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domingo, 5 de fevereiro de 2017

SABIA QUE.... Segundo o último relatório da Amnistia Internacional, esses são os países que ainda aplicam a pena de morte e que mais executaram condenados em 2015


Rei D. Martinho I: o Rei português que não aparece nos livros de história




À altura do seu nascimento, D. Sancho I não estava destinado a ser o segundo rei de Portugal. A prová-lo, está o facto de ter sido baptizado com o nome de Martinho, por ter nascido a 11 de Novembro. Martinho era, no entanto, um nome sem tradição entre os reis hispânicos. E, passado algum tempo (de seis meses a um ano), mudaram-lhe o nome para Sancho.

Porquê uma história tão atribulada, tendo como protagonista o sucessor de D. Afonso Henriques?
Estátua de D. Sancho I em Silves
Estátua de D. Sancho I em Silves
Na verdade, no dia de São Martinho de 1154, nasceu, não o primogénito, mas o segundo filho (legítimo) do primeiro monarca português. Destinado a ser o segundo rei de Portugal estava o seu irmão Henrique, que, na altura, tinha já sete anos. Era este o primogénito, a quem D. Afonso Henriques, note-se, deu o nome de seu pai. E o facto de ter dado o nome de Martinho ao menino nascido naquele dia indica que talvez o destinasse à carreira eclesiástica. Se Martinho não era nome para rei, seria adequado para um clérigo.
No ano seguinte, porém, talvez no Verão, dá-se uma reviravolta nos acontecimentos: o infante D. Henrique morre, com apenas oito anos de idade. Apesar de a mortalidade infantil ser alta, naquela altura, sou de opinião de que Afonso Henriques terá sofrido um grande golpe.
D. Afonso Henriques
D. Afonso Henriques
Devemos considerar que, além de perder um filho, Afonso Henriques viu destruído o seu sonho de o seu sucessor ter o nome do pai. Além disso, ele próprio já não era novo. Ia a caminho dos cinquenta, a esperança de vida não era longa (ninguém podia adivinhar que ele passaria os setenta) e, de repente, o seu sucessor não passava de uma criança de colo.
Estátua de D. Sancho I, em Torres Novas, da autoria de João Cutileiro
Estátua de D. Sancho I, em Torres Novas, da autoria de João Cutileiro
E havia a questão do nome. Porquê Sancho?
Afonso Henriques sentiu que devia dar o nome do herdeiro do avô ao filho: Sancho! Era, acima de tudo, um nome cheio de tradição nas casas reais hispânicas. A partir daquele dia, deixou de existir o infante Martinho. O príncipe herdeiro de Portugal chamava-se Sancho!




REFLEXÕES

QUANDO ESCREVO POR EXEMPLO: ELES SOFREM, DESGASTAM-SE, ESTÃO NO FIM DAS SUAS FORÇAS, SÃO ENGANADOS, TRAÍDOS, LUTARAM, LUTAM MUITO ETC

ESTOU FALANDO DAQUELE ADJECTIVO, TRABALHADOR, DAQUELE QUE TUDO PRODUZ E QUE PRATICAMENTE DESAPARECEU DA LÍNGUA PORTUGUESA.

HÁ TRABALHO EMBORA POUCO E OS TRABALHADORES FORAM SUBSTITUÍDOS POR COLABORADORES-

TRABALHO É IGUAL A TRABALHADOR CAR*%+LHO !

A PALAVRA COLABORADOR SOA PIOR FAZ LEMBRAR OS COLABORACIONISTAS QUE AO LONGO DA HISTÓRIA SE ALIARAM A GENTE DE MÁ FAMA. TALVEZ POR ISSO OS SAUDOSOS DESSES TEMPOS PROMOVESSEM A SUBSTITUIÇÃO.
.......
COM A TEORIA DO MAL MENOR ESVAZIARAM O QUERER, A FORÇA, A DINÂMICA, E A TENACIDADE DE LUTAR E REIVINDICAR DA CLASSE TRABALHADORA.

DA "TEMIDA" CLASSE TRABALHADORA.

TUDO É ESTUDADO PELOS NEO LIBERAIS FASCISTAS E É PENA QUE OUTROS EMBARQUEM EM MUITOS DESSES ARDIS QUE ENGANAM O POVO.


