, mas que levou os militares cercados a prolongar a rendição, apesar de já lhes ter sido cortada água, luz e telefone. Do lado de fora do quartel, o comandante das forças de cerco, um brigadeiro com 76 anos fiel ao regime, ameaçava bombardeá-lo. As horas passam, para espanto da população caldense que, com o receio próprio de quem vive numa ditadura, circunda o quartel na expectativa de notícias.

A maioria dos oficiais estava segura que jamais os seus camaradas disparariam contra eles (a maioria das tropas que os cercavam acabaria por fazer o 25 de Abril 40 dias depois). Um tenente contou que, através de uma das guaritas do quartel das Caldas chegou à fala com outro oficial conhecido das tropas de cerco e que este lhe garantira: “Fica descansado que não vai haver tiros”. Mas os militares do RI5 compreendem que a situação lhes era desfavorável e que não havia mais nada a fazer.

Pelas 17h00 rendem-se e as forças de cerco entram na unidade. Os oficiais com a patente de tenente (inclusive) para cima são reunidos na biblioteca do quartel, onde ouvem um sermão do brigadeiro: “Congratulo-me pela maneira como se renderam pois se assim não tem acontecido não teria qualquer hesitação em bombardear o quartel. Lamento que numa unidade pela qual tenho um apreço especial, se tenha passado um caso destes. Espero que os senhores reflictam na insensatez do acto e saibam suportar as consequências”.

Entretanto, na messe de oficiais são detidos os alferes e aspirantes. E no refeitório dos praças, os sargentos, cabos e soldados. Estes serão todos recambiados para Santa Margarida, onde serão mal recebidos e maltratados após uma noite de viagem em camiões militares e depois de praticamente duas noites sem dormir.

Para os oficiais aguardava-os um autocarro que os levaria para Lisboa. Os mais comprometidos com a tentativa de revolução assumem as responsabilidades e procuram ilibar os camaradas, dizendo que estes apenas cumpriram ordens. Mas de pouco lhes serve. A maioria é enviada para o RALIS, em Lisboa e os mais envolvidos com a tentativa de golpe de Estado seguem para o presídio da Trafaria.

“Curso intensivo” na prisão

O autocarro é escoltado por viaturas militares e pela PIDE. Lá dentro, junto ao condutor, um tenente-coronel, armado com uma pistola com munição na câmara, faz toda a viagem de pé e até muda um oficial mais corpulento que ia no banco da frente por outro mais franzino, receando algum ataque.

Nos dias passados na Trafaria os oficiais mais implicados no 16 de Março vivem entre dúvidas e certezas. Só podem ver a família uma hora por semana. Ocupam o edifício mais isolado do complexo, onde podem circular livremente, mas nunca em contacto com os restantes presos. A maior parte do tempo era passado a conversar, a discutir, a situação deles e do país, a imaginar o que iria ser o futuro, a ler e a jogar damas e xadrez. “A prisão une os homens. Tínhamos discussões, trocávamos ideias, foi um autêntico curso intensivo. Todos saímos de lá com mais maturidade”, diria um dos oficiais anos mais tarde.

Todos, porém, tinham uma profunda convicção de que o Movimento das Forças Armadas não os iria abandonar e que a revolução teria de acontecer. Na verdade, o golpe das Caldas acabaria por servir de ensaio para as operações militares do 25 de Abril. E acabaria também por acelerar os seus preparativos, dado que havia camaradas do movimento que urgia libertar.

A libertação aconteceria no próprio dia 25, confirmando uma dica que alguém tinha soprado a um dos oficiais durante uma visita – “Tem calma pá, não vais passar o teu aniversário [27 de Abril] na prisão”.

Foi a tropa de Vendas Novas (e não os fuzileiros nem o esquadrão de Estremoz, conforme chegou a estar previsto) que na tarde do dia 25 de Abril ocupou a Trafaria e libertou os oficiais que, a partir desse momento, passaram a ocupar importantes cargos operacionais no MFA.

Do ponto de vista militar, o “golpe das Caldas” teve importância na preparação das operações do 25 de Abril. Do ponto de vista político, há leituras diversas, sendo a mais corrente a de que se tentou de um golpe spinolista destinado a abafar a revolução em marcha. Uma tese que, no entanto, é rejeitada pela maioria dos oficiais que nele participaram. O certo é que o general Spínola manda dizer aos oficiais detidos na Trafaria que se a tropa lhes cortasse os vencimentos, os direitos de autor do seu livro Portugal e o Futuro ser-lhes-iam oferecidos.

