AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


domingo, 5 de março de 2017

O SONO JOÃO PESTANA


O João Pestana , uma entidade mítica do sono, é uma personagem da mitologia portuguesa. O João Pestana é o sono a chegar, um ser muito tímido e assustadiço que chega devagar quando está tudo silencioso, foge ao mínimo barulho. Quando ele chega os olhos fecham-se as pestanas juntam-se, por isso nunca nenhuma criança o viu.
João Pestana,
João Pestana,
Faz dormir
O menino
Na cama!
(rima popular)

A BOINA POPULAR


A boina ficou popular devido à nobreza e artistas europeus que a usaram ao longo da história moderna. Pode-se dizer também que os escoceses e bascos consagraram esse acessório para o uso nas guerras. 
Che Guevara, Fidel, Camilo e outros guerrilheiros tornaram-na ainda mais famosa.
Deixou de ser um acessório militar depois que sua produção comercial iniciou com a industrialização no século XIX. A partir de 1920, as boinas começaram a ser associadas com as classes trabalhadoras da França e Espanha. Sua produção aumentou estratosfericamente em 1928, quando as mulheres ocidentais começaram a usá-la como um acessório de moda desportivo, influenciadas pelo tenista Jean Borotra. Já nos anos 50 virou símbolo de estilo, principalmente para o pessoal cool que ia declamar poesias nas cafeterias, conhecido como beatniks.


FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE - LAGARES DE AZEITE


FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE
Década de 1940
Nos finais da década de 1940 foi fundada a Cooperativa do Lagar de Azeite, que funcionou até à década de 1970

saudade


O MEU PAI FEZ O RECENSEAMENTO DA FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE MUITO ANTES DO 25 DE ABRIL.
ACOMPANHEI-O-O ALGUMAS VEZES DE BOLEIA NA MAVICO ZUNDAPP.
À NOITE FAZÍA-MOS O PREENCHIMENTO DO RESTO DOS DADOS NAS FICHAS À LUZ DO CANDEEIRO A PETRÓLEO OU DO PITROMAX DA BARBEARIA DE MARCA "HIPÓLITO" E DO QUAL CONSTANTEMENTE EU MUDAVA A "CAMISA" ACENDIA E COLOCAVA O ALCÓOL DESNATURADO .
O "CUNHÃO" ERA UMA MÃO CHEIA DE REBUÇADOS "PINHANATES" UMA GULOSEIMA DE AÇUCAR CARAMELIZADO COM MIOLO DE AMENDOIM OU PINHÃO QUE NÃO SE APANHAVA TODOS OS DIAS.
António Garrochinho

Nesta cidade, há hora oficial para a sesta


Município espanhol Ador proclamou uma hora oficial para dormir um pouco à tarde, das 14:00 às 17:00



Foto: Reuters / Marcelo del Pozo

Ador, um município na zona de Valência com 1.400 habitantes, é uma localidade livre de ruído durante a ‘sagrada sesta’ espanhola. Das 14:00 às 17:00, a cidade mergulha em silêncio. O autarca, Joan Faus, instaurou, no início do verão, um período oficial para a sesta. Este é o primeiro município espanhol onde existe um horário legal para descansar.


O objetivo é “garantir o descanso e poder suportar melhor os rigores do verão”, explica Joan Faus.

Paz e silêncio nas horas de maior calor “não é uma obrigação, é uma recomendação”, diz o autarca, citado pelo "El País", explicando que não há penalidades previstas para a “violação” da hora da sesta. A regra não é nova, sobretudo numa localidade com raízes agrícolas. 
“Ador é uma zona de laranjais  há muito trabalho nos pomares. As pessoas levantam-se de madrugada para trabalhar no campo e ao meio-dia voltam para casa, para evitar altas temperaturas. Aqueles que se levantam cedo aproveitam a sesta para descansar e recuperar energias”

Contudo, a medida não é bem vista fora de Espanha. O antigo professor confirma essa ideia, dando como exemplo o caso dos ingleses, que interpretam a hora da sesta como uma forma de “não querer trabalhar”.

Joan Faus garante que “não se trata disso” e enumera os benefícios da sesta tradicional, insistindo que a Organização Mundial de Saúde considera saudável dormir cerca de 20 a 30 minutos, à tarde.

O autarca reforça ainda o lado positivo da sesta para a população mais vulnerável, como os
mais velhos e as crianças, que ficam assim a salvo do pico de calor.

Matutando na caximónia


O problema da maioria das pessoas, é que não são maduras o suficiente para saber lidar com suas PRÓPRIAS emoções, sobre aquilo que elas não conhecem,tornam-se preconceituosas e ganham a mania de sempre julgar os outros. Julgam pelas aparências, nomes,cor, seja o que for. Não sabem, não aprendem porque nem sequer são inteligentes para se cultivarem para conhecer e se conhecerem. Criam obstáculos para elas mesmas através da sua ignorância, sobre o desconhecido, e por serem egocêntricas demais. Os outros são sempre os seus piores inimigos quando o assunto é sobre o que elas desconhecem.
António Garrochinho

A Morte do Demónio – Heinrich Himmler, o Comandante das SS

Com a invasão dos Aliados à Alemanha, Himmler resolveu deixar o norte, onde os Aliados sabiam que ele se encontrava. Deu ordens para que os membros de seu séquito — agora, muito reduzido — tratassem de disfarçar-se da melhor maneira possível. A maior parte dos seguidores do Reichs-führer preferira raspar os bigodes, mudar o penteado e usar trajes civis, em lugar de usar as fardas de altos funcionários de uma polícia agonizante. A partir daquele momento, Himmler passava a viver na ilegalidade.

