AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A incrível história por trás de simples grãos de areia


Há uma história em cada grão de areia: contos de vida e morte, fogo e água. Se você pegasse um punhado de areia de todas as praias, você teria toda a história do mundo entre os dedos de sua mão. 


A partir de pedregulhos, montanhas e conchas de criaturas minúsculas do oceano, siga o caminho que a areia faz durante milhares de anos através de continentes inteiros para acabar presa entre os dedos dos nossos pés.

Para isto, assista ao vídeo abaixo, legendado em português do Brasil:

 


tudorocha.blogspot.pt

ANIMAIS IMPOSTORES

Vários animais evoluíram para se mascarar como espécies muito diferentes.
Laniocera hypopyrra. Fonte da imagem - SCI-NEWS

Na natureza, nem sempre é pagar para ser você mesmo. Na verdade, fingir ser algo ou alguém que não é, épossível mantê-lo vivo das ameaças do dia a dia.

Filhote de Laniocera hypopyrra em seu ninho, parecido com uma taturana. Fonte da imagem - World of Birds

Leve a Chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) como exemplo, uma ave que vive na floresta amazônica.Estas espécies tem penas brilhantes alaranjadas com bolinhas pretas em emplumadas. Para um pássaroindefeso que não pode até mesmo voar ainda, você acha que isso é uma estratégia evolutiva ruim? Ou seja, a menos que os predadores confundam com outra criatura totalmente não é mesmo. Vejam o vídeo abaixo: 

VÍDEO

"Os filhotes desta espécie se parecem com uma taturana", disse Gustavo Londoñoum pesquisador da Universidade ICESI na Colômbia, "e que a lagarta é conhecida por ser tóxica."

Laniocera hypopyrra (adulto)
Londoño descobriu a artimanha há alguns anos na região de Madre de Dios, no Peru. Ele notou quequando os ninhos das choronas-cinzas são perturbadosos filhotes não clamam por alimentoscomo a maioria dos juvenis fazem. Em vez disso,os filhotes levantam suas cabeças em movimentos parecidos como os das lagartas.
Em um estudo, publicado na edição de janeiro de 2015 do American Naturalist, a equipe de Londoñorevelar uma outra descobertaOs filhotesexecutam a mesma dança quando os paisretornam ao ninhoE somente depois que osadultos oferecem uma vocalização secreta que os filhotes sabe que é seguro para largar o ato e pedircomida.

Mas as choronas-cinzas não são os únicosimpostores que imitam espécies completamente diferentes, vejam algumas outras:

O LOUVA-DEUS "ORQUÍDEA"

Para as abelhasborboletas e outros polinizadores na Malásia, escolher quais flores para acariciar é um jogo perigosoIsso porque algumas dessas flores não são flores em tudo, mas entre elas pode ter um assassino furtivo bem disfarçado, o 
Louva-Deus.

O Louva-Deus orquídea camufla-se contra uma orquídea (Phalaenopsis).
Fotografe por Bill CosterAlamy.

Ao contrário do verde e marrom usado por muitas espécies de louva-deuses, o Louva-Deus-orquídea(Hymenopus coronatusvaria entre tons de rosa branco. Os insetos também têm lobos em forma depétalas em suas pernas que lhes dão uma forma parecidas com as flores muito convincente.

James O'Hanlonda Universidade Macquarie, em Sydney, foi o primeiro a demonstrar que, na verdade, oLouva-Deus-orquídea atraem presas com seu subterfúgio. Ele disse que é importante notar queestes louva-deus não estão simplesmente à espreita entre outras flores, mas sim ficam de fora delas esperando as presas.

"Eles não se escondemEles anunciam a sua presença para os polinizadores, e atraí-los por conta própria", disse O'Hanlon.

Na verdade, quando dada a opção, os polinizadores eram mais propensos a voar nas garras deum louva-Deus-orquídea do que as próprias flores do que eles imitam.

POLVO MÍMICO

Porque mudar tanto sua forma e cor, quando se pode muito bem ser o animal mímico mais incrível naTerra?

polvo mímico pode representar uma grande variedade de criaturas com suas habilidades incríveis.
Fotografe por David Da Costa, Alamy
polvo mímico (Thaumoctopus mimicus), apenas descoberto em 1998, um invertebradoimpressionante que até agora ele tem sido um arsenal personificando equipado com as farpas venenosasde um peixe-leão, as listras reveladores das serpentes-do-mare o padrão de natação de um peixe-chato ou mais conhecido como linguado.

