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domingo, 19 de fevereiro de 2017

PURO FLAMENCO - LO MEJOR DE LOLE Y MANUEL - VÍDEO



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19 de Fevereiro de 1997: Morre Rómulo de Carvalho (António Gedeão), químico e poeta português.


Poeta, autor dramático, cientista e historiador, nasceu a 24 de novembro de 1906, na cidade de Lisboa, e aí morreu a 19 de fevereiro de 1997, na sequência de uma operação cirúrgica delicada.

Personalidade multifacetada e homem de apurada cultura, licenciou-se em Ciências Físico-Químicas, na Universidade do Porto, e foi professor liceal para além de cientista, divulgador científico e investigador da História das ciências. 

Com o seu nome próprio, Rómulo de Carvalho é autor de numerosos volumes de divulgação da cultura científica, publicados, nos anos 50 e 60, na coleção "Ciência para gente nova", da Atlântida nos anos 70, nos "Cadernos de iniciação científica", da Sá da Costa, a que seguiriam nas décadas posteriores vários manuais escolares. No domínio da História da ciência em Portugal, são marcantes estudos como História dos Balões e A Astronomia em Portugal no Século XVIII. Elaborou também a obra História da Educação em Portugal.

Já com cinquenta anos de idade, começou a publicar literatura, sob o pseudónimo de António Gedeão. É contemporâneo da geração de "Presença", mas só se revelou na segunda metade do século, sendo saudado, no momento da sua revelação, por David Mourão-Ferreira como uma voz "inteiramente nova" no panorama poético dos anos 50 (cf. Vinte Poetas Contemporâneos, 2.a ed., Lisboa, Ática, 1980, pp. 149-153). Para essa originalidade concorriam, entre outros traços, a incorporação das tradições do primeiro e segundo modernismos, a opção por um estilo rigorosamente cadenciado e ritmado, a expressão da inquietação e angústia coletivas do Homem do pós-guerra ou o recurso frequente a uma terminologia ou imagística provenientes do domínio científico. Jorge de Sena (cf. estudo introdutório à segunda edição de Poesias Completas, Lisboa, Portugália, 1968) e Fernando J. B. Martinho (cf. Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, Lisboa, Colibri, 1996, pp. 428-433) assinalam na poesia de António Gedeão a recorrência de dispositivos retóricos que permitem considerar no âmbito de um neobarroquismo a poesia do autor de Movimento Perpétuo.


Os poemas alcançaram grande popularidade, pela linguagem simples mas emotiva e carregada de uma inteligente sensibilidade, sempre atenta aos valores humanistas. É uma poesia que funde meios de expressão tradicionais com uma visão moderna do mundo, abordando a temática do sentimento da solidariedade, da denúncia do sofrimento e da própria solidão humana. Todo o ser do poeta se ergue num protesto denso de substância vital, e, sob este aspeto, a sua poesia deixa transparecer um compromisso direto, imediato e espontâneo com o drama social do homem e o segredo do mundo.

Vários dos seus poemas foram também divulgados através da música como, por exemplo, Calçada de Carriche, Fala do Homem Nascido, Lágrima de Preta e a canção Pedra Filosofal, composta e cantada por Manuel Freire, que teve um sucesso invulgar.

Por ocasião do seu nonagésimo aniversário, em 1996, Rómulo de Carvalho foi alvo de homenagens em vários pontos do país. Por decisão ministerial, a data do seu aniversário, 24 de novembro, passou a ser assinalada como o Dia da Cultura Científica.


Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
 Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho 
é uma constante da vida 
tão concreta e definida 
como outra coisa qualquer, 
como esta pedra cinzenta 
em que me sento e descanso, 
como este ribeiro manso 
em serenos sobressaltos, 
como estes pinheiros altos 
que em verde e oiro se agitam, 
como estas aves que gritam 
em bebedeiras de azul. 
Eles não sabem que o sonho 
é vinho, é espuma, é fermento, 
bichinho álacre e sedento, 
de focinho pontiagudo, 
que fossa através de tudo 
num perpétuo movimento. 
Eles não sabem que o sonho 
é tela, é cor, é pincel, 
base, fuste, capitel, 
arco em ogiva, vitral, 
pináculo de catedral, 
contraponto, sinfonia, 
máscara grega, magia, 
que é retorta de alquimista, 
mapa do mundo distante, 
rosa-dos-ventos, Infante, 
caravela quinhentista, 
que é Cabo da Boa Esperança, 
ouro, canela, marfim, 
florete de espadachim, 
bastidor, passo de dança, 
Colombina e Arlequim, 
passarola voadora, 
pára-raios, locomotiva, 
barco de proa festiva, 
alto-forno, geradora, 
cisão do átomo, radar, 
ultra-som, televisão, 
desembarque em foguetão 
na superfície lunar. 
Eles não sabem, nem sonham, 
que o sonho comanda a vida. 
Que sempre que um homem sonha 
o mundo pula e avança 
como bola colorida 
entre as mãos de uma criança. 

