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quinta-feira, 6 de julho de 2017

5 TENTATIVAS PARA ELIMINAR HITLER


Os membros da Operação Foxley não foram os únicos a planear a morte de Adolf Hitler. A seguir, conheça a história de outros cinco homens que tentaram – sem sucesso eliminar o ditador

 

Maurice Bavaud

Data: 9 de novembro de 1938
Onde: Munique, Alemanha
Método: atentado à queima-roupa
Razão da falha: foi impedido pela multidão
Sem muito planejamento estratégico, o suíço, estudante de teologia, Maurice Bavaud viajou à Alemanha com o intuito de matar Adolf Hitler no outono de 1938. Ele encontrou a oportunidade que parecia perfeita no dia 9 de novembro, durante uma marcha em comemoração à revolução nazista. Infiltrado em meio à multidão, Bavaud esperava atirar no Führer à queima-roupa, assim que ele passasse em sua frente. Os entusiastas de Hitler, no entanto, acabaram criando uma espécie de barreira humana, impedindo o estudante de fixar a mira em seu alvo. Preso pela Gestapo por viajar sem documentos, Bavaud teve sua arma descoberta e, sob tortura, acabou admitindo seus planos de assassinato. Condenado como inimigo público, foi executado na guilhotina em 14 de maio de 1941.

Franciszek Niepokólczycki

Data: 1939
Onde: Varsóvia, Polônia
Método: bomba-relógio
Razão da falha: desconhecida
Franciszek Niepokólczycki, também conhecido como “Franek” e “Teodor”, foi um major do Exército Polaco que idealizou um plano para assassinar Hitler durante sua estada em Varsóvia, em outubro de 1939. Ainda hoje, historiadores divergem opiniões quanto aos motivos do insucesso da operação. Enquanto alguns acreditam que Hitler não chegou a parar no local combinado durante a visita à capital polaca, outros afirmam que a culpa foi de uma falha no dispositivo da bomba, que simplesmente não disparou na hora H. A tentativa de Niepokólczycki foi tão discreta que o polaco não chegou a ser descoberto pelos nazistas.

Hans Oster

Data: 1938
Onde: Munique, Alemanha
Método: conspiração de militares
Razão da falha: falta de organização e entendimento entre os membros da conspiração
O coronel Hans Oster, um dos mais poderosos membros da inteligência militar alemã, liderou um plano de assassinato que ficou conhecido como “Conspiração Oster”. A ideia fazia parte de uma verdadeira cruzada conservadora contra o partido nazista: Oster desejava prender, julgar e executar Hitler e seus seguidores acusando-o de atos desumanos, assim que eles retornassem de uma ação militar na antiga Tchecoslováquia, em 1938. A questão no país vizinho, no entanto, foi resolvida sem derramamento de sangue. Quando Hitler voltou, triunfante, a Munique, os membros da conspiração passaram a se desentender e, aos poucos, começaram a delatar uns aos outros. Nos primeiros meses de 1945, Oster foi enforcado pelos nazistas, sob a acusação de atividades contra o regime.

Georg Elser

Data: 1939
Onde: Munique, Alemanha
Método: bomba-relógio
Razão da falha: Hitler se afastou da bomba pouco tempo antes da explosão
Georg Elser era um carpinteiro alemão com uma profunda simpatia pelas ideias comunistas. Em 1939, ele planeou matar Adolf Hitler colocando uma bomba-relógio em uma cervejaria que fazia fundos com o anfiteatro em que o Führer se apresentaria, em Munique. Desta vez, foi a sorte que ajudou Hitler: ele deixou o anfiteatro cerca de 13 minutos antes do planeado – em seu lugar, oito pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas. Na mesma noite, Elser foi detido pela SS quando tentava atravessar a fronteira da Suíça. Depois de ser torturado até confessar foi levado para um campo de concentração, em Dachau. Pouco antes do término da guerra, em 1945, foi executado com um tiro. Em seu túmulo, foi escrita a frase: “Quis por meu feito prevenir derramamento de sangue maior”.

Claus von Stauffenberg

Data: 1944
Onde: Prússia Oriental
Método: bomba-relógio
Razão da falha: a expolosão atingiu o Führer apenas de raspão
Claus von Stauffenberg, coronel alemão durante a II Guerra Mundial, era considerado uma estrela em ascensão nas forças armadas de Hitler. Em 1944, no entanto, foi um dos principais articuladores de um mal-sucedido atentado a bomba contra o Führer. A ação aconteceu no quartel-general conhecido Wolfsschanze (Toca do Lobo, em português), na Prússia Oriental, atual território da Polônia. A bomba acabou matando quatro pessoas, mas Hitler sofreu apenas ferimentos leves (provavelmente porque uma mesa de reuniões o protegeu). Quando a conspiração foi descoberta, dezenas de militares, entre eles Stauffenberg, foram presos e executados. A história será contada no filme Operação Valquíria (Valkyrie), produzido e protagonizado por Tom Cruise, que deve estrear ainda em 2008.

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