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quarta-feira, 19 de julho de 2017

CÃO ANDALUZ

CÃO ANDALUZ
(extrato de entrevista de Felipe Gonzalez ao jornalista e escritor Juan Luís Cebrian)
«Sinto-me responsável por não ter impulsionado um debate sobre o nosso passado histórico, o franquismo e a Guerra Civil (…) Fui presidente do governo, com maioria absoluta, na altura do 50º aniversário do começo da Guerra Civil e também de igual efeméride do fim da mesma (…)
(…) Não o fiz, apesar de assistir, com mágoa, que o Vaticano continuava a beatificar dezenas, às vezes centenas, de vítimas do lado dos vencedores, exaltando-as como vítimas da cruzada, como ainda lhe chamam (…) sem que os jovens se comovam, porque nem sequer sabem o que aconteceu.»
DIGO EU: Hipocrisia a um nível inimaginável de um coveiro ao serviço do franquismo remodelado. Atente-se na cobardia assumida de quem reconhece que teve tudo na mão para fazer justiça e não a fez. Dependia de si apaziguar milhões de compatriotas, atenuar-lhes as dores que jamais deixarão as famílias enquanto a memória perdurar.
Felipe Gonzalez fez tábua rasa de uma espécie de treino do holocausto a que não quis dar dignidade de Estado. Renovando, assim, a mortandade do fascismo.

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