Medeiros Ferreira diz que o 16 de Março esteve para o 25 de Abril como o 31 de Janeiro esteve para o 5 de Outubro, mas que a história por vezes é impiedosa e que o 16 de Março foi injustamente esquecido.

Não é o caso hoje, 40 anos depois, com um primeiro-ministro a assinalar a efeméride, ainda que nas comemorações oficiais do seu partido. E com uma conferência de um historiador conotado com a direita que deverá trazer uma nova abordagem à intentona das Caldas da Rainha.

Fonte: Público

O comandante do cerco dá ordem de rendição ao Regimento de Infantaria 5





PÃO, PÃO, QUEIJO, QUEIJO


COM POLÍTICAS CONFUSAS, DIFÍCEIS DE ENTENDER COMO AQUI HÁ ANOS SE ENTENDIAM E SE PRATICAVAM O MUNDO ESTÁ UMA COMPLETA GERINGONÇA.

POR INCONTÁVEIS VEZES JÁ O AFIRMEI AQUI, QUE EM PORTUGAL O MELHOR QUE PODERIA TER ACONTECIDO PARA OS PORTUGUESES QUE HÁ QUATRO DÉCADAS SOFREM COM AS POLÍTICAS NEO LIBERAIS FOI O CORRER COM A "PAF" QUE A CONTINUAR DESTRUIRIA O PAÍS POR COMPLETO COLOCANDO-O NAS MÃO DE MEIA DÚZIA DE CRIMINOSOS NACIONAIS E ESTRANGEIROS.

MUITOS DOS CRIMINOSOS ESTÃO À SOLTA, OUTROS ESTÃO EM LUGARES CHAVE NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E COM FORTE INFLUÊNCIA NA GOVERNAÇÃO E OUTROS AINDA DENTRO DO PS QUE GOVERNA MAS NÃO SE LIVROU DA DIREITA E DOS GRANDES LOBISOMENS DA FINANÇA.

POR ISSO, EMBORA ACHE QUE SE AVANÇARAM ALGUNS MILÍMETROS EM MATÉRIA DO QUE NOS TINHA SIDO ROUBADO NÃO ACREDITO QUE A GERINGONÇA POSSA LEVANTAR O PAÍS E MELHORAR A VIDA DO POVO PORTUGUÊS.
OXALÁ ME ENGANASSE !
SÓ UMA ESQUERDA VERDADEIRA O PODERÁ FAZER E ISSO É DA COMPETÊNCIA E DA RESPONSABILIDADE DE QUEM ESTÁ FARTO DE SOFRER E SER ENGANADO.
O POVO !

António Garrochinho

Frente da França suspende oficial do partido por negação do Holocausto




Benoît Loeuillet, chefe da FN em Nice, filmado secretamente dizendo 'não houve mortes em massa como nos disseram'

 Benoît Loeuillet: "Não acho que houve tantas mortes ... durante a 
 a Shoah", diz ele. A Frente Nacional francesa, de extrema direita, suspendeu um oficial do partido por negação do Holocausto, depois de sugerir que não havia massacres em massa nos campos de concentração nazistas.

Benoît Loeuillet, chefe da FN em Nice, foi secretamente filmado fazendo os comentários, que serão transmitidos em um documentário. "Eu não acho que houve tantas mortes ... durante a Shoah", diz ele.


Jean-Marie Le Pen é multado novamente por destituir o Holocausto como "detalhe"
 Consulte Mais informação
Perguntado pelo jornalista que o filma sobre negadores do Holocausto, Loeuillet, disse: "Eu realmente não sei o que pensar. É complicado ... não houve 6 milhões [mortes]. Não houve mortes em massa, como nos disseram.

Os cineastas, da TV Press Productions, pediram para acompanhar a FN na região dos Alpes Marítimos, no início deste ano, para entender por que tantos jovens eleitores apoiam o partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen , líder da primeira rodada Da eleição presidencial francesa no final de abril.

Quando o partido não respondeu a seu pedido, os journalists gravaram oficiais no segredo por dois meses. 

O FN está agora ameaçando expulsar Loeuillet. Em um comunicado na quarta-feira, ele disse ter sido convocado para uma audiência disciplinar que decidirá se ele deveria ser expulso da FN.

