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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Crise do Sistema Colonial















• O império colonial espanhol em crise - No final do século XIII, o controle do governo espanhol sobre seus domínios na América foi se tornando cada vez mais difícil. A Espanha já não possuía navios suficientes para fazer a fiscalização de todo o litoral de suas colônias, e essa falta de controle possibilitava aos colonos estabelecerem relações comerciais com outros Estados europeus, contrariando o exclusivo comercial. Em 1700, assumiu o trono espanhol uma nova dinastia, a dos Bourbons. Alguns reis dessa dinastia procuravam agir de acordo com as práticas do despotismo esclarecido. Eles empreenderam algumas reformas políticas, por exemplo, atenuaram o exclusivo comercial, permitindo às colônias um pequeno comércio com outros Estados europeus. Por outro lado, proveram a modernização das instituições imperiais e nomearam novos funcionários para as colônias. O objetivo era melhorar a administração sobre as finanças do governo e aumentar o controle sobre as possessões, além de reforçar o poder da Monarquia espanhola, fortalecendo o sistema de arrecadação dos impostos coloniais.











• Os Cabildos e as Audiencias Para administrar suas colônias, o governo espanhol criou os Cabildos e as Audiencias. O Cabildo era uma espécie de prefeitura administrada por um conselho municipal. Os cargos desse conselho eram ocupados pelos criollos, ou seja, os descendentes de espanhóis nascidos na América. Na realidade, esse era o único cargo político que os criollopodiam ter.  As Audiencias eram tribunais de justiça encarregados de aplicar as leis e julgar aqueles que as desobedecessem . Os cargos das Audiencias eram ocupados pelos chapetonesou peninsulares, homens nascidos na Espanha e que residiam nas colônias.
• A situação nas colônias - As reformas dos Bourbons tiveram ampla repercussão nas colônias espanholas, e o comércio entre elas foi sendo liberado gradualmente. Desse modo, aumentaram os contatos comerciais e a circulação de produtos entre as colônias, e também entre elas e as nações estrangeiras, que proporcionavam maiores lucros para os criollos. O enriquecimento das elites criollas, porém, não veio acompanhado de maior participação política. Os cargos mais importantes, como os de vice-rei, capitão-geral e o arcebispado, continuaram sendo ocupados apenas pelos espanhóis peninsulares, isto é, pelos chapetones. O descontentamento dos criollos aumentou em fins do século XVIII, quando a Espanha, envolvida em guerras na Europa, aumentou a cobrança de impostos.
• A influência europeia - No final do século XVIII, à medida que os princípios iluministas eram difundidos nas colônias americanas, o ideal de independência dos colonos foi se fortalecendo. Os pensadores iluministas defendiam a organização da sociedade em base em princípios racionais e criticavam o Absolutismo. Os iluministas acreditavam ainda que o mercantilismo era um sistema político-econômico ultrapassado, combatiam a intervenção do Estado na economia e defendiam as liberdades individuais. Essas críticas ao modelo político e econômico que vigorava na Europa foram bem recebidas pelos colonos americanos. A Revolução Francesa, adotou as ideias iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade, também influenciou no processo de independência das colônias espanholas e da colônia portuguesa na América (Brasil).















• Invasão napoleônica na Espanha - Entre os anos 1807 e 1808, o exército do imperador francês Napoleão Bonaparte invadiu a península Ibérica com o objetivo de fazer valer o Bloqueio Continental, impedindo o comercio de Portugal e Espanha com a Inglaterra. Nessa ocasião o rei espanhol, Fernando VII, foi deposto, preso e levado para o exílio na França. Na América a repercussão da queda do rei espanhol foi imediata e aumentou o desejo dos colonos de lutar por sua independência. As elites coloniais, então, organizaram-se em juntas governativas que, em um primeiro momento, apenas resistiram à dominação francesa, tentando ampliar sua relativa autonomia política. Mas, com o retorno de Fernando VII ao trono espanhol, em 1814,, retornou também a política absolutista, fazendo com que o sentimento separatista adquirisse ainda mais força na América espanhola.














