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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A "CASA CAMPIÃO"

Casa Campião dá milhões mas na raspadinha

“Campião” e não campeão porque o fundador da Casa Campião se chamava José Pereira Campião. Abriu em Lisboa uma loja de câmbios em 1840 e logo para  vender a Lotaria Nacional Portuguesa, o jogo da sorte que fazia campeões. Mas agora a rainha é a Raspadinha.
A Casa Campião teve uma rede de venda de cautelas por todo o País e marcou presença nos países africanos de expressão portuguesa e aí também deteve o negócio das viagens. Reza a história que tem uma menção no Guiness Nook of World Records como a casa mais antiga de lotarias do mundo.
Nuno Viera Campos, gerente e um dos nove sócios com partes da sociedade que comprou a familiares, não contesta mas desconhece o fundamento. “Não sei se foi uma manobra comercial, mas essa informação circulava na família. Terá sido nos anos 60 do século passado quando houve um congresso na Suécia e se chegou à conclusão de que éramos os mais antigos do mundo”.


A Casa Campião na baixa de Lisboa, 1944




Deixou o negócio a um empregado, Jorge Dias, casado com uma sobrinha e afilhada, e este não mais saiu das mãos dos Dias. Partido e repartido por irmãos, filhos, netos, bisnetos e trisnetos, hoje não dá para enriquecer os donos, diz o gerente, mas faz muita gente feliz. O grande jogo é a Raspadinha. É barato e o dinheiro do prémio é instantâneo.O dono original, o sr. Campião, nasceu em Tomar e estabeleceu-se como comerciante em Lisboa, anos depois decidiu pegar na Lotaria Nacional Portuguesa, jogo criado por D. Maria I em em 1783, como a principal fonte de rendimentos.
Os prémios e as lotarias evoluíram (Clássica e Popular) e fez crescer o negócio. Mas isso parecer sido há muitos anos. “A Lotaria está moribunda. Antigamente, chegava-se ao dia de “andar à roda” e não havia uma cautela para venda. O Totobola morreu e, até, o Euromilhões já se vendeu mais. O jogo funcionava como a vontade de jogar, mas hoje não é assim. Também havia pouca escolha, hoje há uma maior variedade de jogo não só o da Santa Casa da Misericórdia como na Internet”, explica Nuno Campos.



Sede manté-se na Rua do Amparo


Nuno Campos classifica a Raspadinha como o jogo “mais eclético do mundo” dado o leque de pessoas que atrai embora admita que sejam maioritariamente da classe média baixa. “Desde a criança que pede ao pai para a comprar até à velhota de 80 anos, homem ou mulher”, explica.A casa mãe mantém-se no número 26 da Rua do Amparo da baixa lisboeta e há outras 15 lojas espalhadas por Portugal Continental e Funchal, onde trabalham 65 funcionários. Vendem a Lotaria, Totobola, Totoloto e Loto, foram pioneiros no jogo online, como o Totobola e a Lotaria, mas o que leva mais os portugueses a apostar é a Raspadinha.“Há 15 espécies e que custam entre um e cinco euros e vendemos tudo, é uma febre louca, talvez porque o prémio seja imediato”, conta o empresário, referindo que fazem uma média de 7 milhões de euros por ano em raspadinhas. Segue-se o Euromilhões, o Loto, a Lotaria e, for fim, o Totobola em volume de negócios. Entretanto, abriram os balcões ao sistema de pagamento PayShop e das telecomunicações Uzo. E muitos destes clientes não saem sem compra uma Raspadinha.
A Lotaria é comprada “pelas pessoas mais antigas ou tradicionais da baixa de Lisboa e “há muitos jovens e senhoras a optar pelo Euromilhões”.
E a crise está a ajudar? “Estão  a comprar mais. Mas não é pelo prazer de jogar, é com a esperança que um dia lhe saia alguma coisa”.