O filme, intitulado " FN: Ganhar sobre os Jovens", será transmitido na noite de quarta-feira no canal de TV francês Canal 8, de propriedade da Canal +.

Na semana passada, um dos oponentes de Le Pen na corrida presidencial, François Fillon , o candidato de direita, prometeu disciplinar os partidários que publicaram uma caricatura de seu adversário centrista , Emmanuel Macron , que foi comparada à propaganda antisemita dos anos 30.

A conta oficial do Twitter do partido de Fillon, Les Républicains , publicou uma caricatura de Macron descrevendo-o como um banqueiro gancho-cheirado em um chapéu alto que corta um charuto com o símbolo comunista da foice vermelha.

No início deste mês, os deputados do Parlamento Europeu retiraram a imunidade parlamentar de Le Pen, permitindo que os promotores franceses tomassem medidas legais contra ela por tweeting de horríveis imagens de assassinatos de militantes islâmicos. O líder da FN, um eurodeputado desde 2004, twittou três imagens não censuradas de assassinatos de Isis em dezembro de 2015, depois de uma cuspa com um jornalista que comparou o FN a Isis, também conhecido pelo acrónimo árabe Daesh.

"Daesh é isto!", Disse Le Pen em tweets irritados mostrando os assassinatos, posts que atraíram repulsa e críticas de famílias enlutadas e políticos franceses em todo o espectro político.

Segundo a lei francesa, a pena máxima para a distribuição de imagens violentas é de três anos de prisão e de uma multa de até € 75.000.




www.theguardian.com

A DIREITA COM A GALINHA DOS OVOS DE OIRO

A DIREITA COM A GALINHA DOS OVOS DE OIRO: O EXTREMISMO, VAI DANDO A VOLTA E LEVANDO MUITA GENTE A NÃO TER ALTERNATIVA DE VOTO A NÃO SER NA PRÓPRIA DIREITA. VEJAMOS A HOLANDA POR EXEMPLO !
AFINAL DIREITA E EXTREMA DIREITA NÃO SÃO A MESMA
COISA ! QUE DEFENDEM ELES ? QUE POLÍTICAS PRATICAM ?
A SUA ACTUAÇÃO NÃO ESTÁ VIRADA SEMPRE PARA A EXPLORAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM, PARA A ESCRAVIDÃO, PARA O LUCRO ?
PENSEM LÁ BEM QUE NÃO CUSTA NADA !
António Garrochinho

AI QUE BOM, AI QUE BOM


Ai que bom na RTP, ai que bom na SIC, ai que bom na TVI. Ufa, estamos todos mais aliviados, não foi aquele senhor holandês, relativamente mal-encarado, que ganhou a GRANDE batalha eleitoral da democracia contra o extremismo de direita e de esquerda.
Ai que bom!
As primeiras forças políticas que representam o povo holandês, tão amante das liberdades, são baluartes da defesa do mundo ocidental e democrático, como se sabe (não olvidar que o governo holandês permite a “liberdade”(???) de um cidadão sudanês sodomizar um outro cidadão lituano, visível numa montra espaçosa de chamamento turístico “á la page”).
Assim, como ia a escrever, os 4 primeiros da classificação geral eleitoralista holandesa, são TODOS partidos de direita. VVD, PVV, D66, CDA. Vá lá, vá lá, podiam ter sido mais…
Oh wat goed!
Guilherme Antunes

Tiroteio num liceu em França

Um tiroteio esta manhã num liceu em Grasse, no Sul de França, fez vários feridos, avança a AFP. França já lançou o alerta de atentado, permitindo assim uma troca de informações mais ágil entre a polícia.

Os meios de comunicação franceses dão conta de que o tiroteio aconteceu no liceu Alexis deTocqueville, em Grasse, e que o director do liceu estará entre os feridos.

Segundo a estação de televisão RT, um homem entrou no liceu com várias armas disparando sobre quem encontrava. A Polícia francesa pede aos habitantes de Grasse para não saírem de casa enquanto decorre a operação policial que está a decorrer na zona da cidade perto do liceu onde aconteceram os disparos.

ESTA CHUVINHA É BOA PARA O FAVAL


ENTREVISTA (REGISTO AUDIO) COM MARCELO REBELO SOUSA - Marcelo admite preconceito ideológico dos investidores contra PCP e BE


Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta tarde que nem em períodos eleitorais os opositores políticos se podem tornar inimigos. Para o presidente da República, é preciso gerar consensos.


