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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Seminário reflecte e confirma actualidade do projecto comunista


O Seminário «Socialismo, exigência da actualidade e do futuro», promovido pelo PCP no sábado, em Lisboa, constituiu um importante momento de reflexão e análise sobre as conquistas, experiências, lições e impactos da Revolução de Outubro e da posterior construção do socialismo e o caminho a trilhar, hoje, para a necessária e urgente superação revolucionária do capitalismo.
O seminário de sábado, no qual participaram largas centenas de pessoas (distribuídas por dois auditórios, num dos quais se assistiu presencialmente aos trabalhos e noutro através de transmissão vídeo, disponível também na Internet), foi um dos momentos altos do programa do PCP de comemoração do centenário da Revolução de Outubro, que prossegue até final do ano.
Durante um intenso, e particularmente quente, dia de trabalhos, pela tribuna do Auditório 1 da Faculdade de Letras de Lisboa passaram duas dezenas de oradores, dirigentes e quadros do Partido e académicos de diferentes formações e áreas de especialização, cujas intervenções permitiram aprofundar a reflexão sobre um vasto conjunto de temáticas: o contexto em que a Revolução Socialista de 1917 ocorreu, o que alcançou e os factores que contribuíram para a sua derrota; o alcance das suas conquistas e a sua perenidade e actualidade; a validade das suas lições para a luta que prossegue, pelos mesmos objectivos supremos, as condições em que esta hoje se trava e o caminho apontado pelo PCP para os atingir.
O primeiro a intervir foi o Secretário-geral do Partido, que começou por saudar os oradores e participantes e agradecer à Universidade de Lisboa e à sua Faculdade de Letras pelo apoio e disponibilidade demonstrados para a realização do seminário. Em seguida, valorizou o «empreendimento pioneiro e de significado histórico universal» da Revolução de Outubro e o que ela significa para aqueles que, «como nós, não desistiram de lutar pela sociedade nova liberta da exploração do homem pelo homem e procuram na experiência passada, própria e alheia, e no aprofundamento da realidade do capitalismo de hoje e da sua cavada crise estrutural, ensinamentos para os combates do futuro».
Debate profundo
Introduzindo alguns dos assuntos que seriam, ao longo do dia, retomados e desenvolvidos pelos restantes oradores, Jerónimo de Sousa sublinhou que a luta de classes «continua a ser o motor da história» e que o capitalismo, incapaz de resolver as suas «insanáveis contradições», não é o sistema terminal ao ter apenas para oferecer aos povos a exploração, injustiças e desigualdades, os ataques a direitos e liberdades, a usurpação e destruição de recursos, a ingerência e agressão, o militarismo e a guerra.
Após garantir que, perante as graves consequências da crise estrutural do capitalismo são de esperar a intensificação da luta dos trabalhadores e dos povos e novas explosões revolucionárias, o dirigente comunista afirmou que o socialismo emerge com «redobrada actualidade e necessidade no processo de emancipação dos trabalhadores e dos povos». E não será o facto de o empreendimento da construção da nova sociedade «se ter revelado mais difícil, mais complexa e mais acidentada do que nós, comunistas, prevíamos, que se pode pôr em causa a sua justeza e necessidade», acrescentou.
Adiantando um conjunto de ideias centrais que as intervenções posteriores se encarregariam de demonstrar, o Secretário-geral do PCP destacou a importância de se ter em conta a «grande diversidade de soluções, etapas e fases da luta revolucionária» e de se considerar a inexistência de «modelos» de revoluções ou de socialismo. No caminho daqueles que são os objectivos supremos da luta do PCP – o socialismo e o comunismo – há «múltiplas causas» que lhe dão sentido, destacou ainda Jerónimo de Sousa, apontando diversos aspectos relacionados com a etapa da democracia avançada, que, como fez questão de sublinhar, é «ela mesma parte integrante da luta pelo socialismo».
Afirmar o socialismo
Depois das intervenções dos oradores convidados, cujo conteúdo fundamental daremos nota nas páginas seguintes, Vasco Cardoso, da Comissão Política (que dirigiu os trabalhos da parte da tarde, depois de Luísa Araújo, do Secretariado, o ter feito durante a manhã), encerrou o seminário realçando a sua importância para o enriquecimento da reflexão do PCP. O dirigente comunista valorizou ainda o facto de nele se ter procedido não apenas à avaliação histórica da Revolução de Outubro e do posterior processo de construção do socialismo mas, sobretudo, à sua projecção futura «no caminho da libertação da humanidade de todas as formas de exploração e opressão, no caminho da construção do socialismo e do comunismo em Portugal e no mundo».
Após sublinhar a profundidade e actualidade das conquistas da Revolução de Outubro, e o seu carácter inédito, e de recordar o «inapagável contributo da União Soviética para a libertação dos trabalhadores e dos povos», Vasco Cardoso concluiu com a convicção – reafirmada no próprio seminário – de que o socialismo «emerge perante milhares de milhões de seres humanos, perante a multiplicidade de nações e povos, como uma possibilidade real à qual cada povo chegará a partir da sua própria realidade concreta e por diferentes caminhos e etapas».
A leitura do Avante!, e destas quatro páginas em particular, é fundamental para apreender o essencial do que foi dito no seminário do passado sábado, mas não dispensa o estudo atento das comunicações ali proferidas (disponíveis em www.revolucaodeoutubro.pcp.pt). Pela sua profundidade, elas constituem um importante instrumento de elevação teórica e ideológica, fundamental para enquadrar a luta quotidiana dos comunistas portugueses pela democracia e o socialismo.


abrildenovomagazine.wordpress.com

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