quarta-feira, 19 de julho de 2017

vontade - poesia António Garrochinho



E esta vontade
de que vença a verdade
nua e crua
sólida como as pedras da rua
resistentes aos anos
aos danos
do passar do tempo
e não a mentira , o baixar dos braços
este vicioso lamento
que entrava os passos
estes gastos desabafos do quero mas não posso
da indiferença, do que o que lá vai não é nosso
da desculpa esfarrapada
de quem vivendo parece estar morto
e caminha com zombie ao longo da estrada
este viver vegetal
ao sabor do desastre fatal
este silêncio conivente, mudo
onde o sorriso se acovarda
se refugia no sisudo
e destrói a gente

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