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quinta-feira, 6 de julho de 2017

O JULGAMENTO DOS NAZIS EM NUREMBERG


A cidade alemã de Nuremberg foi palco do julgamento das principais lideranças nazistas, em um tribunal criado pelos Aliados. A seguir, saiba mais detalhes deste episódio que marcou a História do século 20
Texto • Daniel John Furuno
 

 
Antes mesmo do final da Segunda Guerra Mundial, os Aliados já discutiam sobre o destino dos perdedores. Em 1943, durante a chamada Conferência de Teerão (encontro, realizado na capital iraniana, entre os três principais líderes das Forças Aliadas: o presidente norte-americano, Franklin Roosevelt, o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, e o líder soviético, Joseph Stalin) foram discutidas formas de punir os criminosos de guerra. Apesar de a execução sumária ter sido mencionada, acabou-se optando por um processo judicial.
Assim, com o término do conflito, foi formado um Tribunal Militar Internacional, com quatro juízes e quatro promotores, cada um indicado pelas quatro principais forças Aliadas (EUA, Grã-Bretanha, França e URSS). O local escolhido para os julgamentos foi o Palácio de Justiça de Nuremberg, grande o suficiente para abrigar um evento desse porte e ainda intacto depois da Guerra. “Houve também um motivo simbólico: a cidade de Nuremberg era a sede do Partido Nazista, local de inúmeros comícios”, observa Tania Regina de Luca, professora do Departamento de História da UNESP de Assis.
Os julgamentos ocorreram entre novembro de 1945 e outubro de 1946, em cerca de 400 sessões, em que mais de uma centena de testemunhas foram ouvidas e milhares de documentos examinados. Segundo explica o norte-americano Leon Goldensohn, no livro As Entrevistas de Nuremberg (2005, Companhia das Letras), eram quatro as acusações: participação no planejamento de crimes contra a paz, planejamento e execução de agressões militares, participação em crimes de guerra e participação em crimes contra a humanidade.
Os 24 réus pertenciam ao alto-escalão nazista e incluíam nomes como Ernst Kaltenbrunner (um dos chefes da SS), Wilhelm Keitel (membro do comando do Exército Alemão), Joachim Von Ribbentrop (Ministro de Relações Exteriores) e Herman Göring (chefe das Forças Armadas) – os quatro foram condenados à morte por enforcamento, embora Göring tenha se suicidado antes da execução. As outras penas aplicadas variaram de 10 anos de confinamento à prisão perpétua. Apenas três réus foram absolvidos: Hans Fritzche (um dos chefes do Ministério da Propaganda), Franz Von Pappen (ex-Chanceler) e Hjalmar Schacht (presidente do Reichsbank e ex-Ministro da Economia).
E devido às crescentes tensões entre EUA e URSS e o subsequente início da Guerra Fria, o Tribunal Militar Internacional não deu continuidade aos outros processos. Todavia, entre 1946 e 1949, os EUA promoveram uma série de outros 12 julgamentos a criminosos de guerra em Nuremberg, que ficava na zona de ocupação norte-americana.
Mas independentemente das disputas da Guerra Fria, que acabaram desvirtuando o evento, é inquestionável a importância histórica do Tribunal de Nuremberg – seja na influência que teve para o desenvolvimento das leis criminais internacionais, seja na exposição das feridas abertas pelo nazismo. “Foi durante aqueles julgamentos que vieram à tona as informações a respeito do Holocausto e os horrores perpetrados nos campos de concentração”

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