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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

namorar é bom !

Camilo Cienfuegos, rebelde nas montanhas e planícies de Cuba


Havana, 6 fev - A trajetória de Camilo Cienfuegos se destaca como das mais importantes para a Revolução cubana, sua coragem na luta e lealdade a Fidel Castro é recordada hoje ao se cumprir 85 anos de seu nascimento.
Segundo os historiadores, a Guerra Civil Espanhola marcou a consciência do jovem Camilo Cienfuegos, mas o assalto ao Quartel Moncada por Fidel Castro e um grupo de jovens, o Movimento 26 de julho de 1953, fixou nele - que então estava nos Estados Unidos - a vontade expressa de se unir a eles na luta pela independência definitiva de sua pátria.
Não foi fácil para o célebre patriota, nascido no atual município central 10 de outubro, chegar ao líder guerrilheiro cubano, que aceita inclui-lo entre os 82 expedicionários do Iate Granma, graças à insistência, entre outros, de seu irmão Raúl Castro.
Desde o início da luta, 'Camilo' se destaca por seu valor, ousadia e coragem, já no ataque ao Quartel de La Plata, no combate de Ribeirão do inferno ou no ataque ao Quartel de Uvero.



Nas palavras de um de seus companheiros de luta já falecido, Orestes Guerra, Camilo era um homem afável, extrovertido, mas com uma coragem indescritível que manifestou em inumeráveis ocasiões.
'Camilo foi um homem em todos os sentidos. Era sociável, brincalhão como todos os cubanos, mas muito valente, sempre quis as ações mais difíceis e arriscadas, é por isso que ganhou a confiança de Fidel e o respeito de toda a tropa', ressaltou Guerra no documentário 'Simplesmente Camilo', de Mundo Latino.

Na sua opinião, a humilde origem social de Camilo, alfaiate de ofício, seu temperamento jovial e sorriso franco, o erigiram como um dos mais carismáticos e confiáveis dirigentes do Exército Rebelde.
Exemplo disso foi expresso no artigo 'Camilo Cienfuegos: O homem dos mil episódios', do falecido jornalista cubano Guillermo Cabrera.
No mesmo, o ex-diretor do Instituto Internacional de Jornalismo José Martí conta vários episódios da ação do lendário combatente na Serra Maestra, em Yagüajay, ou na própria capital do país.



Cabrera recorda como um dia, em plena montanha do oriente cubano, chega até aos rebeldes Rafael Verdecía, camponês do local, ao encontro de Camilo, que ao vê-lo com seu chapéu, de brincadeira, o tirou e provou para se ver em um espelhinho e lhe disse dando uma piscadela antes aos seus companheiros:
'Ouça garoto, em você esse chapéu não fica tão bem como em mim, ponha este boné', o camponês surpreso lhe respondeu: 'está bem, o levarei para casa' e assim chegou a Camilo esse traje que lhe distinguiu sempre.
Além disso, o também guerrilheiro e jornalista William Gálvez narra que uma vez o legendário Comandante visitou o posto médico do Exército Rebelde na localidade de Hombrito e comentou sua preocupação de extrair um dente com o também legendário herói e médico argentino-cubano Ernesto Che Guevara.
'Como é possível - lhe disse William - se Che é médico e seguramente não vai doer?, ao que Camilo respondeu: 'Não, não é porque me doa, mas porque esse 'mata-sãos' certamente pode me tirar um bom e não o ruim'.



Assim era Camilo, atrevido, valente, o único capaz de caçoar com o Che, reconhecido por sua seriedade e rude caráter, ainda que com ele abrisse uma exceção, talvez, como posteriormente confessou, porque um belo dia no meio da guerra perdeu sua mochila com sua comida e foi Camilo quem compartilhou com ele a única lata de leite que tinha.
E se a amizade com o Che foi entranhável, também o foi com Fidel, que reconheceu suas habilidades de militar e chegou a tê-lo como seu homem de confiança nos momentos mais difíceis da guerra.
Primeiro foi promovido de soldado a tenente, e chefe de vanguarda da coluna do próprio Fidel em março de 1957, sete meses depois é promovido a capitão da vanguarda da coluna de quem foi seu principal mestre guerrilheiro, o Che.
Foi tanta a confiança do líder dos 'barbudos' nele, que Camilo se converteu no primeiro chefe guerrilheiro que combateu com positivos resultados o exército da tirania fora do cenário natural da Serra Maestra.