Mas isso não é tudoDe acordo com alguns mergulhadores, a lista de animais em repertório destemímico pode cobrir medusasanêmonasestrelas-do-marcaranguejosarraiase inúmeras outras criaturas.

PLATELMINTOS PARASITAS

Nem todos os animais querem esconder do mundo, é claro. Alguns, como o parasitaplanária (Leucochloridium paradoxum)realmente longo para ser comido. Já existe um post em nosso blog específico para esse parasita, vejam Verme "Assassino" e Caramujo "Zumbi" ?

O verme Leucochloridium paradoxum se aloja na parte superior do caramujo, são aquelas coisas gosmentas verdes parecendo que vão estourar no pobre caramujo. Imagem – Themes of Parasitology
Isto porque o L. paradoxum pode completar o seu ciclo de vida somente se ele de alguma formaencontrar o seu caminho para o trato intestinal de um pássaro, não é uma tarefa fácil para um golpe de sorte que passa a maior parte de sua vida na terra.

Para chegar na barriga de um pássaroL. paradoxum pega carona no corpo de um caracolUma vez dentro do caracol, os parasitas desenvolvem grandes sacos com suas criaspulsando dentro depedúnculos oculares do caracolEstes sacos de crias, capturam a atenção dos pássaros, fazendo assim esses pedúnculos oculares palpitantes parecerem com corpos de lagartas, larvas ou vermes.
                                                                                         
Os vermes até mesmo controlam o comportamento dos caracóis, tornando-os "zumbis" , forçando os pobres coitados a subirem as altas hastes das gramas onde é melhor para que as aves possam captura-los. Uma vez que a ave come o caracol, o parasita se move sobre a sua próxima vítima. Bizarro não?


bio-orbis.blogspot.pt

Os MelhoresVídeos de George Michael






O ano de 2016 não para de nos surpreender. Em pleno Natal, o mundo recebe em choque a notícia da perda de um dos seus maiores artistas, George Michael. Contestador, atrevido, ousado, numa época em que isso ainda não era moda, ele nos deixa órfãos de seu talento. Nunca iremos esquecê-lo,

George sabia como ninguém usar sua habilidade em atrair a atenção do seu público à serviço de causas importantes; seus vídeos entraram para a história por não serem apenas uma forma de divulgar seu trabalho, mas também por lançar moda, deixar claro o lado visceral e apaixonado do músico em transformar a música pop, muitas vezes considerada descartável pela crítica, em obra de arte.

Para homenageá-lo, o nosso Pop 5ive de hoje traz uma pequena e singela lista com alguns destes momentos eternizados por ele.

Salve George Michael!

Wake Me Up Befor You Go-Go

Antes de iniciar uma bem sucedida carreira solo, esse descendente de cipriotas tinha uma dupla que despontou para o sucesso com essa música alto astral e esse clipe que é bem a cara dos anos 80, com todo seu visual super mega over. Aumenta o som e vamos dançar!
Father Figure

O moço gostava de provocar; ele queria ser a figura paterna de uma mulher poderosa, ou seja, ele quer estar no controle, ele sussurra e, no meio de um cenário, modelos de cinta liga e muito tesão.
Faith

Aqui ele explora mais uma vez sua sexualidade, dando espaço para a famosa cena em que, usando um jeans apertado, balança o bumbum como ninguém. Quem nunca? Se você também suspirou, dá um joinha!
Freedom '90


Em seu segundo disco solo, George Michael dizia para ouvir sem preconceito. Ele queria mudar sua imagem e tentar provar a todos que sempre foi alguém preocupado em fazer música de verdade, tanto que resolveu queimar a famosa jaqueta dos seus clipes anteriores e explodir a jukebox que o consagrou em Faith. Ok, a letra de Freedom '90 era um desabafo e o vídeo, dirigido pelo então novato David Fincher, possuía os modelos mais badalados da época dublando o cantor. Um primor que acabou se tornando um verdadeiro hino dos anos 90.
Roxanne


Provando que era um grande cantor, George Michael resolveu gravar um disco apenas com canções imortalizadas por outros artistas. Roxanne, do The Police, aqui ganha uma nova roupagem. E o vídeo é de uma delicadeza e tristeza que nos deixa com os olhos marejados.
___

