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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

VÍDEO - Mário Centeno é o ministro das Finanças que .....


Mário Centeno é o ministro das Finanças que apresenta o deficit anual mais baixo desde 1974... o que será que ele fez para tal? Uns dizem que aldrabou as contas, embora não apresentem dados concretos, outros dizem que ele é "o maior" mas também não explicam o que foi que o ministro fez para tamanha façanha...

VÍDEO

PCP apresenta na Assembleia da República proposta de abolição de portagens na Via do Infante

Hoje, dia 20 de fevereiro, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República um Projeto de Resolução, propondo a imediata abolição de portagens na Via do Infante.
A introdução de portagens na Via do Infante, há cinco anos, foi uma medida profundamente lesiva dos interesses do Algarve, com repercussões muito negativas na mobilidade dos cidadãos e na atividade económica da região, contribuindo para o aumento das dificuldades sentidas pelas empresas, a destruição de emprego e o agravamento da sinistralidade rodoviária.
Perante a profunda crise económica e social que atingiu o Algarve, o que se impunha era uma vigorosa intervenção de relançamento da economia regional que garantisse a criação de emprego e o progresso social e não a imposição de portagens na Via do Infante, somando mais crise à crise.
A cobrança de portagens na Via do Infante não é uma inevitabilidade. É uma opção política de PS, PSD e CDS, visando reduzir as despesas do Estado com as concessões rodoviárias sem, contudo, tocar nas fabulosas rendas auferidas pelos grupos económicos que as exploram. Sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS optaram por onerar os cidadãos e as empresas com portagens, em vez de, como medida de salvaguarda do interesse público, proceder à extinção da ruinosa parceria público-privada da Via do Infante ou, pelo menos, renegociar o contrato de concessão para reduzir drasticamente a taxa de rentabilidade do concessionário, tal como o PCP vem propondo desde o anúncio da intenção de introduzir portagens na Via do Infante.
Perante as consequências profundamente negativas da introdução de portagens na Via do Infante e a legítima contestação por parte das populações e dos agentes económicos, PS, PSD e CDS têm tentado apagar as suas responsabilidades neste processo.
Mas os factos são indesmentíveis. Foi um Governo do PS que decidiu, em 2010, introduzir portagens em todas as concessões SCUT de norte a sul do País. Foi um Governo do PSD e do CDS que, em dezembro de 2011, concretizou esta medida na Via do Infante. Foram PS, PSD e CDS que rejeitaram, nos últimos cinco anos, todas as propostas apresentadas pelo PCP na Assembleia da República para a abolição das portagens.
Em consequência da persistente luta desenvolvida pelas populações do Algarve contra as portagens, assim como da derrota imposta pelo povo português ao Governo PSD/CDS nas eleições legislativas de 2015, o atual Governo PS decidiu, há seis meses, reduzir em 15% o valor das portagens na Via do Infante. Embora de sentido positivo, esta medida é manifestamente insuficiente, ficando aquém daquilo que seria justo e necessário.
O que se exige é a imediata abolição das portagens na Via do Infante.

O medo de ser livre provoca o orgulho em ser escravo


"O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde onde as certezas moram." Os Irmãos Karamazov, Dostoiévski.

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    Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la. Algo parecido disse Dostoiévski, ou talvez eu esteja dizendo algo parecido com o dito pelo escritor russo. No entanto, como seres significantes que somos, analisamos as coisas sempre a partir de uma determinada perspectiva e, assim, passamos a atribuir-lhes valor. Dessa maneira, até conceitos completamente opostos, como liberdade e escravidão, podem se confundir ou de acordo com o prisma de quem analisa, tornarem-se expressões sinônimas, como acontece no mundo distópico de George Orwell, 1984, em que um dos lemas do partido – “Escravidão é Liberdade” – é repetido à exaustão.
    Não à toa, as boas distopias têm como grande valor predizer o futuro. E em todas elas – 1984, Admirável Mundo Novo, Fahrenheit 451, Laranja Mecânica – há um ponto em comum: a liberdade dos indivíduos é tolhida e, consequentemente, convertida em escravidão. No entanto, através de mecanismos sócio-políticos a escravidão é ressignificada como liberdade, de modo que mesmo tendo a sua liberdade cerceada, os indivíduos entendem gozarem plenamente desta.