Pouco depois, em 16 de abril de 1958, foi promovido a Comandante e a chefe da Coluna Dois Antonio Maceo. Em agradecimento, oito dias mais tarde escreveria a Fidel:
'Ao receber tão alta honra e responsabilidade, juro cumprir plenamente tal cargo e trabalhar até o limite de minhas forças para acelerar o triunfo da Revolução'...
Seguidamente acrescentou: 'Obrigado por dar-me a oportunidade de servir a mais esta digníssima causa pela qual estarei disposto a dar a vida e de ser mais útil à nossa sofrida Pátria. Será mais fácil deixar de respirar que deixar de ser fiel a sua confiança'.
E assim foi, porque graças a essa confiança saiu vitorioso nos combates em Vega de Jibacoa e Las Mercedes, ou na tomada de Yagüajay, Sancti Spíritus.
Ali Camilo e seus homens dominaram mais de 350 soldados bem armados que defendiam o quartel da tirania, o que lhe permitiu ganhar a alcunha de 'O Herói de Yagüajay'.
Junto a Che e a coluna Ciro Redondo reeditou a proeza dos mambises na Guerra de Independência com a invasão ao ocidente em 1895, a qual também influiu na fuga de Fulgencio Batista e seus comparsas em 1 de janeiro de 1959.
Um dia depois, após receber a ordem de Fidel, Camilo tomou a principal fortaleza inimiga na capital do país, o Acampamento Militar Columbia, declarado seis dias mais tarde como Cidade Escolar Liberdade, atual Universidade das Ciências Pedagógicas Enrique José Varona.
Na então instituição militar, Camilo recebeu a chamada Caravana da Liberdade comandada por Fidel, que no ato de boas-vindas corroborou sua confiança nele ao perguntar no meio do discurso que fazia ao povo: Vou bem Camilo? Ao que este respondeu: Vai bem Fidel!




Embora esse capítulo seja digno de rememorar, o é muito mais aquele episódio ocorrido no então estádio do Cerro, hoje Latino-americano, quando ao se planejar uma partida de beisebol entre a equipe da Polícia Nacional Revolucionária e os Barbudos, se especulava que pelos primeiros lançaria Camilo e pelos segundos Fidel.
No entanto, quando o também conhecido como 'Senhor da Vanguarda' entrou em campo o fez com o uniforme dos Barbudos e um mascote de receptor.
Ao dirigir-se aos jornalistas alfinetou...'Eu não estou contra Fidel nem em um jogo de pelota', o qual ficou como uma das expressões de lealdade mais célebres na história da Revolução.
Esse e outros tantos episódios fizeram com que Camilo ganhasse o respeito, a admiração e o carinho do povo, que chorou e recorda de maneira especial seu desaparecimento físico em 28 de outubro de 1959, depois de cair no mar o avião que o transportava de Camagüey a Havana.
Após vários dias de infrutífera busca, o então primeiro-ministro do Governo Revolucionário, Fidel Castro, confirmou a triste notícia.
Em suas palavras, o Comandante em Chefe da Revolução manifestou os valores heroicos de seu companheiro de luta:
'Homens como Camilo Cienfuegos surgiram do povo e viveram para o povo. Nossa única compensação ante a perda de um companheiro tão próximo a nós é saber que o povo de Cuba produz homens como ele. Camilo vive e viverá no povo'.
Enquanto Che o qualificou como 'o companheiro de cem batalhas, o homem de confiança de Fidel nos momentos difíceis da guerra e o lutador abnegado que fez sempre do sacrifício um instrumento para fortalecer seu caráter e forjar o da tropa'.
'Camilo era Camilo, senhor da vanguarda, guerrilheiro completo que se impunha por essa guerra com o colorido que sabia fazer', precisou naquele dia o legendário Guerrilheiro Heroico de quem foi seu amigo pessoal.
Desde então, a figura de Camilo se imortalizou para o povo cubano que a cada 28 de outubro, como demonstração de carinho e respeito, lhe presta homenagem jogando flores ao mar.