Terminava a época em que o Delfim do Führer e sua corte ocupavam mansões e castelos. Esgueiravam-se de uma localidade para outra, deslocando-se individualmente nos quatro automóveis que constituíam os restos do imenso parque de viaturas do Reichsführer. Estavam disfarçados com uniformes de soldados da Wehrmacht ou em trajes civis. Não mais ousavam apresentar-se nos hotéis e pensões; dormiam ao relento, muitas vezes misturados à população e às tropas em êxodo. Enquanto alguns mantinham guarda junto aos carros, os outros se deitavam nos bancos das estações ferroviárias, a fim de conseguir alguns instantes de repouso.
Himmler continuava a comandar os doze fugitivos que, munidos de documentos falsificados, pretendiam atravessar as linhas inglesas e chegar à Baviera. Atingindo o Elba, abandonaram os automóveis; disfarçados em habitantes da região, preocupados com o avanço dos russos, misturaram-se à massa humana que caminhava penosamente para oeste. No grupo estavam o Professor Gebhardt, Ohlendorf, Rudolf Brandt, secretário de Himmler, os oficiais SS Werner e Grothmann, além de Heinz Macher.
Himmler raspara o bigode e ocultara o olho esquerdo com uma venda de pano preto. Julgara de bom alvitre usar documentos que o identificavam como Heinrich Hitzinger, Feldwebel (cabo) da Geheime Feldpolizei (Polícia Secreta de Campanha). A escolha da identidade fora bastante sutil: caso fosse aprisionado e interrogado a respeito de seu chefe e das atividades que este desenvolvera durante a guerra, poderia responder sem despertar maiores suspeitas. Es­quecera-se completamente, porém, de que os Aliados consideravam a Geheime Feldpolizei um órgão extremamente perigoso.

A Captura de Himmler

A partir de maio de 1942, a Feldpolizei, que anteriormente dependera do Abwehr, passara a desempenhar as funções da Gestapo nas frentes de combate.
A despeito de tudo, “Hitzinger” e seu grupo conseguiram passar pelo primeiro posto de controle estabelecido pelos britânicos. Entretanto, ao chegarem a Meistadt, entre Hamburgo e Bremerhaven, os doze componentes do grupo foram presos e enviados ao campo de Bremenvoerde, de onde foram transferidos para Zeelos e, finalmente, para Westertinke.
Himmler inspeciona campo de prisioneiros
No dia 23 de maio, os prisioneiros chegaram ao Campo de Interrogatório Britânico nº 031, nas proximidades de Luneburgo. Passaram-se algumas horas. Três dentre eles, interrogados pelo Capitão Selvester, demonstraram um nervosismo tão evidente que o oficial inglês resolveu apertar o interrogatório e acareá-los entre si. Repentinamente, um dos três homens arrancou a venda negra que lhe disfarçava o rosto e declarou em tom bastante tranquilo:
— “Sou o Reichsführer SS Heinrich Himmler. Desejo falar imediatamente com o General Montgomery”.
Selvester não esperava realizar uma captura de tamanha im­portância. Reforçou a guarda dos prisioneiros e solicitou a presença de outro oficial do serviço de informações britânico.
Quando o outro oficial chegou, Selvester solicitou ao homem que dizia ser Himmler que apusesse sua assinatura em um pedaço de papel, a fim de poder compará-la com as existentes nos arquivos do Intelligence Service. Himmler recusou-se. Seguiu-se uma acirrada discussão a respeito da assinatura, que seria a última da vida do Reichsführer.
Conhecedor profundo dos métodos usados pelos serviços de contra-espionagem, Himmler sabia de que modo é possível utilizar uma assinatura falsa e, sobretudo, uma verdadeira. Declarou-se disposto a assinar o papel, uma vez que o único objetivo era provar sua verdadeira identidade; todavia, impunha uma condição: os oficiais ingleses deveriam prometer que o papel seria imediatamente destruído, na presença de Himmler.
O Capitão Selvester fez um detalhado exame do conteúdo dos bolsos do prisioneiro. Encontrou uma caixinha, contendo duas minúsculas ampolas.
Selvester não hesitou, pois sabia que as ampolas continham veneno: o último recurso dos nazistas. Não fazendo qualquer comentário e aparentando a mais completa indiferença, perguntou a Himmler para que serviam as ampolas. O Reichsführcr replicou tranquilamente:
— “Trata-se de um remédio para os espasmos que sofro no estômago”.
Entretanto, Selvester constatara que uma das ampolas estava cheia e a outra, vazia; convenceu-se de que Himmler escondia o veneno em algum outro lugar.
Os ingleses solicitaram ao Reichsführer que se despisse. Todas as peças de roupa foram examinadas. O corpo de Himmler foi mi­nuciosamente revistado. Selvester, contudo, temendo que o Reichs­führer, vendo-se descoberto, mordesse a cápsula de veneno e engo­lisse o conteúdo, absteve-se de examinar a boca do prisioneiro.
O oficial teve uma ideia, no intuito de tranquilizar Himmler: com a maior correção de maneiras, ofereceu chá e sanduíches ao Reichsführer. Caso Himmler aceitasse, seria obrigado a tomar a precaução de tirar a cápsula da boca.
Enquanto Selvester observava com a maior atenção, Himmler comeu pacificamente os sanduíches e bebeu o chá. Diante disso, Selvester só tinha uma alternativa: remeter o prisioneiro aos serviços competentes do Quartel-General do II Exército Britânico, em Luneburgo. Sugeriu que Himmler vestisse um uniforme inglês. Teria duas vantagens: não haveria veneno escondido na farda inglesa e, além disso, os britânicos teriam oportunidade para fazer um exame mais detalhado das roupas de Himmler.
Todavia, Himmler protestou:
— “Querem vestir-me com uma farda inglesa para me abaterem como espião! Pretendo comparecer diante de seus superiores com meu uniforme alemão”.
Himmler julgava seus adversários pelos métodos que ele próprio costumava utilizar. Por outro lado, os britânicos, que desejavam acalmar o prisioneiro nazista, acreditavam que a insistência de Himmler em continuar com o uniforme alemão indicava que o veneno estava escondido em algum lugar da farda.
himmler

O Reichsführer insistia em protestar:
— “Se fazem tanta questão de que eu vista um uniforme inglês, só pode ser porque desejam desacreditar-me perante os alemães e a opinião pública mundial, fotografando-me e entregando as fotos para publicação na imprensa internacional”.
Afinal, o oficial inglês declarou categoricamente que em hipó­tese alguma Himmler receberia de volta o uniforme, que deveria ser submetido a um rigoroso exame. Ameaçou o chefe nazista de ser transportado nu até o local onde ficaria detido. Himmler terminou cedendo; aceitou uma camisa, um par de calças e um par de coturnos britânicos. Recebeu um cobertor, enrolando-se nele.
Selvester afirma que durante a discussão, que durou cerca de oito horas, Himmler comportou-se de modo correto e até mesmo jovial, demonstrando, acima de tudo, evidente preocupação com o destino de seus companheiros. ‘