AG




O PAU

O PAU
Álvaro de Mendonça
Registo Civil de Beja - está demais!
A língua portuguesa tem destas coisas fabulosas!
Podem vir acordos e mais acordos ortográficos, podem tirar-lhe acentos, cês e pês e quejandos, tirem-lhe o que quiserem ... que ela continuará a brindar-nos com estes maravilhosos foguetes!
Quanto mais o pau lhe cortam, mais nela o pau se endireita...
Ora façam o favor de ler.

Registo Civil de Beja
O Registo Civil de Beja recebeu o seguinte requerimento:

Beja, 5 de Fevereiro 2006.
Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações. Desde já agradeço a atenção despendida.
Peço deferimento,
Maria José Pau.

Em resposta, recebeu a seguinte mensagem:
Cara Senhora Pau:
Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso.
Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjuge se não quiser.
Se o Pau for do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações.
Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família.
Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele.
Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido.
Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes.
Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como 'Maria P. José'.
A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais.
Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.
Atenciosamente,
Bernardo Romeu Pau Grosso
Registo Civil de Beja
[Rui Correia]

PENSAR

QUEM NÃO SE QUER CANSAR NÃO PENSA.
POR ISSO O CONFORMISMO, A SUBMISSÃO ATINGEM HOJE EM TODAS AS CLASSES ETÁRIAS UM NÍVEL PREOCUPANTE.
OS VELHOS PORQUE ESTÃO VELHOS, CONFUSOS, ENGANADOS, TRAÍDOS, DESGASTADOS DE TANTO LUTAR E NOS NOVOS HÁ OS QUE PENSAM QUE PENSAR É COISA PARA VELHOS E ESTÃO-SE NAS TINTAS PARA DAR CABO DA "MONA"
POLÍTICA ? ISSO É COISA DE VELHOS DIZEM MUITOS.
DEPOIS QUANDO PRECISAM DE ALGO ....FOGO PÁ ! PRECISAVA DESTA CENA E OS VELHOS NÃO TÊM DINHEIRO !
AS RAZÕES DE TAL ACONTECER NÃO OS PREOCUPA ! O CONSUMISMO CONSOME-OS.
AG

Arménio Carlos afirma que o Presidente da República poderia ter sido mais cauteloso quando estavam a decorrer as negociações entre Governo e parceiros sociais.



O líder da CGTP acusa Marcelo Rebelo de Sousa de se intrometer e antecipar que o acordo entre as partes teria de ser a longo prazo e ir além da legislatura.

Segundo Arménio Carlos nestas negociações o que estava em cima da mesa era o Salário Mínimo e não um acordo de longo prazo.

O líder da CGTP afirma também que o Governo agora tem condições para "sacudir" pressões internas e externas, depois de ter recuado face à questão da TSU, e não deixar-se ir pelos interesses instalados.

VÍDEO
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SOM AUDIO
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www.rtp.pt

PATA LARANJA


PEDIU A MINHA SOLIDARIEDADE E EU DEI-LHA

APRENDAM, OS QUE AINDA NÃO CONHECEM A REALIDADE, OS ESTÚPIDOS, OS IGNORANTES, OS QUE GOSTAM DE LAMBER O CU AO CAPITAL QUE AQUI O AMARELO NÃO TEM PAPAS NA LÍNGUA. NÃO ESCONDE PARA QUEM TRABALHA.
Henrique Ilharco Viana
13 h
"UGT diz ser prematuro falar numa subida do salário mínimo em 2018".Carlos Silva,presidente da UGT o maior benfeitor e defensor do patronato.Eu dava-te uma pazada na tola que nunca mais bebias água.Só por transfusão! ...Mafioso...
Joe Wolf

 

"Concertação Social"



O chumbo na Assembleia da República da redução da TSU – um brinde do governo ao patronato - foi uma grande notícia para os trabalhadores. E quem barafustou mais alto contra esse chumbo foi a UGT. Não é de admirar: onde a central amarela se sente à vontade é a entender-se com governos e patrões na “concertação social”.


A redução da TSU constituía “uma medida injusta que lesava a segurança social, incentivava os baixos salários, promovia a precariedade, estimulava o boicote patronal à contratação colectiva e fomentava a desvalorização das profissões e das carreiras profissionais”. Assim caracterizou a CGTP essa iniciativa do governo.

O PCP levou-a à Assembleia da República e esta redução da TSU foi derrotada. Merece a pena registar quem mais barafustou - e de forma mais descabelada - perante essa vitória dos trabalhadores: a UGT e o seu secretário-geral, Carlos Silva, o homem que será sempre testemunha abonatória de Ricardo Salgado, se este alguma vez vier a ser posto em tribunal.

