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domingo, 22 de janeiro de 2017

Trump, os Marretas e a minha improvável "estrela Michelin"



Perguntarão, ao ler o título, o que terá o cu a ver com as calças. Não há nada que não tenha explicação e eu dou-a: apesar da mais que evidente ausência de sectores relevantes da sociedade americana no apoio a Trump, ele fez-se eleger presidente; mesmo confrontado com o cerrado ataque dos democratas e de Hillary, ele venceu; mesmo com o elevado, sofisticado e bem criativo exposto do ridículo, ele ganhou o apoio do povo... 
O que se passou? Eu explico com um exemplo. E é assim:
Hoje, cozinhei para gente, muita gente, do meu partido lá no Centro de Trabalho. Tivesse o criativo The Muppets me ridicularizado o acto e comparado o meu desempenho ao do louco cozinheiro sueco e é muito provável que estivesse agora a receber uma Estrela Michelin. 
Isto é: Trump talvez não fosse presidente se lhe tivessem pegado pela parte em que era válido ter sido atacado. O pior é que eu não sei se haveria muitas...

VÍDEO

22 de Janeiro de 1818: O Sinédrio é constituído no Porto, por Manuel Fernandes Tomás


Grupo de personalidades portuenses que, em 24 de Agosto de 1820, protagonizaram na sua cidade a revolta que viria a instaurar o regime liberal em Portugal, na sequência de uma tentativa de sublevação anti-britânica falhada pelo general Gomes Freire de Andrade em 1817. Os abusos dos ingleses mantiveram-se desde essa altura, tal como a miséria pública e a necessidade de reformas urgentes. É assim fundado o Sinédrio, em 22 de Janeiro de 1818, por quatro maçons do Porto - Fernandes Tomás, Ferreira Borges, Silva Carvalho, todos juristas, e Ferreira Viana, comerciante. Rapidamente acolhe outros elementos no seu seio, principalmente militares, comerciantes, juízes, homens de outras profissões liberais, vindos das mais diversas regiões do país. Nem todos eram maçons, embora se tenham assim tornado na altura do levantamento de 1820. Contudo, a importância da Maçonaria na acção - e na composição - do Sinédrio é relevante, pois ele colabora mesmo com lojas maçónicas existentes (por exemplo, a Segurança Regeneradora e a Regeneração, de Lisboa) ou com elementos seus em todo o país.Animados no objectivo de instaurar o liberalismo em Portugal, reviam-se e inspiravam-se na Constituição de Cádis (Espanha), cujo modelo pretendiam implementar em Portugal como lei fundamental, substituindo os princípios absolutos que regiam a monarquia no nosso país. Pensa-se que Fernandes Tomás terá visto na luta contra a dominação de Beresford (general inglês que assumia a regência de Portugal) a razão para tal designação do movimento.Norteados pelo projecto liberal, vários eram os objectivos a que se votaram os membros do Sinédrio. Acima de tudo, era importante controlar a opinião pública, observando os sentidos de expressão e vigiando as novas que vinham de Espanha, observar para saber, tentando antecipar e controlar os acontecimentos. Tudo isto era previsto estatutariamente. Como todo o organismo controlado ou apoiado pela Maçonaria, viam-se os membros deste grupo do Porto impelidos a jurar e manter segredo face à sociedade sobre tudo o que faziam ou planeavam, ao mesmo tempo que deviam preservar um sentido de lealdade comum, renovado periodicamente em jantares do Sinédrio algures na Foz do Douro, todos os dias 22 de cada mês. O futuro era aí discutido, planificando-se e preparando-se as acções ou estratégias, embora houvesse outras reuniões, de noite preferencialmente. De acordo ainda com os estatutos, e no caso de haver qualquer movimento ou revolta, o Sinédrio conduzi-lo-ia, sempre salvaguardando a fidelidade dos seus membros e ideais à Casa de Bragança.

A entrada gradual de militares no movimento dinamizá-lo-á, tornando-o mais agressivo e operacional, em vez de apenas vigilante. Este grande número de militares que aderia das várias unidades do país, principalmente do Norte, não era conhecedor dos objectivos e ordens principais. Depois do golpe de 1820, ver-se-á neste ocultar de objetivos primordiais uma das causas para as desavenças que originaram a formação de partidos políticos e a cisão no seio da família liberal portuguesa.

Os meios militares eram fulcrais para o seguimento do plano revolucionário do Sinédrio. Tentava-se, assim, controlar as informações no seu interior, visto que as cadeias de comando interno poderiam, por serem afectas ou fiéis em grande parte ao regime e dado que muitos dos seus chefes eram ingleses, deitar por terra qualquer conspiração, pondo em perigo o Sinédrio. É de salientar o facto de o Sinédrio nunca ter actuado sozinho, tendo tido a colaboração de militares, tal como de particulares e de figuras não maçónicas. De qualquer modo, este movimento lutou pelo controlo das províncias militares, o que de certa forma conseguiu. Com a região militar do Norte dominada, estaria mais facilitada a operacionalidade e a protecção armada do golpe, ao mesmo tempo que, em caso de fracasso, se garantia a fuga para a Galiza sem detenções ou fuzilamentos. As unidades militares doMinho, mais tarde, rompem o compromisso com o Sinédrio, corria o ano de 1820, o que conduz a um adiamentosine die do golpe, que estava planeado para Junho. Para piorar a situação, os comandos militares ingleses em Portugal terão tomado conhecimento do plano, obrigando à dispersão dos seus líderes. Um deles era Fernandes Tomás.