    Nas histórias supracitadas, embora a maior parte da população esteja acomodada e aceite com enorme facilidade absurdos, existem indivíduos que se permitem compreender as suas reais situações e ousam lutar contra a ordem estabelecida. Esse processo é, todavia, extremamente doloroso, uma vez que é muito mais fácil se acomodar a enfrentar a realidade e todas as consequências dolorosas que enfrentamos invariavelmente quando decidimos sair da caverna, para lembrar Platão.

    Posto isso, há de se considerar que ser verdadeiramente livre requer a responsabilidade de encarar o mundo sem fantasias, ou seja, tal como ele é. Dessa forma, existe no homem grande suscetibilidade a aceitar o irreal como real, a fantasia como verdade, a Matrix como o mundo real. Sim, Matrix é um grande exemplo do medo que possuímos de encarar a realidade. No personagem de Cypher (Joe Pantoliano) encontramos o maior expoente desse comodismo, já que sendo a realidade um mundo destruído, um caos constante, é muito melhor viver na Matrix, onde ele “pode ser o que quiser”, ainda que não passe de uma grande mentira.

    Em outras palavras, Cypher representa a ideia de que sendo a realidade algo tão assustador, a ignorância é uma benção, pois sendo ignorante, pode-se comprar mentiras como verdades facilmente, bem como, aceitar a Matrix como realidade e a escravidão como liberdade.

    As realidades apresentadas no mundo das artes (ficções, que ironia), refletem a nossa própria realidade, em que, assim como Cypher, temos preferido viver vidas fantasiosas, cercadas de superficialidade e aparências, determinadas pelo hedonismo da sociedade de consumo e, consequentemente, o nosso egoísmo ganancioso buscando galopantemente realizar todos os desejos que impedem de acordarmos de um sonho ridículo.

    Apesar de tudo isso, pode-se considerar que de fato é melhor ser um escravo feliz do que um ser livre, triste, inconformado e amedrontado. No entanto, a problemática ganha corpo na medida em que se entende que há coisas que só podem ser feitas sendo o sujeito livre, uma vez que a gaiola é sempre limitadora, sobretudo, aos desejos mais intrínsecos e, portanto, mais latentes e verdadeiros no ser. Assim, por mais que a escravidão seja ressignificada, fantasiada e “transformada” em liberdade, sempre haverá pontos em que o indivíduo sentirá necessidade de alçar voos mais altos, os quais, obviamente, não poderão ser realizados, haja vista a limitação das gaiolas, o que implica a insatisfação, ainda que tardia, da condição escrava em que o indivíduo se encontra.

    Sendo assim, constatamos que “O medo de ser livre provoca o orgulho em ser escravo”, posto que para gozar a liberdade é preciso coragem para se arriscar no terreno das incertezas e da luta. E, assim, temos preferido permanecer na caverna, orgulhosos das nossas sombras, já que lembrando outra vez Dostoiévski – “As gaiolas são o lugar onde as certezas moram”. Entretanto, como disse, mais hora, menos hora, nos enxergamos e percebemos que o que nos circunda é falso, de tal maneira que desejamos sair, correr, voar, ser livres.

    O grande problema nisso é que quando se acostuma a viver em uma gaiola, quando se é livre perde-se a capacidade de voar, pois as correntes que nos prendem são criadas pelas nossas mentes, de forma que mesmo fora da caverna, continuamos prisioneiros de uma mente que se acostumou a ser covarde e preferiu acreditar na contradição de que ser escravo era o maior ato de liberdade.


