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quarta-feira, 5 de julho de 2017

JÁ ONTEM ERA ASSIM !


No seio do povo existem muitas opiniões e dessa variedade pouco é respeitado pelos governos, pelo poder central, pelo poder autárquico, pelos orgãos institucionais e constitucionais.
O povo serve fugazmente para ser acariciado em alturas eleitorais e depois salvo excepções honrosas é remetido ao desprezo, gozado como vulgar bobo dos palácios onde os de cu quente e almofadado se lambuzam no luxo e governam ao sabor das suas conveniências, vícios e deboche.
Para os poderosos não há lei, não há choldra, não há punição, mesmo para aqueles que já roubam descaradamente e se socorrem dos ardis da "justiça" para continuar a roubar.
O estranho é a inércia, a covardia da maioria, a maioria dos que são roubados, só poucos reagem e dão o peito às balas.
O capital através dos seus bonecos mandados soube tomar o pulso da raia miúda e hoje nem sequer se dá ao trabalho de ocultar a canga que foi imposta aos que ainda produzem e conseguem ter trabalho.
Houve sim, um interregno, uma esperança, um espaço onde foram aplicadas medidas políticas que fizeram sorrir os portugueses.
Foi o tempo de um grande homem, um homem honesto e generoso chamado Vasco Gonçalves que infelizmente já desapareceu e não tem nos dias de hoje em matéria de governação quem se iguale.
Para gáudio dos porcos e dos algozes Portugal não sai do nevoeiro e até os trovadores de então se dissiparam nele.
António Garrochinho

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