O problema do personagem não será aparentemente a TSU, uma vez que o secretariado da central amarela informou que “sempre manifestara reservas à TSU e ela não é de sua autoria”. É certo que não faltarão coisas em relação às quais a UGT vem dizer em público que “manifesta reservas” mas que subscreve em privado. A começar pela redução da TSU, que assinou agora tal como já tinha assinado em 2014.

Mas o que mais doeu a Carlos Silva foi a “concertação social”, que tem em alta estima. Compreende-se que assim seja: desde que foi criada, a UGT assina religiosamente tudo que os governos e o patronato lhe colocam à frente.

Se os trabalhadores portugueses estão hoje perante uma situação tão difícil no plano do emprego, dos salários e dos direitos é também à UGT que o devem. Para não ir mais atrás, recorde-se o conteúdo do “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” de 2012. Horário e tempo de trabalho à conveniência do patronato, banco de horas, redução do pagamento de horas extraordinárias, corte de dias feriados, menos dias de férias, facilitação dos despedimentos e diminuição das compensações, precariedade, redução do subsídio de desemprego e do período da sua atribuição, pulverização da negociação colectiva, tudo isso a UGT assinou. É esta a concertação que defende e de onde gostava de ver excluída a CGTP.

Ao que parece, e perante as enormidades que proferiu, Carlos Silva foi aconselhado a ir ao médico. É escusado. O problema não é individual, é da instituição. E não tem cura.

*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 2253, 2.02.2017

PCP LANÇA CAMPANHA EM DEFESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS) NO ALENTEJO



snsA Direcção Regional do Alentejo (DRA) do PCP vai desenvolver durante o mês de Fevereiro, uma campanha em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Uma das grandes conquistas do 25 de Abril – o Serviço Nacional de Saúde – encontra-se em processo de desmantelamento, asfixiado entre os interesses privados da saúde e uma ideologia neoliberal dominante interessada em fazer desaparecer qualquer resquício de conquistas sociais, resultante das politícas de PS, PSD e CDS/PP de desenvestimento e sucessivos cortes.
A diminuição dos transportes de doentes e do preço a pagar por esse transporte aos bombeiros; a desvalorização dos profissionais da saúde; o encerramento de extensões e diminuição do horário de centros de saúde e a centralização de urgências hospitalares, são problemas, acumulados e aprovados ao longo dos anos, que diariamente degradam o acesso das populações aos cuidados de saúde
No Alentejo, resultado da sua interioridade, despovoamento e envelhecimento da sua população, estes problemas assumem proporções bem mais sérias e gravosas, levando à inadequada prestação de cuidados médicos a milhares de cidadãos. No atual quadro, não é surpresa para ninguém, o caos nas urgências com tempos de espera elevados, o excesso de doentes em macas, a redução do número de camas, a redução da resposta aos cuidados primários de saúde, as longas listas de espera, a falta de profissionais.
A Campanha do PCP em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que agora se inicia, para lá do elemento de denúncia, contém propostas concretas. É necessário e urgente alargar o funcionamento dos cuidados de saúde primários, equipar os centros de saúde e os serviços hospitalares, melhorar os espaços fisícos de atendimento dos doentes, reforçar o investimento para substituição de material, mas principalmente, a valorização e contratação de mais profissionais de saúde.
Pretende-se com esta campanha afirmar e divulgar as posições e as propostas do PCP, contactando os profissionais de saúde e as populações. A Campanha sera desenvolvida através de ações de esclarecimento e distribuições de um documento próprio, articuladas com cartaz dedicado. Esta iniciativa complementar-se-á ainda com a realização de audições públicas sobre as questões da saúde, estando agendadas em Beja, para dia 20 de Fevereiro, para Évora, dia 21 de Fevereiro, em Portalegre no dia 24 de Fevereiro.