    O que fazer se baterem no meu carro e fugirem



    O fundo de garantia automóvel indemniza as vítimas de acidentes quando o culpado é desconhecido ou não tem seguro. Mas acionar o fundo não é fácil. Conte com requisitos apertados e tempos de espera elevados.
    Este fundo público, gerido pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, indemniza as vítimas pelos danos resultantes de acidentes de viação em que o responsável é desconhecido ou não tem seguro válido. Existe desde 1979 e é financiado por todos os condutores com seguro automóvel, revertendo 2,5% do prémio anual do seguro obrigatório para o fundo.
    Direito a indemnização? Nem sempre
    As indemnizações podem atingir 1 milhão de euros para danos materiais e 5 milhões de euros, se forem corporais. Quando o valor a pagar às vítimas é superior, o capital é distribuído proporcionalmente ao valor que cada uma deveria receber.
    Há direito a indemnização por danos corporais quando:
    ·         se desconhece o responsável pelo acidente ou este não tem seguro válido;
    ·         a seguradora do culpado está insolvente.
    No caso de danos materiais, o fundo indemniza quando:
    ·         se conhece o responsável pelo acidente, mas este não tem seguro válido;
    ·         se desconhece o responsável. Neste caso, o fundo indemniza os danos corporais significativos (por morte, internamento hospitalar por 70 dias ou mais, incapacidade temporária absoluta superior a 60 dias ou incapacidade permanente igual ou superior a 15%);
    ·         o veículo causador do acidente não tem seguro válido, foi abandonado no local do acidente e a polícia elaborou o auto e confirmou o abandono.
         Como participar o acidente
       Nos serviços da Av. da República, 59, em Lisboa, ou na Rua Júlio Dinis, 127, no Porto. Também pode descarregar os formulários em asf.com.pt e enviá-los por correio ou para fga@asf.com.pt. Além dos dados do acidente, do lesado e do veículo responsável, inclua uma descrição e um esboço do acidente, identifique as testemunhas e inventarie os danos materiais.
    O fundo marca a peritagem até dois dias úteis após a participação, tendo um prazo de 8 a 12 dias para a concluir. O relatório é emitido até quatro dias depois.
    O fundo tem 32 dias úteis, após a participação, para informar o lesado e o responsável (quando conhecido) se paga o arranjo do veículo.
    Em caso positivo, o responsável pelo sinistro tem cinco úteis para contestar e apresentar eventuais provas. Por sua vez, o fundo tem dois dias úteis para tomar uma decisão final.
    Se o fundo assumir a responsabilidade, deve pagar a reparação no prazo de oito dias úteis. Posteriormente, pode exigir o reembolso do montante, acrescido de juros de mora, ao proprietário ou condutor do veículo causador do acidente.
    Havendo danos corporais, o fundo tem 60 dias após a participação para pedir exames. A avaliação dos danos corporais é feita por um perito médico. Quantificados os danos, tem um prazo de 45 dias para comunicar se assume a responsabilidade e apresentar uma proposta de indemnização.

    originais2010.blogspot.pt

    20 de Fevereiro de 1872: É inaugurado o Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque


    No dia 20 de Fevereiro de 1872, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque abre as suas portas ao público pela primeira vez. O museu já havia sido fundado dois anos antes, mas sem prédio fixo ou obras de arte. Com apenas um sarcófago na colecção, a aquisição de 174 pinturas em 1871, incluindo obras de Anthony van Dyck e Nicolas Poussin, iniciou o que é hoje o maior museu de arte dos Estados Unidos.


    Um ano depois, o primeiro espaço de exposição foi alugado no prédio Dodworth, na Quinta Avenida, e a abertura realizada. “As pinturas estavam esplêndidas e os elogios eram tantos e tão fortes que receio que as bocas dos donos se curvariam permanentemente num largo sorriso”, escreveu John Taylor Johnston, presidente do Met, como ficaria conhecido.


