NOTA

OS TEXTOS ASSINADOS POR OUTRÉM OU RETIRADOS
DE OUTROS BLOGUES OU SÍTIOS NÃO REFLECTEM NECESSÁRIAMENTE
A OPINIÃO OU POSIÇÃO DO EDITOR DO "desenvolturasedesacatos"

segunda-feira, 31 de julho de 2017

VALE A PENA LER... ...................... CARLOS CARVALHAS - Um HOMEM silenciado, num país de anões políticos !!!




"Ouvir ou ler um Rodrigues dos Santos , um Miguel Sousa Tavares e tantos outros sobre o Défice Estrutural , de que não fazem a mínima ideia de como se calcula , do que significa , nem do seu valor para avaliar a justeza de uma política é uma delícia.
São categóricos . A ignorância é sempre atrevida e ainda mais quando estamos perante comentadores sobranceiros com desmesurado ego e arraigados preconceitos de classe .
Durante muito tempo estivemos sozinhos a afirmar que os critérios de Mastricht , não tinham qualquer valor científico , até ao dia em que um Comissário europeu afirmou claramente que os critérios de Mastricht eram "estúpidos.".. Hoje sabemos melhor como foram calculados e impostos pela a Alemanha que não era a da Srª Merkel
Pode ser que ainda se venha a verificar com o dito défice estrutural o que sucedeu com os critérios de Mastricht e então teremos os mesmos comentadores a fazerem coro com os que sempre afirmaram que tal défice é de calculo difícil , subjetivo logo conferindo poderes discricionários a quem o avalia em Bruxelas e podendo ser objetivamente um travão ao crescimento económico.
E nem nos estamos a referir ao défice virtuoso de Miguel Cadilhe ...
Outras delícias são as que se referem à classe média e à austeridade.
Com a mesma ligeireza dizem uns que afinal a carga fiscal do novo Orçamento sobrecarrega a classe média . 

A abstração " classe média " mete no mesmo saco sujeitos com rendimentos muito diferentes
Mais acertado seria falar em camadas médias e é uma evidência que este Orçamento embora de forma imperfeita desagrava fiscalmente a maioria das camadas médias.
O mesmo diremos daqueles que afirmam que a austeridade se mantém .
As políticas do anterior governo não foram políticas de austeridade , mas sim políticas de concentração de riqueza , como sempre afirmámos e os dados sobre a distribuição do Rendimento Nacional o confirmam .
No Expresso , o jornalista Santos Guerreiro que não confundo com outros do mesmo Jornal cujo ego e atrevimento também estão na razão direta da santa ignorância , afirmou este fim de semana : 

"Os Orçamentos do PSD/CDS quase não tinham medidas desfavoráveis às empresas , este quase não tem medidas favoráveis , a austeridade recaia sobre o Estado, agora transfere o peso para os privados o outro resignava-se ao empobrecimento este revolta-se mas ilogicamente "
Não Pedro Santos Guerreiro . 

Deixe-se de abstrações e vá ao concreto.
A dita austeridade não recaia sobre o Estado mas sobre os contribuintes , sobre os reformados sobre os utentes do Serviço Nacional de Saúde , sobre a Escola Publica , alunos e professores , sobre os trabalhadores sobre o património público , edifícios pontes escolas hospitais que viram investimentos de conservação adiados e que agora se pagam com língua de palmo. 

Agora a dita austeridade no essencial também não recai sobre os privados mas sobre alguns privados , os que mais têm lucrado com a crise e com as medidas ditas de austeridade mas na realidade de concentração de riqueza .
Também não é verdade que o anterior governo se resignava ao empobrecimento. Não . O anterior governo promoveu-a porque esteve ao serviço dos grandes interesses e como a manta era curta ... Quem tem estado a pagar o desendividamento e a capitalizacão da banca e a dívida contraida para esse fim ?. Esta de que o anterior governo se resignou , coitado, ao empobrecimento não lembra ao .. Já se esqueceram da carta de demissão de Gaspar...
Seria este o Orçamento desejável .? 

Não . Este é um Orçamento contraditório e que fica aquém do que era possível mesmo na lógica da U.E. 

Na correção da distribuição do Rendimento Nacional com impulso no aumento da produção e da produtividade sem atingir o défice podia -se e devia-se ter ido mais longe. 