• Aspectos da sociedade colonial - A sociedade da América espanhola era formada por diferentes grupos, entre eles, os chaapetones, os criollos, os mestizos, os indígenas e os escravos africanos. Os chapetones, ou peninsulares, eram responsáveis tanto pela importação de produtos europeus quanto pela exportação da produção colonial para a Europa. Além disso, a coroa espanhola cedia a esse grupo os cargos administrativos mais importantes nas colônias, garantindo assim a sua lealdade. Os criollos, geralmente, eram grandes proprietários rurais, comerciantes e exploradores de minas. Juntamente com os chapetones, os criollos constituíam a elite colonial. Embora nem todos fossem ricos, os criollos viviam em condições muitos melhores que os grupos sociais considerados não brancos. Apesar disso, os criollos se sentiam discriminados pelos chapetones e estava em constante tensão com as autoridades espanholas. Os mestizos eram, em sua maioria, filhos de mães indígenas e pais espanhóis, mas também podiam ser originados da união de europeus e africanos, assim como de indígenas e africanos. No decorrer do período colonial, esse grupo cresceu e causou preocupação à Coroa espanhola, que temia revoltas sociais. Os mestizos exerciam trabalhos ligados, principalmente, ao artesanato e ao pequeno comércio. Assim como os indígenas e os africanos livres ou escravos, os mestizos não tinham acesso à educação e tampouco aos cargos públicos. Os indígenas constituíam a maior parte da população colonial. Os colonizadores espanhóis, para garantirem seu lucro, obrigavam os indígenas a trabalhar nas minas e nas fazendas em troca de uma baixíssima remuneração. O pesado regime de trabalho imposto às populações indígenas e as doenças trazidas pelos europeus fizeram com que o número de nativos diminuísse muito logo nos primeiros anos após a conquista de seus territórios. A mão de obra africana também foi utilizada nas colônias espanholas na América. Os escravos africanos trabalhavam com construtores, carregadores de mercadorias e prestadores de serviços domésticos. Nas Antilhas, os africanos trabalhavam, principalmente, nas lavouras de cana-de-açúcar.
• O processo de independência - No final do século XVIII, as condições de vida das pessoas pobres na América espanhola eram precárias e as condições de trabalho forçado nas lavouras e nas minas eram muito difíceis. Nesse contexto, surgiram as primeiras manifestações de insatisfação contra o governo espanhol. Essas manifestações de caráter popular, compostas essencialmente por indígenas e mestizos, foram duramente reprimidas.
Em 1780, um movimento popular liderado pelo indígena José Gabriel Tupac Amaru foi responsável por um levante que repercutiu em diversas regiões do Vice-reino do Peru. Os rebeldes atacaram os corregidores (chefes políticos locais), saquearam as obrajes (ofinas têxteis que exploravam a mão de obra indígena) e ocuparam aldeias.
No princípio, esse levante popular contou com a participação de alguns criollos que estavam insatisfeitos com o governo espanhol , principalmente porque eram obrigados a pagar altos impostos. Porém, muitos criollos, assustados com a violência dos rebeldes, decidiram apoiar a Coroa espanhola no combate ao movimento, procurando preservar seus interesses. Após vários conflitos, o movimento rebelde se desintegrou e seus líderes, incluindo Tupac Amaru, foram executados.













• As condições para a independência - Somente quando as elites coloniais passaram a se interessar pela separação política da Espanha foi que os processos de independência na América ganharam força. A partir do início do século XIX, com a invasão napoleônica na Espanha, as elites criollas se fortaleceram e passaram a controlar as juntas governativas. Havia, no entanto, divergências mesmo entre os membros da elite. Leia o texto:
[Havia] os que defendiam a fidelidade ao rei Fernando VII [e havia] aqueles que desejavam a autonomia das juntas para governar, embora em nome do rei; [havia também os] partidários da completa independência ante à Metrópole. No decorrer das lutas, a tendência que aspirava à completa autonomia foi se impondo às demais até se tornar dominante. [....]” (AQUINO, Rubin Leão de. História das sociedades americanas. 7ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 209)
• A emancipação da América do Sul espanhola - À medida que o Estado espanhol se mostrava mais fraco e decadente, as elites coloniais passaram a apoiar as independências de suas colônias como forma de proteger seus interesses políticos e econômicos contra o avanço do Império Napoleônico. A partir de 1810, começara as primeiras insurreições pela independência nas capitanias da Venezuela e do Chile, e no Vice-reino do Rio da Prata, que hoje corresponde aos atuais territórios do Paraguai, Uruguai, Argentina e parte da Bolívia. O criollo San Martín, nascido na atual Argentina em 1778, liderou os movimentos pela independência desse país e colaborou para a libertação do Chile e do Peru. San Matín planejava criar Estados independentes na América, cada qual governado conforme os interesses da população. Ao norte do continente, Simón Bolívar liderou a independência da Grã-Colômbia. Bolívar era um militar centralista, que acreditava em um poder forte e único composto por Estados independentes, porém solidários entre si, e que formassem uma confederação. Embora os processos de independência na América tenham ocorrido de maneiras diferentes em cada região, de modo geral eles foram liderados pelas elites criollas. Apesar de lutar pela liberdade política e econômica das colônias, os membros dessas elites procuraram manter a mesma estrutura social do período colonial, e não promoveram melhorias importantes nas condições de vida das populações mestiças, indígena e escrava.
