    Três meses depois, o superintendente George Putnam reportava que mais de seis mil visitantes haviam apreciado a exibição de abertura, “incluindo artistas, estudantes, críticos e amadores de outras cidades e vários de Boston”. Um dos críticos era Henry James, que se tornaria um famoso escritor norte-americano. Ele disse que a compra de 1871 fazia com que o Met obtivesse uma fundação sólida para o seu desenvolvimento e elogiou o catálogo artístico.


    Em 1873, o Museu  muda-se para a mansão Douglas, na rua 14, e sete anos depois  estabelece-se onde está hoje, no Central Park. Actualmente possui mais de dois milhões de peças, das quais dezenas de milhares estão disponíveis ao público. Destaque para a Sala de Armas e Armaduras e a colecção de artefactos de rituais do Pacífico. 


    Um facto curioso do museu é que os 25 dólares cobrados para a entrada não são obrigatórios, mas apenas "recomendados". Assim, muitas pessoas entram de graça ou fazem pagamentos simbólicos para ter acesso ao acervo.

    Fontes: Opera Mundi
    wikipedia (imagens)
    Gravura em madeira da abertura do Metropolitan Museum, publicada na Frank Leslie's Weekly em Março de 1872
    



    
    O Museu em 1914

    
    

    SEM SUSPÊTA

    SEM SUSPÊTA ERA DESCONFIADO
    NEM NELE CONFIAVA COITADO
    SÓ LHE INVENTAVA AMANTES
    E ELA UM DIA FARTÔ-SE
    TEVE MUNTOS MÁ QUE FÔSSE
    ERAM CORNOS POR TODO O LADO
    António Garrochinho

    20 de Fevereiro de 1978: Morre o escritor Vitorino Nemésio, autor de "Mau Tempo no Canal".


    Poeta, ficcionista, ensaísta, cronista e crítico literário português, Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu a 19 de dezembro de 1901, na Ilha Terceira, nos Açores, e faleceu a 20 de fevereiro de 1978, em Lisboa. Entre 1911 e 1912, Vitorino Nemésio frequentou o liceu de Angra, onde cedo manifestou a sua vocação de poeta e prosador, estreando-se com o livro de versos Canto Matinal, em 1916. Em 1919, após um desaire escolar, iniciou o serviço militar como voluntário, partindo para o continente. Do ano seguinte data a peça em um ato Amor de Nunca Mais e a poesia de A Fala das Quatro Flores. Em 1921, em Lisboa, iniciou-se na atividade jornalística, na redação de A Pátria, a Imprensa de Lisboa e Última Hora. Em 1922, concluiu os estudos liceais em Coimbra e matriculou-se na Faculdade de Direito, onde, como revisor da Imprensa da Universidade, publicou o poema Nave Etérea. Transitará para o curso de Ciências Geográficas e, posteriormente, para Filologia Românica. Colaborou na fundação de Tríptico, em Seara Nova e na Presença. Correspondeu-se com Unamuno. Em 1934, doutorou-se com uma tese subordinada ao título A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio. Como leitor de Português na Universidade de Montpellier, conviveu com Marcel Bataillon, Robert Ricard, Pierre Hourcade, e iniciou correspondência com Valéry Larbaud. Publicou, em 1936, em francês, La Voyelle Promise e, em 1936, concorreu ao cargo de professor auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa, com uma tese intitulada Relações Francesas do Romantismo Português. Em 1937, fundou, com Alberto Serpa, a Revista de Portugal, uma revista eclética, atenta à atualidade filosófica e literária europeia. Como docente universitário, estagiou em França, na Bélgica, no Brasil, em Espanha, na Holanda, sendo distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Montpellier e de Ceará. De 1938, data da publicação de O Bicho Harmonioso, a 1976, data de Sapateia Açoriana, desenvolveu uma intensa atividade poética que se afirma pela novidade relativamente ao cânone presencista, explorando as dimensões simbólica e imagética da linguagem, saboreada na sua materialidade, comedindo qualquer confessionalismo por um distanciamento irónico ou objetivo, características aliás recorrentes na sua obra ficcional, que, embora se enquadre nos moldes realistas pela linearidade do tempo e pelo poder de representação de espaços sociais, se complexifica pela rede de imagens de alcance simbólico que a entretecem. "Inclassificável" (cf. LOURENÇO, Eduardo - O Canto do Signo, p. 73) como crítico e como autor, Vitorino Nemésio manteve-se equidistante dos grupos que disputaram o espaço literário ao longo da primeira metade do século XX, e, embora refletindo na poesia e na prosa vertentes estéticas contemporâneas como o imagismo, o surrealismo, o existencialismo, manteve-se fiel à consciência de que a criação resulta, não de dogmas, mas de uma pluralidade que integra, como a existência, a contradição, o imprevisto, a renovação: "Não estaremos aqui todos para escrever do mais íntimo da vida, matar esta sede de expressão e de confidências que nos faz levantar todos os dias cedo no meio do deserto e ver água onde, na maior parte dos casos, nada mais há que a triste e fátua projeção dessa íntima secura?" (cit. in MOURÃO-FERREIRA, David - Sob o Mesmo Teto, Presença, Lisboa, 1989).