O sexo das palavras

LINGUAGEM. O que são palavras obscenas? Gil Vicente era obsceno? Valter Hugo Mãe é obsceno? As palavras são neutras? Na imagem, “Auto da Barca do Inferno”, encenação de Rui Madeira

O uso dado às palavras sempre esteve assente numa dupla dimensão do domínio do cultural e do político-ideológico. O exemplo mais próximo e continuado no tempo desta realidade é a polémica à volta do Acordo Ortográfico. Resultado de uma construção política, como o são por norma as convenções, neste caso linguísticas, o acordo suscita divisões no que diferentes campos entendem ser, ou não, o respeito pela tradição cultural, plasmada no modo como nos expressamos, ou como passaram alguns a ser obrigados a expressar-se, seja nas comunidades escolares, seja nas estruturas oficiais. Será, até, pouco relevante argumentar que o novo Acordo (nem esta designação é pacífica) afeta, na verdade, uma escassa percentagem das palavras utilizadas num texto comum. É um dado irrelevante quando o argumentário de quantos se opõem a esta mudança radica no intangível, nas sensações, ou como sentem ser truncado o seu modo de experienciar a língua.
Livro de Valter Hugo Mãe perturba adolescentes de 14 anos?
Livro de Valter Hugo Mãe perturba adolescentes de 14 anos?
FOTO JOÃO LIMA
Há dias surgiu nova controvérsia, desta vez a pretexto do uso de uma linguagem (palavras) considerada, por alguns pais de uma turma de uma escola, imprópria para alunos do 8º ano de escolaridade. Em causa estão passagens retiradas de contexto do livro de Valter Hugo Mãe “O Nosso Reino”. Os abrangidos são rapazes e raparigas cujas idades andarão pelos 13 ou 14 anos, versados, por certo, nos segredos da Internet e nas múltiplas portas de acesso a mundos imagináveis e inimagináveis, mas em sério risco de serem pervertidos por uma curta passagem do romance de Valter. Para apaziguar consciências, o livro muda de escalão no Plano Nacional de Leitura e lá se vai a oportunidade de Valter transviar criancinhas (?). É de prever o pior quando tiverem de aterrar em Gil Vicente. Por vezes torna-se difícil perceber onde reside a obscenidade.
Diferente é o tema da apropriação pela narrativa jornalística de palavras portadoras, elas próprias, de um discurso marcado. Vasco Pulido Valente utilizou pela primeira vez o termo “geringonça”, depois popularizado por Paulo Portas, para qualificar o entendimento entre o PS, PCP e BE do qual resultou a viabilização do atual governo. Fizeram-no ambos no contexto do seu legítimo e natural direito de intervenção cívica e política para expressarem, porventura metaforicamente, o pouco apreço tido pela solução encontrada.
PSD e CDS fazem do termo “geringonça” arma de combate político
PSD e CDS fazem do termo “geringonça” arma de combate político
FOTO LUÍS BARRA
Desde então, nunca a palavra deixou de ser utilizada por deputados e dirigentes do CDS e do PSD num contexto que não seja o de apoucar, ridicularizar, denegrir o acordo entre aqueles partidos. Alguns dirigentes do PS também a utilizam por vezes, nunca se percebendo bem se o fazem apenas levados pela onda construída no discurso mediático, se numa tentativa tosca de, ao fazê-lo, contribuírem para banalizar o termo ao ponto de o tornarem inócuo. Nunca o conseguiram.
“Geringonça” passou a ser em Portugal uma palavra com uma conotação muito específica, e integrada no combate político-partidário. Quando um jornalista a utiliza no noticiário comum – excluo artigos de opinião – tem de assumir o ónus de estar a ser conivente com uma dada opção retórica e a tomar partido por um recurso discursivo inserido na luta partidária, que nada tem de anódino ou neutro.
A linguagem jornalística está cheia de situações marcadas por uma forte subversão do sentido das palavras. Nem vale a pena retomar os exemplos clássicos dos quais decorre a inexistência de trabalhadores ou de patrões, porque só há colaboradores e empresários. Ou a assética ideia de reestruturação para nomear os despedimentos.
Nos últimos dias surgiram novos casos a propósito das primárias do PS francês. De repente – e isso não aconteceu apenas em Portugal – Benoit Amon, o vencedor folgado, estava a ser apresentado como esquerdista. É um absurdo só entendível se o objetivo é fazer de Manuel Valls a esquerda do PS. Presume-se que responsável, por oposição à irresponsabilidade tida como inerente à condição de esquerdista.
A subversão da linguagem leva a apelidar Amon de “esquerdista”
A subversão da linguagem leva a apelidar Amon de “esquerdista”
FOTO REUTERS/PHILIPPE WOJAZER
Designações deste tipo levantam inúmeros problemas. O menor deles nem é perceber como é que, depois de catalogar Amon de “esquerdista”, se classificam Jean-Luc Mélenchon, apoiado pela Frente de Esquerda, onde se inclui o PCF, Nathalie Artaud, da Luta Operária, Sylvia Pinet, do Partido Radical de Esquerda, ou o trotskista Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapilatista.
Não pretendo expressar certezas absolutas. Apenas manifesto dúvidas suscetíveis de debate. Desde logo porque nem sempre as palavras valem apenas pelo que significam. Como não são assexuadas, no sentido em que nunca são sem consequências, nem inocentes as opções tomadas, fácil é entender que discutir a importância da escolha das palavras não é o mesmo que discutir o sexo dos anjos.