Artigo de Reinaldo Wossaert Silva


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François Fillon - ARRANJOU TACHO PARA MULHER E FILHOS ARRECADOU MILHARES DE EUROS E PEDIU DESCULPAS


O candidato do centro- direita às presidenciais francesas, François Fillon, não pretende afastar-se da corrida. Em conferência de imprensa esta segunda-feira na sede de campanha eleitoral, Fillon respondeu às acusações de que tem sido alvo.
Fillon decidiu ser mais ofensivo na sua defesa. Sublinhando que “Não tenho nada a esconder” e “nunca tive problemas com a justiça em 32 anos de vida política”, denunciou um complot dos média, que acusou de tentar roubar aos eleitores o direito de decidir nas urnas: “Não cabe ao sistema mediático julgar-me. A decisão é dos franceses.”
Ressalvando que “todos os factos evocados” pela imprensa foram “legais e transparentes”, declarou estar arrependido de ter dado trabalho à mulher e aos filhos e pediu desculpa aos franceses:
“O principal sinal de coragem política é reconhecer os seus erros. Colaborar com familiares na atividade política é uma prática que os franceses passaram a rejeitar. O que ontem era aceitável, deixou de o ser. Ao escolher trabalhar com a minha mulher e os meus filhos privilegiei uma colaboração de confiança que hoje suscita desconfiança. Foi um erro. Arrependo-me profundamente e apresento as minhas desculpas aos franceses.”
Quando as sondagens começam pela primeira vez a mostrar que Fillon pode nem sequer conseguir passar a uma segunda volta das presidenciais para enfrentar a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, o candidato do centro-direita tenta salvar a credibilidade aos olhos do eleitorado.
Uma estratégia que o candidato socialista Benoît Hamon se apressou a classificar de “grave erro”, considerando que François Fillon insiste em manter a atitude de negação, ao defender a legalidade do emprego da mulher.
Segundo Fillon, os ataques que o atingem têm um objectivo: afastá-lo da corrida para deixar o campo livre ao Frente Nacional e à esquerda.
François Fillon está no meio de uma tempestade desde que, na semana passada, surgiram revelações sobre pagamentos à mulher por empregos fictícios.
Segundo o semanário Canard Enchaîné, Fillon arranjou dois empregos fictícios à mulher que lhe permitiram auferir mais de 900 mil euros e remunerou dois filhos como advogados, quando estes eram ainda estudantes, com 84 mil euros.
O ex-primeiro ministro Dominique de Villepin defendeu que seja adotado o princípio praticado no desporto: “se o primeiro é desqualificado, cabe ao número dois” ocupar o seu lugar. “Se François Fillon se encontra bloqueado, é Alain Juppé que tem maior legitimidade”, disse esta segunda-feira Dominique de Villepin.
No seu discurso, Fillon não deixou espaço a quaisquer alternativas. Salientando que nenhuma instância tem legitimidade para colocar em causa a sua candidatura, anunciou que “hoje começa uma nova campanha eleitoral”.

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Ilhas misteriosas

Você deve conhecer muitos lugares com histórias assustadoras que seus amigos contavam para lhe deixar com medo quando era criança ou até mesmo que os próprios locais dizem para atrair turistas. Mas você nunca viu algo tão misterioso quanto o que reunimos abaixo.

 Thilafushi

A República das Maldivas é um país insular – constituído por 1.196 ilhas – situado ao sudoeste da Índia e que atrai muitos turistas por suas belas praias. Mas claro que essas centenas de milhares de visitantes produzem muito lixo, e tudo isso é enviado à ilha artificial Thilafushi, que, desde sua criação, nos anos 90, é o principal aterro do país.
Atualmente, 150 pessoas moram na ilha e trabalham com todo o lixo enviado para lá. Eles decidem o que pode ser reciclado, o que pode ser queimado e o que deve ser exportado para outros países. O problema é que Thilafushi recebe 330 toneladas de lixo diariamente! Sem contar que os restos são lançados nas águas do Pacífico e no ar.