Condução à prisão e suicídio

Às 20 horas, Himmler foi conduzido à presença do Coronel Michael Murphy, chefe do Intelligence Service no Estado-Maior do General Montgomery. Himmler repetiu suas declarações: era o Reichsführer SS Heinrich Himmler e desejava avistar-se com o Ge­neral Montgomery, para o qual já havia preparado uma carta.
O Coronel Murphy embarcou Himmler em uma viatura militar e, juntamente com um de seus oficiais, acompanhou-o até Luneburgo, onde o Reichsführer foi levado à prisão de Uelzenerstrasse, ocupada pelo Quartel-General do II Exército Britânico.
O coronel inglês estava convencido de que Himmler conseguira ocultar o veneno na boca ou nas roupas.
Himmler foi colocado em uma cela, sob a vigilância do Sargento-Mor Edwin Austin, o qual não foi informado por seus superiores a respeito da identidade do prisioneiro. Após a guerra, porém, durante uma entrevista concedida à BBC de Londres, Austin afirmou que reconhecera perfeitamente o Reichsführer, apesar do cobertor que dissimulava seus trajes britânicos. Sua maior preocupação era evitar que o prisioneiro conseguisse suicidar-se — como havia feito anteriormente, em sua presença, o General Pruetzmann, um dos acólitos de Himmler.
Apontando para um catre onde Himmler deveria deitar-se, Aus­tin solicitou ao Reichsführer que se despisse. A ordem foi decorrente da notícia de que um médico deveria visitar a cela dentro de alguns instantes, a fim de examinar minuciosamente o corpo do prisioneiro.
Himmler, dirigindo-se ao intérprete, rosnou:
— “O sargento não sabe a quem está se dirigindo!” Ao que Austin replicou:
— “Já sei, já sei: você é Himmler. Para mim, porém, não faz a mínima diferença. Recebi ordens: dispa-se e deite-se no catre”.
Himmler começou a despir-se no momento em que o Coronel Murphy chegou à cela, acompanhado pelo Capitão Dr. C. J. L. Wells, médico do II Exército Britânico.
O Capitão Wells realizou um segundo exame minucioso em todo o corpo do prisioneiro. Himmler aceitou tudo, sem reclamar. Entretanto, quando o médico lhe ordenou que abrisse a boca, Hímmler tirou rapidamente uma cápsula minúscula, que trazia escondida entre a gengiva e a bochecha.
Wells tentou impedir o movimento e enfiou dois dedos na boca do prisioneiro. Himmler jogando a cabeça para trás, mordeu os dedos do médico até os ossos. O Coronel Murphy e o Sargento precipitaram-se sobre o Reichsführer, mas já era tarde demais.
Himmler
Deitaram Himmler em decúbito ventral, no intuito de evitar que deglutisse o veneno. Tentaram obrigá-lo a vomitar. Fizeram uma lavagem estomacal. Aplicaram respiração artificial etc. O Reichsführer perdera os sentidos. Nada mais havia a fazer. Doze minutos depois que Heinrich Himmler engoliu o cianureto, o Capitão Dr. Wells não teve outro remédio senão constatar oficialmente a morte do prisioneiro!
O cadáver do Reichsführer jazia sobre uma poça de vômito. Seu grandioso Grossraum estava reduzido à ignóbil sujeira em que estava deitado. Um cadáver medíocre, ridiculamente vestido com uma camisa militar britânica, trazendo ainda ao nariz o eterno pince-nez, atrás de cujas lentes os olhos — que outrora tudo pareciam espionar e observar — davam, agora, a impressão de fitar o vácuo; era tudo o que restava do homem que fora o porta-bandeira da ideologia da “raça superior” e construtor do Olimpo Pardo; a Ruhmeshalle. Não, as Valquírias não o transportaram para o Walhalla…

Para os soldados ingleses, que significado poderia ter aquela morte? Apenas mais uma, dentre tantas ocasionadas pela guerra. Todos haviam ouvido falar a respeito do grande chefe nazista, de seus crimes hediondos, mas ignoravam o imenso império secreto que ele conseguira erguer, cimentado com incalculável derramamento de sangue.
Austin, fitando o cadáver, murmurou, decepcionado:
— “Então, esse é Himmler. . .”
Jogou o cobertor sobre o corpo inerte do Reichsführer e saiu da cela.
Shakespeare teria exclamado: “Outrora, César fazia tremer o mundo; hoje, ninguém para inclinar-se diante dele!”.
heinrich himmler

Himmler, morto após cometer suicídio, ingerindo cianureto

Grande perda aos serviços Aliados

Desolados, os oficiais ingleses compreenderam que sua diplomacia falhara. Haviam perdido uma bela ocasião para desvendar os segredos da Gestapo. Himmler, como um covarde, só tomara o veneno, quando tivera certeza de que o Quartel-General Britânico iria tratá-lo como criminoso de guerra. Preferiu a morte aos castigos que, segundo julgava, lhe seriam impostos. Qualificado pelo mundo inteiro como o mais cruel torturador que já surgiu na História, não podia conceber que os adversários deixassem de aplicar a Lei de Talião. Muitos dos segredos dos doze anos de existência do III Reich foram enterrados para sempre com ele.
Himmler
No final das contas, o Reichsführer não conseguiu os três meses de vantagem que desejava para que os Aliados fossem procura-lo nas montanhas da Baviera e lhe pedissem para salvar o mundo do perigo do bolchevismo. . . Confiara, até a morte, nas previsões de um de seus “videntes”, o qual anunciara que a guerra terminaria na primavera de 1945 e que a Alemanha ,sofreria suas consequências, durante apenas três meses. Segundo declarações feitas por meus amigos suecos após a guerra, o referido “vidente” só poderia ser o massagista Kersten.
Se os britânicos não houvessem tratado o ex-Reichsführer como o mais vulgar dos prisioneiros, fazendo-o vestir uma camisa inglesa e transportando-o em um caminhão militar, se o considerassem um personagem histórico, Himmler certamente lhes entregaria os documentos que constituíam seu derradeiro álibi — e que ele soube esconder tão bem que, até hoje, ainda não foram encontrados.
Não há dúvida de que ele tentaria justificar os crimes que cometera e as provocações que realizara com o auxílio de seu brain trust, mas podemos ter absoluta certeza de que não se suicidaria no momento em que o fez.
Após a capitulação final da Alemanha, um polonês gabou-se de haver reconstituído todo o trajeto da fuga de Himmler, desde sua partida de Hohen-Lüchen, até o local onde foi feito prisioneiro. Segundo ele, o Reichsführer trazia consigo uma maleta de documentos, que enterrou antes de tentar atravessar as linhas inglesas.