estatuadesal.com

EM VIAS DE EXTINÇÃO

10 excepcionais espécies em risco de extinção

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Um relatório divulgado pela rede WWF em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres no último mês de setembro aponta que 50% dos animais do mundo foram extintos nos últimos 40 anos. Enquanto isso, o número de seres humanos praticamente duplicou no mesmo período: de 3,5 bilhões para 7,2 bilhões de pessoas no mundo.
Confira dez animais pouco conhecidos que estão em vias de extinção:

10. AXOLETE


O Axolete tem um simpático sorriso e guelras externas que parecem um cabelinho. Conhecido como peixe mexicano que anda, ele é na realidade uma salamandra neoténica. A neotenia acontece quando um animal mantém suas características da fase larval na vida adulta.
 
Ele vive em dois lagos no México e passou a correr perigo com a poluição causada pelo aumento da urbanização da Cidade do México. Os lagos são chamados Chalco e Xochimilco.
Além de muitos deles terem morrido por conta da poluição, a venda ilegal dos animais como bichos de estimação também contribui para a sua extinção.

9. CABRA-SELVAGEM-PAQUISTANESA

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Esta cabra de porte grande é encontrada na Ásia Central, na região montanhosa que vai do Afeganistão aos Himalaias.
Os machos têm enormes chifres espiralados que podem ter até 1.5 metro de comprimento. Os chifres funcionam como uma espada para a cabra se defender de outros animais, mas é justamente esta bela característica que contribuiu para a redução de sua população. Os chifres são considerados troféus por caçadores e por vendedores ilegais, além de serem utilizados na medicina alternativa.
As ações de proteção ao animal, porém, estão surtindo resultado. Na última década, houve um aumento de 20% na população de cabara-selvagem-paquistanesa, e ele passou a ser considerado um animal ameaçado ao invés de animal em perigo.

8. ANTÍLOPE SAIGA

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Este antílope com nariz único percorre as estepes e campos da Ásia central, como o Cazaquistão. Seu nariz longo ajuda a manter a areia e poeira longe dos pulmões.
Ela se tornou uma espécie em perigo rapidamente. A população tem sido dizimada desde 1990, passando de mais de um milhão de grupos para apenas 50 mil indivíduos. Isso aconteceu por causa da queda da União Soviética e da falta de regulação de caça que se seguiu a este período. Caçadores também têm grande interesse nos chifres deste animal.
Além disso, um fenômeno muito estranho tem contribuído para a extinção do animal. Em maio de 2015, 134 mil animais morreram subidamente por conta de uma doença causada por um vírus. As mortes foram registradas por uma equipe da BBC que trabalhava na série de documentários Planet Earth II. A equipe, que gravava imagens dos filhotes que haviam acabado de nascer, ficaram chocados ao perceber que os animais morriam aos milhares.

7. KAKAPO

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Este é o único papagaio que vive no chão, e há apenas 125 indivíduos atualmente. Eles vivem na Nova Zelândia, e costumavam habitar várias ilhas da região, mas agora estão restritos a apenas três delas.
Eles costumavam ser caçados por conta de sua carne e penas, que eram usadas nas roupas. A população passou a declinar rapidamente com a chegada dos Europeus na região.
Os Kakapos são extremamente vulneráveis porque fazem seus ninhos no chão, e os ovos e filhotes podem ser atacados por gatos, ratos e outros animais.
Há uma boa notícia: depois de enormes esforços para conservar a espécie, sua população aumentou 68% desde 1955.