Ilha North Brother

A ilha North Brother fica no East River, entre o Bronx e a ilha Riker, foi um dos locais com grandes desastres e se tornou uma ilha abandonada em Nova York. Em 1885, o Hospital Riverside se mudou para lá tratando pessoas com doenças contagiosas, como varíola.
Em 1904, uma embarcação a vapor chamada “General Slocum” se incendiou meia hora após sair do porto e acabou causando um desastre estrondoso. Naquela manhã, 1.358 passageiros subiram a bordo do navio e 1.021 morreram no desastre.
Hoje em dia, a ilha tem o acesso proibido e monitorado pelo governo e é um santuário de pássaros.

 Ilha Gruinard

A ilha Gruinard fica no norte da Escócia e sempre foi conhecida por ser a terra das árvores e do clã McKenzie. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico realizou testes com Antraz. A ilha estava desabitada desde os anos 30 e por isso foi considerada o local ideal para os testes.
Diversas ovelhas foram enviadas para lá e uma bomba de Antraz foi lançada. Claro que todas as ovelhas morreram e ninguém reclamou, afinal, estavam vivendo a grande guerra. Porém, anos mais tarde, animais começaram a se infectar no continente devido às águas vindas da região da ilha. Então, em 1981, o governo criou a “Operação Dark Harvest” para descontaminar Gruinard.

 San Servolo

A ilha de San Servolo é pertencente ao arquipélago de Veneza e sempre foi habitada por monges beneditinos. No começo do século 18, foi fundado o hospital militar para cuidar dos feridos de guerra.
Com o passar do tempo, o hospital passou a tratar apenas de pacientes com problemas mentais, se tornando, assim, um manicômio. Ainda sendo comandado por uma antiga ordem religiosa chamada San Giovanni di Dio, o método mais tradicional entre os médicos era o total isolamento e a repressão. Além disso, eles aplicavam o chamado “tratamento moral”, que hoje em dia seria considerado brutal.
Em 1978, o manicômio foi fechado e o local foi transformado no Instituto para o Estudo da Marginalização Social e Cultural, a fim de preservar os estudos e a história do antigo hospital psiquiátrico
 Ilha Brown
A ilha Brown se encontra na Virginia, Estados Unidos, e atualmente é conhecida pelos festivais abertos durante o verão e a primavera, mas antigamente foi palco de um desastre dos mais marcantes, na época da Guerra Civil Americana.
Em 1863, uma série de prédios de madeira foi construída na ilha para abrigar uma fábrica de munição para a guerra. Eles foram feitos na ilha Brown para que não fossem construídos em áreas de maior concentração urbana.
Porém, em 13 de março o inevitável aconteceu. Uma jovem imigrante irlandesa chamada Mary Ryan tentou remover um detonador de uma tábua de madeira, batendo em uma mesa. Isso gerou uma explosão no prédio, que era ocupado em média por 90 jovens mulheres, e matou 44 pessoas no total.

 Cactus Dome

Enewetak é um atol das ilhas Marshall no oceano Pacífico que foi tomado pelos Estados Unidos em 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Após o término da guerra, todos os nativos residentes foram evacuados de lá e o governo americano começou a realizar testes nucleares no local.
No total, foram 48 testes nucleares entre 1948 e 1958, incluindo a primeira bomba de hidrogênio, Ivy Mike, 500 vezes mais potente que a lançada em Hiroshima durante a grande guerra. O resultado foi uma cratera de 1 quilômetro, a criação de dois isótopos de plutônio e a descoberta de dois novos metais pesados. A cratera foi coberta com uma cúpula de concreto para isolar todo o material radioativo presente no solo.
Ilha Sorok
Park Sun-ji trabalhava tranquilamente em sua fazenda na Coreia quando as autoridades o prenderam e o levaram para a ilha Sorok. Ele foi apenas um dos muitos enviados para a ilha por ser leproso.
As lindas praias escondem o passado assombroso da antiga colônia de leprosos que existiu durante 100 anos, primeiramente comandada por japoneses e posteriormente por coreanos. Porém, os pacientes eram tratados como prisioneiros, eram obrigados a trabalhos pesados físicos e eram espancados caso não cumprissem seu “dever”.
Atualmente, uma ponte liga a ilha ao continente, mas ainda existe o preconceito com os pacientes já curados da doença, que ainda são vistos com os mesmos olhos de seus antigos médicos.