Marcelo Rebelo de Sousa revela que "foi uma luta", durante 2016, convencer os investidores, nomeadamente estrangeiros, que podiam investir em Portugal, confiar na estabilidade do país, apesar de o governo ser apoiado pelo PCP e BE.

Numa curta entrevista à TSF sobre o investimento em Portugal, no dia em que o Presidente promove uma conferência sobre o tema na Gulbenkian, questionado sobre se há preconceito ideológico por termos um governo com o apoio destes partidos de esquerda, Marcelo Rebelo de Sousa admite que "no início encontrou, de facto, esse preconceito em vários investidores internacionais e nacionais, pois tinham muitas dúvidas sobre o cumprimento dos compromissos europeus, do défice das contas públicas e da estabilidade política".

O ano de 2016 foi, por isso, "uma luta para que esses setores aceitassem e percebessem que estava a existir um processo que não correspondia às suas expectativas, que eram baixas, ou em alguns casos negativas".

REGISTO AUDIO
video


As palavras de Marcelo sobre o "preconceito" contra um governo apoiado pelo PCP e BE
Marcelo Rebelo de Sousa defende que esse medo dos investidores mudou "muito", mas "é uma luta diária que nunca está ganha nem perdida".

O Presidente da República sublinha que "o problema dos investidores é que têm o dinheiro e a última palavra sobre onde vão investir, havendo não sei quantos destinos possíveis que lutam encarniçadamente para poderem triunfar".

REGISTO AUDIO
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António Saraiva confirma a ajuda do Presidente da República
O Presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) confirma o preconceito e diz que Marcelo Rebelo de Sousa ajudou a ultrapassar este preconceito.

Presidente dá receita para aumentar investimento

O Chefe de Estado defende que é fundamental aumentar o investimento em Portugal e ter a economia (o PIB) a crescer, pelo menos, 2% ao ano (em 2016 avançou 1,4%): "Só crescendo", afirma, "é possível ter o controlo do défice público, reequilibrar a relação entre importações e exportações, distribuir mais promovendo justiça social ou criar emprego".

Ouça as declarações, na íntegra, do Presidente, sobre o investimento privado em Portugal
Marcelo Rebelo de Sousa diz que "a peça chave para o crescimento é o investimento público e, sobretudo, privado português e estrangeiro", sendo que este depende de "coisas muito simples como estabilidade política, social, legal, fiscal e na legislação laboral, além da aposta na qualificação das pessoas e na menor lentidão da justiça".

REGISTO AUDIO
video


Evitando responder à pergunta sobre se o governo se tem portado bem a este nível, o Presidente da República não quer falar em moda mas diz que "neste momento há um grande interesse por Portugal e é preciso tirar proveito disso".

Esta é a primeira grande conferência que nasce da iniciativa do Chefe de Estado e Marcelo defende que pareceu-lhe "urgente começar pelo investimento", sendo que sublinha que o primeiro-ministro estará na abertura da iniciativa e a ideia da conferência é "sensibilizar e motivar o governo para uma realidade que ele sabe que é importante".

Marcelo Rebelo de Sousa recorda que "o Presidente não tem poderes executivos" e pode, apenas, "exercer o seu magistério de influência".



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Política do Governo seria diferente sem apoio da esquerda, diz Carlos Carvalhas



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Política do Governo seria diferente sem apoio da esquerda, diz Carlos ...


Ser democrata em Portugal



Um dos bloggers do blasfémias insinua que eu pareço um “segurança de discoteca”, como se o aspecto físico de uma pessoa pudesse servir de argumento para coisa alguma. Sobre isso, duas coisas: i) já fui sim, com muito orgulho; ii) que dirás de Carlos Abreu Amorim?
Um outro senhor, que escreve no público, compara o fascismo com o comunismo. É assunto mais relevante que o meu aspecto físico e merece alguns comentários, atalhando a componente histórica que dita que este José Miguel Tavares não passa de um ignorante ou de um deliberado manipulador e revisionista da História.