Um exemplo : podia-se aumentar 50 % , 60 % as ajudas aos pequenos agricultores cortando um pouco , repito um pouco nos fartos subsídios dados aos grandes , podia-se fazer pagar de forma indireta às gasolineiras mais de metade da subida e estabelecer preços especiais para a indústria e para os transportadores em fretes de exportação sem burocracias...
No entanto é para nós uma evidência que com este Tratado Orçamental , com esta dívida , com o Euro e com esta correlação de forças a nível da UE a colonização do país vai continuar .
A esta conclusão irão chegar cada vez mais portugueses e agentes políticos designadamente dentro do PS e não só . Quantos mais e mais rapidamente melhor para o povo e o país. "

22 comentários:

  1. Uma lição, breve, de economia.....Gostei Dr Carvalhas!

    ResponderEliminar
  2. PORQUE RAZÃO NÃO CONVIDAM O SR. CARLOS CARVALHAS A FAZER ESTES COMENTÁRIOS NAS TVS.??? MEDO QUE O ADORMECIDO POVO ACORDE.??

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se o fizessem onde colocariam os M.Mendes os Rogeiros e os outros acima mencionados ,e quem praticaria a manipulação

      Eliminar
    2. A primeira vez que vi este homem foi antes do 25 de Abril na Voz do Operário, em Lisboa, numa reunião praticamente clandestina com o sindicato dos Seguros. Ele tecia considerações técnicas em defesa do novo Contracto Colectivo de Trabalho dos seguros por parte do sindicato. Era um jovem economista.
      Depois disso e durante o PREC da revolução de Abril teve interferências importantes na TV.
      Hoje não interessa para as TVs, incluindo a RTP. As TVs estão dominadas pelos neoliberais e a direita e seriam um perigo os seus comentários técnicos para o sistema.

      Eliminar
  3. À sempre palermas a apoiar os sague sugas

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tem razão: Quanto à "palermice"... Há sempre palermas mais palermas do que outros!

      Eliminar
  4. Muito bom, muito esclarecedor. De uma forma breve e clara, define bem a política do governo PSD/CDS e do actual governo PS nas questões económicas e sociais. Obrigada.

    ResponderEliminar
  5. Explicação curta e concisa ,agora a questão é se quem governa ou está na oposição querem seguir os conselhos! Aos opinadores , deixo um apelo . A opinião é livre , á mais de 40 anos , porra ! Epá metam isso na cabeça de uma vez por todas e deixem de ser hipócritas , o fórum é para opinar sobre Carvalhas e não sobre o que tu ou eu acha da opinião dos outros .... respeitem a opinião dos outros se querem ser respeitados , deixem de se armar em anões políticos . Abraço e felicidades

    ResponderEliminar
  6. Define? Claramente não sei ler e o Dr. Carlos não vive no mesmo país que eu. Temos um governo dito de esquerda que aumenta um dos impostos mais regressivos (quem nao souber o que isso é que se cale ou digas asneira) que existem que é o imposto sobre os combustiveis. Temos cativações monstruosas. Serviços públicos nos limites dos limites. Investimento públicos em minimos nunca antes vistos nem na altura de Passos Coelho. Isto é um governo de esquerda? Bate o pé à Europa? Acordem para a vida.

    ResponderEliminar
  7. Sr Dr Carlos Carvalhas, chegou a HORA de pôr os pontos nos iis!!! HORA de pôr a VERDADE e SOMENTE a VERDADE, sobre os factos, e nos insurgirmos e deixarmo-noss de nos encantar com paragonas malabaristas que em muito ludibriam o POVO, com o devido respeito!!! É hora de dizer BASTA!!! De há muito que ando amordaçado!!!. Ou é agora ou nunca mais me pronunciarei !!!. Quantos, mas quantos têm vivido à grande à conta de paragonas e que seus impactos são diversos, essencialmente na mente de um POVO e na algibeira deste!!!. É hora de REPÔR A VERDADE A ESTE PAÍS - PORTUGAL!!! Quanto ao que muitos se têm deixado "levar" IMPOSTO SOBRE OS COMBUSTÍVEIS, NEM levando e enaltecendo elevação de tal matéria para o seio da EU, só Nos têm rotulado de analfabetos, enfim de “burros”, quando outros se protagonizam como sabedores, ” vivendo” comentando, paparazzis, populismo imediato, ludibriando tudo e todos, com o fim de prevalecer a “MENTIRA”, sobre matéria que revelam NÃO SABER!!!, desenganem-se e ponham o nome aos bois – Quanto a estes vejam no quanto o Povo foi e tem sido enganado! NÃO HÁ RETROCESSO ALGUM!!! O “MAL” está feito, não há volta a dar!!! Não enganem mais o PORTUGUÊS!!!