• A fragmentação política - Após a criação da República da Grã-Colômbia, Simon Bolívar organizou o Congresso do Panamá. Com esse Congresso, Bolívar desejava unificar todas as regiões recém-emancipadas na América espanhola. No entanto, o antigo Império espanhol se fragmentou em vários países. O fracasso desse projeto de união ocorreu em razão de vários fatores. Um deles é que as elites criollas das diversas regiões do antigo Império espanhol na América acreditavam que seria mais fácil negociar com caudilhos de outros locais que, geralmente, possuíam interesses divergentes. Outro fator deveu-se à influencia dos interesses da Inglaterra e dos Estados Unidos. Para esses países, a fragmentação da América espanhola em vários países fracos faria com que eles tivessem dificuldades em se opor às imposições econômicas e políticas dessas nações, que assim tirariam proveito dessa conjuntura. Havia, também, dos pontos de vista geográfico e econômico, grande diferença e isolamento entre as ex-colônias espanholas na América, o que dificultava sua união em um projeto comum de Estado latino-americano.
• A independência do México - As lutas contra o domínio espanhol no México começaram com levantes populares liderados pelo padre Miguel Hidalgo, a partir de 1810. Os principais objetivos do movimento eram a independência do Vice-reino da Nova Espanha e a transferências das propriedades rurais dos chapetones e dos criollos para a população nativa. Hidalgo chegou a reunir um exército de aproximadamente 30 mil pessoas, formado por indígenas e mestizos, e invadiu a Cidade do México. Em 1811, porém, as tropas reais espanholas conseguiram conter o movimento, executando grande parte dos revoltosos. Após ser capturado, o padre Hidalgo foi julgado pelo tribunal da Inquisição e condenado à morte. José Maria Morelos, outro padre mexicano, continuou a luta pela independência iniciada por Hidalgo. À frente do movimento, Morelos obteve alguns avanços, chegando a proclamar a independência do México em 1813 e, no ano seguinte, a promulgar a primeira Constituição do país. No entanto, nem a proclamação de independência e tampouco a Constituição foram reconhecidas pelo governo espanhol


O movimento pelo reconhecimento da independência mexicana continuou durante anos. Mestizos e indígenas organizara-se em grupos armados que, espalhados por todo o México, combatiam tropas reais. A elite criolla, no entanto, interessada em permanecer no poder e com receio da participação direta da população no governo, decidiu entrar em acordo com os rebeldes. O militar criollo Agustín de Iturbide fez um acordo com os rebeldes e proclamou a independência do México em 1821, estabelecendo uma Monarquia Constitucional e tornando-se imperador mexicano. Porém, em 4 de outubro de 1824, um grupo de militares contrários à política vigente proclamou a República mexicana e oficializou o catolicismo como religião do país, que passou a se chamar Estados Unidos Mexicanos.


Uma semana após a independência do México, em 1821, as capitanias gerais da Guatemala, que incluíam os atuais territórios de Chiapas, Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Honduras, também se declararam independentes e se incorporaram ao Império Mexicano. Em 1823, elas se separaram do México e formaram a Federação Independente das Províncias Unidas da América Central. A partir de 1838, essa federação se desfez e cada país se tornou autônomo, com exceção de Chiapas, que ainda hoje é território mexicano.


















