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sábado, 15 de julho de 2017

Para católicos e não catolicos, crentes ou não crentes - ouça em som audio a entrevista do Padre Anastácio Jorge - O HUMANISMO NÃO TEM NACIONALIDADE




Anastácio Jorge nasceu no hospital Rovisco Pais da Tocha, em 1959. É o sétimo filho de mãe leprosa, facto que marcaria, em definitivo, a sua existência.
Irrequieto quando miúdo viria a integrar, depois do 25 de Abril, a UEC (União dos Estudantes Comunistas), enquanto estudava num colégio salesiano.
Um fator místico, não explicado, leva-o a entrar, aos 21 anos, no Seminário das Missões de Valadares. Segue para Moçambique, depois de estudos feitos no Porto e em Roma. É ordenado padre pelo cardeal do Maputo, em 1992.


Nos últimos trinta anos, enquanto pároco de Malavane e do Aeroporto, desencadeou obras de promoção social, incluindo leprosos, com apoio de organizações internacionais, tendo, por isso, sido condecorado pelo presidente Cavaco Silva, em 2008 e pelo ministro da Educação de Moçambique.
Muito crítico, o padre Anastácio avisa a Igreja que "o poder mata e corrompe e que "não pode manter um sistema de pobreza com a promoção de uma Caritas de socorro." E acrescenta "Para mim não há poder, há serviço".
Este missionário, de 57 anos, defende ainda o microcrédito como "escola de valores". Seguidor da pastoral do Papa Francisco defende também que "o humanismo não tem nacionalidade" e que "Deus não põe ninguém no lixo".
A entrevista é conduzida pelo jornalista Manuel Vilas Boas.




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O humanismo não tem nacionalidade - TSF

www.tsf.pt/sociedade/interior/o-humanismo-nao-tem-nacionalidade-8626103.html

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