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sábado, 10 de junho de 2017

poesia livre de António Garrochinho ~ QUEREMOS O ALGARVE E NÃO O ALLGARVE


Neste Algarve de Portugal
vivendo eu no barrocal
mas perto das douradas praias
muito está por fazer
o interior algarvio
anda a bradar ò tio, ò tio
e só de espumas cambraias
não pode sobreviver

no campo a agricultura
que a muitos assegura
o pão de famílias à mesa
não há políticas concretas
cada vez menos agricultores
porque na UE os doutores
traçaram negativas metas

no mar passa-se igual
desde as políticas do c´Anibal
que destruiu a frota pesqueira
somos ricos em peixe, marisco
mas está riscado o disco
e continua a bandalheira

frutos secos, amêndoa, alfarrôba
que noutro tempo havia em sobra
está tudo a desaparecer
ganham sempre os intermediários
pois não podem pagar salários
os que os querem colher

o turismo pode não durar
pois há sempre outro lugar
que os visitantes descubram
e então o algarvio
bradará ò tio ò tio
sem que o ajudem e acudam

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