Uma cautela dos tempos reais

A alegria de quem trabalha na Casa Campião é maior, garante, quando vendem um grande prémio, como um bilhete inteiro de uma Lotaria de Natal ou um primeiro prémio do Euromilhões, como já aconteceu.É a segunda vez que Nuno Campos refere “o prazer do jogo”, de comprar uma cautela ou de fazer uma aposta. Ele diz sentir prazer no negócio que abraçou aos 44 anos e depois de estar emigrado 11 anos em Londres. “Foi uma questão de hábito, já aqui tinha trabalhado e conhecia muito bem o negócio, achei que podia dar continuidade e fazer um bom trabalho. E gosto disto”, justifica, salientando que um dos dois filhos “está mortinho” para seguir as pisadas do pai. Mas primeiro estão os estudos e tirar um curso superior como Nuno Campos não fez. “Em miúdo queria ser gestor”.
As histórias de vendedores de jogo que recebem “gratificações” são algumas mas Nuno Campos assegura que a ele isso nunca calhou. E conta:   “No princípio de estar aqui, ainda o Totobola era um jogo forte, preparava apostas de múltiplas para vender. Uma senhora queria um boletim de determinado valor e, como não havia, fiz uma aposta nova. Acertou no 13 e ganhou 390 euros, o que era uma loucura naquele tempo. Vinha cá quase todos os dias saber quando recebia o prémio, já irritada porque estava cá de férias e queria ir embora. Quando o recebeu nem cinco tostões deu”.

Céu Neves



150anos.dn.pt

A SARDINHA NA NOSSA CULTURA


MERCADO DA RIBEIRA - À “PESCA” DA MELHOR SARDINHAEm tempo de Santos Populares a mesa pede uma boa sardinha assada. Gorda, pingando sobre o pão, pele solta, carne firme. Fomos falar com as maiores especialistas nacionais. Encontrámo-las no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Tudo captado numa vídeo-reportagem.


VÍDEO



video


Quando em mar alto a ondulação cai e a superfície surge coberta por uma espécie de gordura espessa, o “alvainho”, substância capaz de amansar as águas, o pescador experiente sabe que é chegada a hora de lançar as redes pois as profundezas agitam-se com um enorme cardume de sardinhas. Esta é uma das crenças enraizadas nas gentes do mar sobre a sardinha, o pequeno peixe comum nas costas atlânticas entre França e Marrocos, que é desde há séculos um verdadeiro símbolo nacional. A sardinha é na cultura portuguesa muito mais do que a delícia pingando gorda sobre as brasas. A sardina pilchardus, como é conhecida cientificamente a sardinha, foi o sustento de muitas populações durante longos períodos da nossa história, sendo sobejamente citada na nossa literatura, enraizada nas nossas canções, contos e jogos populares, pregões, festejos, referências toponímicas e mesmo na genealogia, surgindo no nome de algumas famílias.
Desde há muito na nossa história que a sardinha vem sendo, a par do bacalhau, o fiel companheiro da mesa dos portugueses e, inclusivamente, entre os séculos XIX e XX foi mesmo o prato basilar da alimentação de muitas populações rurais. Nem mesmo os mitos e algumas crenças que associaram a sardinha a problemas intestinais, de fígado e baço, lhe retiraram a importância à mesa de todas as classes sociais; um estatuto que se viu reforçado no início do século XX com o ímpeto que a indústria conserveira nacional trouxe à sardinha e à sua projeção além fronteiras, rumo a outros mercados.
Tornou-se hoje em dia comum associar a sardinha aos bons hábitos alimentares, expressão com algum fundamento pois esta espécie rica em baixas calorias, proteínas, ácidos gordos, potássio, iodo, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas B1, B2, D e PP, provou ser um bom coadjuvante na diminuição do risco de acidente cardiovascular agindo, ainda, sobre o colesterol e hipertensão.

