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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS MICROORGANISMOS NO FABRICO DO PÃO?


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O pão é feito com leveduras, um microorganismo cujas funções no fabrico do pão são variadas. A principal é “fermentar” os açúcares simples existentes na farinha. Este processo consiste na libertação de dióxido de carbono que se acumula em bolhas dentro da massa, criando poros.
Quando o pão coze, o gás evapora-se, mas os poros criados permanecem e o resultado é uma massa muito mais fofa, agradável e digerível. Além disso, as leveduras também ajudam na quebra do amido e produzem compostos que dão aroma e sabor ao pão.

MAS AFINAL O QUE SÃO LEVEDURAS?

As leveduras são fungos formados por apenas uma célula (unicelulares). A reprodução das leveduras ocorre de maneira assexuada (sem intervenção de gâmetas), através do processo de gemulação. 
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ETAPAS DA PRODUÇÃO DO PÃO

As leveduras realizam a fermetação alcoólica que consiste na glicólise e na redução do piruvato, sendo que ambas se realizam no citoplasma. Para fazer pão é necessário:
  • Farinha (pode ser de centeio, trigo, castanha, milho, cevada, alfarroba, ... - de um só tipo ou combinado);
  • Água;
  • Levedura fresca ou em pó (fermento);
  • Sal;
  • Azeite (opcional - bom conservante do pão).

COMO FAZER PÃO?

- Pesar a farinha;
2 - Dissolver o sal na água;
3 - Juntar o azeite;
4 - Quando a água estiver tépida, juntar a levedura;
5 - Juntar a água à farinha e amassar;
6 - Deixar repousar até crescer o máximo possível (antes de abater);
- Amassa-se novamente o pão e deixa-se repousar e deixa-se crescer novamente, mas não deixando abater;
8 - Tender o pão e colocar no forno (primeiro a temperaturas bastante elevadas e de seguida moderadas).

PORQUE É QUE O PÃO CRESCE?

Normalmente, em massas de pães é adicionado fermento biológico: as leveduras, fungos unicelulares que se utilizam da glicose resultante da hidrólise de amido, existente em abundância em cereais. Por reação enzimática, a levedura age sobre as moléculas de açúcar libertando dióxido de carbono. Ao ser libertada, essa molécula fica retida na malha do glúten. A malha, por sua vez, estica-se, formando pequenas bolhas. O dióxido de carbono também tem a tendência de se juntar às bolhas de ar que se formaram no momento em que o padeiro amassa o pão. São essas bolhas de ar e dióxido de carbono que, ao se expandirem quando o pão está a cozer no forno que tornam possível o crescimento do pão.

CONJEÇÕES EMPÍRICAS

Existem diversas conclusões a que podemos chegar por indução. De seguida apresento algumas delas e a sua explicação científica.
1 - A quantidade de levedura depende do tempo dispendido para fazer pão. Se o pão demorar um dia a ser feito apenas é necessário um grama de levedura.
Na fermentação alcoólica, ao se dar a redução do piruvato liberta-se dióxido de carbono, sendo a acumulação deste que que faz o pão crescer. Quanto maior for o número de leveduras, mais microorganismos realizarão a fermentação e, portanto, mais dióxido de carbono é libertado.

2 - Para acelerar o processo de fermentação pode juntar-se açucar ou mel.
Isto ocorre porque a fermentação consiste na degradação da glicose (açucar). Assim, quanto mais açucar houver para degradar, mais dióxido de carbono é libertado.

3 - A temperatura mais elevada acelera o processo de fermentação.As leveduras multiplicam-se mais rápido num meio com maires temperaturas. Quanto maior for o número de leveduras, mais intenso será o processo de fermentação, logo em menos tempo é produzida uma maior quantidade de dióxido de carbono e, consequentemente, o pão cresce mais.

4 - Quanto mais ácido é o cereal, caso do centeio, mais rápido o pão cresce.
Esta ainda não passa apenas duma conjeção, sem base científica, pois ainda não percebi porque é que este fenómeno ocorre.

5 - Quanto mais água utilizar para fazer o pão, mais olhado (tem mais buraquinhos) este será.
Também ainda não tenho uma certeza acerca deste ponto. Esta conclusão foi retirada por mera experiência.

6 - Quando  não se utilizam cereais com glúten, o pão esboroa-se mais. Daí o nome broa para o pão de milho.
A farinha do trigo e de alguns outros cereais, como o centeio, a cevada e o triticale, contém proteínas que são diferentes das de outros cereais, como o arroz e o milho. Quando misturadas com água as proteínas do trigo (a gliadina e a glutenina) formam o glúten. Durante a preparação desses alimentos, o pão passa por um processo de fermentação. O glúten é capaz de reter o dióxido de carbono  formado durante esse processo, permitindo, assim que as bolhas do gás que não escapem facilmente, tornando a massa "murcha". Ele também é responsável por algumas características da massa, como a elasticidade e a coesão.