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14 banqueiros portugueses receberam mais de um milhão em 2015



Gráfico enviado por Ana Henriques
14 banqueiros portugueses receberam mais de um milhão em 2015

Mais do que administradores de bancos na Suécia, Noruega ou Dinamarca.

O número de banqueiros portugueses a ganhar mais de um milhão por ano tem vindo a aumentar. Em 2015, foram 14 os administradores de bancos a receberem um milhão de euros durante o ano.
Em 2013, só havia sete banqueiros portugueses a receber um milhão de euros e em 2014 eram dez.
Os dados são do relatório “Report on high earners 2015”, que mostra ainda que, a nível europeu, Portugal está na 18.ª posição, à frente de países como a Noruega, Suécia e Dinamarca.
***«»***
É justo...
Fizeram um óptimo trabalho...
Eu é que não ganhei nada... Só perdi, por causa do Sol, que bate todo o dia na varanda da minha casa. Eu, até, já lá coloquei chapéus de Sol, para tapar o dito cujo, mas os fiscais da Câmara disseram-me que isso era batota, para enganar o fisco...
Alexandre de Castro

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OS JAVARDO-TRUMPISTAS


Três exemplos colhidos no jornal on-line Observador. Antes ainda da tomada de posse de Donald Trump, Rui Ramos escrevia: "…entre a intolerância, a mentira e o assédio, os anti-trumpistas vão praticando o que clamam que Trump fez ou fará mais tarde. Se estes são os defensores da democracia, então a democracia não precisa de inimigos". Segue-se José Manuel Fernandes, com Trump já na Casa Branca: "Nas últimas semanas assistimos a um assalto do ‘politicamente correcto’ que tratou de impor uma linguagem única que, mais do que corresponder a valores democráticos e humanistas partilhados por todos, correspondem à tentativa de impor uma agenda ideológica de ‘engenharia social’". Finalmente, Paulo Tunhas: "Mais depressa Trump fará coisas boas pelos Estados Unidos, e até pelo mundo, do que Costa o fará por Portugal".
(...)
Se não fosse essa terrível ditadura da correcção política, Trump não teria existido, existiria sob uma forma menos imprevisível ou "perigosa" e, segundo os trumpistas mais acérrimos, não seria alvo da "intolerância, a mentira ou o assédio" (sic). De qualquer modo, consolemo-nos, ele fará mais pela América e o mundo do que Costa por Portugal! O horror a Costa parece ser simétrico da devoção a Trump…


Vicente Jorge Silva
Público


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06 de Fevereiro de 1608: Nasce o Padre António Vieira


Notável prosador e o mais conhecido orador religioso português, o Padre António Vieira nasceu em 1608, em Lisboa, filho primogénito de um modesto casal burguês, e faleceu na Baía em 1697. Quando tinha apenas seis anos, os seus pais mudaram-se para a Baía, no Brasil, tendo aí iniciado os seus estudos.

Os jesuítas tinham sido desde sempre os portadores da cultura e civilização no Brasil, com relevo especial para os Padres José de Anchieta e Manuel de Nóbrega. Assim sendo, cursou Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, onde revelou bem cedo dotes excecionais. Aos 15 anos, motivado pela sua fé na Virgem das Maravilhas na Sé baiana e por um sermão que ouviu sobre as torturas do Inferno, Vieira teve o seu famoso "estalo" e decidiu ingressar na Companhia de Jesus. Ante a oposição dos pais, Vieira fugiu de casa e prosseguiu a sua formação, em que predominavam as Humanidades Clássicas (principalmente o latim), a Filosofia e a Teologia, com especial relevo para a Sagrada Escritura. Guiado pelos pressupostos e práticas jesuíticas, que apontavam para o objetivo primordial da salvação do próximo através da pregação, exerceu a sua função evangelizadora junto dos indígenas de uma aldeia onde passou algum tempo.