O Enterro

Dois dias após o suicídio de Himmler, o Sargento Austin recebeu ordens para enterrar o cadáver do ex-Reichsführer. Envolveu-o em um cobertor, amarrou-o com fios telefônicos e transportou-o para local ignorado. Os documentos e o túmulo do monstro constituem, até hoje, o mais completo mistério.
himmler
Um denso mistério também envolve a vida inteira do Reichsfüh­rer e as duas personalidades daquele homem tão singular. Da mesma forma que o Capitão Selvester não conseguiu encontrar no comportamento de Himmler qualquer dos elementos característicos de um massacrador de povos, os biógrafos do Reichsführer, baseando-se nas declarações dos fiéis seguidores de Himmler nos depoimentos das mulheres que compartilharam de sua existência, dificilmente poderiam conceber que um homem capaz de demonstrar tantas qualidades familiares em sua vida particular, pudesse enveredar pelos caminhos sombrios do crime, possuído por uma ideologia bárbara: o racismo.
Já no fim da vida, depois de preso, Hirnmler demonstrou bondade, preocupando-se com o tratamento dispensado a seus companheiros; depois que passou a viver na ilegalidade, jamais cessou de atormentar-se com o possível destino de sua segunda esposa e de seus três filhos. Entretanto, nem por um só instante pareceu apiedar-se dos milhões de lares que destruíra e das inúmeras crianças que transformou em órfãos — quando não as massacrou!
Só sabia conceber o bem-estar e alegria da vida cotidiana para si e para os seus.

Uma vida de caprichos

A vida mundana sempre teve grande importância para Himmler. Gostava dos uniformes elegantes e havia quem dissesse que seu traje de gala favorito fora aprovado pelo próprio Führcr. Mantinha um Geschenkkartei (fichário de presentes), cuidado por Fraulein Lorenz, filha de seu particular amigo Werner Lorenz. chefe do departamento encarregado da Quinta Coluna no exterior. A filha de Lorenz arquivava fielmente as informações sobre as pessoas que mantinham cor­respondência com Himmler. Este detalhe levou Kersten a afirmar que Himmler não passava de um “pequeno burguês”, opinião corroborada por muitos autores.
Himmler levava o formalismo até os mais exagerados extremos. Chegava a anotar em fichas individuais os títulos e formas de polidez pelos quais devia dirigir-se às pessoas com quem se correspondia ou tratava. Registrava os presentes que enviava às pessoas de suas relações, frequentemente objetos de porcelana de fábricas onde trabalhavam prisioneiros de campos de concentração (Dachau). Cada presente e suas características eram meticulosamente fichados.
As diferentes pessoas presenteadas, tocadas pelas atenções do Reichsführer, acreditavam compartilhar do gosto de Himmler que, portanto, causava sempre uma excelente impressão a todos.
Depois da guerra, visitando as mansões de Grunewald e Dahlem, encontrei nas bibliotecas dos grandes figurões do Reich diversas obras contendo dedicatórias assinadas por Himmler; variavam desde narrativas de viagens por regiões pitorescas até coleções completas das obras de Fichte e Nietzsche. A filosofia racial justificava os campos de concentração, as câmaras de gás e as hecatombes nos campos de batalha.
No que se referia à mesa, domicílio, empregados domésticos e modo de vida — incluindo uma amante com um belo título de no­breza —, Himmler sentia-se feliz, pois era um verdadeiro grande senhor. Como um respeitável membro da alta burguesia, possuía um castelo de caça, Wustrow, ao norte de Berlim, e recomendava aos grandes dignitários das SS que seguissem seu exemplo.
himmler
No discurso que pronunciou em 1941 ante os oficiais da Leibs-tandarte SS “Adolf Hitler” (Divisão da Guarda Pessoal do Führer), o Reichsführer declarou:
“O homem que guarda os prisioneiros realiza uma tarefa mais difícil do que aquele que cumpre o seu dever militar… Proponho-me a constituir um batalhão de guarda e fazer um rodízio do efetivo a cada três meses, a fim de que todos possam tomar conhecimento da luta contra os sub-homens.”
Tal atividade era indispensável por quatro motivos:
1º — para eliminar do povo alemão os elementos perigosos;
2º — para utilizar a mão-de-obra dos escravos nas pedreiras, a fim de que o Führer pudesse erigir os fabulosos monumentos do III Reich;
3º — para que a WVHA pudesse conseguir as grandes somas necessárias à edificação de lares para as famílias numerosas, pois a vitória ou a derrota seriam decididas pela expansão demográfica do sangue alemão; se a raça germânica não se multiplicasse, o Reich não poderia dominar o mundo;
4º — para cumprir o principal dever das SS: constituir-se no instrumento da colonização da Europa e da “solução final” do pro­blema judaico.
Com a morte de Himmler, desapareceu o mais espantoso dos grandes chefes nazistas. Em seu aspecto trágico, o Reichsführer ultra­passou até mesmo o próprio Hitler, pois ofereceu milhões de cadá­veres em holocausto à nebulosa ideologia de seu chefe, num genocí­dio que até hoje permanece mal esclarecido, a despeito da abundante literatura que foi publicada a respeito. Um certo mistério continua a persistir, pois muitas forças ainda entram em choque no sentido de influenciar a análise do caso de Himmler: interesses econômicos, rancores nacionais, fanatismo doutrinário. Os doze anos de existência do “Nacional-Socialismo” e sua espada — as SS — constituirão um marco em todo o nosso século.
Himmler com Adolf Hitler
Himmler com Adolf Hitler
O cadáver de Himmler, enterrado em algum ponto de Luneburgo, permanecerá para sempre como um símbolo de uma desumanidade que o mundo jamais viu, aplicada de modo tão deliberado e violento. As vítimas de Himmler, bem como seus inimigos e seus partidários, relembrarão até a morte o pesadelo dos campos de concentração, visto sob o prisma de sua subjetividade. ..
Por esse motivo, sentirei-me feliz se, na qualidade de ex-prisioneiro de um desses campos, consegui contribuir para encontrar a verdade e atualizar a velha fórmula romana: Historia, magistra vitae.
Inúmeros são aqueles que não conseguiram avaliar em sua justa medida aquela terrível experiência. Uma prova do fato é a campanha em favor da prescrição dos crimes nazistas. Entretanto, o inundo tem plena consciência de que o atentado realizado pelos nazistas con­tra a humanidade provocou a destruição de valores que sucessivas gerações levaram séculos para constituir.
O mausoléu consagrado aos grandes dignitários do Reich, cuja construção dominava os sonhos de Himmler quando este comprou uma montanha de granito na Suécia e criou a escola de marmoristas e entalhadores de pedra em Sachsenhausen, afundou-se eo monstruo­so oceano de escombros produzidos pela guerra. As ruínas da Ruhmeshalle cobriram os ossos de 11 milhões de entes humanos que pereceram nos campos de concentração.
Trinta milhões de combatentes perderam a vida nos campos de batalha.
Trinta cinco milhões de homens ficaram feridos ou mutilados.
O Reich, em si, perdeu seis milhões de vidas, o que equivale a um décimo de sua população antes da guerra. E, por incrível que pareça, a hecatombe foi desencadeada em nome da metafísica do sangue e da raça.
As SS, através de seus crimes, enxovalharam a honra de um povo civilizado, que já deu ao mundo tantos pensadores, escritores, pintores e músicos.
Os sonhos megalomaníacos de Himmler e seus carrascos não podem ser comparados com a grandeza da alma humana, que se manifesta em todos os povos e, evidentemente, também no povo ale­mão. Mais cedo, ou mais tarde, a grande maioria dos homens aprenderá a lição e não dará, àqueles que sonham com a renovação desse passado trágico, uma nova oportunidade para se beneficiarem da divisão, do caos e da ignorância.
Transcrito do livro: O Império de Himmler – Edouard Calic