O Sinédrio afirmava-se, simultaneamente, nacionalista, chegando mesmo a recusar, na pessoa de Fernandes Tomás, qualquer tendência para uma união ibérica, pretendida por alguns membros do grupo, influenciados pelo intercâmbio crescente com liberais espanhóis.

Apesar de falhado o golpe para Junho, F. Tomás não desanima e parte em Julho de 1820 para Lisboa, tentando captar apoios materiais e humanos ao mesmo tempo que perscrutava as tendências na capital e sondava a situação para um possível levantamento. O contacto com a Maçonaria em Lisboa terá provavelmente sido um dos objectivos desta sua deslocação à capital. É nesta altura que se dá a adesão da conceituada figura intelectual portuguesa que era Fr. Francisco de S. Luís, futuro Cardeal Saraiva, à causa liberal, e não à estrutura do Sinédrio, pois era religioso beneditino e personalidade eclesiástica. Esta figura de proa do Portugal de Oitocentos congregou atrás de si inúmeras adesões ao Sinédrio ou simpatias à causa.

Entretanto, Fernandes Tomás, regressando ao Porto, determina, com os seus confrades, uma data para o levantamento: 24 de Agosto. Menos convergente que a data estava o manifesto do movimento, gerando-se dissensões entre Tomás e o brigadeiro Silveira, que demonstram uma certa tensão no movimento entre civis e militares, para além de um sector tradicionalista e mais conservador, pouco disposto a aceitar os novos ideais do Sinédrio. Mais uma vez, alguns dos problemas futuros do liberalismo português radicarão nestas posições antagónicas que se viviam nas vésperas do golpe. Sentindo o plano perdido e votado ao fracasso, Fernandes Tomás reúne o Sinédrio e tenta concertar a sua posição quanto ao manifesto com o general Silveira, o que é conseguido através da acção e de um manifesto conciliador de Ferreira Borges.

Estava-se então a 22 de Agosto. No dia seguinte reúne-se de novo o Sinédrio, em casa de F. Borges, preparando todos os comunicados a apresentar à sociedade e à Administração Pública, local e nacional, para o período imediatamente posterior ao golpe, que efectivamente se desencadeia a 24, com sucesso, após nova reunião do Sinédrio. Com o golpe de 24 de Agosto, secundado em Lisboa a 15 de Setembro, dissolve-se o Sinédrio, após a entrada de alguns dos seus membros (maçons) para o Governo liberal.

Sinédrio. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (imagens)
Manuel Fernandes Tomás, um dos fundadores do Sinédrio
Ficheiro:Jose Ferreira Borges.jpg


José Ferreira Borges, um dos fundadores do Sinédrio

22 de Janeiro de 1905: Domingo sangrento em São Petersburgo.

 Dois mil operários são massacrados pela Guarda do czar. O acontecimento conduziria à Revolução.

No dia 22 de Janeiro de 1905, o czar Nicolau II recebeu uma petição em tom desesperado: "Estamos em situação miserável, somos oprimidos, sobrecarregados com excesso de trabalho, insultados, não nos reconhecem como seres humanos, somos tratados como escravos. Para nós, chegou aquele momento terrível em que a morte é melhor do que a continuação do sofrimento insuportável".

O país estava afundado numa enorme crise, as pessoas passavam fome, em todas as classes da sociedade havia insatisfação. Os nobres não queriam aceitar a industrialização da Rússia, por acreditar que isso os empobreceria. Os camponeses sentiam-se oprimidos e enganados: apesar da abolição do regime feudal em 1856, toda a terra continuava a pertencer exclusivamente aos nobres. E não havia perspectiva de mudança.

Os intelectuais exigiam uma participação na vida política. O czar Nicolau II, absolutista, ainda podia administrar e agir no seu imenso reino como bem entendesse. Nas vésperas da primeira revolução russa, o soberano ainda não tomara conhecimento dos problemas dos trabalhadores, da fome, da miséria e das arbitrariedades dos proprietários de fábricas.

Numa situação tão tensa, um facto insignificante transformou-se, de repente, numa catástrofe. Quatro operários da maior fábrica de São Petersburgo foram demitidos  porque exigiram a punição de um feitor que era injusto e tratava mal os operários.

Os quatro revoltosos estavam dispostos a lutar. O protesto foi apoiado pelos sindicatos fiéis ao regime, os chamados "sindicatos amarelos", criados pelas autoridades estatais nas regiões industriais russas, no início do século, para canalizar e controlar a crescente insatisfação popular. Tais associações sindicais eram dirigidas e administradas pela polícia local. O sindicato de São Petersburgo, que contava 11 mil filiados em Janeiro de 1905, tentou manter a paz social, procurando fazer com que o director da fábrica anulasse a demissão dos quatro operários. Em vão. O industrial permaneceu irredutível.