• A independência de Cuba - Desde o final do século XVIII, a ilha de Cuba havia se tornado uma grande produtora de açúcar e, assim como nas outras colônias espanholas das Antilhas, os colonizadores utilizaram mão de obra escrava africana na lavoura canavieira. A grande quantidade de africanos na ilha passou a preocupar a elite cubana. Eles temiam o “haitianismo” e, para não sofrerem as mesmas consequências da elite haitiana, mantinham sempre um rígido controle sobre os escravos. Além disso, as elites cubanas tinham certa autonomia comercial, pois no início do século XIX, a Coroa espanhola havia liberado o comércio entre Cuba e os Estados Unidos. Dessa forma, boa parte da elite cubana não tinha interesses separatistas, o retardou o processo de independência do país. A primeira guerra de independência aconteceu durante os anos de 1868 e 1878, sob o comando de Carlos Manuel Céspedes. Dono de um engenho, Céspedes libertou seus escravos para lutarem pela independência. No entanto, a maioria dos grandes fazendeiros não aderiu à luta, e a revolta foi esmagada pelo exército espanhol.
A segunda guerra de independência aconteceu entre os anos de 1895 e 1898. Nessa ocasião, a revolta foi liderada pelo político e escritor criollo José Marti. Os revoltosos estava insatisfeitos com o aumento dos impostos cobrados pela Espanha e com os altos custos que a manutenção do exército espanhol em Cuba causava aos criollos. O movimento de separação, iniciado pelos partidários de Marti, acabou ganhando força e derrotou o outro grupo da elite cubana que pretendia incorporar Cuba aos Estados Unidos. Em 1898, quando a independência de Cuba estava prestes a ser conquistada, os Estados Unidos invadiram a colônia e declararam guerra à Espanha. Os norte-americanos utilizaram como pretexto para a invasão o bombardeio, supostamente realizado por forças espanholas, de uma embarcação americana enviada a Cuba para proteger os cidadãos norte-americanos que viviam na ilha. No entanto, o objetivo do governo norte-americano era ocupar as últimas colônias espanholas e dar início a uma política intervencionista na América Latina. Assim, Cuba e Porto Rico foram ocupados pelas tropas norte-americanas. Porto Rico se tornou colônia dos Estados Unidos e Cuba foi considerada pelo governo estadunidense e como um território sujeito à intervenção. Em 1901, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Emenda Platt. Essa emenda foi incluída na Constituição de Cuba e estabelecia o direito norte-americano de intervir na ilha sempre que seus interesses fossem ameaçados, além de obrigar Cuba a ceder partes de seu território para a instalação de bases militares. As tropas estadunidenses deixaram Cuba em 1902, após instalares a base de Guantánamo. Essa base continua em poder dos Estados Unidos até hoje, apesar dos protestos do governo cubano.

O MARIALVA JUSTICEIRO


A INCRÍVEL TÉCNICA DE ACESSAR LUGARES ALTOS PELA POLÍCIA VIETNAMITA- VÍDEO



Equipes policiais, geralmente de unidades de elite ou tropas de choque, têm o costume de usar técnicas ancestrais ou insólitas, comprovadamente funcionais, em suas abordagens, mas esta é a primeira vez que vejo a utilização desta técnica policial de aproximação de prédios. Onde vão esses tipos com um pau? Você já vai ver. Trata-se de um treinamento da polícia vietnamita, que tem uma particular forma de ascender às alturas.

VÍDEO


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Pessoas que lutaram contra o racismo e fizeram história



Conheça a história de pessoas que travaram batalhas contra o preconceito e a discriminação racial



O combate ao racismo e à injúria racial deve ser feito por todos e todas. Com o passar dos anos, o número de pessoas que ajudam a combater o ódio e a discriminação racial tem aumentado muito, graças à maior conscientização de mais e mais pessoas.
Existem aqueles(as) que, há muito anos, são símbolos e exemplos a serem seguidos no combate ao racismo. Pessoas que lutaram por um mundo mais digno e igual, que lutaram para que todos e todas sejam respeitadas e tenham seus direitos garantidos como todo ser humano deve ter.
A seguir, você conhece um pouco mais da história de algumas pessoas que simbolizam a luta contra o racismo e a discriminação no Brasil e no mundo.