segundaguerra.net

OS SACOS DE PLÁSTICOS E A POLUIÇÃO

Ultimamente tem-se vindo a falar do plástico, mais especificamente, do tão conhecido saco de plástico que se utiliza nos supermercados e no comércio em geral, porque o governo decidiu taxar a utilização deste produto.
Provavelmente esta pode ser uma das formas de tentar diminuir o consumo e utilização de algo que é extremamente prejudicial para a nossa saúde e do planeta.
Não vamos analisar a medida, queremos apenas deixar presente de que é fundamental diminuir drasticamente a utilização do plástico. Não estamos só a falar dos sacos de supermercado, mas de todo o plástico que é utilizado nas mais diversas situações e produtos.
Em Portugal só nas caixas dos supermercados circularam em 2015 perto de 19 milhões de sacos ano.
Segundo a comunidade europeia a utilização média do saco em Portugal é de 466 sacos por habitante ano, uma das mais elevadas da Europa.

Mas o que é o plástico

Grande parte do plástico fabricado no mundo advém do petróleo. A partir do processo de refinação do petróleo são extraídos vários produtos, entre eles: diesel, gasolina, solventes, lubrificantes, gás natural, parafina e nafta. A nafta petroquímica é decomposta por um processo denominado craqueamento, gerando eteno, propeno e aromáticos. Essas substâncias são utilizadas para a produção de resinas que, por sua vez, são a matéria-prima para a fabricação de produtos plásticos. Em resumo, de 3 a 5% de cada barril de petróleo extraído é utilizado para produzir plásticos.