    ResponderEliminar
  8. CULPA não mais que Mário Soares e do malabarista Cavaco SIlva e suas estratégias de arruinar um País, aplicando seus planos macro-económicos, que para tal é tão fácil como iniciando pela DESCARACTERIZAÇÃO das ACTIVIDADES atacando os pontos fortes de cada uma destas!!!, alegando todas as patranhices e mais uma, sempre mas sempre com o tema “RENOVAÇÃO”, pior com a concordância durante vários e largos anos do PS , e com as costas quentes do FMI e presentemente da TROIKA!!! CHEGA!!! !!! CHEGA!!! !!! CHEGA!!! E vejam-se na verdadeira razão:
    - Desde a 1ª intervenção FMI - contraída por Cavaco Silva, (em acabar com os contractos colectivos de trabalho visando a redução de postos de trabalho, redução de carreiras profissionais), com o famigerado pretexto de redução de custos, associando a este o pretexto da INOVAÇÃO TECNOLÓGICA!, lembram-se???. Estejam atentos, porque actualmente o actual Governo se prepara para atamancar mais do que progredir!!!, a troco da INOVAÇÃO TECNOLÓGICA!

    ResponderEliminar
  9. Visando a contenção de custos, deu-se inicio ao fecho das nossas reservas petrolíferas, estas "espalhadas" pelo norte e sul da Europa, entre outros países, aquando do Governo presidido pelo Dr. Mario Soares, quando Cavaco Silva era ministro das finanças);
    - Em “calha” e por questões ambientais – já em sede de governo Cavaco Silva, e introdução da politica economicista “outsourcing”, (mero desabafo politica catastrófica quanto à implementação da mesma, sem qualquer regra, ou devidamente documentada e alicerçada e em que condições a ser aplicada, politica sem escrúpulos, tudo era admissível / possível!. Em suma catastrófica). - Sequencialmente, visava desactivar a refinaria de Lisboa, designada por Cabo Ruivo;
    - Ora esta medida, não visava somente a desactivação de tal refinaria, evocando questões ambientais, mas de todo o espaço, o qual envolvia armazenamentos da BP com depósito de seus produtos, a Castrol e seus produtos, entre outras empresas de renome internacional!;

    ResponderEliminar
  10. Seguidamente, com a respectiva desactivação, punha-se em causa, alternativa à situação de “alimentação” de Jet para os aeroportos da Portela e Figo Maduro, que de forma atamancada dão início ao Parque de Combustíveis, este em Aveiras de Cima, alienaram-se de outro grande problema que mais tarde se aperceberão, o Abastecimento de Gás da cidade ;
    - Dá-se o inicio da CLC ( Aveiras de Cima), o qual não mais que o consórcio de Petrogal, Mobil/BP, Shell, à posteriori, constata-se a retirada da Shell, a qual já indicava nessa altura falta de competitividade, em preços, levando-os a retirar-se, como aconteceu!, tendo sido substituída pela Repsol;
    - Para vosso conhecimento, a CLC, é “alimentada” por pipeline desde Sines até Aveiras, tendo os custos desta operação sido suportados pela Petrogal, UE e Portugal, o qual só funciona neste sentido Sines  Aveiras;

    ResponderEliminar
  11. No dia-a-dia, se acresce custos com expressão económica, de tal “alimentação”, a qual por questões geográficas, tem em permeio estações elevatórias;
    - Mais custos da “alimentação” do combustível necessário para os aeroportos atrás referenciados, são feitos hora-a-hora por camionagem, para alem de ser suportado os custos de transporte, lembrem-se que terão de suportar custos de manutenção do troço A1 e acessos de Aveiras-Lisboa, em ambos os sentidos pela CLC e Portugal;
    - Mais custos operacionais, estes devido a derrame cerca de 5% de derrame no parque de Aveiras na sequência de transferência de produtos catapultados por pipeline, esta reconduzida para Sines através de camionagem;
    A CATAPULTAÇÃO dos produtos petrolíferos.
    - Quanto ao processo de transferência de produtos refinados, estes catapultados, desde a refinaria de Sines até Aveiras, tal processo em si e a fim de minimizar custos, é catapultado todos os produtos em simultâneo, digamos MISTURADOS, todos os produtos num só, os quais quando da recepção em Aveiras há um processo, este o de Separação Electrónica por densidade química de produtos!