Não temos dúvida de que o mundo ficou mais triste com a partida de George Michael. Ainda bem que seu trabalho é atemporal e ficará para sempre eternizado em nossa memória, coração e no mundo virtual.

www.popdebotequim.com

O paraíso lúdico por trás das grandes invenções


post-feature-image

A necessidade é a mãe da invenção, certo? Bem, nem sempre. Steven Johnson nos mostra como algumas das ideias e tecnologias mais transformadoras, como o computador, não vieram da necessidade, mas sim do estranho prazer de brincar. Compartilhe esta cativante exploração ilustrada da história das invenções. No fim das contas, você vai encontrar o futuro naquilo que mais diverte as pessoas.


Há aproximadamente 43 mil anos, um jovem urso-das-cavernas morreu nas colinas na fronteira noroeste da atual Eslovênia.

VÍDEO


Mil anos depois, um mamute morreu no sul da Alemanha. Alguns séculos depois, um abutre também morreu nas proximidades. Não sabemos quase nada sobre como esses animais morreram, mas essas diferentes criaturas dispersas no tempo e no espaço compartilharam um destino notável. Depois da sua morte, um osso de cada um dos esqueletos foi transformado por mãos humanas em uma flauta. Pense nisso por um segundo. Imagine que você é um homem das cavernas, há 40 mil anos. Você dominou o fogo. Você construiu ferramentas simples para caçar. Você aprendeu a fazer vestes com a pele de animais para manter-se aquecido no inverno.

Qual será sua próxima invenção? Parece ilógico inventar a flauta, uma ferramenta que cria vibrações inúteis nas moléculas do ar. Mas foi exatamente isso que nossos ancestrais fizeram. E isso se tornou surpreendentemente comum na história da inovação. Algumas vezes as pessoas inventam coisas porque elas querem se manter vivas ou alimentar seus filhos ou conquistar uma aldeia próxima. Mas, frequentemente, novas ideias surgem no mundo simplesmente por serem divertidas. E o mais estranho de tudo: muitas dessas invenções divertidas, mas aparentemente frívolas, acabaram por desencadear transformações muito importantes na ciência, na política e na sociedade. Veja o que pode ser a invenção mais importante dos tempos modernos: os computadores programáveis. A história padrão é que os computadores vêm de tecnologia militar, pois os primeiros computadores foram projetados especificamente para decodificar códigos durante a guerra ou calcular trajetórias de foguetes. 

Mas, na verdade, a origem do computador moderno é muito mais divertida, e até musical, do que você imagina. A ideia por trás da flauta, de assoprar ar através de tubos para produzir sons, foi finalmente modificada para criar o primeiro órgão há mais de 2 mil anos. Alguém teve a brilhante ideia de provocar a emissão de sons pressionando pequenas alavancas com os dedos, inventando o primeiro teclado musical. Bem, os teclados evoluíram do órgão para o clavicórdio, o cravo e o piano até meados do século 19, quando um grupo de inventores finalmente teve a ideia de usar um teclado para gerar letras, em vez de sons.

De fato, a primeira máquina de escrever foi chamada originalmente de "o cravo de escrever". As flautas e a música levaram a avanços ainda mais poderosos. Há aproximadamente mil anos, no auge do Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram "o instrumento que toca sozinho". Bem, o instrumento era basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser treinado para tocar várias músicas usando instruções codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente. Este foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era programável. Bem, conceitualmente, esse foi um imenso salto adiante. Toda a ideia de "hardware" e "software" se tornou possível pela primeira vez com essa invenção. E esse conceito incrivelmente poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de guerra, conquista ou necessidade, de forma alguma. Ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música. De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva exclusivamente pela música por aproximadamente 700 anos

Nos anos 1700, máquinas que faziam música viraram os brinquedinhos da elite parisiense. Em performances, foram usados os mesmos cilindros codificados para controlar os movimentos dos chamados autômatos, um tipo primário de robô. Um desses robôs mais famosos foi, adivinhem, um flautista automatizado projetado por um brilhante inventor francês chamado Jacques de Vaucanson. E enquanto Vaucanson projetava seu robô músico, ele teve outra ideia. Se você pode programar uma máquina para produzir sons agradáveis, por que não programá-la para tecer lindos padrões de tecidos? Em vez de usar os pinos do cilindro para representar notas musicais, eles representariam fios de diferentes cores. Se você quisesse um novo padrão para seu tecido, bastava programar um novo cilindro. Esse foi o primeiro tear programável. Na época, era muito caro e demorado produzir cilindros, mas meio século depois outro inventor francês chamado Jacquard teve a brilhante ideia de usar cartões de papel perfurados em vez de cilindros de metal. O papel se mostrou uma forma muito mais barata e flexível de programar o dispositivo. 