Todavia, cedo regressou à capital de forma a continuar a sua formação. Ao entrar no segundo ano do seu noviciado, assistiu à brusca invasão dos holandeses na Baía, tendo de refugiar-se no interior da capitania. Começara, então, a Guerra Santa entre Portugal e os inimigos de Deus, a que Vieira não ficou alheio durante mais de 25 anos. Descrevendo estes eventos calamitosos do ano de 1624, na "Carta Ânua" ao Padre Geral em Roma, Vieira deixou claro que a sua atividade não se limitaria a ser meramente religiosa, pois os preceitos jesuíticos, que apontavam para a emulação e o instinto de luta, levavam-no a bater-se pela justiça.

Em 1625 António Vieira fez votos de pobreza, castidade e obediência e, propondo-se missionar entre os ameríndios e escravos negros, estudou a "língua geral" (tupi-guarani) e o quimbundo. Foi nomeado professor de Retórica no colégio dos Padres em Olinda, onde permaneceu dois ou três anos, tendo depois voltado à Baía com o fito de seguir os cursos de Filosofia e Teologia. Ordenado padre em dezembro de 1634, depressa se avolumou a sua fama de orador e se celebrizaram os seus sermões que refletiam as vicissitudes da Baía, em luta contra os holandeses, e criticavam a ganância, a injustiça e a corrupção. Em 1641, restaurada a independência, Vieira acompanhou o filho do governador, que vinha trazer a adesão do Brasil a D. João IV, à Metrópole. Em Lisboa, começou a pregar em S. Roque e logo o seu talento se espalhou pela cidade. Segundo o testemunho de D. Francisco Manuel de Melo, a afluência às pregações era tal que, como se de provérbio se tratara, corria a frase: "Manda lançar tapete de madrugada em S. Roque para ouvir o Padre António Vieira". Cativa o favor de D. João IV, que não tardou em convidá-lo a pregar na capela real, onde ele proferiu o seu primeiro sermão no dia 1 de janeiro de 1642. Dois anos depois foi nomeado pregador régio. Nos numerosos sermões desta época da sua vida, Vieira não se cansava de animar o auditório a perseverar na luta desigual com Castela e propunha medidas concretas para a solução de problemas, inclusive de ordem económica. A sua situação privilegiada dentro da corte teria contribuído para que fosse encarregue de diversas missões diplomáticas na Holanda, França e Itália, como foi o caso do casamento do príncipe Teodósio. Em 1644, António Vieira proferiu os votos definitivos, depois de ter feito o terceiro ano de noviciado em Lisboa. A Companhia de Jesus começou a ver com maus olhos a sua influência nos destinos do país, ameaçando-o de ser expulso da Companhia. A pedido da mesma, voltou ao Brasil em 1653, para o estado do Maranhão e aí assumiu um papel muito ativo nos conflitos entre jesuítas e colonos, como paladino dos direitos humanos, a propósito da exploração dos indígenas. No ano seguinte pregou o Sermão de Santo António aos Peixes. Foi expulso do Maranhão pelos colonos, em 1661, e regressou a Lisboa.De novo na capital, D. João IV, seu protetor, havia falecido e D. Afonso VI, instigado pelos inimigos do orador, desterrou-o para o Porto e, mais tarde, para Coimbra. Perfilhando as novas expectativas sebastianistas que encontrou no reino, que se baseavam no juramento de D. Afonso Henriques, nas cartas apócrifas de São Bernardo, nas profecias atribuídas a São Frei Gil e nas famosas trovas de Bandarra, escreveu o Sermão dos Bons Anos, em 1642. Foi nesta altura que a Inquisição o prendeu sob a acusação de que tomava a defesa dos judeus, acreditava nas possibilidades de um Quinto Império e nas profecias de Bandarra. Durou largo tempo o processo, porque a Inquisição não se dava por satisfeita e impunha que reconhecesse os seus erros, a que o padre jesuíta se recusou, e talvez se não salvasse da fogueira, se a Companhia o abandonasse à sua sorte, e o papa Alexandre VII não interviesse a recomendar-lhe que se retractasse. A sentença do tribunal foi proferida a 23 de Dezembro de 1667. Condenando Vieira a perder a voz activa e passiva, proibindo-lhe a predica, e ordenando lhe que se recolhesse a um colégio de noviços, ele ouviu a sentença de pé e imóvel durante duas horas com o olhar fito num crucifixo do tribunal, e isto depois de 27 meses de cárcere incomunicável.  Entretanto, a situação política alterou-se. Destituído D. Afonso, subiu ao trono D. Pedro II. António Vieira foi amnistiado e retomou as pregações em Lisboa. Em 1669 parte para Roma como diplomata e obtém grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo Ofício. Na Cidade Eterna, continuou a defesa acérrima dos judeus e ganhou grande reputação, encantando com a sua eloquência o Papa Clemente X e a rainha Cristina da Suécia. Regressou a Portugal em 1675; mas, agora sem apoios políticos e desiludido pela perseguição aos cristãos-novos (que tanto defendera), retirou-se de vez para a Baía em 1681 onde se entregou ao trabalho de compor e editar os seus Sermões. A sua prosa é vista como um modelo de estilo vigoroso e lógico, onde a construção frásica ultrapassa o mero virtuosismo barroco. A sua riqueza e propriedade verbais, os paradoxos e os efeitos persuasivos que ainda hoje exercem influência no leitor, a sedução dos seus raciocínios, o tom por vezes combativo, e ainda certas subtilezas irónicas, tornaram a arte de Vieira admirável. As obras Sermões, Cartas e História do Futuro ficam como testemunho dessa arte.

