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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Hospital de S. João chama mentirosa e narcísica a bastonária dos enfermeiros



A administração do Hospital de S. João acusa a bastonária da Ordem dos Enfermeiros de ser mentirosa, depois desta ter denunciado numa carta ao ministro da Saúde que a enfermeira-diretora da instituição a tentou agredir.

Num esclarecimento publicado na página do Centro Hospitalar de S. João (CHSJ), o Conselho de Administração esclarece que teve conhecimento de uma carta enviada pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, ao ministro da Saúde, com "afirmações atentatórias da dignidade pessoal e profissional" sobre a enfermeira-diretora da unidade de saúde.

Segundo o Hospital de S. João, na carta, a bastonária acusa a enfermeira-diretora, Maria Filomena Cardoso, de uma alegada tentativa de agressão.
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"Esta acusação é completamente falsa e só é possível por parte de uma personalidade narcísica a quem os espelhos negam a sua realidade. A senhora Bastonária é mentirosa e a prova dos factos ser-lhe-á exigida noutros fóruns", reage o CHSJ.

O Hospital refere ainda que, no ofício enviado ao ministro Adalberto Campo Fernandes, Ana Rita Cavaco invoca o Estatuto do Gestor Público para acusar a enfermeira - diretora de incompatibilidade de funções, por estar no Conselho de Administração do CHSJ e a frequentar um programa de doutoramento.

"Esta interpretação é sui generis quando o Estatuto exclui objetivamente das incompatibilidades do cargo, o exercício da atividade académica, nomeadamente, o exercício de funções de docência", contrapõe o hospital, manifestando total solidariedade com Maria Filomena Cardoso "após este ataque ignóbil".

A carta foi enviada à tutela na sequência de uma visita da Ordem dos Enfermeiros ao S. João. Além das acusações à enfermeira-diretora, a OE denuncia falhas graves de segurança e higiene no hospital. Blocos operatórios que não cumprem as regras de higiene ou camas amontoadas em alguns dos serviços foram alguns dos problemas apontados, segundo divulgou ontem o Porto Canal.

O JN contactou a Ordem dos Enfermeiros, mas não foi possível obter uma reação até ao momento.


JN.pt

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