Zumbi dos Palmares
Zumbi
Zumbi dos Palmares foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.
No ano de 1675, o quilombo é atracado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após uma batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganza Zumba para tentar um acordo. Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandado a resistência contra as tropas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
O bandeirante Domingo Jorge Velho organiza, em 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue às tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695. Zumbi continua vivo na luta do Movimento Negro.
A grande importância da luta de Zumbi para o nosso país ganhou contornos oficiais quando, no dia 10 de novembro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff, mediante a promulgação da Lei 12.519/2011, instituiu o ‘Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil’. (contribuição de Elizamara Goulart)

Dandara Palmares
Dandara
Dandara Palmares, esposa de Zumbi dos Palmares, esteve ao lado do marido na luta contra a escravidão no país. Mãe de três filhos, Motumbo, Harmódio e Aristogíton, foi uma mulher importantíssima na luta pela liberdade e contra o racismo junto a Zumbi. Dandara é lembrada e retratada em pesquisas como uma figura essencial como liderança feminina na República de Palmares.
De acordo com a Fundação Cultural Palmares, pouco se sabe das origens de Dandara. “Não há registros do local onde nasceu, tampouco da sua ascendência africana. Relatos e lendas levam a crer que nasceu no Brasil e se estabeleceu no Quilombo dos Palmares enquanto criança. Ela foi uma das provas reais de que a mulher não é um sexo frágil. Além dos serviços domésticos, plantava, trabalhava na produção da farinha de mandioca, caçava e lutava capoeira, além de empunhar armas e liderar as falanges femininas do exército negro palmarino.
Sempre perseguindo o ideal de liberdade, Dandara não tinha limites quando o que estava em jogo era a segurança do quilombo e a eliminação do inimigo. Ela defendia que a paz em troca de terras no Vale do Cacau, que era a proposta do governo português, seria um passo para a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão. Suicidou-se depois de presa, em seis de fevereiro de 1694, para não voltar na condição de escravizada”.

Aqualtune
Aqualtune


Ezgondidu Mahamud da Silva Santos, conhecida por Aqualtune, era uma princesa africana filha do importante Rei do Congo, viveu no século XVII. Numa guerra entre reinos africanos, comandou um exército de 10 mil guerreiros quando os Jagas invadiram o seu reino.
Derrotada, foi levada como escrava para um navio negreiro e vendida ao Brasil, chegando ao Porto de Recife, principal centro produtor de açúcar e entreposto comercial da América Portuguesa.
Comprada como escrava reprodutora e obrigada a manter relações sexuais com um escravo, para fins de reprodução, já grávida foi vendida para um engenho de Porto Calvo, no sul de Pernambuco, onde pela primeira vez conheceu então a trajetória de Palmares, um dos principais Quilombos negros durante o período escravocrata, e as histórias de resistência dos negros à escravidão.
Nos últimos meses de gestação organizou a sua fuga e a de alguns escravos para aquele quilombo e teve sua ascendência reconhecida, recebendo então o governo de um dos territórios quilombolas, onde as tradições africanas eram mantidas e cada mocambo organizava-se de acordo com suas próprias regras.
Este tinha uma grande dimensão territorial com inúmeros povoados fortificados, onde os ex-escravos preparavam a organização de um estado negro naquelas terras. Mantinham a tradições africanas e seus ritos originais, assim o governo de cada localidade era dado aos que em sua terra tinham sido chefes.
Começou, então, ao lado de Ganga Zumba, seu filho, a organização de um Estado Negro, que abrangia povoados distintos, confederados sob a direção suprema de um chefe. Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Gana Zona, tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo.
Aqualtune também teve filhas, a mais velha das quais, chamada Sabina, deu-lhe um neto, nascido quando Palmares se preparava para mais um ataque holandês. Por isso, os negros cantaram e rezaram muito aos deuses, pedindo que o Sobrinho de Ganga Zumba, e, portanto, seu herdeiro, crescesse forte. Para sensibilizar o deus da guerra, deram-lhe o nome de Zumbi.
A criança cresceu livre e passou sua infância ao lado de seu irmão mais novo chamado Andalaquituche, em pescarias, caçadas, brincadeiras, ao longo dos caminhos camuflados, que ligavam os mocambos entre si. Garoto ainda, Zumbi conhecia Palmares inteiro. Passam-se os anos e Palmares tornou-se cada vez mais uma potência. Zumbi cresceu e casou-se com Dandara.
A guerra comandada pelos paulistas para destruir o quilombo de Palmares é uma das páginas mais dolorosas da história do Brasil. Em 1677, a aldeia de Aqualtune, que já estava idosa, foi queimada pelas expedições coloniais. Não se sabe a data de morte de Aqualtune, mas os quilombolas permaneceram lutando até serem finalmente derrotados, em novembro de 1695, pela bandeira do paulista Domingos Jorge Velho.