Padre António Vieira. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia(imagens) 
Ficheiro:Padre António Vieira.jpg
Retrato do Padre António Vieira - Autor desconhecido, início do século XVIII

Acusado de desobediência civil e prevaricação – rodeado de milhares de pessoas, o antigo presidente catalão Artur Mas apresentou-se num tribunal em Barcelona para enfrentar o início do processo sobre a organização do referendo à independência da Catalunha de 9 de Novembro de 2014.


Na altura a consulta popular tinha sido proibida pelo Tribunal constitucional.Também sentadas no banco dos réus, estão a antiga vice-presidente, Joana Ortega, e a antiga ministra da educação, Irene Rigau“A iniciativa política foi minha, como presidente que era do governo da Catalunha. Também foi iniciativa do meu governo mas quero deixar claro que, desde o principio da minha declaração, que as diretrizes chegaram a partir da minha presidencia, por isso, de mim mesmo”, explicou em tribunal Artur Mas.
À Barcelone, milliers de personnes devant le Palais de Justice avant le procès d'Artur Mas pour désobéissance
As autoridades catalãs afirmam que na altura 80 por cento dos eleitores votaram pela independência num voto sem validade legal.
A procuradoria pede 10 anos de proibição de Mas assumir cargos públicos.

O atual presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, prometeu um referendo vinculativo para setembro.


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Precários e precariedade


Não faz sentido que um posto de trabalho permanente do Estado seja ocupado por um contratado a prazo, por um falso estagiário ou por um falso bolseiro. É uma solução aparentemente barata mas com grandes custos para a qualidade e estabilidade dos serviços. No exercício de funções públicas há uma vertente de serviço público por parte dos seus profissionais e isso pressupõe uma relação contratual diferente.

Também não é aconselhável que em sectores como o ensino se identifiquem todas as vagas possíveis e imaginárias, preenchendo-as num único ano com professores efectivos. Isso significaria que durante muitos anos não seria contratado qualquer professor. Daí a alguns anos uma elevada percentagem de professores estariam à beira da aposentação, sem que as escolas tivessem professores jovens.

Infelizmente as políticas de conjunturas seguidas há muitos anos têm impedido uma gestão dos quadros do Estado, sem que daí tivessem resultado quaisquer poupanças. A colocação de precários a título definitivo pode ser mais um erro.

É bom que seja minimiza a precariedade mas preencher todas as vagas existentes nos quadros com os actuais “precários” pode ser um erro, uma injustiça e a violação de princípios elementares. Há poucos dias um órgão de comunicação social dava conta de uma professora que por ter menos meia dúzia de dias seria ultrapassada por centenas de “precários” que em sucessivos concursos ficavam sempre atrás dela.