Bibliografia:
Consultado a 19.05.2015. Disponível em: 
  • http://rr.sapo.pt/rubricas_detalhe.aspx?fid=194&did=146969
  • http://super.abril.com.br/alimentacao/importancia-massas-443892.shtml
  • mlnpg.weebly.com

Cixi, a concubina que virou imperatriz da China


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Em 1861 o imperador Xianfeng morreu num contexto de conflitos, quando uma China dividida sofria ataques da França e da Inglaterra durante a Segunda Guerra do Ópio. O herdeiro do trono era Tongzhi, uma criança de 5 anos, filho do monarca com a concubina Yi.
Antes de continuarmos a trama que envolve astúcias e uma série de meticulosas armações em torno do poder, vale conhecer Yi, que nasceu em 1835, era filha de uma família comum e que tinha tudo para ter uma vida sem grandes realizações até ser aceita para fazer parte do harém do imperador aos 16 anos de idade, o que era uma grande honra para uma mulher comum naquela sociedade chinesa. Xianfeng viu-se seduzido pela jovem ao ouvir seu gracioso canto e passou a requisitar sua presença cada vez mais na habitual escala de pernoites românticas e sexuais entre o soberano e suas concubinas, apesar de não ser Yi sua principal concubina, distinção que cabia a Zhen, que era a legítima consorte imperial.

Com a morte de Xianfeng o império passou a ser regido por um conselho de homens nobres, mas Yi não aceitou passivamente esta condição e foi em busca de apoio para sua causa. Ela se aliou a Zhen e a outros nobres dissidentes, constituindo um movimento perigoso pelo poder – sob o risco de serem condenados por conspiração e traição. Yi e Zhen não possuíam formalmente nenhum poder político, mas eram hábeis articuladoras e tramaram uma participação no conselho. Elas alegaram que o imperador era incapaz de assinar de próprio punho nem firmar os selos reais nos documentos dos atos do conselho conforme a tradição e que deveriam elas mesmas realizar tal procedimento em seu nome porque eram, respectivamente, mãe biológica e mãe “oficial” do príncipe herdeiro e com esse artifício tiveram acesso a uma reunião de uma deliberação dos conselheiros levando a criança, mas isso causou fúria entre os regentes, que reagiram aos gritos com a presença das duas mulheres. O menino ficou assustado com a situação e chegou a urinar nas roupas de tão amedrontado, buscando o acolhimento das mães. As viúvas reais aproveitaram o incidente a acusaram os regentes de ameaça e agressão ao pequeno herdeiro do império e isso bastou para realizar um ato oficial de destituição do conselho de regentes através da imposição do selo imperial que elas traziam na condição de representantes da criança. Depois disso as duas mulheres passaram a assumir o comando do Estado tendo assumido novos nomes: Zhen passou a se chamar Ci’an (“serena expressão”) e Yi adotou o nome de Cixi (“gentil e alegre”).

Cixi acabou tendo um papel muito mais destacado como liderança política, pois a imperatriz viúva Ci’an não podia sequer ser vista pelos ministros porque a tradição proibia (ela presidia audiências resguardada atrás de um biombo), nunca pôs os pés na Cidade Proibida e tinha que ser representada por nobres de sua confiança na maioria das ocasiões, além de ser uma personalidade discreta que não tinha propósito de conduzir o império. Cixi, que não sofria as mesmas restrições e por formalmente ter um status inferior ao de Ci’an e por ter um temperamento totalmente diferente, atuava com maior liberdade e muito mais habilidade com os assuntos do Estado e tramas da política. Ela exibia maior simpatia pela quebra de tradições e pela modernização sob a influência ocidental, embora dentro de uma série de limites – Cixi demorou 20 até ser convencida a aprovar a construção de ferrovias porque elas poderia perturbar o repouso dos mortos. A imperatriz concubina enfrentou oposições dos tradicionalistas entre a nobreza, a burocracia estatal e entre o povo, mas sua administração ajudou a sanear as finanças, criou uma poderosa armada naval, pacificou as tensões políticas internas ao derrotar levantes, favoreceu a abertura nos contatos e negócios com Ocidente mas buscando garantir a autonomia nacional.