A sardinha na nossa história
Temos que recuar bastante no tempo para encontrar as origens da paixão dos portugueses pela sardinha, um hábito peninsular que vem de um período anterior à nossa nacionalidade. Presume-se que entre as espécies que os Fenícios salgavam tradicionalmente, no decurso da sua presença no território que é hoje Portugal, se encontrava a sardinha. Com os Romanos, ao desenvolvimento nas pescas acresceu-se a necessidade de colocar bens perecíveis em pontos longínquos do Império. A sardinha, depois de salgada, viajava assim em ânforas, desde a Ibéria para todo o mundo romano, chegando à península itálica, Gália, Inglaterra e África.
Sabe-se que no período muçulmano, a Sul do Tejo, se fazia a pesca ao largo, com redes próprias para a pesca da sardinha, espécie que era encontrada e capturada em grande abundância.
Na Lisboa Cristã, pelo século XIII, a população pobre alimentava-se de bacalhau e sardinha e no século XIV os excedentes deste peixe eram salgados em locais apropriados na zona da Ribeira, onde se adquiria fresco, salgado e defumado. Corria 1387 e o reinado de D. João I, Mestre de Avis, quando a pesca da sardinha se viu protegida por carta, permitindo aos moradores do Porto a captura da espécie em águas de Lisboa e Setúbal. Em 1456 foi, por seu turno, permitida a captura de sardinhas ao domingo e em dias santos, exceção feita às festas de Jesus Cristo e da Virgem Maria.
Chega o século XVII e com ele a escassez da sardinha em Lisboa. As autoridades recorrem, então, a outros portos para abastecimento. Consequentemente os almocreves escasseavam na capital do reino e, com a sua ausência faltavam outros bens alimentares. Face à escassez os responsáveis pelo abastecimento intervêm e determinam pesadas penas para quem “desencaminhava” a sardinha de Lisboa para outros destinos. Os faltosos incorriam numa pena nove vezes superior ao furto e, inclusivamente ao risco de degredo. Numa outra altura as vendedeiras da Ribeira viram-se proibidas de lavar as sardinhas com água salgada, artimanha a que recorriam para ocultarem a pouca frescura do peixe.
Vem dessa época o hábito que ainda hoje mantemos de comer a sardinha sobre o pão, prática dos pobres de então que esfregavam a sardinha assada na côdea para lhe conferir sabor e com isso enganar a escassez do alimento.
Em 1942, Remo Noronha, médico em Mesão Frio, no Nordeste Transmontano, escrevia acerca da dieta dos rurais: “quilo e meio de broa, 60 gramas de sardinha, 200 gramas de legumes secos, 500 gramas de legumes verdes…”
A Sardinha na era industrial
Que relação pode existir entre um chefe francês do século XIX, de nome Nicolas Appert e a época de ouro da sardinha portuguesa? O facto deste senhor ter em 1809 inventado o principio das modernas conservas, aplicando a esterilização pelo calor. Com este processo nascia a indústria conserveira, actividade que levaria o nome da sardinha portuguesa a todo o Mundo. Antes desse facto seria necessário que O. Dumand, em 1823, patenteasse em Inglaterra, a Folha-de-Flandres, material que veio permitir o processo de conservação num recipiente. Em 1824 decorriam os primeiros ensaios de conservação de sardinha em azeite e nesse mesmo ano, em Nantes, era inaugurada a primeira fábrica utilizando esse processo.