    De entre as suas obras, são de destacar Festa Redonda (1950), Nem Toda a Noite a Vida (1952), O Pão e a Culpa (1955), O Verbo e a Morte (1959), O Cavalo Encantado (1963), Canto da Véspera (1966), e ainda o romance Mau Tempo no Canal (1944), que serviu de base para uma série realizada para a RTP Açores, por José Medeiros, apresentada, posteriormente, noutros canais.

    Em 1966, Vitorino Nemésio recebeu o Prémio Nacional de Literatura.

    -Fontes: Infopédia
    wikipedia (imagens)


    Vitorino Nemésio

    VÍDEO






    Obras perto da Igreja do Carmo revelam tesouro escondido no século XIX


     

    Em Dezembro do ano passado, Francisco Rosa Correia começou a fazer escavações de acompanhamento arqueológico de uma obra particular na Travessa do Alportel, perto da Igreja do Carmo. O arqueólogo sabia que poderia vir a encontrar vestígios da cerca seicentista de Faro naquele local mas, a 8 centímetros de profundidade, o que encontrou foi um verdadeiro tesouro com 111 moedas dos séculos XVIII e XIX.

    O achado, composto por moedas de bronze e de cobre dos reinados de D. Pedro II, D. João V, D. José, D. Maria I, D. Pedro III, D. João VI, D. Pedro IV e D. Miguel, tem, acima de tudo, valor numismático e histórico, sendo que, conforme revelou Francisco Correia ao Sul Informação, não tem paralelo na cidade de Faro.

    Francisco Rosa Correia com o tesouro
    «Não  é normal encontrar tantas moedas, são mais de uma centena. Quando fiz o achado, falei com a Direção Regional de Cultura e com a Câmara de Faro sobre outros achados paralelos e existem outras coleções, ou mais antigas, ou mais recentes. Deste período, já pesquisei e não encontrei igual», disse.
    O valor das moedas que, no conjunto, é de quase 2000 réis, «não era uma fortuna enorme», mas é o suficiente para que este achado seja considerado um tesouro, que terá sido escondido por volta de 1834, de quando é datada a moeda mais recente.
    «Depois, um ano ou dois a seguir, entrou outra moeda em circulação. As moedas foram escondidas na altura da Guerra Civil entre liberais e absolutistas. As pessoas viviam com medo. Além disso, no Algarve, havia o Remexido, conhecido pelos assaltos. Estas moedas, com medo de um roubo, foram escondidas. A quem pertenceram, talvez seja possível saber, mas é necessário um estudo aprofundado», explica.
    Para Francisco Correia, este tesouro «dá-nos uma imagem do medo que se vivia naquela altura na cidade de Faro. É um testemunho».