Em 1873 Tongzhi finalmente ascendeu ao trono, mas não demonstrou outros interesses além de ópera, sexo e diversões, apesar de ter sido obrigado a se submeter a um tradicional ritual de inanição que não o matou, mas o deixou frágil até que morresse em 1875 de varíola sem deixar sucessor, o que levou Cixi mais uma vez ao trono (sem escapar dos rumores de ter sido responsável pela morte do próprio filho). Com a morte de Ci’an, em 1883, sua posição era ainda mais indiscutível, mas para justificar sua nova condição de regente ela nomeou como herdeiro Guangxu, seu sobrinho que tinha então 3 anos de idade, e nesta segunda fase de governo ampliou o processo de transformação na China, introduzindo a luz elétrica e a mineração de carvão.

Apesar de modernização, foi uma fase atribulada com o agravamento das tensões internas entre os tradicionalistas e os modernizadores, levando Cixi a assumir uma condução despótica e autoritária sobre o governo, realizando perseguições e punições a oponentes. As divergências envolveram também seu herdeiro Guangxu, já consagrado imperador e tendo liderado frustradas reformas que renderam fortes oposições e um princípio de guerra civil que levou Cixi de volta à regência do império. Acusado de conspirar contra a sua imperatriz-tutora após sua fracassada experiência como monarca, Guangxu foi mantido  sob a condição de prisioneiro em seu próprio palácio, tendo sua vida poupada por Cixi para evitar uma crise dinástica. Mas os reformadores seguidores de Guangxu impuseram uma árdua campanha difamatória contra a imperatriz, rendendo acusações sobre sua conduta moral e sexual e também criando narrativas de perversidades praticadas por ordem de Cixi.

Enquanto as divergências internas se desenrolavam ameaças externas e as pretensões territoriais europeias cresciam vertiginosamente, mas as tensões se agravaram durante a Guerra dos Boxers (1899-1900), quando rebeldes chineses resolveram reagir contra a presença ocidental por meio do enfrentamento físico, prática de atentados e sabotagem. Os revoltosos foram apoiados pela imperatriz, mas as forças ocidentais se uniram através da Aliança das Oito Nações (EUA, Rússia, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Império Austro-Húngaro e Japão) e derrotaram o movimento, impondo pesadas condições sobre a China, que teve de realizar indenizações e foi obrigada a conceder ainda mais abertura aos interesses estrangeiros.

Em 1901 uma série de medidas foram decretadas contra antigos hábitos tradicionais, incluindo a prática do pé de lótus, a permissão de casamentos entre pessoas das etnias manchu e ham até possibilitou a liberdade de imprensa – ato que desagradou até os reformistas mais entusiásticos. Cixi também decretou mais atos que modificaram a China em 1906, a exemplo da adoção de uma monarquia constitucional e do direito ao voto.

A imperatriz morreu em 15 de novembro de 1908, um dia após a suspeita morte de Guangxu, que teria sido envenenado por ordem de Cixi.
Um diplomata francês chegou a afirmar que Cixi era “o único homem da China”.

historiablog.org

A natureza tem surpresas incríveis: as flores trazem formas e cores que as fazem parecer com bichos e até gente.






















noticias.uol.com.br

Body Art inspirada pela Natureza






Eu sei mimetizar a Natureza! Disse o Camaleão à um poeta. _ Eu mudo a minha cor na hora certa de ser um predador ou uma presa. E tu que és poeta, com certeza também sabes mudar a tua cor. _ Ora, Camaleão! Faça o favor! Poeta não tem cor, tem sutileza. _ Poeta é a presa, o predador, a caça, a armadilha, o caçador o tiro, o abate, a munição... _ Poeta é Poeta, nada mais! O bicho, entre todos os animais, que sabe imitar o Camaleão. (Herculano Alencar)

Artista, músico e por que não poeta? Johannes Stotter é um artista que funde seus modelos em paisagens naturais e naturezas-mortas, com um domínio técnico elevado de sua pintura que, como um Camaleão, camufla os corpos inserindo-os em meio a ambientes naturais através de composições fascinantes que remetem ao surrealismo. Usando a forma humana como suporte de camuflagem tanto de ambientes como formas encontradas na Natureza, desenvolve trabalhos com temas relacionados a elementos da Natureza, frutas, árvores, animais, paisagens, entre outros. Selecionei algumas obras abaixo para sua apreciação e inspiração.




















Cada obra do artista reflete a união entre homem e Natureza. Com sua imaginação e grande habilidade técnica, Johanne Stotter cria pinturas sobre corpos que muitas vezes só são percebidos num segundo olhar mais atento do observador. Para se chegar aos resultados esperados o artista projeta cada trabalho num planejamento que pode durar até cinco meses de estudo para se chegar a realização da pintura que leva em média 8 horas em sua execução.

Assista abaixo o vídeo performático que mostra como o artista fez a montagem representativa de uma rã tropical utilizando cinco pessoas com seus corpos pintados e posicionados para este fim.



VÍDEO




www.siguta.com.br