António Gedeão, in 'Movimento Perpétuo'

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A evolução do sapateado - vídeo



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PCP TEM ALTERNATIVAS À DESCENTRALIZAÇÃO DO GOVERNO DE ANTÓNIO COSTA



Jerónimo de Sousa não concorda com as propostas de descentralização do Governo. O líder do PCP diz que o seu partido vai apresentar em breve soluções alternativas, porque as que estão a ser desenvolvidas por António Costa e Eduardo Cabrita não respondem a “condições indispensáveis”.
Segundo o líder comunista, a lei-quadro de transferência de competências para as autarquias é um diploma que "não dá garantias, não preenche, não responde a um conjunto de condições indispensáveis", porque não contém  "os princípios, critérios e meios que devem enquadrar o processo de transferências".
As prioridades do PCP passam por "garantir uma lei-quadro que defina com rigor as condições para a transferência de competências para as autarquias” e “um regime de financiamento baseado numa nova lei de Finanças Locais que recupere os níveis de financiamento negados por sucessivos incumprimentos e cortes de montantes”.
De resto, em algumas áreas o PCP quer ir mais longe do que o Governo propõe agora. Jerónimo defende a “criação das regiões administrativas com a fixação de um calendário e metodologia que assegure a sua efetivação em 2019". E a criação de um modelo de “autarquia metropolitana que rompa com o modelo híbrido de entidade associativa municipal de caráter forçado, com competências centradas na articulação, planeamento e coordenação de funções e redes de dimensão metropolitana".
Para dar corpo a estas ideias, os comunistas vão em breve levar ao Parlamento  "um conjunto de importantes iniciativas legislativas, que dão corpo a uma política na organização do Estado baseada numa real descentralização".
"Um conjunto de iniciativas que se distinguem claramente das propostas avançadas pelo governo PS, agora apresentadas em nome de uma descentralização, anunciada vezes sem conta, mas tão pouco consagrada e que apenas tem servido de pretexto para adiar e inviabilizar a efetiva descentralização que se impunha realizar no país", anunciou Jerónimo numa cerimónia de apresentação do cabeça de lista por Lisboa da CDU às eleições autárquicas deste ano, João Ferreira.
"Sim, são estes os problemas que urge resolver, que estamos empenhados em resolver, e que exigem essa política em clara rutura com a política de direita e um Governo determinado e capaz de a assumir e não aqueles problemas que uma certa direita ressabiada, se dedica obsessivamente a erigir como o exclusivo problema do país", frisou o líder comunista.


ionline.sapo.pt/

O QUE O PIDESCO É, ALÉM DE MÚMIA E PALHAÇO?


A prova provada de que o pidesco é amplamente conhecido pelo povo como sendo “a múmia” e “o palhaço” está no facto de nem sequer ser necessário esclarecer de quem se fala. Mas isto parece ser um pouco injusto. Não que a pidesca figura não pareça uma múmia, pela sua pertença ao passado, pelo seu reacionarismo salazarento, provinciano e parolo; não que não pareça palhaço, com o modo ridículo de fingir uma pose de seriedade, de parar propositadamente nos discursos para fingir uma ponderação que não existe (até porque essa pausa antecede sempre algo óbvio), de repetir sempre as mesmas expressões decoradas de algum manual poeirento de amanuense do estado novo. É injusto, porque uma das principais características desta pequena pidesca figura não é geralmente referida, apesar de ser tão evidente. Essa característica é… a sua extrema burrice. Uma burrice superlativa, que aflora constantemente em todo o seu comportamento, na suas pouco inteligentes considerações acerca da realidade, nas suas recorrentes Lapalissadas. Uma burrice, uma irritante estreiteza mental, que cimenta as demais características ridículas da sua tacanha personalidade. Se não fosse uma figura pública e atuante, essa sua proeminente burrice não seria importante. Mas quando um burro tacanho influencia os destinos de um país e pretende representar um povo, essa burrice tacanha é insuportável para os demais. Porque magoa pertencer ao mesmo mundo que essa figura, porque magoa  ver que esse burro ainda influencia a vida dos portugueses, porque magoa imaginar que possam avaliar os portugueses por essa figura, porque simplesmente magoa ver essa figura ridícula e imaginar que o ser humano pode ser assim…



olhequenao.wordpress.com

VÍDEO - LUA CHEIA NA ISLÂNDIA



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A PINTURA SUPER REALISTA DO ARGENTINO GUSTAVO SILVA NUÑEZ

Vais ter que ver duas vezes o que se segue, para acreditares, e mesmo assim não vai ser fácil, pois parece algo praticamente impossível…

Gustavo Silva Nuñez é um artista argentino especializado em pinturas de pessoas a nadar, flutuando ou apenas sentadas na água.

O nível de realismo de suas pinturas é incrível, mas este pintor vai um passo além e, depois de completar seus quadros, posa com eles, criando ilusões óticas fantásticas.

Estas são algumas delas:


O realismo do fundo da garganta deste tubarão é incrível. Parece mesmo que tem água ali dentro.


Pintar pessoas tatuadas é um grande desafio porque, no resultado final, tem que parecer que as tatuagens estão por “baixo” da pele.

















www.worldnoticias.com
  

a lição de hoje


19FEVEREIRO2017 - O MUNDO MARAVILHOSO DOS GRAFFITIS