Problemas do plástico

Material utilizado em escala mundial, o plástico é responsável por 90% da poluição nos oceanos do mundo e 10% de todo o desperdício gerado pelo homem.
O plástico leva séculos para decompor-se quando descartado sem critério no meio ambiente, já que é constituído por longas cadeias moleculares de difícil degradação. Sacos plásticos, quando incorretamente descartados e não reciclados, causam inconvenientes. Podem entupir redes de águas pluviais e de esgoto causando enchentes, além de poluir rios e mares, matar animais marinhos por sufocamento, sujar as vias públicas, entre outros problemas.
foto-galeria-materia-620-pi
Como não se degrada facilmente no meio ambiente – leva séculos para se decompor, polui o solo e, principalmente os oceanos, formando verdadeiros entulhos na natureza. Nos mares, a massa plástica dificulta a troca de oxigénio da atmosfera com a água, o que causa a morte dos animais que também morrem ao consumir pedaços de plástico, por engano.
Uma enorme capa tóxica de plástico cobre os oceanos. Dezenas de pelicanos estranhamente mortos com isqueiros, soldadinhos de plástico e outros fragmentos do mesmo material no estômago. Baleias azuis e uma misteriosa síndrome que as deixa famintas.
A poluição das águas por plásticos é uma ameaça à biodiversidade marinha e à vida humana.
A equipa de investigadores da Plastic Ocean Foundation, organização ambientalista do Reino Unido, visitou mares de todo o mundo, mergulhou com baleias, investigou as profundezas e deparou-se com situações extremas de contaminação, sempre acompanhando de perto o trabalho de pesquisadores que conduzem estudos de ponta sobre o tema. Para a bióloga marinha Jo Ruxton, realizadora e produtora do filme, é preciso sensibilizar o mundo para o problema do plástico e incentivar o desenvolvimento de novas estratégias para enfrentá-lo.
Sacos, garrafas e embalagens de plástico descartável. Para onde vai tudo isso?
Segundo a WWF e o Greenpeace, fabricou-se, na última década, mais plástico do que em todo o século 20 – das cerca de 300 milhões de toneladas produzidas por ano, metade é descartada após um único uso, mas pode permanecer na natureza por mais de 400 anos. “Todo o plástico produzido nos últimos 60 anos continua no ambiente. Deitamos fora sem nos preocupar, mas está voltando para nós”, afirma John Craig, diretor do documentário.
Muito desse lixo plástico acaba em rios e mares, onde pode afundar e contaminar o fundo dos oceanos ou ficar em suspensão, quebrando-se em pequenas partículas após anos de exposição no ambiente. “Percebemos que a existência de um grande aglomerado de lixo no meio do oceano é um mito; o que existe é uma sopa tóxica, mais perigosa e menos visível, logo abaixo da superfície das águas”, avalia Ruxton.
A base da cadeia alimentar
Misturado com o plâncton, conjunto de plantas e animais microscópicos que formam a base da cadeia alimentar marinha, o plástico é ingerido por pequenos animais e contamina a biodiversidade do mar de forma progressiva e cumulativa, colocando em risco também a saúde humana. Afinal, os peixes são fontes de proteínas na dieta de boa parte do mundo.
Os plásticos possuem toxinas relacionadas com diversas doenças, como cancro, diabetes e disfunções autoimunes. “Além disso, ajudam a concentrar outras substâncias tóxicas, provenientes de efluentes industriais, por exemplo”, conta a bióloga. “A água de diversos locais onde estivemos apresentou grande concentração de plástico associado a essas toxinas.” Para Ruxton, apesar de os cientistas ainda discutirem a escala da crise, parece claro que todos os oceanos já são vítimas da poluição plástica.
O homem é claro, não é o único ameaçado. A equipa acompanhou as pesquisas sobre a quantidade de lixo plástico consumida pelos animais marinhos. Chamou à atenção a sua possível relação com o chamado skinny whale syndrome, mal que afeta populações de baleia azul, maior animal do mundo, encontradas misteriosamente famintas.

VÍDEO
Segundo o PNUMA, Programa Ambiental das Nações Unidas, 90% de todos os detritos dos oceanos são compostos por plástico. Além disso, existem 46.000 fragmentos de plástico em cada 2,5 quilómetros quadrados da superfície destes ambientes, sendo a maioria oriunda de terra firme, e 27% constituídos de sacos de supermercado. Para acrescentar, estudos comprovam que para cada quilo de algas marinhas e plâncton encontrado nos oceanos, há pelo menos seis quilos de plástico. Considerando estes organismos como os principais responsáveis pela oxigenação do planeta e alimentação de cadeias alimentares, não é nada otimista perceber os problemas que o plástico tem causado.
A vida animal também é bastante afetada, não sendo difícil encontrar relatos de animais mortos por asfixia ou lesões internas provocadas pela ingestão destes e outros polímeros. Segundo o PNUMA, este material é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos. Sabendo que muitos animais marinhos fazem parte da alimentação humana, vale a pena saber que estamos ingerindo quantidades significativas de toxinas.
Uma pesquisa recentemente publicada no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”) descobriu que até 88% da superfície dos oceanos do mundo está contaminada com lixo plástico, causando preocupação com os efeitos sobre a vida marinha.
“As correntes oceânicas carregam objetos plásticos, que se partem em fragmentos menores, devido à radiação solar. Estes pequenos pedaços de plástico, conhecidos como microplásticos, podem durar centenas de anos e foram detetados em 88% da superfície oceânica analisada durante a Expedição Malaspina 2010″, disse o diretor da pesquisa, Andrés Cozar, da Universidade de Cádiz, na Espanha.
Aliás, você sabia que muitos mariscos usam fragmentos de plástico para construírem suas casas?

VÍDEO

Sacos descartáveis podem ser reciclados?

Teoricamente sim. O chamado “plástico filme” dos sacos de supermercado pode ser aglomerado em fardos e encaminhado para uma máquina aglutinadora que vai aquecer o material e triturá-lo até que se torne uma farinha. Depois, mistura-se água para fazer a aglutinação, que consiste em aumentar a densidade do material e deixá-lo na forma de grãos que serão fundidos novamente e transformados em tiras, como se fosse espaguete. O próximo passo é mais um resfriamento com água e o corte em grãos consistentes, conhecidos como “pellets”, matéria-prima para novos produtos de plástico. Na prática, a reciclagem de sacos descartáveis é complicada. Por serem leves é preciso juntar imensas quantidades de sacos para que o reaproveitamento seja viável economicamente. Outro empecilho é o alto grau de sujidade e contaminação, quando retirados dos caixotes de lixo e aterros sanitários. É necessário que passem por processos de lavagem para que possam transformar-se em matéria-prima novamente.

Plástico Verde

Já existem sacos e embalagens de produtos disponíveis no mercado como o chamado plástico verde. Esse plástico é feito a partir da cana-de-açúcar, que é uma matéria-prima renovável, ao contrário do petróleo, o que é uma vantagem. Porém, ele não é biodegradável, isto é, não se decompõe. Assim como o plástico comum feito a partir do petróleo, o plástico verde vai continuar a causar problemas nas cidades e na natureza como o entupimento e a morte de animais que consomem fragmentos de plástico. Além disso, o plástico verde é mais caro que o comum.

Plástico Oxibiodegradável

Esse tipo de plástico, já oferecido em alguns países, contém na sua formulação um aditivo acelerador do seu processo de degradação. De acordo com os fabricantes, ele decompõe-se em 18 a 24 meses. Porém, não há consenso na comunidade científica de que isso ocorra. Além disso, o plástico oxibiodegradável não pode passar pela reciclagem mecânica, o método mais comum em todo o mundo. Assim como o plástico verde e o biodegradável, é mais caro que o plástico comum.

Plástico Biodegradável (Compostável)

Muitos supermercados, principalmente no Brasil, estão a vender nas caixas os sacos plásticos biodegradáveis, feitos a partir do milho. Segundo os fabricantes, a decomposição leva cerca de seis meses. Para que isso aconteça, entretanto, é preciso que o material seja encaminhado para unidades de compostagem. O preço do plástico biodegradável também é mais elevado que o do plástico comum.