José Miguel Tavares
Então, deixando de lado as considerações que faz sobre comunismo e fascismo, vejamos efectivamente o que defende JMT: “Tristemente, pelas razões históricas conhecidas, a Constituição portuguesa não trata o fascismo e o comunismo da mesma forma. A palavra “fascista” aparece três vezes, a palavra “comunista” nenhuma, e a palavra “socialista” uma só vez, no famoso preâmbulo que propõe ainda hoje que o país abra “caminho para uma sociedade socialista”. Como não se cansaram de nos relembrar aqueles que tentaram impedir Jaime Nogueira Pinto de falar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, só a ideologia fascista está proibida de se organizar em Portugal. No artigo 46º da Constituição, dedicado à liberdade de associação, é dito no ponto 4 que “não são consentidas organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista”. No entanto, aqueles que apareceram a tentar justificar o injustificável com a Constituição na mão esquerda e as convicções ideológicas da Nova Portugalidade na mão direita, esqueceram-se deste pormenor: para alguém ser fascista não basta gritar “fascista!” à sua passagem, e até o PNR é legal e concorre às eleições em Portugal.”
Vamos usar um bocadinho a lógica. Portanto, “tristemente” a Constituição não trata de forma igual “fascismo” e “comunismo”, de que podemos depreender que o autor do texto defende que assim deveria ser. Em que sentido? Ambos legalmente organizados ou ambos ilegalmente proibidos? O teor do seu texto apresenta um estranho sentido: o de insinuar que as organizações fascistas devem ser permitidas desde que disfarcem a sua natureza, como o PNR e a Nova Portugalidade. Já os comunistas, que não são de disfarçar, antes de assumir com orgulho a sua história e o seu presente, deviam ser ilegalizados. Sobre o carinho deste JMT pela democracia está tudo dito.
A forma como se tenta demarcar do fascismo enquanto ideologia e prática cai por terra quando acha que a Nova Portugalidade, o PNR e as conferências de fascistas devem ser consentidas no âmbito da convivência democrática, mas os “comunistas”, esses, “tristemente” não foram proibidos no texto constitucional.
Objectivamente, JMT assume que as organizações comunistas deviam ser proibidas, enquanto que as nacionalistas não, fingindo ignorar que o nacionalismo de que fala é exactamente o mesmo que “fascismo” porque isto é válido para tudo, caro JMT: “para alguém ser fascista não basta gritar “fascista!” à sua passagem”. Tal como para fazer do PNR, ou do Nogueira Pinto ou do Rafael democratas, não basta vires gritar “democrata! à sua passagem.
JMT compara-me a Rafael, o tal que ajoelha na campa do ditador fascista português – concedes que lhe chame assim, JMT? Ou era um corporativista (já agora, o próprio Mussolini deu o nome corporativismo à forma de organização do Estado fascista)? Ou um democrata com défice de atenção? Mas na verdade, os mais perigosos fascismos não são os da bota cardada e das peregrinações a Santa Comba, mas os que armados da democracia na mão esquerda e da comunicação social na mão direita, vão medrando nas suas fragilidades e alimentando a serpente, como faz JMT.
JMT é um liberal e finge não saber que o Estado fascista é precisamente o modelo económico que o próprio defende, conseguido à lei da bala quando os trabalhadores não colaboram:
“Lo Stato ci dia una polizia, che salvi i galantuomini dai furfanti, una giustizia bene organizzata, un esercito pronto per tutte le eventualità, una politica estera intonata alle necessità nazionali. Tutto il resto, e non escludo nemmeno la scuola secondaria, deve rientrare nell’attività privata dell’individuo. Se voi volete salvare lo Stato, dovete abolire lo Stato collettivista.” (Mussolini, Primo discorso alla Camera, 1921).
JMT não diria melhor e subscreve o projecto económico dos fascistas, bem como os seus métodos legais de alienação da propriedade pública, como as privatizações – de que Mussolini foi pioneiro e acérrimo defensor, levando a cabo um dos mais. senão o mais ambicioso plano de privatizações do século XX.
E, sendo JMT um liberal, não gosta de doutrinas “iliberais, como os comunismos e os fascismos, apesar de não conseguir disfarçar uma simpatia ideológica pelos segundos e seus filhos nacionalistas. Mas, JMT, para não seres fascista não basta gritar “democrata!” à tua passagem.
A tua vontade de proibir o meu partido, as organizações comunistas, coloca-te exactamente no mesmo patamar dos Rafaeis com que tentas comparar-me, sem perceber que com isso me estás ao mesmo tempo a comparar contigo. Mas, JMT estás enganado. Felizmente, eu não sou como tu. E que sorte tens tu por eu não ter nada a ver com as organizações que tu tão candidamente toleras… os métodos deles são bem mais agressivos.

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