Em Portugal a indústria conserveira chega em 1865, com uma fábrica de conserva de atum em Vila Real de Santo António. Seria em Setúbal, nas margens do rio Sado, que em 1880 se instalou a primeira unidade portuguesa de conservas de sardinha. Outras localidades seguiram o exemplo e, no início do século XX, laboravam em Portugal cerca de 400 fábricas de diversas dimensões. Portugal, beneficiando da crise das pescas francesa, alcança uma posição invejável na exportação de conservas por altura da Grande Guerra. A França consumia, então, 50 por cento da nossa produção anual de sardinha em azeite e molhos em conserva. Em 1938 Portugal produziu 40 mil toneladas de sardinha em conserva. O Estado Novo apercebendo-se da óbvia mais-valia que consistia a exportação das conservas além fronteiras, depressa lhe tomou mão, criando o Consórcio Português de Conservas de Sardinha, entidade substituída em 1936 pelo Instituto Português de Conservas de Peixe.
Muito embora a indústria conserveira esteja atualmente longe dos seus tempos áureos, ainda hoje a sardinha, seja em azeite ou óleo, em tomate ou em molho de escabeche, encontra um mercado considerável além-fronteiras.
Sardinha e cultura popular
Quem não conhece um ou outro dito popular aludindo à sardinha, como é o caso do “estar como sardinha em lata”, “chegar a brasa à sua sardinha”, ou “sardinha sem pão é comer de ladrão”. Estas são apenas algumas das muitas expressões que a sardinha encontra no imaginário coletivo nacional, seja em provérbios e canções, nos pregões, em jogos populares – quem nunca jogou à sardinha - , seja na própria literatura. Nas obras de Gil Vicente, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Antero de Quental, Eça de Queirós, entre muitos outros ilustres, encontramos citações à sardinha. O próprio mundo onírico inclui-a (crê-se que sonhar com sardinhas pode significar, mau agoiro, fortuna, questões sentimentais) e muitas mesinhas, de Norte a Sul do país, recorrem a sardinhas para, por exemplo, afastar o “mau-olhado”.
É contudo à mesa que a sardinha nacional, por vezes erradamente confundida com outras espécies semelhantes pescadas em outras águas, encontra a sua expressão de maior glória. O receituário é vastíssimo, nascendo do muito engenho e da necessidade de diversas populações ao longo da história, acrescentando-lhes toda a espécie de ingredientes que possamos imaginar Poucos conhecerão a receita de perdizes com sardinhas ou a espetada de sardinhas. Outras receitas incluem a açorda ou a caldeirada de sardinhas, o arroz com as mesmas, migas com tomate e sardinhas.
Contudo é na brasa que o português melhor aprecia esta espécie. Para assá-la basta um simples fogareiro, uma grelha, carvão e um abanico. No entanto, a boa sardinha, a que sai pingando, tostada compara-se a uma verdadeira arte. Há que sacudir do peixe o sal, levá-lo inteira à grelha, enquanto o fogo já se encontra no ponto, depois de disposto o carvão, calculando-o em relação à quantidade de sardinhas a assar. A grelha entra, fica e sai da brasa no momento exato, no ponto em que a sardinha assa uniformemente, soltando o pingo de gordura. O pão recebe a sardinha ainda quente, fumegante, soltando a pele e deixando perceber a carne branca e deliciosa. Uma boa sardinha na brasa tem a característica das melhores coisas: é simples e irresistivelmente boa.