22 Factos sobre a poluição do plástico

1. Somente na área de Los Angeles, 10 toneladas de fragmentos de plástico, como sacos, canudos e garrafas PET, são levados diariamente para o Oceano Pacífico.
2. Ao longo dos últimos dez anos, produzimos mais plástico do que em todo o século passado.
3. Metade do plástico que usamos, só o utilizamos uma vez e deitamos fora.
4. A quantidade de plástico deitado fora durante todo o ano é suficiente para dar a volta ao mundo quatro vezes.
5. Atualmente só reciclamos 5% do plástico que usamos.
6. Um americano deita fora cerca de 84 kg de plástico por ano.
7. O plástico representa 10% de todo o desperdício que o homem gera.
8. A produção de plástico utiliza cerca de 8% da produção de petróleo do mundo.
9. Os Estados Unidos deitam fora anualmente 35 mil milhões de garrafas plásticas de água.
10. O plástico no oceano divide-se em pedaços tão pequenos que uma garrafa PET de um litro pode-se espalhar por todas as praias do mundo.
11. Anualmente, 500 mil milhões de sacos plásticos são usados em todo o mundo. Mais de um milhão são utilizados a cada minuto.
12. 46% dos plásticos flutuam e podem vaguear durante anos nos oceanos antes de se desintegrarem.
13. O plástico demora mais de 100 anos para se desintegrar.
14. 80% da poluição dos mares pelo plástico é oriunda da terra firme, mas foi levada aos oceanos por fatores como a chuva, por exemplo.
15. A Grande Ilha de Lixo do Pacífico está localizada na costa da Califórnia e é o maior amontoado de lixo no oceano do mundo. Essa massa flutuante de plástico é duas vezes maior que o tamanho do estado americano do Texas.
16. Plástico constitui cerca de 90% de todo o lixo que flutua na superfície dos oceanos.
17. Um milhão de aves marinhas e cem mil mamíferos marinhos morrem anualmente por conta da poluição de plástico nos oceanos.
18. 44% de todas as espécies de aves marinhas, 22% dos cetáceos, todas as espécies de tartarugas marinhas e uma lista crescente de espécies de peixes já foram documentadas com plástico ou em torno de seus corpos.
19. Em amostras recolhidas no Lago Erie, nos EUA, 85% das partículas de plástico encontradas eram menores do que dois décimos de uma polegada.
20. Todos os pedaços de plástico já produzido ainda existem de alguma forma (com exceção da pequena quantidade incinerada).
21. Produtos químicos do plástico podem ser absorvidos pelo corpo humano. 93% dos norte-americanos com idades a partir de seis anos testaram positivo para BPA (um produto químico do plástico).
22. Alguns dos compostos encontrados no plástico foram acusados de efetuar alterações nos sistema endócrino.

10 Maneiras de ajudar no combate à poluição

1. Reutilize sacos de compras e garrafas PET. Sacos de pano e garrafas de metal ou vidro reutilizável são opções importantes. Ande sempre com sacos no carro em quantidade suficiente para quando vai às compras no supermercado não ter de comprar sacos.
2. Quando for às lojas fazer compras recuse-se a aceitar ou a comprar sacos de plástico. Eles que disponibilizem sacos de papel ou então não faz a compra.
3. Reduza a quantidade de plástico que você usa no seu dia-a-dia, evitando utilizar sacos e garrafas plásticas, substituindo-as por garrafas térmicas, por exemplo. Não utilize talheres, copos e pratos descartáveis.
4. Leve sua caneca pessoal para o café nos restaurantes e padarias. Essa é uma ótima maneira de reduzir o uso de tampas e copos de plástico.
5. Não há necessidade de você comprar CDs e DVDs com caixas de plástico quando você pode adquirir suas músicas e vídeos online.
6. Procure alternativas biodegradáveis para os itens de plástico que você usa.
7. Recicle. Se você precisa usar plástico, tente escolher # 1 (PETE) ou # 2 (HDPE), que são os plásticos mais fáceis de serem reciclados.
8. Seja voluntário em ações de limpeza de locais como praias e matas.
9. Suporte a proibição de sacos plásticos.
10. Converse com sua família e amigos sobre porque é importante reduzir a utilização do plástico e os impactos desagradáveis de sua poluição.

Compete a cada um de nós tomar ação nas nossas mãos. Faça a Diferença!


