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domingo, 16 de julho de 2017

POR VEZES OS PORCOS, OS MONSTROS, PARECEM ANJINHOS.


DE : João M. Aristides Duarte
«Este homem chama-se Alberto Gonçalves e é cronista do "Observador". 
Escreveu, recentemente, um livro chamado "A Ameaça Vermelha", onde diz cobras e lagartos da solução política que governa Portugal.
Nesse livro escreve isto: «Santiago do Chile, 12 de Setembro de 1973, um dia após o golpe de Pinochet. Victor Jara, cantor de "intervenção" local, viu-se preso e fechado com milhares de outros "suspeitos" no Estádio Nacional. Consta que Jara puxou da guitarra (aparentemente no Chile as pessoas eram detidas com os respectivos instrumentos) e tentou animar os camaradas. Consta que um militar não gostou do recital e esmagou as mãos de Jara. Consta que Jara lá se calou. Um amigo meu garante que o militar em causa deu o maior contributo à história da música desde que Bach desenvolveu a polifonia.»
Já antes, tinha escrito isto: "(...) a homenagem ao artista que celebrizou a cantiga ["Grândola, Vila Morena"], um defensor da luta armada e da generalidade dos regimes mais sanguinários do século XX? Bom gosto na evocação do 25 de Abril, mesmo que os improvisados cançonetistas da AR desejassem e desejem o oposto daquilo que, a bem ou a mal, o golpe de Estado nos legou de melhor, leia-se a liberdade?"
Aqui está um homem que não merece , sequer, o chão que pisa.
Foto de João M. Aristides Duarte.


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