Esse sistema de cartões perfurados inspirou o inventor vitoriano Charles Babbage a criar sua máquina analítica, o primeiro computador verdadeiramente programável já projetado. E cartões perfurados foram usados por programadores de computador até o final da década de 1970. Então, faça-se a seguinte pergunta: o que realmente tornou o computador moderno possível? Sim, o envolvimento militar é uma parte importante da história, mas a invenção de um computador também exigiu outras peças: caixas de música, robô de brinquedo tocador de flauta, teclados de cravos, padrões coloridos de tecelagem, e essa é só uma pequena parte da história.

Existe uma longa lista de ideias e tecnologias transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, os seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao nosso redor. E, devido a essa busca, muitas experiências que começaram por simples prazer e diversão por fim nos levaram a grandes avanços.

Bem, eu acho que isso tem efeitos na forma como ensinamos as crianças na escola e como encorajamos a inovação em nossos locais de trabalho, mas pensar sobre o brincar e o prazer dessa forma também nos ajuda a ver o que vem a seguir. Pense nisto: se você estivesse sentado em 1750 tentando imaginar as grandes transformações na sociedade que ocorreriam nos séculos 19 e 20, máquinas automatizadas, computadores, inteligência artificial, uma flauta programável que entretinha a elite parisiense teria sido uma pista tão poderosa quanto qualquer outra coisa da época. Na melhor das hipóteses, parecia um divertimento, nada que pudesse ser útil de alguma forma séria, mas acabou se tornando o início de uma revolução tecnológica que mudaria o mundo. Você encontrará o futuro naquilo que mais diverte as pessoas.

blog.brasilacademico.com

03 de Janeiro de 106 a.C. : Nasce Cícero, filósofo, orador, escritor e político romano


Cícero nasceu numa antiga família da classe equestre, duma povoação do interior do Lácio, a quem tinha sido dada a cidadania romana somente em 188 a.C., e que nunca tinha por isso participado na vida política de Roma. O pai proporcionou aos dois filhos, Marco, o mais velho, e Quinto, uma educação muito completa, sendo que Marco Túlio, após ter estudado na escola pública e ter chegado à maioridade, foi entregue aos cuidados do célebre senador e jurista romano Múcio Cévola que o pôs a par das leis e das instituições políticas de Roma. 

Durante a Guerra Social do princípio do século I a.C (91-88 a.C.) Cícero passou brevemente pela vida militar, passo necessário para poder participar plenamente na vida política romana, tendo estado presente numa campanha militar sob o comando do cônsul Pompeu Estrabão, pai de Pompeu o Grande. Regressado à vida civil, começou a estudar filosofia com Filão, o Académico, mas a sua atenção centrou-se na oratória que estudou com a ajuda de Molo, o principal retórico da época, e de Diodoto, o Estóico.

Cícero é considerado o primeiro romano que chegou aos principais postos do governo com base na sua eloquência, e ao mérito com exerceu as suas funções de magistrado civil.  O primeiro caso importante que aceitou foi a defesa de Amerino, um escravo liberto, acusado de parricida por um favorito de Sila, nessa época ditador de Roma. Esta acção corajosa levou-o a sair prudentemente de Roma, após a conclusão do pleito, tendo viajado durante dois anos, oficialmente para se restabelecer de uma doença. Em Atenas reencontrou o seu colega de escola Pompónio Ático, com quem estabelecerá a partir daí uma longa, e muito célebre, Correspondência. No Oriente concluiu a sua formação filosófica e retórica.