Mas ainda mais grave do que as injustiças entre precários é a injustiça de preencher todas as vagas com os actuais precários, com prejuízo para todos os mais jovens, numa lógica de quem está à frente serve-se e fica com tudo.  Os precários organizaram-se para ficarem com o bolo, e sindicatos e partidos preferem os seus votos aos votos dos que serão ultrapassados e que com todas as vagas preenchidas nunca terão acesso a um emprego no Estado.

O Estado é mais exigente na contratação para provimento de vagas de quadros do que na admissão de precários. Enquanto para uns lançados concursos exigentes, muitos dos segundos entraram para o Estado sem qualquer concurso ou sem grande exigências curriculares, não raras vezes beneficiaram de esquemas e de conhecimentos. Nestes casos o terem sido precários durante tantos anos foi um privilégio, muito provavelmente sem o esquema da precariedade nunca teria trabalhado para o Estado.


Combater a precariedade faz todo o sentido, mas isso não significa necessariamente a contratação sem grandes critérios de exigência. Daí resultaria um favorecimento e uma violação grosseira do princípio constitucional da igualdade. Concorda-se que na admissão de um precário a sua experiência seja valorizada, mas isso não significa que a antiguidade seja o único critério, como se entrada para os quadros fosse uma mera fila de espera organizada sem critério.

jumento.blogspot.pt

O COELHO DESDE QUE VISITOU A "COELHA" ANDA A SER PERSEGUIDO ! E EU QUE PENSAVA JÁ TER VISTO TUDO ! - Vídeo mostra como Coelho pediu asilo político ao principado da Pontinha para escapar à prisão





VÍDEO






Existe um rochedo a cerca de 70 metros da cidade do Funchal, na Madeira, cujo proprietário autoproclamou independente em 2007. Chamou-lhe, ao terreno, principado do ilhéu da Pontinha e é lá que José Manuel Coelho procura asilo para escapar à pena de prisão a que foi condenado.

O deputado madeirense foi condenado a um ano de prisão efectiva pelo Tribunal da Relação de Lisboa, cumprível ao fim de semana, em 72 períodos com a duração mínima de 36 horas e máxima de 48 horas, cada um, num processo interposto pelo advogado António Garcia Pereira. Em causa declarações proferidas em 2011 contra o advogado e antigo dirigente do PCTP/MRPP, a quem acusou de ser “agente da CIA” e de “fazer processos aos democratas da Madeira” a pedido de Alberto João Jardim, ex-presidente do Governo Regional.

O acórdão da Relação tem a data de 26 de janeiro. Hoje, a TVI avança que José Manuel Coelho pediu asilo ao principado do Ilhéu da Pontinha. “Venho para aqui. Refugio-me aqui e a polícia da República portuguesa não me pode prender. O mandado de captura aqui não funciona porque isto não é território nacional”, defende o deputado do Partido Trabalhista Português (PTP) na reportagem da estação de televisão, dizendo que o território é independente e “reconhecido pelas mais altas instâncias internacionais” e mostrando o seu “cartão de cidadão” emitido pelo principado.

O proprietário do ilhéu, Renato Barros, garante que os “países parceiros e amigos” do principado responderão a qualquer intervenção de força que venha a ocorrer no terreno, que, afirma, “é efetivamente um país, não importa o tamanho”.

Renato Barros adquiriu o terreno em 2000 por nove contos, o que agora corresponderia a 45 euros, tendo declarado a sua independência em 2010. Três anos mais tarde, solicitou ao Estado Português o reconhecimento daquele território como “Estado soberano e independente”.



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INTRIGA OU A DESVALORIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE OUTROS QUANDO EXPÕEM AS SUAS OPINIÕES

Há pessoas que na minha página concordam com algumas coisas que escrevo. Como é óbvio tal não me surpreende quando algumas concordam ou discordam pois isso é a coisa mais natural e salutar.
O que me intriga e surpreende é que há gente que concorda com o que eu escrevo na minha página e depois ao lê-los nos seus perfiz e abordando o mesmo tema o que dizem é de total confronto com o que disseram na visita que fizeram ao meu perfil.
Não acham estranho concordar no nº 3 (onde resido) e logo a seguir no nº 8 (número suposto) opinarem (até ferozmente) contra o que horas antes anuiram ? que grande intriga ! a vida é complicada !
António Garrochinho