    O achado tem outra peculiaridade: a forma como estava escondido. «São 111 moedas, que estavam a oito centímetros de profundidade, debaixo do ladrilho, daquilo que seria o quintal da casa. Normalmente, estes tesouros estão dentro de um compartimento, ou de um vaso, mas neste caso não. Estaria numa bolsa de pano, que se dissolveu com o tempo. O tesouro foi escondido, as pessoas acabaram por se esquecer e ficou para ser encontrado», neste caso por Francisco Correia.
    O arqueólogo conta que o acompanhamento da empreitada, a cargo da empresa de arqueologia Articabana, que consistia na demolição de duas casas que terão sido construídas no século XIX, para a edificação de novas moradias, «foi pedido porque naquela zona pode haver vestígios da cerca seicentista, porque fica perto da Igreja do Carmo, e naquela área, também existiu a casa do Cardeal Lacerda».
    Mas, «oito centímetros debaixo do chão, estava eu à procura de uma muralha, aparecem-me moedas. É uma grande surpresa, uma boa surpresa. É com agrado que encontramos qualquer coisinha, um arqueólogo fica contente», graceja Francisco Correia.
    O arqueólogo de 28 anos, que também colabora com a Universidade do Algarve, vai agora tentar saber mais sobre estas moedas e promete revelar as suas descobertas ainda em 2017. «Para já, vou ficar com as peças, catalogá-las, estudá-las e irá ser publicado um artigo até ao final deste ano. Depois serão entregues no Museu Municipal de Faro», conclui.


     

    Não há um votinho na AR



    Yemen - Um conflito tenebroso

    Os SauditasWahhabistas bombardeiam há meses o Yemen com o apoio dos EU e CIA tentando colocar de novo no poder os seus  homens de mão depostos e refugiados neste país
    A Arábia Saudita e os Emiratos Arabes Unidos pretendem controlar de novo os portos no Yemen ( Aden e Mukalla-petróleo e gás- ..) para os seus pipelines
    O coordenador das Nações Unidas para o Yemen . declarou que esta guerra já fez mais de dez mil mortos , há milhares de deslocados e milhares de crianças a vaguear pelo território.
    A coberto da Guerra  de religiões -Sunitas e Xiitas - e das rivalidades tribais é ainda e sobretudo os interesses petrolíferos que estão na essência desta guerra silenciada pelos E.U e imprensa do sistema.
    Os comentadores que tantas lágrimas verteram pela Síria não têm umas lágrimas para o Yemen ?
    E os grandes moralistas e defensores dos direitos humanos não apresentam um votinho na A.R. ?

    foicebook.blogspot.pt

    TIROS NO PORTA AVIÕES - Excelente vídeo. O porta-aviões é a CGD.


    (In Geringonça, 12/02/2017)



    Excelente vídeo. O porta-aviões é a CGD. Os tiros são toda a bagunça e palhaçada que a direita não se cansa de agitar. E vejam a cena em que o Passos disse, com todas as letras, que a CGD era para privatizar.

    “A direita não se conforma com uma recapitalização pública da CGD que impede a sua entrega a privados. Continua a alimentar casos artificiais que não servem o interesse da Caixa nem o interesse público. Quando é que saem as próximas sondagens, mesmo?

    VÍDEO





    estatuadesal.com

    Artista cria incríveis e assustadoras estátuas submersas para ajudar a salvar recifes de coral


    A imagem pode conter: planta e atividades ao ar livre
    Cansado dos museus tradicionais? Que tal admirar obras de arte expostas em um lugar completamente diferente? Quem convida para uma experiência totalmente diferente é o escultor Jason deCaires Taylor, co-criador de um parque e um museu subaquáticos.
    O primeiro é o Molinere Underwater Sculpture Park, localizado em Granada, no Caribe. Inaugurado em 2006, o parque tem como objetivo levantar atenção para os riscos que corremos ao explorar as barreiras de coral, importantes para o ecossistema marinho e que servem como proteção para a costa.
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    O material usado nas esculturas é receptível aos corais, que podem se desenvolver sobre o cimento. A grande maioria das obras tem pessoas representadas, já que Jason acha que “o ser humano só consegue sentir empatia quando vê algo parecido consigo”.
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    O outro grande projeto de Jason fica em Cancun. Trata-se do MUSA, o Museo subacuático de Arte, onde estão mais de quatrocentas obras de Jason e outros artistas. Assim como em Granada, foi utilizado um material que permite a propagação dos corais. Fica próximo à segunda maior barreira de corais do mundo e pode ser visitado em um barco com fundo transparente ou mergulhando.
    Confira um pouco do trabalho do artista, que também está presente em nas Bahamas, em Lanzarote, na Espanha, e Londres e Canterbury, na Inglaterra.
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    Todas as fotos © Jason deCaires Taylor