No dia 2 de Janeiro, foi realizada uma assembleia do sindicato. Discutiu-se de maneira extremamente emocional o que se podia fazer em tal situação. E surgiu então ao apelo à greve. Pouco a pouco, mas de maneira inexorável, a situação começava a fugir ao controle das autoridades estatais. Outras fábricas de São Petersburgo aderiram à greve. Foi nesse clima de revolta que se decidiu a realização da marcha de protesto do dia 22 de Janeiro, que dirigiria uma petição ao czar, reivindicando uma melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

Na manhã gelada do domingo, 22 de Janeiro, uma multidão de 100 mil pessoas dirigiu-se então para a residência do czar, o Palácio de Inverno de São Petersburgo. A residência estava protegida pelos militares, com o apoio da cavalaria dos cossacos. Mas a multidão era pacífica. Não eram os aspectos revolucionários que predominavam na marcha, mas sim os ícones de santos da Igreja Ortodoxa, os estandartes eclesiásticos, as ladainhas rezadas. Por onde passava o cortejo, nas ruas de São Petersburgo, as pessoas faziam o sinal da cruz, e muitas juntavam-se a ele.

Quando a multidão se aproximou do palácio, ouviram-se os primeiros disparos. 

Duzentas pessoas foram assassinadas e cerca de 800 ficaram gravemente feridas. A sangrenta repressão da marcha de protesto diante do palácio do czar em São Petersburgo foi o ponto de partida para as rebeliões que se seguiram. Poucos dias mais tarde, a população de Varsóvia – na época, administrada pela Rússia – saiu às ruas para protestar. Novamente, o regime czarista mandou abrir fogo contra os manifestantes.

 Os protestos eclodiram em toda a Rússia. Em Outubro do turbulento ano de 1905, após uma greve geral, o czar Nicolau II assinou um decreto conhecido como Manifesto de Outubro. Ele abriu caminho para as primeiras eleições parlamentares livres. Isso marcou, ao mesmo tempo, o fim da primeira revolução russa, que começara de maneira sangrenta em São Petersburgo.

 Fontes: DW
 wikipedia (imagens)

Ficheiro:The Russian Revolution, 1905 Q81561.jpg
O  massacre do Domingo Sangrento em São Petersburgo
Ficheiro:BloodySunday1905.jpg
Trecho do filme soviético Devyatoe yanvarya("9 de Janeiro") (1925) mostrando uma linha de soldados armados em frente a manifestantes que se aproximam ao Palácio de Inverno em São Petersburgo. No calendário utilizado na Rússia na época, O Juliano, o massacre ocorreu a 9 de Janeiro, que corresponde a 22 de Janeiro no calendário Gregoriano

"Marcha das mulheres" contra Trump junta maiores multidões de sempre nos EUA



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São os maiores protestos das últimas décadas nos Estados Unidos, provavelmente os maiores de sempre, maiores que as marchas pelos direitos cívicos e contra a guerra do Vietname nos anos 60.
Só em Washington, a Marcha das Mulheres juntou pelo menos 500 mil pessoas. O número chegou aos vários milhões, somando todas as cidades americanas em que decorreu.
Today, DC's metro saw eight times its usual Saturday ridership (and far more than yesterday's). http://bit.ly/2jL3Ajh  pic.twitter.com/mDIsk8dXyc
Determining which historic protests in DC drew the biggest crowds is contentious. Here's how  compares. http://bit.ly/2jKCRDh  pic.twitter.com/Bq4COEoTIu

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Apesar do nome, o protesto acabou por juntar todo o tipo de pessoas, homens e mulheres, contra o recém-empossado presidente americano Donald Trump.
Madonna chocou ao pronunciar a “palavra F” várias vezes e dizer que pensou em “rebentar com a Casa Branca”…

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At , Madonna says she has "thought an awful lot about blowing up the White House" http://cbsn.ws/2kesE35 
O realizador Michael Moore juntou-se: “Esta manhã comprei o ‘Washingron Post’ e o título era ‘Trump toma o poder’. Eu não acho que seja assim. O poder está aqui. A maioria da América está aqui. Nós somos a maioria. Se Trump diz querer acabar com o que diz ser o massacre da América, nós queremos acabar com o massacre de Trump”, disse Moore, antes de rasgar um exemplar do jornal.
O ex-secretário de Estado John Kerry juntou-se à marcha em Washington:
Além do protesto de Washington, que juntou mais pessoas que a tomada de posse de Trump, na sexta-feira, as manifestações juntaram centenas de milhares de pessoas em cidades como Nova Iorque, Boston, Chicago e Los Angeles. Realizaram-se também marchas um pouco por todo o mundo.



The Boston  drew more than 100,000 people, and was the second largest of all the marches nationally http://bos.gl/N8atWQk 


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