Regressado a Roma em 76 a.C. após a morte de Sila, começou a sua carreira política, sendo nomeado questor da Sicília no ano seguinte, província que governou com sucesso. De regresso a Roma aceitou dirigir, em 70 a.C., o processo que a população da ilha intentou contra o pro-pretor da ilha, Verres, por corrupção. Venceu o processo obrigando este a sair de Roma. No ano seguinte (69 a.C.), cinco anos depois de regressar da Sicília, foi eleito edil e mais tarde, cumpridos os dois anos de intervalo entre magistraturas, foi escolhido para pretor (66 a.C.), discursando pela primeira vez a partir da  Rostra - a antiga plataforma dos oradores no Fórum de Roma - em defesa da Lex Manilia, que pretendia entregar a Pompeu o governo de várias províncias orientais, como base para atacar o rei do Ponto, Mitríades VI Eupator, em luta contra Roma no norte da península da Anatólia (Ásia Menor).


No fim da sua actuação como pretor, decidiu concorrer ao consulado, tendo por isso recusado a nomeação para o governo de uma província do império, o pagamento normal para o exercício do cargo de pretor. Foi eleito cônsul em 62 a.C., para o exercício do ano seguinte. Nesse cargo conseguiu destruir a Conjuração de Catilina, tendo sido declarado Pai da Pátria por essa actuação em defesa das instituições republicanas.

Mas o regresso triunfal de Pompeu a Roma, e a institucionalização do primeiro Triunvirato, fez com que as ambições políticas de Cícero sofressem um rude golpe, fazendo com que voltasse às actividades forense e literária. Mas a actuação de um seu inimigo político, P. Clódio, que criticava a actuação de Cícero durante a conjuração de Catilina, devido à execução dos conjurados sem julgamento, fez com que abandonasse voluntariamente Roma (58 a.C.) e a Itália indo para o exílio na Grécia, por onde deambulou, até que se instalou em Tessalónica no norte da província, o que não impediu a votação de uma lei que o desterrava. A perseguição de P. Clódio continuou, atacando a família mais próxima e as propriedades de Cícero, até que Pompeu interveio e conseguiu, com a ajuda de parentes e de amigos de Cícero, que o Senado se decidisse a chamá-lo do exílio. Quando regressou (57 a.C.), o Senado foi recebê-lo às portas da cidade, sendo a sua entrada quase uma procissão triunfal.


Seis anos mais tade (51 a.C.), devido a uma lei de Pompeu, que obrigava os senadores de nível consular ou pretoriano a dividirem as províncias vagas entre si, foi governar a Cilícia. Aí, nas costas meridionais da Ásia Menor, antigo centro da pirataria do Mediterrâneo oriental, lutou vitoriosamente contra tribos rebeldes das montanhas, recebendo dos seus soldados o título de Imperator. Demitiu-se e regressou a Roma por volta do ano 50 a.C., com intenção de reclamar a realização de um triunfo. Mas o começo das lutas entre Pompeu e César, que deram origem à Guerra Civil, impediram a sua efectivação.

Foi o período mais crítico do ponto de vista moral e político da vida de Cícero.

Querendo manter-se neutral na feroz luta política da época tentou agradar aos dois campos, sem conseguir agradar a nenhum deles. Mas manteve-se sempre mais perto de Pompeu, e do partido senatorial, do que de César, e do partido popular, e de facto acabou por se decidir, mas muito timidamente, pelo campo senatorial. Após a batalha de Farsalia (48 a.C.), e a fuga consequente de Pompeu e a morte deste no Egipto, recusou-se a comandar tropas e regressou a Roma, governada por António enquanto representante pessoal de César. Cícero passou então a dedicar-se integralmente à filosofia e à literatura, sendo desta época o tratado De Republica.

Os empréstimos feitos a Pompeu, naturalmente não pagos, empobreceram-no, tendo necessidade de pedir a assistência do seu velho amigo Ático, e de se divorciar da sua mulher, Terência, casando com Publilia, uma jovem de meios. Nessa período, Túlia, filha do seu primeiro casamento, morreu, o que provocou o divórcio da sua segunda mulher, que não terá mostrado suficiente pesar pela morte da enteada. Estes factos provocaram a publicação de De Consolatione.