    vivimetaliun.wordpress.com

    Le Fil Rouge - Uma saga revolucionária



    Num panorama editorial, nacional e internacional, onde predominam esmagadoramente obras cujos personagens não têm aparentemente compromisso de classe, este livro publicado em 2016 é singular. Os personagens são comunistas, e a sua acção insere-se em alguns dos mais duros combates de classe da primeira metade do século XX.

    LE FIL ROUGE * (O Fio Vermelho) é uma saga. Apresenta-se como romance, mas enquadra-se mal nesse género literário.
    Gilda Landino Guibert escreveu um poema revolucionário em prosa que projeta os leitores para cenários de luta pela liberdade e pela transformação do mundo.
    O sujeito é simultaneamente individual, uma família, e coletivo, os italianos de aldeias da Toscana que se bateram contra o fascismo mussoliniano e posteriormente em França, como imigrantes, ao lado dos franceses da Resistência contra a ocupação alemã. A ação transcorre na primeira metade do seculo XX.

    O patriarca da família é Aristodemo, um lenhador de Torniella, uma aldeia toscana de camponeses sem terra, a grande maioria analfabetos. Residem em toscos casebres e a fome é companheira diária dessa gente proletária que sobrevive com salários de miséria.

    Aristodemo é desde a adolescência um rebelde. Aos 14 anos a sua participação ativa na ocupação de terras comunais de que se tinha apropriado um conde, grande latifundiário, assinala o início de uma vida dedicada à revolução. Lê tudo o que lhe cai nas mãos. Descobre Marx e Lenin, entusiasma-se com a gesta da Comuna de Paris. Mobilizado para combater contra o povo líbio, deserta. É preso, condenado e no carcere aprofunda a sua cultura politica A companheira, Violeta, passa também pela prisão; torturada, não cede. Ambos são revolucionários, muito antes da formação do partido comunista italiano.
    A escritora dedica capítulos à ascensão do fascismo em Itália, à destruição da cidade de Roccabrada pelas camisas negras de Mussolini, à prisão dos comunistas de Torniella. Nomeadamente Aristodemo.

    O chefe dos Landini, com a cabeça a premio, emigra para França onde a mulher e os filhos se lhe reúnem.
    Gilda descreve com minucias a difícil, dolorosa integração de Aristodemo (Passa a chamar-se Aristide em França) nas minas de ferro da Lorena, e, depois, como lenhador, noutra região e finalmente na Provença, onde a família, já com quatro filhos, se fixa numa aldeia onde a maioria dos habitantes são imigrantes italianos quase todos comunistas.
    As perseguições acentuam-se apos a pós a derrota da França. O filho mais velho, Arnolfo (torna-se Roger na Provença), destacado militante comunista como o pai, é particularmente visado pelas autoridades de Vichy. A família vegeta numa pobreza próxima da miséria sem perder a alegria. Quando o cerco aperta, Aristide e os seus mudam-se para Creuse, um departamento do Maciço Central. Fieis ao seu ideário, mantendo uma combatividade exemplar
    GILDA

    Gilda Landini Guibert é neta de Aristide, filha de Leo, o benjamin da família.