Nelson “Madiba” Mandela.
FILE PHOTO OF PRESIDENT MANDELA.
De etnia Xhosa, Madiba, como era chamado carinhosamente pelo povo sul-africano, nasceu num pequeno vilarejo na região do Transkei, um dos territórios “guetos” criados pelo governo racista com o intuito de separar a população negra da população branca.   Desde cedo percebe a perversidade do sistema racista e a necessidade de organização do povo na luta contra o regime apartheid que negava aos(às) negros(as) direitos políticos, sociais e econômicos.
Quando estudante universitário envolve-se com o movimento estudantil e luta contra as políticas universitárias segregacionistas. Em 1942, já em Johanesburgo, une-se ao Congresso Nacional Africano (CNA) – organização social criada contra o racismo e na defesa de maiores liberdades civis, assim como, na luta pelo fim das penas injustas contra a população negra do país. Vinte anos depois, em 1962, figurando como uma das principais lideranças do CNA, foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua. Ficou preso por 27 anos, período em que Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao Apartheid que o clamor “Libertem Nelson Madiba” se tornou o lema das campanhas antiapartheid em vários países.
Em fevereiro de 1990, aos 72 anos, após anos de pressão interna e externa ele é liberto. Em 1994 torna-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Morre em 2013 aos 85 anos. Sua luta contra o Apartheid e o racismo não só moveu a África do Sul como de resto o mundo e serve de inspiração para todas as gerações, afinal, como ele mesmo disse, “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

Fontes:
appsindicato.org.br

Redacções do Rogérito (35) - "A livre circulação do dinheiro"


Tema da redacção: "A livre circulação do dinheiro"

Depois da lição de matemática podia ter vindo a lição de ciência mas a stôra quis que falássemos do dinheiro e da sua livre circulação pedindo para nós dizermos o que víamos de bom e de mau nisso dentro do nosso juízo e considerando a evolução do homem e da economia somando à nossa noção de livre circulação coisas morais de elogio ou de censura e eu por este inusitado tema suspeito que a stôra o deu porque ela própria anda baralhada com o que se anda a dizer por aí da massa que circulou para os ofechoras e de outras trapalhadas feitas pelo senhor Núncio que foi secretário e que não é o das touradas.
Indo aos primórdios da humanidade a economia primitiva funcionava à base de escambo que era a simples troca de mercadorias sendo que uma das de mais valor eram o boi o que para os dias de hoje é coisa impraticável de fazer circular pensando que numa sala de 100 metros quadrados como é a da suite 605 algures na ilha da Madeira é espaço muito limitado para por lá passar os bovinos amealhados pela Pepsi somados aos bois circulados pela Usal e pela Sonangol e por mais de de oitocentas empresas lá sediadas e foi porque a humanidade não conseguiu resolver isso que inventaram os paraísos fiscais os bancos as empresas com sede na Holanda e os secretários de estado das finanças.
Parecida com a Madeira porque funciona da mesma maneira há muitos outros locais e um deles de que gostamos mais fica num sítio chamado Panamá que eu ainda não sei onde fica pois só para a semana é que vai ser dada a lição de geografia e é para lá que vai saindo o guito sem que o Governo dê por isso pois a livre circulação tem esse requisito de os Governos não darem por isso.
O que eu gostava mesmo é que se voltasse à economia de troca pois seria impossível ao Estado ver passar uma manada de 10 mil milhões sem dar por nada.
A livre circulação do dinheiro é uma coisa muito boa eu é que não vejo um boi!

Me assino
Rogérito
(com os impostos em dia)

conversavinagrada.blogspot.pt