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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Refugiados: "Não só não aprendemos com os nossos erros como adoramos repeti-los"


A frase é de Yannis Behrakis, o fotógrafo grego, vencedor do Pulitzer 2016, que passou os últimos anos a retratar os refugiados que tentam chegar à Europa.

SOM AUDIO



Yannis Behrakis, grego, 56 anos, já correu mundo de máquina em riste e, no entanto, foi em "casa", na Grécia, que conseguiu arrebatar a honra máxima, no que diz respeito aos prémios da profissão: venceu um Pulitzer, ele e o coletivo de fotógrafos da Reuters, por causa da cobertura do drama dos refugiados.

Das fotografias que o fizeram chegar ao Olimpo do fotojornalismo há uma que veio à conversa que Behrakis teve com a TSF, antes de subir ao palco nas Conferências do Estoril.



Quando questionado sobre o momento mais marcante que viveu nos últimos anos, que passou a fotografar quem procura refúgio na Europa, Yannis puxou o filme até agosto de 2015 e parou no instante em que viu uma mulher sentada, que parecia "a Mona Lisa, mas do Médio Oriente e mais velha. Ela estava tão calma, parecia que estava a desfrutar da luz e do cheiro do mar. As pessoas corriam à volta dela e ela sempre extremamente calma." Depois dos primeiros disparos, mais longe, o jornalista aproximou-se, foi buscar aos anos que tinha vivido no Médio Oriente um "bom dia" em árabe e foi quando cumpriu a tradição grega de oferecer um doce, em sinal de boas-vindas, que se apercebeu que a mulher era cega.



"O nome dela era Amun, tinha 74 anos e era Palestiniana, ou seja, era a segunda vez na vida que era refugiada."



A entrevista do jornalista Ricardo Oliveira Duarte ao fotógrafo Yannis Behrakis
Os cerca de 30 anos que leva de profissão servem de sustento feito de experiência à frase mais marcante da entrevista, e que surge com Amun, a mulher que foi refugiada duas vezes, como mote: "Depois de quase 30 anos de trabalho eu percebi que nós, os Humanos, costumamos dizer que aprendemos com os nossos erros... Isso não é verdade. Não só nós não aprendemos como adoramos repetir os nossos erros! É a vida, sabe, é a vida..."
















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