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sábado, 22 de julho de 2017

A LÁBIA HABILIDOSA E ENGANOSA - ESTE FALA COMO SE O PS TAMBÉM NÃO FOSSE RESPONSÁVEL PELA SITUAÇÃO Á QUE A PT CHEGOU - Santos Silva: “Se fosse trabalhador da PT, se calhar, também estava a fazer greve”




O ministro dos Negócios Estrangeiros mostrou-se solidário com os trabalhadores da empresa que esta sexta-feira estiveram em greve. Em entrevista à RTP, Santos Silva defendeu ainda que a Venezuela precisa de uma solução “não confrontacional”


Augusto Santos Silva compreende “muito bem” os motivos que levaram os trabalhadores da PT a fazerem greve esta sexta-feira. Em entrevista à RTP, o ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que, se estivesse nessa posição, estaria a “pedir ao Governo para aplicar a legislação”. E o Executivo, garantiu o MNE, está a fazer tudo para a fazer cumprir.
“Sou daqueles que entende muito bem o que está a ocorrer hoje na PT. Porque se eu fosse trabalhador da PT, se estivesse há 20 ou 30 anos e fosse agora colocado numa empresa subsidiária, mantendo os meus direitos apenas por um ano, se calhar, também estava a fazer greve e a manifestar-me”, afirmou Santos Silva na RTP3.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações, a adesão à greve dos trabalhadores da PT/MEO rondou os 70%. Os funcionários da empresa controlada pela franco-israelita Altice protestam contra as novas condições de trabalho e a transmissibilidade de trabalhadores da PT para empresas externas à operadora, uma estratégia de gestão iniciada recentemente. Há 155 trabalhadores que já foram transferidos para empresas do grupo Altice e empresas parceiras da nova dona da PT.
“A Autoridade para as Condições do Trabalho está a verificar se as práticas da gestão da mão-de-obra da atual gestão da PT estão em conformidade com a legislação portuguesa e europeia aplicável”, garantiu esta noite o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Questionado sobre o papel de Portugal e da União Europeia na crise da Venezuela, Santos Silva sublinhou que a situação está a ser acompanhada, mas “ainda não foi possível chegar a uma nova declaração política” conjunta entre os Estados-membros.
“A situação que se vive de crise económica, crise social, problemas de abastecimento alimentar e de medicamentos que a nossa comunidade vai reportando, já são suficientemente graves no século XXI para que ficarmos sentados a ver. Temos de intervir. A Venezuela não precisa de quem atire gasolina para o fogo. Já há lá muita gasolina e muito fogo. Precisam de quem ajude numa lógica não confrontacional”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros. “Não queremos a confrontação na Venezuela. Temos de estar muito próximos, temos de ter muito cuidado e fazer chegar todas as pessoas e forças políticas a um consenso”, acrescentou.

Tancos, Pedrógão e SIRESP

Sobre o roubo de armamento em Tancos, Santos Silva admitiu que o assunto ainda não está “bem resolvido” e só estará quando “soubermos o que se passou e conseguirmos recuperar o material furtado”. “O plano de investigação judicial ainda está em curso”, sublinhou.
Lembrando que está a decorrer a investigação para apurar os factos do que falhou em Pedrógão Grande, o ministro defendeu que a prioridade é reconstruir casas e reparar casas e empresas.
“O que aconteceu, do ponto de vista natural e da conjugação dos fenómenos, foi absolutamente excecional. De qualquer maneira ainda não sabemos tudo o que se passou, mas devemos saber tudo. Só assim recuperamos totalmente a confiança”, considerou Santos Silva, que insistiu que a investigação está em curso.

expresso.sapo.pt

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