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segunda-feira, 31 de julho de 2017

A eleição da nova assembleia constituinte da Venezuela pode contribuir decisivamente para a pacificação do país, permitir o regresso à normalidade e deter de forma mais efectiva a tentativa de criação de um estado de guerra civil que "justificasse" a intervenção norte-americana no país.

A eleição da nova assembleia constituinte da Venezuela pode contribuir decisivamente para a pacificação do país, permitir o regresso à normalidade e deter de forma mais efectiva a tentativa de criação de um estado de guerra civil que "justificasse" a intervenção norte-americana no país.

Por detrás da criminosa intervenção das oposições está a recusa dos lucros da exploração pelo Estado do petróleo para fins sociais. Está a não aceitação do progresso social, na educação e na saúde dos sectores que eram os mais desfavorecidos da sociedade. Está o desconforto das camadas sociais que mais têm com o carácter revolucionário das instituições políticas e a determinação de elas caminharem no sentido de maior igualdade social, direitos sociais por igual para todos. Estão os EUA e os regimes mais à direita da Amérca Latina como se a revolução bolivariana lhes beliscasse as "liberdades" tal como as concebem nos seus países.

Os seus analistas salientam que Maduro não é tão carismático como Chavez, que "não tem perfil", que é "brutal". Tretas. O que lhes dói é não só o petróleo mas também a firmeza do dirigente.

Maduro quer uma ditadura, dizem. Entendamo-nos...
Mesmo com resultados sociais e económicos espectaculares, a direita tentou o golpe contra Chávez e perdeu.
Depois o imperialismo petroleiro provocou a queda abrupta do preço do petróleo para fazer carir regimes na Venezuela, na Rússia, no Brasil e os efeitos negativos foram, de facto muito fortes.
Isso não bastou e nas últimas eleições legislativas na Venezuela, o Presidente eleito da Assembleia e a maioria recusaram-se a fazer corrigir a eleição fraudulenta de dois deputados, pondo-se fora da lei.
Depos esta assembleia passou a confrontar diàriamente o governo, tentando passar a idéia de dois poderes paralelos, não complementares nem com distintos objectivos. Daí ao "vale tudo" foi um passo.
Depois vieram as manifestações de parte das classes média e alta e aquelas hordas de mercenários que cortavam estradas, dificultavam os abastecimentos, incendiavam e pillhavam lojas, recorriam aos snipers, a lança-granadas, a cocktails Molotov, para imporem a sua ordem.
Ao mesmo tempo que se recusavam a sentar-se à mesa das negociações.

Face a tudo isto, o governo venezuelano decidiu chamar o seu povo a pronunciar-se sobre uma nova constituição que impedisse este simulacro de democracia destruídora da democracia de natureza popular.

Quantas centenas das centenas de milhões de portuguses que vivem e trabalham na Venezuela, cederam à pressão do medo e da insegurança das ruas para virar costas ao país que há muito é também o seu?

A comunicação social portuguesa, ciente que está simultâneamente a beneficiar de grandes audiências entre a emigração portuguesa tem sido uma vergonha para nós e para os que lá estão. Se o Trump e o Congresso decidissem invadir a Venezuela bateriam palmas e deitariam foguetes. Uma vergonha, repito!

O nosso Presidente, a União Europeia e alguns dos nossos governantes andavam distraídos quando as oposições recusavam o diálogo com o governo? E quando a horda destruidora se quiz impôr como construtora "na rua" do poder alternativo? Era bom que estivessem mais atentos de futuro...

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