www.nauzero.com

25 DE ABRIL 1974 as calças à boca de sino


1954: Início da guerra de independência da Argélia


No dia 31 de outubro de 1954, começou a guerra pela independência na Argélia. A luta contra as tropas de ocupação da França durou sete anos e causou a morte de mais de 260 mil pessoas.
default
Ahmed Ben Bella, após sair da prisão em 1956
Os primeiros disparos foram ouvidos na noite de 31 de outubro para 1º de novembro de 1954. Jovens argelinos, integrantes da até então desconhecida FLN (Frente de Libertação Nacional), iniciavam assim a luta para acabar com o domínio francês, que começara através da invasão do norte da África em 5 de julho de 1830, consolidando-se nos 17 anos seguintes. Num panfleto, os rebeldes conclamavam à criação de um Estado independente na Argélia, cujo sistema social deveria ser uma mescla de social-democracia e islamismo e que garantisse também direitos iguais a todos os cidadãos.
Sempre existira insatisfação popular quanto ao domínio francês na Argélia, pois uma minoria europeia imperava sobre a maioria do povo argelino, constituído de árabes e berberes. No decorrer dos anos, os franceses começaram a tratar a colônia norte-africana como se fosse uma parte do território da França e os argelinos, como estrangeiros no próprio país. Foram feitas inúmeras tentativas de impor a igualdade de direitos entre europeus e muçulmanos, mas sempre sem êxito duradouro.
Por exemplo, no ano de 1947. A Assembleia Nacional, em Paris, aprovou um estatuto para a Argélia, no qual a colônia foi definida como "um grupo de províncias com caráter urbano, autonomia financeira e uma organização especial". O que isto significava ficou claro na constituição do Parlamento argelino: divididos em dois grupos numericamente iguais, os 120 deputados representavam, de um lado, os 370 mil colonizadores europeus e os 60 mil argelinos assimilados e, do outro, a grande maioria de cerca de 1,3 milhão de árabes e berberes.
Concessões
Mas foram introduzidas também algumas concessões aos muçulmanos argelinos: eles podiam viajar à França em busca de trabalho e, lá, podiam professar livremente a sua religião. Além disto, foi permitido oficialmente o ensino do idioma árabe na Argélia.
O documento não conseguia ocultar que teria prosseguimento a discriminação da população da Argélia e isto ficava ainda mais claro no dia a dia argelino. A insatisfação crescia. Tanto mais quanto maior o número de países árabes a se livrarem do jugo dos europeus e a conquistarem sua independência nacional.
A resistência começou a aparecer paulatina e cautelosamente. Um primeiro sinal de alarme para os franceses ocorreu em 1950, com um assalto ao correio central de Oran, comandado por Ahmed Ben Bella. O líder rebelde argelino tinha servido no Exército francês durante a Segunda Guerra Mundial, como muitos dos seus compatriotas, tendo sido altamente condecorado pelas suas ações nos campos de batalha da Itália. Ben Bella transformou-se na figura símbolo da luta argelina de libertação e foi, posteriormente, o primeiro chefe de governo da Argélia independente.
Inicialmente, porém, a repressão francesa da rebelião ficava a cada dia mais cruel. Depois dos primeiros disparos de 31 de outubro de 1954, milhares de argelinos foram presos. A maioria deles nada tinha a ver com a FLN e sua luta. Os franceses continuaram cometendo os mesmos erros: as tentativas de concessões aos argelinos sempre foram muito modestas e vieram tarde demais.
Ódio
Mas todas as manifestações antifrancesas eram punidas com extremo rigor. Com isto, o ódio dos argelinos tornou-se sempre mais profundo, chegando ao auge quando o Exército francês na Argélia foi reforçado com 500 mil homens. Isto – e a pressão da FLN sobre muçulmanos hesitantes – consolidou a frente da rebelião.
A situação ficou ainda mais tensa quando a Tunísia e o Marrocos conquistaram a independência, mas a França continuava enviando os líderes argelinos para a prisão. Houve massacres dos dois lados e, muitas vezes, a iniciativa partia dos próprios colonizadores franceses, apelidados de pieds noirs ("pés negros"), que temiam que o governo parisiense acabasse abrindo mão da Argélia. Os colonizadores rebelaram-se duas vezes, mas acabaram não podendo impedir que ocorresse aquilo que temiam.
Na França, a rebelião argelina acabou levando Charles de Gaulle de volta ao poder: em 1958, ele decretou maiores direitos para os cidadãos muçulmanos da Argélia e, um ano depois, já falava do direito da Argélia à autodeterminação. O resto foi uma questão de tempo: a França iniciou as negociações com a FLN em 1961, depois que seus líderes foram libertados das prisões.
Na primavera europeia de 1962, foi acertado um plebiscito, realizado a 1º de julho. Seis milhões de argelinos votaram a favor da independência e apenas 16 mil foram contrários a ela. Em seguida, os políticos argelinos assumiram o poder em Argel e a maioria dos europeus deixou o país.



 www.dw.com

Independência argelina 


BEN BELLA

Em 1963 ele foi eleito presidente em uma eleição incontestável, e também levou defesa caro da Argélia contra o marroquino invasão na Guerra Areia . Depois de estabilizar o país, Ben Bella embarcou em uma série de reformas agrárias populares, mas um tanto anárquicas, em benefício dos agricultores sem terra, e cada vez mais se voltou para a retórica socialista. Sua política de autogestão, ou auto-gestão, foi adotada depois que os camponeses apreenderam terras francesas anteriores. 

Ao equilibrar facções dentro do governo argelino, notadamente o exército FLN, os ex-guerrilheiros e a burocracia estatal, seu governo tornou-se cada vez mais autocrático. 

Diz-se que o comportamento excêntrico e arrogante em relação aos colegas alienou muitos ex-apoiantes e, enquanto promovia o desenvolvimento de seu próprio culto à personalidade, Em 1964 dedicava mais tempo aos assuntos externos do que aos acontecimentos políticos locais. 


Em julho de 1979, pouco depois de Boumédiènne morrer, Ben Bella foi libertado de prisão domiciliar. Em 1980, mudou-se para a França , mas foi expulso em 1983. Depois mudou-se para Lausanne , na Suíça , e lançou o Mouvement pour la Démocratie en Algérie em 1984. 

Em Setembro de 1990, regressou à Argélia e participou nas primeiras eleições multipartidárias do país .  


Em julho de 1979, pouco depois de Boumédiènne morrer, Ben Bella foi libertado de prisão domiciliar. Em 1980 mudou-se para a França , mas foi expulso em 1983. Depois mudou-se para Lausanne , na Suíça , e lançou o Mouvement pour la Démocratie en Algérie em 1984. 

Em Setembro de 1990, regressou à Argélia e participou nas primeiras eleições multipartidárias do país .  Ben Bella foi deposto em um golpe militar sem sangue liderado pelo homem forte do exército e amigo íntimo Houari Boumédiènne , e foi colocado sob prisão domiciliar . 

Em julho de 1979, pouco depois de Boumédiènne morrer, Ben Bella foi libertado de prisão domiciliar. Em 1980 mudou-se para a França , mas foi expulso em 1983. Depois mudou-se para Lausanne , na Suíça , e lançou o Mouvement pour la Démocratie en Algérie em 1984. 

Em Setembro de 1990, regressou à Argélia e participou nas primeiras eleições multipartidárias do país .  

Em seguida, mudou-se para Lausanne , na Suíça , e lançou o Mouvement pour la Démocratie en Algérie em 1984. Em setembro de 1990, voltou à Argélia e participou da primeira eleição multipartidária do país.  

Em seguida, mudou-se para Lausanne , Suíça , e lançou o Mouvement pour la Démocratie en Algérie em 1984. 

Em setembro de 1990, voltou à Argélia e participou da primeira eleição multipartidária do país.