    Não viveu a dramática epopeia da família. Dela tomou conhecimento escutando o pai e através do muito que se escreveu sobre os Landini.
    Professora de história, presidente da Comissão de História do Museu da Resistência, dedicou dez anos à pesquisa e estudo dos acontecimentos de que os seus antepassados foram protagonistas. O seu trabalho levou-a à Toscana natal do avô, aos arquivos de Roccastrada, ao Museu da Resistência de Florença, aos arquivos provençais de Draguyignan e Muy, ao antigo presidio de Montluc, ao Centro da Resistência em Lyon e ao Museu Nacional da Resistência e da Deportação em Champigny sur Marne. Comunista desde a juventude, na tradição familiar, a sua opção ideológica transparece de início a fim do livro. Ela escreve com a paixão, a confiança e o entusiasmo dos bolcheviques da Revolução de Outubro.

    As dezenas de combatentes citados por Gilda foram revolucionários reais. Muitos deles personagens históricos. Togliatti dormiu em casa do avô e Thorez pronunciou no Norte o discurso de que ela transcreve alguns parágrafos.
    A emoção que escorre das páginas de muitos capítulos suscita reparos da crítica. Mas não foi a ambição literária que a empurrou para a escrita da saga dos Landini.
    DO TERROR NAZI À ESPERANÇA

    Em circunstâncias diferentes, Aristide, Roger e Leo são presos e torturados. Resistem; nenhum deles fala.
    A luta contra os alemães na Resistência é o tema das últimas duzentas páginas, mais de um terço do livro.
    Roger primeiro e depois Leo, um adolescente de17 anos, participam de múltiplas ações de sabotagem que visam os transportes ferroviários, fábricas, aviões, edifícios que produzem armas para os alemães.

    O cenário é a região de Lyon.

    Gilda move-se no tempo como historiadora. Cita as datas e os lugares de cada iniciativa da guerrilha rural (o maquis) e da urbana. Alguns capítulos abrem ao leitor páginas da história da França do ano 44, quando a derrota alemã era já uma certeza
    Leo, capturado, é submetido pela Gestapo a sessões de tortura minuciosamente descritas. Mas não lhe arrancam uma palavra. Sofre tanto que deseja a morte. Nesses dias venceu mais uma batalha. Adquiriu a certeza de que era possível resistir, que suplicio algum o faria falar…

    KLAUS BARBIE

    O chefe local da Gestapo, Klaus Barbie, o «açougueiro de Lyon» dirige pessoalmente a tortura de Leo Landini.
    O seu retrato é esboçado com realismo. Foi um dos mais sanguinários assassinos da organização criminosa.
    Finda a guerra, conseguiu fugir para os EUA protegido pelo Country Intelligence Corps da US Army com o qual passou a trabalhar r intimamente no quadro da guerra fria.
    Em 1951 está a ma Argentina, colaborando com a CIA. Mas em 1961 já vive na Bolívia, sob o nome de Klaus Altman e torna-se um prospero comerciante. Durante a ditadura do general Hugo Banzer é assessor do alto comando do exército boliviano. Enriquece.

    Não esqueci que em 1983 eu estava em La Paz quando o presidente progressista Siles Suazo decidiu prender entregar à França Altman-Barbie, que fora identificado por um jornalista que o entrevistara.

    Julgado como criminoso de guerra, foi condenado a prisão perpétua. Faleceu no carcere em 1991.

    EPÍLOGO

    O livro termina com a reunião de toda a família Landini. Um desfecho feliz.

    Gilda escreveu um livro comovedor.
    Mas ao magnificar Aristide, Roger, Leo, a mãe Violeta e outros membros da família, erige-os em heróis quase sobre-humanos.

    Os Landini surgem na sua saga romântica como revolucionários exemplares. O leitor é levado à conclusão de que a grande maioria dos comunistas são como eles, autênticos continuadores dos bolcheviques da geração de 1917.

    Oxalá assim fosse. Mas a evolução da Historia contemporânea desmente essa visão idealista da neta de Aristodemo Landini.


    Vila Nova de Gaia, Fevereiro de 2017
    *Le Fil Rouge, Gilda Landini Guibert, Ed.Delga, 560 pags, Paris 2016


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