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Mar: Ousadia e Medo


"(...) é habitual afirmar-se que os primeiros navegadores portugueses tiveram de vencer o medo do mar para de aventurarem no mar oceano desconhecido e assim dar início às ousadas viagens oceânicas que os levaram a percorrer os quatro cantos do globo. Consideramos que não é assim tão simples, pois os mareantes lusos (e todos os outros europeus) não venceram o medo, antes fizeram algo bem mais ousado: aprenderam a viver com ele. (...) Esse medo - que podemos considerar como novo, pois resulta do contacto direto e brutal com a realidade, ao contrário do medo dos séculos anteriores, que tinha origem sobretudo no ouvir dizer (...)" (p. 177)

Fig. 1 - Adamastor, Palácio da Pena

Neste excerto é bem visível a dualidade entre a ousadia e o medo/terror sentida pelos navegadores portugueses, aquando de iniciar as descobertas marítimas. Por um lado, havia a necessidade e a força audaz de se aventurarem ao desconhecido, no sentido de proporcionar melhores condições de vida ao povo português, de procurar novas culturas, pontos de comércio, etc.; mas, por outro, despoltara-se o sentimento de medo por tudo aquilo que estava diretamente ligado ao mar e às longas viagens e que, até então, lhes era praticamente desconhecido. Assim, descobertas marítimas portuguesas pautaram-se sempre pela tentativa de apaziguamento e confrontação com o inevitável sentimento de medo.
No período de viragem da Idade Média para a Idade Moderna, o maior medo da população portuguesa estava inevitavelmente ligado ao cenário marítimo e, só depois vinha o medo da guerra e das epidemias. O medo constituia, então, o medo número um.
O medo representa o componente máximo da experiência humana, ele "está em nós e acompanha-nos em todas as eras e por toda a existência" (p. 179). Representa um dos pesadelos mais intímos da civilização ocidental dos séculos XIVXV e inícios do século XVI.
Em pleno oceano, o medo revelava-se com toda a transparência e completamente dominante. Existem até alguns ditados que sugerem a não se aventurarem no mar:
- os Latinos "Louvai o mar, mas conservai-vos na margem."
- os Russos "Louva o mar, sentado no aquecedor."
- os Holandeses "Mais vale estar na charneca com uma velha carroça do que no mar com um navio novo." (p. 179)
De facto, foi do mar que vieram diversos males que ninguem conseguiu apagar das suas memórias, nomeadamente, a Peste Negra (século XIV), as invasões normandas (século IX) e as sarracenas (século XVIII).
De entre os recifes que orlam o mar, as correntes que tudo arrastam e os ventos que brotam sem ninguém esperar, a tempestade é definitivamente o receio por que todos mais temem:

"Contar-te longamente as perigosas
Cousas do mar, que os homens não entendem,
Súbitas trovoadas temerosas,
Relâmpados que o ar em fogo acendem,
Negros chuveiros, noites tenebrosas,
Bramnidos de trovões que o mundo fendem,
Não menos é trabalho que grande erro,
Ainda que tivesse a voz de ferro."
Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto V, 16, p.189

Ou seja, ao iniciar-se uma tempestade o céu agita-se, o ar adensa-se, os ventos sopram em todas as direções e, pelo meio soltam-se tenebrosos trovões. As tempestades oceânicas representam, assim, "a ponte que liga a realidade e a nova verdade oceânica fruto da prática e da experiência ao imaginário e à prática ritualística".
Conclui-se, então, que apesar de toda a técnica os Portugueses conseguiram vingar o projeto nacional - Descobertas Marítimas - graças à sua ousadia e bravura marítima dos homens que o protagonizaram e, em que ao longo de todos os momentos o medo do naufrágio nunca os demoveu do seu grande objetivo.


Referência:
Lopes, P. (2009). O Medo do Mar nos Descobrimentos - Representações do fantástico e dos medos marinhos no final da Idade Média (pp. 177-183).Lisboa: Tribuna da História.


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Trump que se cuide…



Na primeira conferência de imprensa desde que foi eleito, o Presidente eleito dos EUA, [Trump] diz que se o Kremlin tivesse informação sensível sobre si a tinha divulgado. "Se Putin gosta de Trump, óptimo, é uma vantagem", disse.
PÚBLICO
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Trump que se cuide…

Sabendo-se que a CIA, o FBI e a NSA não morrem de amores por Trump, devido, entre outras coisas, ao seu perfil heterodoxo, que não se coaduna com a convencional postura presidencial norte americana, é muito possível que estejamos a assistir a uma montagem cabalística, para o derrubar ou para o domesticar, pois é muito estranho que essas informações comprometedoras, na posse dessas agências, tivessem chegado à praça pública. A CIA, principalmente, que se alcandorou, devido às políticas intervencionistas dos anteriores presidentes, ao estatuto de um Estado, dentro do Estado, perderá importância e poder, se Trump, tal como anunciou, optar em politica externa, por uma política isolacionista, abdicando de andar a provocar guerras, directamente ou por encomenda, no Médio Oriente e em outros países, considerados vitais para os interesses
dos EUA.
Se esta minha tese estiver certa, então, Trump irá ter o mesmo destino de Kennedy, que foi assassinado pela mão oculta do FBI.


Alexandre de Castro

alpendredalua.blogspot.pt

12JANEIRO2017 - O MUNDO MARAVILHOSO DOS GRAFFITIS