    ResponderEliminar
  12. Processo do qual o Estado Português, se deveria orgulhar, de o ter citado desde o arranque deste processo e que nunca o referiu!! Falta de coragem!
    - Já não bastava esta situação, CLC – Aveiras, julgo que hoje tal concepção de parque de combustíveis foi replicado em Sines e em Matosinhos;
    - A considerar Sr. Dr. que quanto mais alto o preço do produto combustível estiver mais o Estado tem a ganhar, sendo inverso para tal consórcio! Tendo por base o reflexo dos impostos!
    - Nesta base do reflexo dos impostos, redima-me se estiver errado, mas creio que assim tem vindo a funcionar:
    1- Produto refinado sai da refinaria para CLC  facturação custos de produto + refinação + ISP + IVA;
    2- Produto na CLC  Transportistas contratados (custos armazenamento + custos de distribuição + IVA , por cada destino);
    2a- Produto CLC transportado para postos directos(Galp, Repsol, BP) – (custos armazenamento + custos contratados (estes fixos), supostamente sem qualquer variação;
    2a.1 Postos directos  Cliente final – consumidor (custos de operação + IVA);
    2b- Produto CLC transportistas para grossistas/distribuidores - custos armazenamento + IVA + Custos de Transporte;
    2b-1 Grossistas/Distribuidores  Cliente ( + IVA);
    2b-2 Cliente  Cliente final ( + IVA);

    ResponderEliminar
  13. À conta do “outsourcing” as empresas petrolíferas e por ordens governamentais alienaram-se de transporte próprio, manutenção do mesmo e um número de trabalhadores!;
    Outras grandes aldrabices com os quais LUDIBRIARAM o POVO!
    Situação perversa e grotesca e brutesca, que em permeio todos se esqueceram, o Abastecimento de Gás da cidade, controversa, que para muitos serviu de pretexto em tempos idos, em matéria de greves de corte de gas para com toda a cidade, quando o corte dependia integralmente da Petrogal e somente desta, que em muito e sempre respeitou o povo, muitos floreados houve, EXPO’98, o qual se iria realizar em PORTUGAL!!! E o local, porque não o hoje designado Parque das Nações!! Habilitar tal espaço no mais curto espaço de tempo para a realização de tal evento!!!. Edifícios habitacionais, para alem de outros associados ao evento, hotéis de luxo, nova zona habitacional, hospitais, todos mas todos até à presente data ignoraram, e nos dias de hoje os mesmos que procuraram etiqueta na sociedade civil, aos designados nouveau rich, alienando-se ao restante que os rodeia, hoje estão fazendo “cavalo de batalha” contra o actual e sucessivos governos, ao designado problemas ambientais no parque EXPO, tudo mal, o local não passa de um barril de pólvora em chama latente!. Hoje, não vos maço mais, quando me desafiarem com verdade nua e crua estarei sempre por perto!!!. Outros custos avultados introduziram a presença do Gas Natural em preteriremto àquele que era produzido a quando da refinação directamente das nossas refinharias!!!. E mesmo este é uma história de “bonecas” mal contado!!!

    ResponderEliminar
  14. A aversão dos sucessivos governos, sejam eles de que partido politico seja, aos espaços confinados a refinarias e a aeroportos que envolveram custos bastante avultados são hoje banalizados por vandalismo politico, cobarde, omissão e ludibriando o Povo, com a alienação de tais bens!!!. ACORDAI POVO PORTUGUÊS!!! JÁ É HORA DE DEIXAREM DE ANDAR>EM ADORMECIDOS!!! Mais tenho para vos ajudar a repôr a verdade!!! Lamentavelmente tenho uma pensão fruto dos meus longos anos de trabalho, de muita dedicação, de muito empreendorismo e sempre sempre dificultada e contrariada!!!

    ResponderEliminar
  15. Belo texto, com a ressalva de que a cidade se chama "MAASTRICHT" com dois "AA" e não "Mastricht"

    ResponderEliminar
  16. A dita austeridade recaia sim sbre o estado, porque o estado não são as instituições que servem o estado mas sim todos nós. O estado somos todos nós, os contribuintes , os reformados, os utentes do Serviço Nacional de Saúde , a Escola Publica , alunos e professores , os trabalhadores, e tudo o que colectivamente nos pertence e se encontra ao serviço de todos, o património público , os edifícios pontes, escolas hospitais...
    ... e agora a dita austeridade, no essencial, recai sim sobre os privados, porque os privados não são todos aqueles que não trabalham para o estado, nem todos aqueles que são donos de uma empresa de património próprio... todos esses continuam a ser Estado. O estado somos todos nós. Os "privados" esses, são todos os outros que estando entre nós, não fazem parte de nós e apenas de todos nós se servem e assenhoreiam.

    ResponderEliminar