6. FOCA DE CAPUZ

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Atualmente há apenas 650 mil indivíduos desta foca na natureza. Seu território normalmente inclui Noruega, Islândia e Groenlândia.
A diferença entre as focas machos e fêmeas vai muito além de seu tamanho, já que apenas os machos possuem a bexiga inflável localizada entre os olhos e boca. Essa bexiga é na verdade sua cavidade nasal, e pode ter o tamanho de duas bolas de futebol americano. Os machos inflam suas bexigas para afastar outros machos.
Apesar de a população sofrer com caçadas feitas no Canadá, Rússia e Noruega, o maior perigo para eles é a falta de alimento. A pesca excessiva feita por humanos na região tem acabado com os peixes que eles precisam para viver. Por isso, as focas têm sido vistas cada vez mais longe de seu território habitual, procurando por comida.

5. TARTARUGA GIGANTE DE CASCO MOLE DE CANTOR

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Esta é uma espécie de tartaruga de água doce encontrada no sudeste da Ásia, apesar de seu território original ser entre a Índia e Indonésia.
Ela é uma predadora que se esconde, passando a maior parte da vida submersa ou enterrada em areia, com apenas a cabeça de fora, esperando que alguma presa azarada passe por ali.
Ela está em perigo por conta de sua lentidão. A espécie é um alvo fácil para caçadores do mundo todo e é fonte de alimento para moradores da região. Outro problema é que como ela vive na água o tempo todo, pode se machucar ou morrer quando há enchentes ou quando rios são represados.

4. PANGOLIM

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Este é um mamífero que vive na Ásia e na África. O pangolim é o animal mais traficado no mundo, representando 20% de todos os animais vendidos ilegalmente.
Coberto dos pés à cabeça com grandes escamas, ele pode adotar uma forma enrolada semelhante à do tatu-bola quando se sente ameaçado. Ele não tem dentes e se alimenta de formigas, que captura com sua longa língua que é mais comprida que o seu próprio corpo.
Suas escamas, feitas de queratina, são usadas como afrodisíaco e sua carne é popular entre os povos que moram na mesma região que eles. Este é o único mamífero com escamas do mundo.
Há oito espécies de pangolim, sendo que quatro vivem na Ásia e outras quatro na África. Entre elas, algumas correm mais riscos que outras. Na Ásia, são caçadas mais pelas escamas e menos pela carne, enquanto na África a caça tem aumentado recentemente. Duas das oito espécies estão na lista de animais que correm sério perigo de extinção.

3. MANUMEA

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Este pombo gigante é encontrado em apenas um local do mundo: Samoa, na Polinésia Oceania. Ele é famoso por ser o único parente próximo de um dos animais extintos mais famosos do mundo, o Dodo. Seu apelido é “Pequeno Dodo”.
O manumea é a ave-símbolo do país, representado na nota de 20 tala. Apesar de a caça da ave ser proibida no país, sua população está diminuindo, principalmente por conta do desflorestamento causado pela agricultura e também pela devastação causada por ciclones. Espécies externas à região, como ratos e gatos domésticos, também contribuem para que os filhotes morram antes de chegar à vida adulta.
Ha uma notícia boa: um jovem manumea em idade de reprodução foi visto e fotografado pela primeira vez na década em 2014, indicando a possibilidade da existência de uma população jovem que se reproduza.

2. CANGURU-ARBORÍCOLA

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Muito menos conhecido que seu parente que vive no chão, os cangurus das árvores são geneticamente tão próximos dos cangurus comuns quanto dos wallabys. Existem 13 espécies documentadas dos cangurus-arborícola, mas algumas delas são extremamente raras.
Eles vivem no norte da Austrália, na Indonésia e Papua Nova Guiné, e se alimentam de folhas e frutos. As espécies estão desaparecendo porque são caçadas para virar alimento de seres humanos e também por conta da perda de habitat causada por desflorestamento. Eles se movem lentamente e são sabem se defender de cães e escapar de carros. Muitos deles são atropelados.
Ver esses animais na natureza é muito raro e está se tornando cada vez mais raro.

1. AIE-AIE

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Este é um primata de Madagáscar com nome científico Daubentonia madagascariensis. Ele vive na floresta tropical do pequeno país e usa seu longo dedo para cutucar troncos de árvores em busca de insetos e larvas suculentas. Para localizá-las, ele usa a audição para detectar movimento. Seus enormes olhos são perfeitos para a noite.
Sua principal ameaça é a perda de habitat, mas há também um motivo muito pior: por causa de seus olhos arregalados, algumas comunidades locais acreditam que ele dá má sorte e que ele deve ser eliminado. 

vivimetaliun.wordpress.com