O assassínio de César em 44 a.C. trouxe-o de novo para o centro da actividade política. Tentou recuperar a influência política, e a direcção do partido senatorial, mas António ocupou o lugar de Júlio César, e a Cícero só lhe restou escrever as orações contra o sucessor de César conhecidas como Filípicas. A sua oposição a António granjearam-lhe o interesse de Octávio. Cícero não se deixou enganar pelo filho adoptivo de César, e as resoluções do Senado contra António tiveram origem nele. Mas Octávio, eleito cônsul, chegou a acordo com António e Lépido, antigo general de Júlio César, formando-se o segundo triunvirato. Cícero retirou-se com alguns familiares para Túsculo, a sul de Roma. Aí teve conhecimento que Octávio o tinha abandonado e que António o tinha colocado na lista dos proscritos, uma declaração de morte. Viajou para Fórmio, na costa adriática, com intenção de embarcar para a Grécia. Mas acabou por ficar afirmando «Moriar in patria soepe servata» (Morra eu na pátria que tantas vezes salvei), o que aconteceu às mãos de soldados comandados por um seu antigo cliente. Cortaram-lhe a cabeça e as mãos e, por ordem de António, pregaram-nas na Rostra.

Wikipedia(imagens)

Ficheiro:The Young Cicero Reading.jpg
Jovem Cícero a Ler - Vicenzo Foppa
Ficheiro:Maccari-Cicero.jpg
Cícero denuncia Catilina - Cesare Maccari

File:M. Tullius Cicero IMG 2414 B1.jpg

Busto de Cícero 

01 de Janeiro de 1934: A Ilha de Alcatraz torna-se prisão federal dos Estados Unidos


A ilha mais temida na baía de São Francisco foi, durante muito tempo, a ilha-prisão de Alcatraz. A prisão de segurança máxima construída em 1934 foi fechada em 1963.

A ilha de Alcatraz deve o seu nome ao termo espanhol alcatraces, ou seja, pelicanos. É um enorme bloco de rocha de cinco hectares, sem vegetação. Ela foi comprada aos mexicanos em 1847 e sete anos mais tarde abrigou o primeiro farol na costa do Pacífico.

Eternizado em livros e filmes, o nome Alcatraz tornou-se sinónimo de local impossível de se escapar. No início, eram transportados para lá os desertores da Guerra Civil americana. Mais tarde, os que se negavam a prestar serviço militar.

A ilha foi administrada pela Secretaria da Guerra dos EUA até 1934, passando oficialmente então à pasta da Justiça, como prisão de segurança máxima. Embora tão próximos da civilização, a possibilidade de chegar até ela era praticamente impossível.

Em cada cela, de escassos seis metros quadrados, havia uma cama, uma pequena mesa e um vaso sanitário. Os presos raramente podiam ouvir rádio ou ver televisão e recebiam visitas apenas uma hora por mês. A vigilância era total e quem infringisse as duras regras ia para a solitária, uma cela onde se ficava completamente às escuras, 24 horas por dia.

A rotina era fixa: acordar às 6h30, café meia hora depois, seguido de trabalho. Depois vinha o almoço, às 11h40, e mais trabalho. O jantar já era servido às 16h20 e às 21h30 eram apagadas as luzes.

Concebida para cerca de 500 prisioneiros, Alcatraz nunca teve mais de 250 presos, que passavam em média dez anos na ilha. Dos 11576 prisioneiros que passaram pela ilha em 30 anos, 34 tentaram fugir em 14 tentativas diferentes; 23 foram capturados poucas horas depois, seis foram mortos ainda na ilha e cinco são oficialmente dados como desaparecidos. Presume-se que morreram afogados nas águas frias da baía de São Francisco.

Até o mafioso Al Capone passou uma temporada na prisão que foi tema de vários filmes de Hollywood. Alcatraz, Fuga Impossível (1979), realizado por Donald Siegel e protagonizado por Clint Eastwood, é o mais famoso deles e conta a história real dos únicos que conseguiram fugir da prisão, considerada na sua época a mais segura dos Estados Unidos. Trata-se da história de Clarence Anglin, o seu irmão John e Frank Morris, que desapareceram da ilha em 11 de Junho de 1962 e nunca mais foram vistos.

Em 1996, foi a vez de Nicolas Cage e Sean Connery transformarem  Alcatraz em cenário da aventura, A Rocha. Desde 1973 são permitidas visitas turísticas à ilha.


Fontes:DW
wikipedia(imagens)
Alcatraz em 1895
File:AlcatrazIsland-1895.jpg


 File:Alcatraz Island photo D Ramey Logan.jpg